O Primeiro Sussurro do Destino
Há muito tempo, quando o mundo ainda era jovem e as estrelas dançavam próximas da terra, surgiram os nove reinos de Aurethys. Cada um nasceu de uma força primordial, e cada um carregava sua própria essência, suas leis e sua magia.
No centro de todos, erguia-se Elyrion, o Trono Dourado. Um país de cidades cintilantes e torres que alcançavam os céus, governado pelo Imperador Caelthar Dravos, cujo poder era tão vasto que os outros reinos o temiam e o obedeciam. A magia de Elyrion era luz e controle: capaz de submeter mentes e dobrar a vontade de qualquer governante que ousasse desafiá-lo. De Elyrion vinham leis, ordem... e medo.
A oeste, escondido sob neblinas eternas, ficava Vorynthia, o reino das sombras e segredos. Seus habitantes eram silenciosos, astutos, e dominavam ilusões que confundiam até os magos mais poderosos de Elyrion. Poucos ousavam atravessar suas florestas, pois a escuridão ali não era apenas ausência de luz - era consciência viva.
Ao norte, as ondas revoltas do mar batiam contra os penhascos de Thaloryn, o reino das tempestades e correntes indomáveis. Seus povos eram navegadores e guerreiros, capazes de comandar o próprio oceano, e apenas o respeito ou o medo de Elyrion os mantinha sob certo equilíbrio.
Entre vales cortados pelo vento e nuvens altas, Aerathis reinava, lar de guerreiros alados e mensageiros velozes. Dominavam o ar, os ventos e a liberdade. Nunca eram pegos desprevenidos, e sua lealdade era tão imprevisível quanto as correntes que atravessavam seus céus.
No coração das montanhas, fortes e intransponíveis, ficava Valthor, reino de pedra e aço. Seus ferreiros forjavam armas capazes de rivalizar com qualquer feitiço, e seus guerreiros eram impassíveis, quase tão eternos quanto as montanhas que chamavam de lar.
Ao sul, o fogo queimava com paixão no reino de Eirnyth, onde a magia flamejante corria nas veias dos habitantes. Guerreiros impetuosos, revolucionários por natureza, desafiavam até os próprios deuses, e muitas vezes eram consumidos pelo próprio poder antes que o mundo pudesse entendê-los.
Entre sombras e luz, Mythralis surgiu, reino das almas e dos mortos. Guardiões do véu entre vida e morte, seus magos eram capazes de convocar espíritos e desvendar segredos que a própria realidade escondia. Lá, a vida e a morte eram apenas camadas de um mesmo mistério.
Sylthaea, reino das florestas e metamorfose, florescia em harmonia com a natureza. Druidas e criaturas antigas protegiam seus segredos, e cada árvore, cada rio, era parte viva de sua magia. Para Sylthaea, cada invasor era apenas um teste - e cada aliado, uma promessa.
Por fim, isolado e enigmático, existia Noctyra, reino do tempo. Seus magos manipulavam passado, presente e futuro, pagando caro por cada segundo alterado. Para o mundo exterior, pareciam distantes e irreais, mas eram o equilíbrio silencioso de Aurethys, a lembrança de que até o tempo podia dobrar-se à magia.
E assim viviam os nove reinos: em equilíbrio frágil, sob o poder absoluto de Elyrion.
Mas o mundo antigo sussurrava segredos que até o imperador temia:
uma magia mais antiga do que qualquer um deles, uma força capaz de recriar ou destruir todos os reinos... estava prestes a despertar.
E nas sombras de Mythralis, uma jovem nasceria, carregando em si a essência de toda a magia. Seu no
me seria lysandra kaerys.

