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Não é uma Maldição 1🌻
Lhes apresento, Davi
3235 palavras • 18212 caracteres • ⏱ 12 min 56 s

Lhes apresento, Davi

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O dia seguinte foi bem comum, acordei primeiro, fui direto pra biblioteca sem tomar café da manhã e fiquei lá por horas, até que um despertador de cristal apitou do lado da minha mesinha de leitura. 


Antonio: uuuuuh, é hoje. 


Depois apenas me arrumei, com uma bermuda bem cheia e com muitos bolsos, e uma blusa confortável, que não era quente demais e nem apertada nos lugares errados. Não sabia falar tão lindo sobre roupas como outros Singulares dos super sentidos, mas estaria tudo bem por enquanto. e depois de tudo, começaria a parte mais difícil do meu dia, sair de casa.


Apesar de não gostar do calor do lugar, acabei me acostumando com ele de certa forma, mas o barulho era algo que nunca poderia me acostumar, não era apenas os cavalos ou rodas batendo no chão de pedra, era o som dos sapatos no chão, a claustrofobia de tantas pessoas no mesmo lugar que tirava o ar de meus pulmões e o fato de todo mundo falar tão alto que eu conseguia ouvir todo mundo, cada uma das centenas de pessoas ali passava por meus ouvidos, criando um emaranhado tão grande de sons que parecia que todos gritavam no meu ouvido.


Mas mesmo não aceitando minha condição, vivi o bastante pra saber andar pelas ruas, e evitar os lugares que iriam gastar mais rápido minha “bateria social” e mesmo assim, não teria chegado muito longe sem meus fones. 


Meus pais falavam o tempo todo que eu deveria sair mais de casa e aproveitar mais a “vida real” e largar os livros, mal sabem eles que eu irei aproveitar bem a “vida real” quando eu for um constructo oficial, mas enquanto estivesse preso naquela cidade barulhenta e chata, poucos sons naquele reino inteiro mereciam que eu tirasse os feitiços de som pra escutar.


Oh, nesses meus devaneios, acabei chegando no lugar onde queria, e lá estava o pai de meu melhor amigo, me esperando só assobiando encostado numa parede, e quando ele viu, ele andou bem devagar e me abraçou, foi um abraço tranquilo e depois ele me olhou nos olhos e falou.


???: obrigado por estar aqui, você não faz ideia como isso importa pra ele


Antonio: eu tenho uma pequena ideia senhor.


E com essa simples frase, eu e ele entramos dentro de um lugar que parecia um asilo de segurança máxima paredes grandes, blindadas com todos os tipos de magias e com guardas nos lugares certos, mas bem devagar, nós passamos pelos portões, com os guardas deixando o pai de meu amigo entrar e comigo sendo o acompanhante dele. 


As vezes, me perguntava se os anciãos já consideram me mandar pra lá, o estrago que eu fiz no centro de cavaleiros foi bem grande, e os Singulares que eram colocados ali, em sua maioria eram pessoas com maldições tão complicadas que elas eram um perigo pra si mesmas e para os outros, e uma pequena porcentagem eram pessoas com problemas demais para conseguirem se ajudar sozinhas…e eu sentia que estava muito perto da última, por isso era sempre bom eu NUNCA entrar naquele lugar sozinho, pois sabia que se eu entrasse, talvez nunca saísse.


E mais uma vez, perdido em meus pensamentos, vi que chegamos na sala de “resgate” onde Davi esperava agente, 


Ele estava pálido, mas ainda tinha uma pele meio bronzeada junto de sua cabeça raspada e 3 linhas na lateral, junto de seus músculos definidos. Sua regata e bermuda eram tão curtos quanto ele lembrava, como eu gostava de dizer, eles eram o “limite do decente”, mas sabendo o que ele tinha, não era pra menos.


