Os próximos dias das minhas aulas foram tranquilos, pois pelo que parece, a casa de Galdino foi visitada pelos guardiões das crianças e sem mesmo uma segunda olhada, o conde Galdino perdeu seu direito não apenas da Dandara, mas também de outras 4 crianças, até a criança que era a criança favorita, e pelos registros, era bem tratada.
Queria saber mais, mas quando a Dandara foi levada, ela pediu para sair da escola, não sabia se a veria de novo, mas quando soube disso, pedi em voz alta que ela estivesse bem, onde quer que estivesse.
E no meio de tudo aquilo minha mãe falou com as pessoas certas e encontrou a família que a Dandara acabou ficando. Levou quase 2 meses para encontrarem ela, mas quando troquei minhas primeiras mensagens com ela, senti uma felicidade que nem eu acreditei que era possível.
CARTAS DE CRISTAL
Antonio: oi Dandara, já faz um tempo
Dandara: foi mesmo
Dandara: …
Dandara: aqueles guardiões, foi você?
Antonio: sim e não, eu pedi pra minha mãe te ajudar e ela mandou aqueles caras, então se quiser agradecer alguém, agradeça a ela
Dandara: vou fazer isso quando tiver a chance
António: a propósito, você ligaria de se encontrar comigo amanhã às 8 da manhã pra ver uma palestra?
Dandara: tipo um encontro?
Antônio: não, eu queria te apresentar o Davi, e a outros caras que podem te ajudar, mas você não precisa ir se não quiser
Dandara: não, não, eu quero ir.
Dandara: …
Dandara: Antônio, voce gosta de mim?
Antonio: claro que eu gosto
Dandara: não como amigo, mas como namorada
Antonio: …
Antonio: sim, por que? você gosta de mim?
Dandara: sim
Antonio: por que?
Dandara: por que você me salvou
Antonio: isso…não basta
Dandara: como assim?
Antonio: amar alguém só por que a pessoa te ajudou apenas significa que você não me vê como um namorado, mas como um herói, invencível e infalível, mas já vou avisando Dandara, eu não sou invencível e sem falhas
Dandara: o que quer dizer com isso?
Antônio: quando agente se encontrar amanhã vai ficar mais claro, eu só peço que tenha mais calma em falar que ama alguém, quem sabe, talvez eu seja mais perigoso que seu pai
Dandara: o simples fato de você me dizer isso, mostra que você não é nem um pouco perigoso pra mim
Antonio: …
António: justo, só aguarda um pouco e me espera no endereço que vou enviar, você tem um cavalo?
Dandara: não, mas eu tenho uma vassoura
Antonio: entendi, até amanhã então.
FIM DA CONVERSA DE CRISTAIS
No próximo dia, sai com uma roupa bem mais chique do que normalmente uso para visitar o templo, e cavalguei um pouco, estava com uma empolgação poderosa aquele dia, e pouco tempo, encontrei o Davi, que usava a regata e bermuda minúsculas de sempre, enquanto cavalgava em seu pônei.
Davi: então vou conhecer a famosa Dandara depois de tanto tempo?
Antonio: ta mais pra nova Dandara pra ser mais preciso, uma que eu conheço bem, mas que poucas pessoas sabem que existe.
Cavalgamos um pouco mais até alguém numa vassoura se aproximar de nós, nossa, o cabelo ondulado dela havia recuperado a cor, o corpo dela tava mais cheio, e com um vestido branco simples, ela parecia um anjo. Era possível ver que ela tinha muitas cicatrizes, e seu corpo ainda estava bem frágil, mas…mesmo nessa transição, ela parecia tão feliz que pra mim, ela já estava curada.
Me senti confortável vendo ela em roupas que não pareciam uma camisa de força. E o rosto dela parecia ter rejuvenescido quase 50 anos, ela parecia até mais nova que eu. Ela queria me agarrar ali, mas ela via que o Davi estava no caminho.
Davi: vocês querem que eu saia?
