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Não é uma Maldição 1🌻
HISTORIA PARALELA, ALARIC.
597 palavras • 3291 caracteres • ⏱ 2 min 23 s

HISTORIA PARALELA, ALARIC.

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Entao, lá estava eu, em uma mesa frente a frente com o executor da minha espécie, o homem que já incendiou pessoas inocentes, mutilou e torturou muitos dos meus irmãos, e tinha sangue o bastante nas mãos dele para pintar todo o céu de vermelho, e ali, ele estava com os braços arrancados, os dentes arrancados, o cabelo raspado, e muitas outras coisas.


Eu tinha o capturado depois de uma batalha surreal, mas depois que o peguei e destruí qualquer força que ele tivesse pra revidar, deixei meus irmãos "tirarem satisfações" com ele, com apenas o pequeno detalhe de que não o matassem, e todos os meus irmãos seguiram essa ordem com muita cautela, a ponto de que eles o curaram tantas vezes, que o corpo dele se deformou a ponto de nem a cura conseguir curar seus braços, e nem as outras feridas.


Bom, pelo menos eles deixaram a língua dele, por que com uma dentadura que eu fiz, eu dei a ele dentes de novo, mas antes de deixá-lo abrir a boca, eu a tapei, e falei com o olhar mais frio e assassino que já fiz na vida.


ALARIC: eu só quero que saiba que as próximas coisas que você dirá são suas últimas palavras, a vingança de todos está feita, mas eu ainda tenho muito a te retribuir pelas coisas que você fez, então, a menos que você deseje uma morte ainda pior do que lhe aguarda, espero que escolha bem as palavras, pai.


Mas quando eu tirei a mão da boca dele, ele cuspiu na minha cara, e falou com as poucas forças que ainda tinha pra me xingar.


Pai: não me chame de pai, eu tenho vergonha de ter alguém como você tendo meu sangue em suas veias, se eu soubesse que você iria virar essa aberraçao quando crescesse, eu teria matado sua mãe apenas pra impedir você de nascer.


Que engraçado, depois que ele falou isso, eu senti apenas uma coisa, confirmaçao, eu sabia que meu pai, ou melhor, o executor de  amaldiçoados, não tinha compaixão, nem amor, e nem humanidade, apenas ódio e desejo, e esses seus dois pilares, seriam sua ruína.


ALARIC: não sei por que eu pensei em tentar, talvez eu ainda achasse, em algum lugar dentro de mim, que você ainda tinha jeito, mas no fim, eu só estava sendo ingênuo...mas eu quero que você saiba algo, eu vou matar você da forma mais brutal que a minha magia me permite, mas eu não irei parar apenas te matando, eu irei apagar você...


Então, o executor finalmente pareceu entender o que ele fez mas já era tarde demais tarde demais para seu arrependimento.


ALARIC: seus registros, suas mortes, seus nomes, até o sobrenome que você arrancou de mim com tanto prazer, eu irei apagar tudo...logo, com exeçao de títulos como "pai de ALARIC" ou "marido de Jakeline" ninguém irá saber que você sequer existiu.


O terror nos olhos do executor me deixaram estasiado, pensando em quantas pessoas, pessoas que ele chamava de monstros, que eram apenas crianças com medo, quantas crianças o olharam com esse mesmo olhar, e ele as matou de forma horrível sem piedade, então eu continuei.


ALARIC: então, quando você estiver fraco, cansado e nem sabendo se você está vivo ou se você já chegou no inferno e nem sabe, só nesse ponto, você terá minha permissão pra morrer.


Pessoas como o executor não mereciam empatia, e assim como ele usou meus irmãos como exemplo de sua crueldade, eu iria mostrar ao mundo o que acontece  com aquele que encosta em meus irmãos.


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