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Não é uma Maldição 1🌻
Um dia comum, talvez?
1475 palavras • 8305 caracteres • ⏱ 5 min 54 s

Um dia comum, talvez?

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Depois de tanto tempo, ir para a escola pareceu estranho, mas no meio de tudo aquilo, consegui terminar meu primeio golem de pedra funcional, eu estava tão animado pra isso que aceitei o primeiro duelo que jogaram em mim.


Cara, eu devia ter olhado melhor quem eu havia aceitado o duelo, pois em segundos, eu me encontrei no meio da grande arena de cavalos, segundo as regras daquele duelo, eu e meu desafiante iriamos andar em círculos numa arena de corrida e iríamos apenas trocar feitiços até um de nós cair por completo, e olha quem diria, o desafiante era um dos alunos que seguiu meus conselhos, cara, aquilo seria interessante. 


Não fiquei intimidado com o corpo de touro e pernas de avestruz do cavalo de meu oponente, em segundos, a corrida-batalha já iria começar, eu tava bem feliz, junto do aluno do meu lado.


Antonio: ai, que o melhor mago vença


Desafiante: igualmente.


Então, a contagem regressiva começou, e estava bem tranquilo, estando mais nervoso por que eu tinha me acostumado demais a ficar estressado o tempo todo, mas de repente, senti um par de olhos diferentes olhando pra mim, sim, eram…os olhos de Dandara, não sabia por que? Mas eu sabia que ela estava olhando pra mim, e de repente, meu corpo que parecia estar na potência máxima ganhou mais  300% de poder, não questionei essa força extra, apenas aceitei.


No primeiro disparo, o desafiante colidiu o cavalo dele com o meu, e eu joguei o zorro no cavalo dele, a colizao foi feia mas nos dois aguentamos, nos afastamos e colidimos um com o outro novamente, sendo jogados ainda mais pra tras, e mesmo com o cavalo sendo bem mais fortes que o meu, eu ainda não tinha ativado minha magia, enquanto o touro parecia ser movido com magia pura, fizemos 20 colisões empatadas, com minha magia nem sendo tocada, e me permitindo ver o lugar perfeito para jogar o desafiante, e antes de largar qualquer feitiço beleza vi o desafiante avabçar mais uma vez, e novamente na areia, demorei alguns segundos a mais para colidir o Zorro com o meu inimigo, e começou, o cavalo do meu oponente pisou numa areia bem mais dura que o resto, causando dor ao cavalo o bastante para eu colidir o cavalo com bem menos força do que o normal e ainda assim, o derrubar com tudo no chão.


O cavalo bateu no chão e fez várias manobras ruins, com o desafiante batendo o corpo na areia, e sendo esmagado pelo cavalo mais de uma vez, mas eu continuei correndo, e na metade da volta, quando já estava bem longe dele, vi o meu desafiante se recuperando usando magoa, mas é claro que aquilo não iria o derrubar ele, mas estando tão distantes um do outro, coloquei meu plano em açao, e criei vários golens de pedra no meio da areia, o grande mago tentou desviar deles, mas os homens estavam bem nas partes mais estáveis da areia, enquanto os caminhos livres estavam bem nas áreas perigosas, e isso o desafiante entendeu, e explodiu meus golens com bolas de fogo, só pra perceber que meus golens resistiram e deram golpes nele que o jogaram nas partes ruins da pista de novo e o fizeram deslizar e cair no chão, e ele caiu e levou mais tombos, e novamente ele usou telecinese para se manter protegido enquanto o cavalo aguentou tudo sem problemas antes deles voltarem a me perseguir.


Numa parte da pista sem golens ou truques, o desafiante disparou várias bolas de fogo em mim, mas eu não defendi, apenas deixei aquelas bolas de fogo me atingirem na cara, e foi como eu suspeitei, toda aquela força pra manter o cavalo em pé e o erguer nas quedas, acabou com todas as reservas de mana que ele tinha, enquanto meu tanque tava quase cheio, mas não criei mais golens, só deixei os ataques dele me acertarem, talvez estivesse sendo arrogante, mas com todas as defesas que fiz, fiquei apenas com metade da minha mana enquanto meu oponente parecia ter se esgotado.


No leve movimento dele, vi que estava tentando pegar uma poçao de mana de sua bolsa, mas na hora, criei dois braços pequenos de Golem que agarraram as patas do cavalo e o fizeram cair na areia de novo, e sem a mana para protege-los, os dois ficaram tão ralados que a areia ficou pintada de vermelho e voou no ar, se os professores não tivessem segurado o desafiante a tempo, as coisas podiam ter ficado feias. 