Sem nos colocarmos muito perto dele, dava pra ver que ele olhava para um ponto específico da mesa, ou apenas pra nada, como se lembrasse varias e varias memorias do que ele passou lá dentro, as coisas boas e ruins, até chegar no ponto em que ele estava pronto pra sair, e mesmo sendo só meu amigo, eu estava muito orgulhoso dele, e do outro cara também.


Quando nos aproximamos devagar, vi que ele sentiu nosso cheiro e se virou na nossa direção, nossa, ele tava tão feliz que salta no ar e abraçou o pai, que estava mais feliz do que nunca em ver seu filhinho bem novamente, ali eu vi, um amor de tudo, ele não amava apenas o Davi, mas também amava o Brutus, nem quando um pouco das emoções de Davi vazaram e as garras do Brutus arranharam a ponto de sair sangue, o pai sequer piscou. 


E eu fiquei feliz e com um pouco de inveja do Davi enquanto ele era posto no chão. Me olhando nos olhos, ele colocou um fantoche de lobinho na mão e me comprimentou com a outra, esquerda direita, cima baixo e soco bate.


Davi: e ai Antonio


Antonio: oi Davi, (olha o fantoche) oi Brutus


Brutus(fantoche): oi Antonio, tá pronto pra um duelo?


Antonio: fica pra depois, quando você tiver no controle


Brutus(fantoche): pf, estraga prazer


Antonio: então, conseguiram se acertar dessa vez?


Davi: acho que sim, (olha o fantoche) tem se passado muito tempo, mas, sinto que só agora eu conheço o brutus


Brutus(fantoche): a alguns anos atrás você me chamava de monstro, e você acha que só um “sinto muito” vai fazer tudo ir embora?


Davi: (engole seco) não


Brutus(fantoche): (suspira) você tem sorte que eu gosto tanto de você, a gente resolve isso depois, tô indo dormir.


E depois de falar isso, o fantoche que antes parecia estar vivo, voltou a ser um fantoche normal que foi colocado num dos bolsos do Davi.


Antônio: ele fala ainda estar com raiva, mas agora fala na sua cara o que pensa ao invés de descontar nos outros


Davi: fazer o quê? psicomagos fazem milagres


Antonio: psicomagos são só navegadores, no fim, só você pode guiar seu navio pra aguas calmas


Davi: uuuuuh, gostei dessa, de onde tirou?


Antonio: de um livro sobre um marinheiro, venha, tá na cara que vocês dois querem sair daqui.


Rindo, vi que Davi, apesar de tudo que passou ali, queria muito ir embora, afinal, ele não era diferente de um prisioneiro ali, e graças a deus o Brutus estava dormindo, pois os papos que eu queria ter com Davi eram mais um lance nosso, assim como meus duelos com o Brutus era um lance meu e dele, e eu não gostava de misturar as coisas, e pela forma como esses dois se odiavam antes eles também não. 


Na saída, um doutor estava nos esperando com uma mochila de pirata de Davi, meu amigo parecia bem feliz, e o próprio Brutus que disse ir dormir, acordou apenas para apertar uma das mãos do doutor com sua mão de fantoche, enquanto Davi apertava a outra.


Doutor: meus parabéns senhor Davi, e senhor Brutus, e eu espero nunca mais vê-los de novo


Caique e Brutus: muito obrigado por tudo doutor, e eu também nunca mais desejo vê-lo.


Apesar de já ter visto aquilo várias vezes, nunca deixava de me assustar quando eles falavam ao mesmo tempo e a voz grossa de Brutus junto da menos grossa de Davi deixavam claro que o fantoche não era ventriloquismo, o Brutus realmente era uma identidade diferente, que falava por si próprio e não pelo Davi.


Tentando não ficar com medo daquilo, acompanhei o Davi quando o Brutus voltou a dormir, eu e Davi fomos na frente do pai dele, com ele nos observando em todo o momento por trás, deixando a gente ter nossos papos particulares.


Antônio: então Davi, qual você acha que é o sentido da vida?