Antônio: não, tá tudo bem, eu queria é te apresentar ela
Dandara: ola, sou a Dandara
Davi: você é bem diferente do que o Brutus falou que era
Dandara: e você parece inteiro demais para uma máscara
Davi: eu fiquei muito tempo no controle pra ser só uma máscara, posso não ser o original, mas e daí? eu sou eu, e no fim, isso que importa não é?
Dandara: é, você é você, e só isso importa no fim.
Cavalgamos por um tempo, tava meio desconfortável, mas vendo como nenhum deles iria falar, começei a conversa.
Antônio: era disso que eu tava falando
Dandara: do que?
Antonio: Dandara, você confia muito em mim, e eu confio muito em você, você sente agradecimento por eu ter te salvado e eu me sinto feliz por ter conseguido te salvar, mas se tirarmos essas 4 coisas da equação, somos apenas estranhos um pro outro, então…eu quero que você me conheça primeiro, assim como eu quero conhecê-la, descobrir e entender seus lados bons e seus lados ruins, e quando agente se conhecer o bastante pra amar tudo que o outro é, poderei dizer “eu te amo” sem duvidas, assim como você. Entende o que eu digo?
E o rosto cheio de felicidade a alguns segundos de Dandara, ficou sombrio novamente, mas apenas de tristeza por entender o que falei.
Dandara: pior que sim, tudo que você falou faz sentido, mas me fala, quer ir num encontro comigo depois da aula?
Antonio: hoje não dá, vou estar ocupado hoje.
Eu vi ela se irritando, e na hora falei.
Antonio: viu, você já está se irritando, se você só pensasse que me amasse por ter me salvado, essa pouca irritação iria fazer você se questionar, e ficar indo e voltando na pergunta “eu realmente amo ele? ou eu só amo o que ele fez?”
Dandara: meu deus…como você sabe tanto sobre amor?
Antonio: eu só leio bastante, algo que parece mais difícil das pessoas fazerem hoje em dia
Dandara: a propósito, pra onde agente ta indo?
Antonio: pra cima, nós chegamos.
A base das escadas para o reino dos gigantes era sempre lindo de ver, uma escadaria quase transparente que levava para um bando de nuvens abertas, com uma luz simples e controlada revelando o pouco de visão que as escadas transparentes tinham.
Eu e Davi descemos dos cavalos e os amarramos em um poste perto dali, enquanto Dandara viu sua vassoura se desativando quando chegou perto das escadas.
Antonio: sem trapaças, eles querem que todos sintam o peso que é subir todas as escadas
Dandara: eu…morri?
Antônio: não, mas eu te garanto Dandara, você vai subir de um jeito e descer de outro, (tom doce) segura a minha mão, é sempre assustador na primeira vez.
Dandara segurou minha mão, mas o toque dela já mostrava que não era apenas segurança que ela buscava…droga, eu falei tudo aquilo pra ela antes, mas eu estava transbordando de amor.
Mas eu não podia aceitar isso, não existia algo de “eu existo por que sim” eu não queria gostar ou amar dela por que sim, eu queria a lógica, o motivo de eu gostar tanto dela, era isso que eu falava pra mim mesmo enquanto meu próprio corpo me traiu, ficando tão quente e feliz com o toque dela que tive que me controlar.
O Davi andou na frente, notando o clima e não querendo segurar vela. A Dandara demorou para dar o primeiro passo, e eu não apressei, não queria olhar pra ela ou para o chão, não sabia como ficaria se olhasse pra qualquer um dos dois, então só olhei para a forte luz no fim da escada, sempre olhando pra frente.
Senti a Dandara me olhando, mas não fiquei nervoso dessa vez, um passo da cada vez até finalmente chegarmos no topo, e pelo rosto de Dandara, era a primeira vez que ela visitava o reino dos gigantes, e isso me abalou mais que qualquer coisa. “como era possível ela nunca ter visitado um lugar tão lindo como aquele?” a cada dia que passava, a família dela parecia ainda pior.
