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Não é uma Maldição 1🌻
Respeita seu irmão
1654 palavras • 9386 caracteres • ⏱ 6 min 37 s

Respeita seu irmão

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Fiquei alguns dias parado, sem falar com ninguém, tentando entender por completo esse sentimento em meu peito que ainda não conseguia decifrar, ao mesmo tempo que encontrei um tempo em meu coraçao pra conseguir me concentrar em ir até meu irmão.


Ao invés da quadra que eu normalmente usava para lutar contra o Davi, dessa vez fomos para uma arena particular que meu irmão reservou. O lugar era meio longe, mas quando cheguei, vi que o lugar estava totalmente vazio, o que ajudou bastante a aceitar também, mas…além de mim e do Pedro, oooooooh…a Saytus tambem estava lá, eu sabia o por que, mas decidi perguntar mesmo assim.


Antonio: Saytus, por que ela tá aqui?


Pedro: eu pedi a ajuda dela já que achei que…não iríamos conseguir uma luta muito justa


Antônio: Pedro, agente pode apenas começar o que combinamos?


Meu irmão mais velho apenas riu de mim, não de desdém, mas de descrença, ele exalou uma pequena porção de sua aura, algo que fez a arena vazia em que nós estávamos, se encher totalmente em aura pura e densa igual água. 


Um ano atrás eu já teria sido nocauteado ali por não conseguir respirar, mas agora, eu respirava naquele lugar normalmente, enquanto construía devagar meu modelo mais avançado de golens contra cavaleiros que tinha, um único Golem que durou 2 minutos inteiros para ser montado, mas em tempo de luta, era muito tempo.


Meu irmão ficou surpreso, no bom sentido, quando viu que eu aguentei o testezinho dele sem problemas, mas ele não estava assustado, na verdade, ele nem cogitou se devia levantar a espada frente ao Golem mais bem feito e poderoso que eu já fiz.


Pedro: você cresceu, e deve ter crescido o bastante pra saber que não deve fazer isso


Antônio: (tremendo) sim…só ficando na sua frente, já consigo sentir que eu só posso fugir de você…mas eu sou quase um mago arcano, e mesmo que a diferença de experiência seja abismal, eu preciso entender de vez a verdadeira diferença que existe entre nossos poderes.


Meu irmão finalmente fez um olhar de surpresa enquanto comandei meu Golem pra avançar, mas em um segundo, eu vi meu Golem, e no outro, o Golem estava desmontado bem do meu lado, ele não tinha sequer sido quebrado, os golpes de meu irmão sem a espada conseguiram desmantelar o Golem sem quebrar uma única peça, algo apenas possível por meu irmão ser muito técnico e forte, e eu ser muito fraco e inexperiente, quando os punhos deles vieram até mim, me senti cortado, a dor simples, a ardência, e depois a dormência, nessa ordem, 12 vezes, não, 15 vezes antes de cair no chão.


Quase desmaiei, até abrir novamente os olhos e ver que não tinha sido cortado, o poder do meu irmão era apenas tão intenso que “parecia” que eu fui cortado.


Pedro: como pode ver, eu desmontei por completo seu Golem mais precioso e te matei 20 vezes apenas com minha aura, sem sequer ter que te atacar diretamente uma única vez, me fala, você viu tudo isso maninho?


Antônio: eu só vi 15 mortes, mas tá tudo bem, essa experiênciazinha foi o bastante pra eu aprender por que você é o patriarca agora, e não eu


Pedro: não fale como se alguma dia você quis aquilo


Antônio: pffff, pior que é mesmo.


Ri com o Pedro um pouco, apesar do dano psicológico, eu estava novinho em folha, eu sequer tinha perdido algum equipamento ou a mana pra fazer o Golem, olhei pra Saytus, que havia se aproximado bem mais rápido do que esperava e perguntou.


Saytus: pronto pra mais uma revanche?


Antônio: nem precisava falar.


Meu irmão saiu do caminho logo em seguida, deixando nós nos aproveitarmos da confusão.


De volta aos clássicos, invoquei uma grande legião de golens que possuíam foguetes nos pés e coloquei uma armadura aerodinâmica e me inclinei pra frente quase como um felino.


Enquanto Saytus criou grandes martelos de gelo (com bastões tecnológicos) em suas duas mãos livres e suas duas outras mãos manipulam os grandes bastões de magia que tentavam ser cajados, mas não tinham essa força ainda e cabos que criavam grandes armas enfeitiçadas no ar.


As armas e golens fizeram o primeiro impacto, e apesar de ter 20 armas pra cada golem, tudo estava equilibrado, explosões térmicas eram jogadas em um canto, grandes raios elétricos eram postos no outro, uma grande tempestade será formado em outro lugar, e de forma frequente, lasers, bombas, raios congelantes, raios paralisantes e cuspes ácidos aconteciam pra tudo quanto é lado. Além dos jatos óleo que fazia tudo explodir ainda mais do que antes.