Davi: é uma pegadinha, não existe “um” sentido da vida, cada um tem o seu, assim como todos são diferentes, e cada um vê o mundo de forma diferente, cada um tem seu próprio “ponto final” do que a vida deveria significar


Antonio: “ponto final” que escolha interessante de palavras, pois eu pensei ultimamente, e as pessoas não tem um “único” sentido da vida, na verdade, muitas pessoas tem um sentido da vida final, onde elas conquistam coisas pequenas pelo caminho, até chegar o ponto que o sentido está completo


Davi: interessante, você tá dizendo que eu, por exemplo, meu objetivo da vida de virar um bravo guerreiro lendário não é meu único sentido na vida?


Antonio: exato, antes o seu maior sentido foi tentar ficar mais forte, negligenciando a si próprio, e quando o Brutus apareceu, seu objetivo foi deserta-lo por ele ser a parte feia de você, até que você entendeu que não podia só “jogar sua parte ruim fora” e seu maior objetivo da vida, principalmente depois de ter entrado naquele hospício foi tentar entender o Brutus, e agora que você tá livre, você pode se dedicar de novo a ser o grande guerreiro lendário que quis.


Depois de falar aquilo, Davi ficou um tempo sem falar nada, refletindo olhando para o “nada” como estava fazendo antes, depois ele falou.


Davi: às vezes eu fico pensando no que eu vou fazer quando conseguir meu sentido da vida


Antônio: você vai encontrar um novo sentido, depois vai conquistá-lo, e encontrar mais um de novo, de novo, e assim sucessivamente, até você morrer


Davi: não sei se isso devia me deixar feliz ou triste


Antonio: relaxa mano, você vai ter muito tempo pra pensar nisso.


Então, não falamos mais nada, ficamos apenas ali, andando, e por um momento, Davi começou a olhar com cuidado meu rosto, meus cabelos encaracolados e pretos, que muitas mulheres matariam pra ter algo natural assim, um rosto bem mais leve e tranquilo que se destacava com um nariz redondo e chato. E meus olhos grandes e amarelos, um amarelo bem forte que me fazia muitas vezes quase fechar os olhos pela quantidade de vezes que pessoas me encaravam por causa deles, que saco. 


Meu corpo não era nada de especial, ele era forte, mas nada trincado como de um marombeiro ou um guerreiro de meus livros, que decepção. Pelo menos eu era alto, diferente do meu amigo que era baixinho mas era um baixinho trincado.


E mais uma vez, meus atalhos salvaram a mim de um stress desnecessário, e salvaram o Davi de deixar o Brutus sair, pois se eu e o Brutos tínhamos algo em comum, era que nos odiávamos o barulho que a “vida real” tinha, mas como já tava bem tarde, a rua tava vazia o bastante pra eu não precisar sequer usar o fone, pelo menos até nós chegarmos em casa.


Quando nós chegamos na minha casa, o pai do Davi entrou mais e foi falar com meu pai, enquanto Davi só ficou ali na sala, olhando tudo a volta rodando várias vezes, minha sala parecia tão grande quando meu amigo olhava, ele parecia tão feliz, até se deitar no chão, como se a casa fosse dele.


Antônio: que estranho você querer tanto sair de um lugar isolado, só pra entrar em outro


Davi: a sua casa é diferente mano, e você sabe disso.


E ele estava certo, as partes de lobo que estavam fora desde que saímos do hospício começaram a retornar ao estado normal, eu deitei no chão da sala junto com ele, e nós dois só começamos a olhar no teto, por alguns segundos sem pensar em nada. 


E com o tempo, agente começou a sentir que nossas almas saiam de nossos corpos, não havia nada que nos tirasse dali, estávamos navegando num lugar onde não havia nada, além de nossas consciências, era quase como se fossemos corpos dentro de um lago, a gente ficou assim por um Boooom tempo, até que meu pai tirou agente do pequeno transe falando com agente.


Pai: vocês podem fazer isso no quarto?