Usando feitiços de dormência, eles impediram o desafiante de sentir dor, e rindo, me aproximei dele, estando feliz com o que vi.


Antônio: muito bom, você fez um grande progresso, mas ainda precisa controlar melhor seu cavalo


Desafiante: é, eu percebi, no fim fiquei tão esgotado que nem consegui usar muitos golens


Antônio: isso por que você não estudou o bastante, tem várias fórmulas que usam menos mana que o normal, se você as conhecer até um pinguinho de poder vai ser o suficiente


Desafiante: (risada) vou levar isso em questão.


O desafiante estava realmente feliz, acenei enquanto via ele ir embora, havia acontecido tanta coisa, mas pelo menos eu encontrei meu grupinho no meio dos alunos.


Estava saindo da sala de duelos quando vi uma multidão de alunos me observando e batendo palmas pelo meu show, a é, eles estavam vendo a luta, tinha esquecido totalmente deles, então eu vi, Dandara no meio dos alunos, nossa, ela estava tão…feia.


Era estranho mas, eu via, o uniforme dela que antes parecia tão apertado parecia mais solto, mas não por que ele aumentou, parecia mais que a Dandara diminuiu, o cabelo dela continuava preso, mas agora parecia que estava machucando ela, e mano, ela estava tão pálida que parecia um fantasma, os olhos dela perderam toda a vida e seu rosto sequer tinha qualquer expressão, ela não parecia diferente de uma máquina naquele momento, mas quando ela olhou pra mim nos olhos, eu vi o brilho voltando nos olhos vermelhos dela, a cor de sua pele bronzeada voltando e seu rosto sem expressão se tornando um rosto cheio de felicidade, ela parecia uma náufraga que havia acabado de encontrar um barco salva vidas, então ela ficou triste, como se soubesse que nunca poderia entrar nesse barco e então, se virou e desapareceu na multidão, e naquele momento, senti como se algo tivesse me acertado no peito, e falei sem nem saber o que estava falando.


Antonio: eu não devia ter prometido aquilo.


Ninguém me ouviu, mas eles não precisavam ouvir, eu entendia o que tinha que fazer agora, mesmo que doesse muito, então apenas voltei para a biblioteca da escola, não pensando em Dandara, mas em me distrair, as provas estavam chegando e eu sabia que se algo fosse acontecer com a Dandara, seria no dia das provas.


E ao invez de ler um livro da biblioteca, decidi continuar lendo o livro que eu trouxe pra escola, era uma fantasia bem interessante sobre um príncipe que viajou para todos os cantos do planeta em busca de partes de sua alma, sendo movido apenas pelos sentimentos de seu ser. 


O capítulo da vez, falava sobre o príncipe encontrando a “dor” depois dele ter passado por um mar de chamas, passado por inimigos que não o viam como uma ameaça e ficado dias sem comer. E quando ele encontrou a “dor” de sua alma novamente, os próximos capítulos foram várias aventuras sobre ele descobrir pouco a pouco o que a dor fazia, foi difícil, e muitas vezes, ele achou que iria morrer, mas no final, ele conseguiu, chegou num acampamentosinho, que ele mesmo fez, e provou sua primeira refeiçao com a “dor” de seu corpo com ele de novo, o livro falou bastante como ele sempre comeu pra não morrer, sempre uma necessidade e nunca um desejo, mas quando ele sentiu dor, quando ele se machucou ele sentiu dor quando estava comendo, uma dor muito menor do que ele estava esperando, uma dor tão pequena que ele gostou, pois aquela dor nessa quantidade tinha outro nome, gosto, pela primeira vez, o gosto sentiu o gosto de um simples pedaço de frango.


Será que, se eu não tivesse sentido tudo que senti, eu seria eu mesmo? Provavelmente não, querendo ou não depois de todas as palestras que fui, depois de todas as conversas que tive, só podia pensar que no fim, minha dor me tornou quem eu era, mas…se eu pudesse impedir a mim mesmo de passar por tudo isso, eu faria? Provavelmente sim, sinto orgulho de quem me tornei e ainda me tornaria depois do que passei, mas não poderia suportar passar por tudo de novo, nem de longe.


Depois disso comecei a ler alguns outros livros, como fortalecimento corporal básico, feitiços de escudos e bolas de todos os elementos.


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