Antonio: e ai? o que você acha?
Dandara: ahhhhh, esse lugar é muito lindo
Antonio: vem Dandara, falta pouco pra chegarmos no lugar que eu queria te mostrar.
Nenhum de nós tomou a iniciativa de largar a mão um do outro, até nos dois admitirmos mentalmente que nós não queríamos nos soltar. E apesar de todos esses sentimentos, me mantive focado em encontrar o palestrante certo, deveria ser muita presunção minha, mas eu sabia que palestra ela deveria ouvir antes de qualquer outra, e com um pouco de procura, encontrei o palestrante.
Gigante: o quão difícil é começar a se amar? Muitos sequer entendem o que essa simples frase significa, depois de pensar bastante, cheguei numa conclusão interessante. A simples frase “se amar” parece auto explicativa, mas muitas pessoas não percebem que antes de amar a si mesmo, a pessoa precisa entender o que ela está amando, como você pode amar o seu “eu” interior, se você sequer o conhece.
Ok, aquilo estava me dando bem mais raciocínios não só pra minha situação, mas a minha situação com Dandara do que eu pensei, e a ruiva? Ela estava ouvindo cada palavra do monge, tão impressionada com não só as falas, mas as roupas, os prédios, e até a forma que o monge falava, que agora que eu a ouvi melhor, era doce, e ao mesmo tempo decisiva, dando um sentimento de querer que a conversa continuasse.
Dandara: você tem certeza que não morri e fui pro paraíso?
Antônio: absoluta Dandara, absoluta, e se quiser pode perguntar qualquer coisa pra ele, e ele… o olha.
Apontei a um dos visitantes que levantou a mão e Dandara ficou surpresa de novo, era óbvio que ela não esperava que alguém tão…”divino” quanto o gigante escutasse as vozes de meros mortais. Mal sabia ela que foi por ouvir tantas vozes de meros mortais que o gigante se tornou o que ele era agora.
Gigante: sim jovem?
Aluno1: então você está dizendo de antes da jornada de amar a nós mesmos, nós temos que entender o que nós somos, nosso verdadeiro “eu”?
Gigante: exatamente
Aluno1: e por onde começamos?
Gigante: pergunta interessante jovem, e a resposta é, qualquer lugar, existem vários métodos, fazendo as perguntas certas para você mesmo, como, “o que eu sou?” “o que me tornei?”, “o que eu gosto?”, “o que eu odeio?”, “por que eu tenho vergonha de mim?”, “o que eu odeio em mim?” Ou vocês podem começar a testar coisas que vocês gostam, um instrumento que vocês tinham vergonha de tocar, um livro que vocês achavam ser burros demais para ler ou um amigo que você tinha vergonha de se aproximar. Ou vocês podem tentar pensar por si próprios, tentar pensar o que “vocês” não a sua família, seus amigos, ou até a voz pessimista dentro de você diz, se concentrem bem, afastem as vozes ruins dentro de si próprios, e deixem que a coisa mais básica e simples sair da simples imaginação e virar um desejo, o que a sua criança interior diz?
Estava gostando bastante daquela conversa, e a forma que Dandara estava se esforçando tanto para ouvir sua criança interior, ficando bem triste por não conseguir muita coisa.
Dandara: nada, não consigo ouvir nada
Gigante: é natural minha jovem, conhecer a si próprio não é algo instantâneo, muito pelo contrário, é um processo longo e demorado, cheio de falhas e acertos, com grandes recompensas no final, mas que você gasta toda sua juventude antes de conseguir ouvir sua voz interior de forma boa e consciente
Dandara: então eu vou levar todo esse tempo pra me amar?
Gigante: o contrario jovem, logo nos primeiros estágios, você pode demorar a se amar, mas você poderá se respeitar, entender que o verdadeiro você deseja, e quando o respeito for contínuo, mais partes de seu eu interior serão descobertas e mais partes de você encontrarão a luz, até você chegar ao ponto em que não terá mais diferença entre “você” e o seu “voce interior”.