Antônio: sem problema.


E me colocando em pé, levei Davi pro meu quarto, tudo enquanto via o fantoche na mão dele tendo a boca fechada, provavelmente tentando impedir todos os palavrões que o fantoche tentava falar pra ele. 


Os quadros da minha casa continuavam tão lindos como sempre, mas enquanto estávamos na metade do caminho, Davi viu um dos quadros, de uma estranha amazona que carregava uma espada enorme sentada numa pilha de milhares de inimigos, ahhhhh, aquele quadro tinha uma história interessante, mas o Davi não estava a fim de conversar, ele queria continuar o que começou na sala.


E dentro do meu quarto, estando sozinhos e no escuro, eu fiquei no chão de novo com meu amigo, e de novo começamos nossa…seção de transparência, ficando meio feliz que nessa brisa estranha, um terceiro corpo, o corpo de Brutus, se juntou com ele, ahhhhh, eu sempre ficava triste que ninguém sabia a alegria de só ficar deitado no chão e se esquecer da vida por um tempo.


Uma vez em pé, sai do meu quarto e fui para a sala de novo, pra jogar um jogo com meu amigo que tinha o objetivo simples de empilhar várias coisas em um único lugar, enquanto começava outra conversa com Davi.


Antônio: então, você já decidiu aonde vai estudar?


Davi: claro, vou para o campo de cavaleiros


Antonio: (risada) boa sorte, ouvi dizer que aquele lugar é sinistro


Davi: é, fiquei sabendo, e o Brutus ta esperando que isso seja verdade


Antonio: depois de anos estando na coleira, seria estranho se ele não estivesse esperando isso.


Continuamos jogando o jogo de empilhar, comigo perdendo 4 vezes, e o Davi 6, até eu ficar confortável o bastante pra falar.


Antonio: pra falar a verdade, estou com um pouco de medo do que pode acontecer, eu tenho uma boa história de pessoas implicando comigo


Davi: e você dando uma surra nelas, sem magia


Antonio: ah Davi, acho que já passamos da idade de brigar por bobagens.


Então, Davi começou a me olhar mais sério que o normal, e eu senti, a contenção que as pessoas criaram dentro da minha cabeça, vacilando.


Davi: Antonio, escuta, você nunca vai estar velho demais pra revidar pessoas que te maltratam…NUNCA


Antonio: (respira fundo) é você ou o Brutus falando isso?


Davi: o Brutus está dormindo, ele não tem nada haver com isso, me prometa Antônio, que se alguém implicar com você nessa nova escola você vai revidar.


E naquele momento, olhei os olhos de Davi e vi que aquele tempo todo no hospício ele também pensou bastante em mim. Ele já foi um garoto descontrolado, que não conseguia sequer sair do próprio quarto sem criar um grande caos…ele estava tão crescido, me fazendo questionar se eu cresci também, mas com a resposta saindo da minha língua enquanto estava no meio de meu raciocínio, sabia bem que no fim eu cresci também.


Antonio: ta bom, eu prometo.


E pra terminarmos o dia, levei Davi para o reino dos gigantes, e novamente usando meus atalhos, encontrei uma barraquinha de sorvete, meio animado pra saber o que os palestrantes falariam dessa vez.


Mesmo depois de tanto tempo, Davi ainda sentia bastante medo sempre que subia a escadaria transparente, com medo absurdo de cair, mas eu fiquei perto dele, impedindo que ele ficasse com medo, e ficando um pouco incomodado quando vi o colar de girassóis nele, de novo eu não estava usando o meu, e novamente pensei que não precisava dele.


E novamente nas palestras, encontrei um palestrante bem interessante que parecia mais querer aprender mais do que ensinar aos seus ouvintes, e de forma estranha, decidi olhar mais de perto.


Gigante: o que significa ser um homem?


