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O caminho não era muito longe de onde eu estava, então eu caminhava apresada mas com cuidado pra não fazer barulho e chamar atenção de alguém, mesmo do Alan.
Enquanto eu caminhava meu coração acelarava, meu medo percorria o meu corpo, e minhas mãos suavam.
Não sei o que esperar, o que irá acontecer ou o que poderá estar ali me esperando.
Então, como não tinha como não piorar... mas piora.
E o pior sempre, bem ao de cima.
Mesmo que nós, não estejamos há espera, ou apenas fingindo que não poderá acontecer nada.
Pensamos que estamos sempre seguros, mas a verdade, é que é mais obscura do que se pensa.
E o que aconteceu, com aquelas jovens, foi bem sinistro, e por mais que tenhamos muitas perguntas, nunca teremos nenhuma resposta, concreta.
E tenho a certeza que não teremos, mas agora é tentar seguir em frente.
Eu estava perdida em meus pensamentos, que não me apercebi que poderia ser apanhada.
O toque do ombro me assustou, e com o susto, mando o soco à pessoa que, cai no chão, mas fiquei completamente chocada, sabendo que era Alan.
Claro que não foi de propósito, mas aconteceu, eu ajudei a levantar, pedindo desculpa pelo o soco.
"Está tudo bem." Ele respondia limpando as calças.
- O que você está fazendo aqui? Você não deveria, ter saído do hospital ...- ele falou colocando a sua mão, no meu ombro.
- Eu sei disso, Alan. Me desculpe por qualquer coisa, mas eu precisava vir, eu tinha que te ajudar.
Ele apenas acentou, não havia agora nada a fazer.
E caminhava, enquanto eu o seguia atrás dele.
Entramos naquela casa, senti um frio percorrer minha espinha, meu coração acelarava de nervoso.
Sentia algo que não estava, bem. Eu não sei, mas o ambiente estava mais do que estranho, sentia algo ou alguém me observando.
Enquanto percorremos os corredores, daquela casa, estranha e obscura, Alan a minha frente, com a sua arma em mãos apontando pra a frente.
Paramos em uma sala, estranha entramos, e ela estava cheia de computadores, e telas, com imagens de assassinatos, era horrível.
Aquilo mexeu comigo, aquilo me deu náuseas, eu revirava os olhos, enquanto o Alan analisava tudo. Afinal era o seu trabalho, afinal era pra isso que ele estava lá.
Eu me virei um pouco, pra não ver aquilo, eu estava me sentindo muito mal.
Enquanto isso, eu me viro e parecia tudo normal, aparentemente.
Alan vira se pra ir embora, mas alguém aparece, e o ataca os dois caiem no chão, envolvendo se em uma luta corpo a corpo.
O homem tenta esfaquear Alan, ele agarra a faca, tentando evitar o golpe, e eu em completo choque.
E então, suspirando fundo... eu tinha que agir.
Peguei em uma barra de ferro, do chão... E dei na cabeça do homem, que cai desmaiado no chão.
Então ajudo Alan, se levantar, mas sinto algo frio, no meu pescoço.
Alan com as mãos levantadas, e chocado com a situação, ele tenta manter a calma.
O homem, está com a sua faca apontada, no meu pescoço.
Com o risco crescendo, o medo percorrendo em meu corpo, e a morte perto, uma lágrima escorre pelo o meu rosto.
Alan tenta o distrair, e eu o atingi na sua cabeça.
Alan então pega em mim, e me leva pra fora, quando estávamos perto da saída, ele aparece parado olhando pra nós.
E então aponta a arma, pra mim e quando ele estava prestes a tirar, Alan se coloca à minha frente, sem pensar muito, e então é atingido, ele cai nos meus braços.
O homem fica parado por um momento, mas logo vai embora deixando eu com Alan sangrando imenso.
Eu até pensei em ir atrás dele, mas eu não poderia deixar Alan assim.
Eu tirei meu casaco, e o coloquei pra pressionar em seu peito, e chamei a ajuda.
Alan estava consciente, mas bastante fraco.
Momentos mais tarde, a ambulância chega, e leva Alan, eu com os meus olhos em lágrimas, vou ao lado dele na ambulância.
- Vai ficar tudo bem, Alan.
Eu dizia tentando acalmar, enquanto segurava a sua mão, e Alan com dificuldade sorria.
Chegamos ao hospital, e logo eles levaram ao ponto de socorro de emergência, pra a operação...
Enquanto isso eu esperava que tudo aquilo fosse apenas um sonho ruim.
E que terminasse logo...
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Horas depois, o médico me falou que Alan, saiu bem da operação, mas que ainda não tinha acordado, que era só uma questão de tempo.
Eu suspirei de alívio, e estive depois um pouco com ele.
Também estiveram aqui, a polícia, eu como única testemunha, tive que dizer o que aconteceu.
Parece que o assassino, não era o mesmo que eles tinham apanhado, porque ele estava preso.
Enfim, seja lá quem for, está solto e livre.
Mas eles já estão no pé dele, e não irá faltar muito pra o encontrarem ... bem eu espero.
Eu estava cansada, exausta, enquanto esperava que Alan, acordava, eu fui pra a casa dele, tomei um longo banho, tentando esquecer tudo... mas impossível, aquela noite nunca sairá da minha cabeça.
Ele levou um tiro, por mim, por minha causa.
Eu nunca esperava que ele fosse capaz disso, mas aconteceu.
O tempo passou rápido demais, quando dei conta, eu acabei por adormecer, acordei com o meu telefone, tocar alto, bem alto.
E tinha também algumas mensagens das meninas, preocupadas comigo.
Mas a ligação me despertou, eu atendi apesar do medo, que vem por aí.
Respirei fundo, e de 😌 alívio,era o hospital o Alan, tinha acabado de acordar.
Uma ótima notícia pra variar.
Eu acabei de me arrumar, e então fui logo até ao hospital.
Pelo caminho, o meu telefone toca novamente, dessa vez é Jessy.
📲"Jessy? O que está acontecendo? Eu não estou ouvindo!"
📲"Se queres que ela viva, bem sozinha, se não ambos morrem."
Meu coração saiu da boca, quem era? E porque?
📲"Quem é você? O que você quer?"
📲"O aviso está feito."
A chamada cai, e meu corpo também.
Uma mensagem chega, com a localização exata, juntamente com uma foto de Jessy, amarrada.
Então eu nem penso muito bem, e vou o mais rápido possível, pra o endereço que me mandou.
E dessa vez, eu estarei preparada.
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Continua...