Todos aqueles que ouviam aquelas palavras pela primeira vez, estavam chocados, como se um mundo inteiro tivesse se aberto a eles, um mundo lindo e cheio de possibilidades, diferente da linha reta que era a vida de muitos ali.
Já os mais antigos como eu apenas ficavam quietos e satisfeitos que a conclusão que eles chegaram por conta própria estava certa, às vezes, eu sentia que estava reinventando a roda, mas mesmo assim, eu fiquei feliz que minha roda era tão parecida com a de um grande monge.
Gigante: mas até lá, vocês sempre devem se manter atentos, buscar conhecimentos paralelos, e aprender a respeito de seus próprios sentimentos e corpos. E depois de vocês entenderem melhor a si próprios, e entenderem mesmo que superficialmente quem são, seja pelas suas qualidades ou seus defeitos, ou pelo nome das suas maldições, e apenas depois de você se conciliar totalmente consigo mesmo, é que você estará pronto para um relacionamento, pois antes de tudo, vocês precisam ser amigos de si mesmos antes de ter qualquer outro amigo.
Não era a primeira vez que eu ouvia aquela palestra, mas ela ainda me fazia ficar pensativo e fechar os olhos alguns segundos, apenas para refletir tudo que eu ouvi, junto de muitos outros alunos, quando abri os olhos de novo, vi muitos alunos ainda “pensando” no que ouviram, principalmente a Dandara, ela demorou bastante para abrir os olhos, e eu via, ela se sentia diferente, mas não muito, e isso a deixava mais irritada que nunca.
Dandara: é normal sentir só um pouquinho diferente?
Antonio: paciência Dandara, você não ficou quebrada dessa forma do dia pra noite, de tempo pro seu corpo se curar.
O rosto de cachorrinho machucado de Dandara apertou meu coração, eu fiquei triste para segundos depois me encher de raiva, mas mantive meu rosto tranquilo enquanto olhava para ela ainda, vendo a ruiva ficar mais calma e feliz.
Dandara: ta bom.
Eu não tinha percebido, mas acabei segurando a mão de Dandara de novo, e Davi apenas observava tudo a distância, não querendo atrapalhar o nosso encontro, sendo que eu trouxe ele aqui exatamente pra isso não ser um encontro, que droga.
Mas no fim, não foi muito diferente do normal, levei Dandara para alguns palestrantes que tinha certeza que ela precisava ouvir e quando anoiteceu, eu, Dandara e Davi voltamos para a escada, sendo que Dandara deu um tempo para olhar todo o reino da visão do topo da escada, ela tava com um rosto muito contemplativo, como se todas as perguntas de sua cabeça estivessem tentando achar respostas que ela se negou até agora a responder, me fazendo sorrir um pouco.
Dandara: daqui de cima, tudo parece tão…insignificante
Antonio: pois é.
Não tinha muito que falar sobre isso, então só deixei ela contemplar tudo antes de nós descermos novamente, mais uma vez, segurei a mão de Dandara com muito carinho, enquanto Davi ficou sozinho, mas feliz com o que via.
Quando voltamos aos nossos cavalos e a vassoura de Dandara, passeamos um tempo dentro do reino, estávamos tranquilos e calmos, o Davi parecia querer falar alguma coisa, mas ao mesmo tempo não queria ficar entre eu e a Dandara.
Dandara: Antônio
Antonio: o que foi?
Dandara: eu to cheia de sentimentos ruins dentro de mim, raiva, tristeza, inveja, ciúme, e várias outras que sequer quero mencionar, como… como você lida com todas elas?
Antonio: bom, eu encaro elas como os sons ruins que eu escuto
Dandara: como assim?
Antonio: antigamente, eu tentava ignorar todos esses sons, tentar fingir que eles não estavam ali, mas ironicamente, isso só deixou eles bem mais fortes e poderosos em meus ouvidos, me fazendo explodir muito mais rápido, mas agora eu aceito que eles estão ali, e aceitando que eles estão lá, consigo lidar melhor com eles e mesmo que ainda me irrita um pouco, consigo aguentar e entendê-los melhor sabendo que eles estão lá.
