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De Volta á Duskwood
Sempre á uma Esperança
900 palavras • 4896 caracteres • ⏱ 3 min 36 s

Sempre á uma Esperança

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Eu não sei como dar essa notícia, a eles eu não posso. Eu não posso fazer isso, eu tenho que ver com os meus próprios olhos, isso está muito errado. 

Eu não deveria esconder nada deles, de novo, mas enfim... é pra o próprio bem deles.


Para já, não irei contar nada a eles, mas quando tiver a certeza de tudo, que tudo é realmente verdade, eu mesma contarei, custe o que custar.

Eu sempre fui ruim, em contar más notícias, eu também não gosto nada disso, mas há uma primeira vez pra tudo não é mesmo?


Eu vou indo então, mas rápido, for mais depressa eu descubro a verdade.

Eu me despeço de todos eles, mas a verdade é que eu preferia não ter que fazer isso, preferia ter saído de "fininho" pra ninguém se aperceber, e não começar a fazer perguntas, que eu poderia acabar contar coisas que ainda não poderei revelar, pelo menos sem ter a absoluta certeza.


A Jessy queria ir comigo, eu entendi que ela estava desconfiada que eu saberia de alguma coisa. Ela é inteligente aquela menina, mas eu consegui fazer ela ficar.


- Eu só vou ver o que o Alan sabe, mais nada, é isso apenas. Não se preocupem, assim que algo eu saber, vocês serão os primeiros a saber de tudo com toda a certeza. 


Eu finalmente fui embora, aliviada por eles estarem mais tranquilos, ou por não contar o que eu não tenho a certeza que é verdade, mas o Alan está bem convencido disso, eu entendo perfeitamente, afinal ele a salvou daquelas minas, pra depois a "encontrar morta", é complicado de lidar.


Ele até queria ligar pra os pais de Lilly pra contar tudo, sobre Hannah, mas ele não fez, eu lhe pedi que eu própria resolvia isso, que daria a notícia eu mesma, mesmo que seja bem difícil.

Consegui por um momento, mas não por muito tempo.


Estou bem ansiosa, não sei o que encontrar lá, não sei o que irá acontecer se for mesmo verdade, meudeus eles ... eu não sei... se conseguirei, depois de tudo?


O que eu vou fazer??


Finalmente eu cheguei, Alan estava à minha espera, com um cigarro, ele tremia das mãos, e tinha um sorriso contido, não alegre, mas sim de desilusão.


Eu me aproximei dele, não com pressa, mas com uma urgência, uma urgência que arrepiava todo o meu corpo.

Não sei o que esperar.


Ele apenas me fez sinal pra o seguir, eu fui não tinha outra solução.


****


No lugar desconhecido, Jake está ao pé de Hannah, que dorme tranquilamente.


Eu estou preocupado com ela, não sei o que irei fazer, ainda não entendi como ela chegou aqui, não sei o que aconteceu com ela, ela apenas aterrou.


Ela chegou aqui, sabe se lá como, mas eu não poderia deixar lá fora, mas se alguém a seguiu até aqui, vai se complicar muito pra mim.


Eu não posso ser descoberto, não agora, mas também não posso deixar a minha irmã sozinha.

Ela estava cheia de medo, estava nervosa. Apesar de ela não dizer muito, mas eu entendo.


Quer dizer, eu não tenho como julgar, não sei o que ela passou, até chegar aqui, ela deveria estar sozinha.

Mas ainda bem, que algo pior não tenha acontecido com ela.


Apesar de quer bem, ela tem que me contar tudo que aconteceu, como ela chegou aqui, porque estava daquele jeito aterrorizada, nervosa...

Algo me diz que algo ainda está bem enterrado, e que ela acabou de desenterrar.


Mas felizmente, ela está viva, ela está aqui comigo.

Eu tenho que concordar que isso está cada vez mais estranho.


Será que haverá conexão? 


Assim que ela me contar, tudo e eu souber que ela estará em segurança, eu vou poder agir melhor pra a proteger, e não deixar que isso aconteça de novo.


****


Eu não esperava que algum dia iria ao necrotério, mas aqui estou eu né?

O ambiente é escuro, estranho, uma sensação que estou sendo observada, não desde que cheguei, mas sim desde que sai da casa de Lilly, que estranha a sensação.


Mas já que estou aqui, enfim vamos logo resolver, o mistério e ver se o Alan estava completamente certo, ou completamente enganado.


O corpo coberto, com um lençol branco, o médico legista, nos cumprimenta, mas logo sai da sala nós deixando sozinhos.


- Não te preocupes, ninguém irá saber que estávamos aqui. Espero que esteja preparada pra o que verás. Não será fácil.


- Tudo bem, eu estou mais que preparada. 


Mas eu não estava, eu menti, eu não queria ver, queria sair dali o mais rápido possível, estava a ficar sem ar.

Então eu me aproximo do corpo, levanto o lençol, e o choque em meu rosto é de imediato.


Não há como desfarçar, nem como escapar, o rosto daquela menina, meudeus quem foi capaz disso?

Uma marca de algo, em seu pescoço talvez uma corda, não sei.


A menina era loira, era parecida com a Hannah não como negar, mas não é eu sinto que não é ela, pelo menos eu quero acreditar e ainda tenho esperança nisso.


Meudeus, e seus olhos eu não estava a espera disso, que horror. Eles foram.. meu deus, pobre menina, eles foram queimados...


Quem é você? Porque você é tão familiar, porque você é parecida com a Hannah?


O que raios aconteceu com você? 😔


****


Continua....




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