No meio de tudo aquilo, nós dois fazíamos um jogo de gato e rato, onde eu corria até ela, a perseguia um pouco, dava de dois até 8 socos, e depois recuava, tentando a achar novamente no meio do caos. Só para ela fazer o mesmo comigo não muito tempo depois, fizemos o jogo, sem nenhum de nós ceder um golpe até que eu escorreguei e deixei ela me bater no rosto, fui jogado pra trás, e naquele momento simples, fui tratado como uma batata quente onde ela não me deixava cair no chão ou me mover diferente.


No meio do frenesi dela, usei minha armadura pra desviar dos golpes mais dolorosos, mas em muitos ataques, fui pego por uma finta e fui atingido de forma que minha armadura trincou. Da mesma forma, levava a Saytus para armadilhas de terreno, que tinham um relevo um pouco maior que a fazia abaixar a guarda, ou um lugar com menos magia que enfraquecia levemente os golpes dela, conseguindo a golpear diretamente também.


Agente trocou muitos golpes, enquanto eu tentava usar meus golens pra distraí-la e ela as armas dela para me distrair, mas nós dois éramos experientes o bastante para desviarmos das armadilhas sem abrirmos a guarda um pro outro.


Agente se bateu até eu sentir minha armadura desmoronando e a Saytus sentir seu exoesqueleto prestes a trocar, ambos recuamos, ainda bloqueando os ataques de golens e armas flutuantes um do outro. 


Depois continuamos com ataques a longa distância, eu criei grandes canhões com pernas de aranha e ela criou canhões de mão para seus dois braços livres. E numa guerra de disparos de bolas de fogo, eu perdi quase 50 canhões antes de destruir os canhões dela, e antes de meus canhões se desfazerem, descarreguei o que restou de minha magia nela, conseguindo a machucar bastante e a fazer cair no chão.


Quando a fumaça se dissipou e eu vi o corpo de Saytus no chão, eu sabia que era uma armadilha, mas por onde ela viria? Por cima? Por baixo? Ou pela frente? Foi por cima, em uma velocidade tão grande que quase não a peguei, a vi despencando do céu com um outro martelo feito de gelo puro, eu só tive tempo de improvisar um bracelete, mas então o gelo que era a base do martelo se esmigalhou inteirinha e se recriou segundos antes de me atingir, recebi o dano no peito, por ser um dano magico, minha armadura a absorveu sem muitos problemas.


O impacto que aquele martelo me deu me fez agradecer de ter investido tanto em meu físico, e logo depois criei uma bota foguete e chutei com um jato fortíssimo de água a queima roupa do tronco de Saytus. A fada se machucou muito, mas com sua própria armadura, ela resistiu bem.


Recuando, e depois se aproximando de novo, continuamos aquela quase “dança” de técnicas que tínhamos, nossas armaduras ficaram esgotadas e rasgadas, e a arena que já estava bem desgastada, ganhou novas marcas de guerra de outros competidores.


Não derramamos sangue, mas nossos corpos ainda se esgotaram em mais de um sentido, nenhum de nós queria ceder, ambos fomos além dos limites, até que ambos ficamos em pé e recusamos aceitar que perdemos por simples teimosia.


No fim, a Saytus se ajoelhou primeiro, mas ela não desmaiou, ela continuou me olhando, me desafiando…eu…tentei resistir, mas acabei caindo de cabeça no chão, cansado demais até pra olhar pra ela.


Saytus: (ofegante) então, quem venceu?


Antonio: aaaaaah, você, eu acho


Saytus: com que referência?


Antônio: se estivéssemos em um campo de batalha agora, quem você acha que levantaria primeiro?


A Saytus sequer respondeu, quando abri os olhos de novo, a vi em pé, olhando com confiança pra mim, enquanto me levava pra um cantinho pra relaxar.


Saytus: eu


Antonio: já tá recuperada? foi mais rápido do que eu pensei


Saytus: é só um truque, eu precisaria de 10 minutos no mínimo pra ter uma luta decente com alguém, isso sem considerar se eu vou perder ou não


Antonio: hehe, são truques como esse que fazem um general vencer ou perder numa guerra


Saytus: mas não estamos em guerra


Antonio: ue? Nunca se sabe, é bom sempre estar pronto.


Quando me sentei no banquinho, me dei o privilégio de respirar e descansar algum tempo antes de falar novamente com a Saytus.


Antonio: hehe, acho que to te dando muita corda


Saytus: por que diz isso?


Antonio: eu sinto que eu devia falar com o…meu amigo que eu esqueci o nome


Saytus: quem?


Antônio: se sabe, o gigante que tá sempre na biblioteca comigo


Saytus: aaaaaaah, o jay


Antonio: isso, Jay, sinto que eu devia sair mais com ele, mas eu não sei nada dele, eu quase não lembro o nome dele


Saytus: por que só não pergunta o que ele quer fazer?


Antônio: é, boa ideia, acho que vou falar isso pra ele depois de amanhã


Saytus: depois de amanhã?


Antonio: pois é, eu tenho um (estala língua) encontro amanhã, nada demais


Saytus: um encontro!? Que incrível, com quem?


Antônio: com a Dandara


Saytus: onde vocês vão?


Antonio: aaaaaah,  vamos num show musical, ela ta obsecada com música ultimamente e eu to amando esse novo lado dela


Saytus: não vai…


Antônio: nao, eu vou ficar bem


Saytus: se você tá dizendo.


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