Aluno: não ter sentimentos


Aluno2: ser forte pra caramba


Aluno3: mandar nas pessoas


Aluno4: aguentar tudo que as pessoas jogam nelas


Gigante: meu deus, e eu achando que as coisas tivessem melhorado no lado dos sapiens, vocês estão todos errados, o que significa ser um homem é a proteção, suas suposições podiam estar um pouco verdadeiras, mas as formas distorcidas de que falaram as tornou erradas


Aluno2: como assim?


Gigante: a maioria do que vocês falaram foram coisas que um patriarca, ou chefe de família faria, não ter sentimentos para eles não serem explorados, ser forte para proteger as pessoas que se ama, mandar nas pessoas que estão abaixo deles e aguentar tudo que se joga neles por que se ele se deixar vulnerável todas as pessoas que confiam nele entrarão em pânico. E tudo isso não é exclusivo de um homem, uma Matriarca ou qualquer mulher de poder poderia fazer isso


Aluno1: então o que você quer que nós respondamos?


Gigante: vou reformular minha pergunta, o que significa ser um homem sem títulos, dinheiro ou qualquer feito, um homem em seu sentimento mais puro e simples.


E de repente, todos ficaram em silêncio, e não era pra menos, a  pergunta que parecia simples a segundos atrás se tornou complexa demais em segundos, mas eu pensei naquela mesma pergunta o suficiente pra ter a resposta quase na ponta da língua e eu levantei minha mão bem devagar.


Antônio: um homem, em sua maior essência é aquele que se impõe, nós testamos as coisas perigosas demais quase como uma brincadeira, entramos em lugares super instáveis, somos maiores e mais pesados, e aguentamos bem mais dor que as mulheres de forma geral. Nosso DNA foi programado para normalmente estamos sempre na zona de perigo


Gigante: pode ser mais específico jovem


Antônio: um homem, amaldiçoado ou não, é um guardião, nós temos nossa força para proteger todo o resto, e por nós sempre estarmos em lugares perigosos, foi criado que não temos sentimentos por sempre termos que lidar com nossos sentimentos nós mesmos, nunca confiando sequer em nossa família para isso


Gigante: otima colocaçao jovem, como o jovem falou, homens em sua maioria tem que lidar sempre com as coisas sozinhos, muitos gostam de dizer que mulheres sempre são as que sofrem mais, mas apesar de tudo, homens sofrem também, a diferença é que homens que sofrem ou escondem isso ou são usados de chacota, e qual é o resultado disso?


Dessa vez, foi o Davi que respondeu.


Davi: os homens machucados e distorcidos pelo que dizem que ele “deve” ser acabam entendendo errado, e acabam virando uma “cópia mal feita” do que é um homem de verdade, um cara agressivo, mandão, que não respeita a opinião e ordens de ninguém, que parece  sempre pronto pra te dar um soco na cara e que só consegue se sentir forte de verdade quando machucam uma pessoa fraca.


E como acontecia às vezes, o Gigante não respondeu, mas deixou a si próprio e todos em volta absorverem aquelas palavras alguns segundos antes de continuar.


Gigante: o outro jovem fez um ótimo ponto, mas se existe uma cópia, então existe o original, um homem de verdade é alguém protetor, que escuta o que as pessoas falam e sabe que não precisa ser super agressivo, durão e “machão” o tempo todo, mas sim só quando se é necessário.


Era uma palestra bem simples, mas esse entendimento, que deixou muitas pessoas de queixo caído, era algo surreal para muitas pessoas ali, cheguei até a ouvir uma mulher falando “meu deus, o que eu fiz?” Eu esperava muito não encontrar a pessoa que ela estava se referindo, pois a história parecia interessante e perigosa demais pra mim.


Diferente de quando eu ia pra cá sozinho, dediquei um tempinho para ir a um dos pequenos templos dentro do lugar, e lá dentro, encontrei um lugar de meditação e fiquei sentado num cobertorzinho ao lado do Davi, não era um canto de adoração, era um canto de meditação, nós ficamos um bom tempo no templo.


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