Então a Dandara me olhou algum tempo nos olhos, normalmente não gostava que alguém olhasse tanto pra mim assim, mas para a Dandara, meu nervosismo parecia diminuir bastante.
Dandara: voce é tão inteligente Antônio, parece até um monge mirim
Antonio: nem tanto, eu só comecei essa jornada primeiro, se de alguns anos de vantagem e você vai ficar até mais inteligente do que eu
Dandara: (risadinha) quem dera.
Com uma risada linda, vi Dandara indo pra longe depois de um tempo, e quando ela se afastou, Davi se aproximou de mim.
Antonio: desculpa por te fazer segurar vela
Davi: sem problema, só deixa eu te perguntar uma coisa
Antonio: claro, pode falar
Davi: Antonio, pra você, qual o sentido de nos sentirmos dor?
Nossa, que susto, pensei que ele tinha algo bem sério pra falar.
Antonio: me interrompa se eu estiver me referindo a uma dor diferente do que você se refere, mas eu acho que a dor serve para nós crescermos. Nenhum ser vivo sobrevive sem a dor, além dela ser um sensor de perigo bem mais urgente que o medo, ela muda nosso cérebro e nossa percepção, e no meio disso, o tempo sempre nos faz melhorar, sempre tiramos alguma lição da dor, seja ela boa ou ruim, e a dor e experiências, quando usadas da melhor forma, faz a pessoa crescer. Muitos gostam de falar “se eu tivesse a cabeça que eu tenho agora naquela época, tudo seria diferente” mas esse é o ponto, se você não tivesse cometido erros naquela época você nunca teria a cabeça que você tem agora
Davi: nossa, muito bom, eu encaro a dor como um teste, seja a dor física ou mental, muitas vezes a dor é um obstáculo, seja ele contínuo ou não, tudo que vale a pena possui alguma espécie de dor, seja como preço para conseguir, seja como teste intermediário, ou consequência final depois de muitas batalhas, seja lá qual for o método, é impossível escapar da dor, apenas escolher qual dor você irá sentir, e se a recompensa dessa dor vai valer a pena pra você.
Comecei a rir ao ouvir aquilo, não por achar as observações do Davi bobas, mas porque notei algo engraçado e interessante.
Antonio: sabe o que eu acabei de notar?
Davi: não
Antonio: nas nossas duas observações, existe algo em comum, tanto o moldamento das pessoas com a dor, ou a escolha de qual dor você enfrentara, tudo isso só será possível se a própria pessoa escolher a dor, não importa o quão secundário ou terciário seja a decisão, se a última decisão de qual dor você escolher não for sua com todo o coração, você estará apenas…sofrendo, e não realmente gostando.
O Davi ficou de queixo caído chegando na mesma conclusão que eu, então ele falou.
Davi: ou seja, tudo de certa forma dói, mas se no fim da dor, tiver algo que você deseja, ou algo que você próprio escolheu, não importa quanta dor você sofreu, e nem quantas vezes você acabe desistindo, no fim, você vai acabar voltando e vai conseguir…
Davi e Antonio: …e ninguém pode entender que dor você aceitaria além de você mesmo, então sempre confie em você mesmo, pois em questão de aguentar a dor, cada pessoa é única, e nunca deixe ninguém dizer o quanto você aguenta, seja maior ou menor do que você realmente consegue.
Caaaaaaara, era por isso que eu amava conversar com o Davi, minha cabeça explodia cada vez que agente fazia isso, queria poder fazer isso nós três juntos, mas eu tinha que ter paciência, essas coisas levavam tempo.
Me despedindo do Davi, sorri enquanto cavalguei de volta pra casa, estava bem empolgado pra saber como seria o segundo ano, mas por enquanto, era melhor só relaxar e aproveitar o descanso.
FIM DA PARTE 1\n\n

