Como se não fosse o suficiente, tudo o que aconteceu, todo o drama, todo o sofrimento, causado, ainda respostas para serem dadas, mais perguntas pra serem respondidas.
E agora mais sofrimento, o que será que aconteceu?
Onde está a Hannah? O que se passou com ela, será que ela fugiu? Foi levada?
Mas ... desta vez, será completamente diferente eu estarei presente. Eu ajudarei os de corpo e alma.
Eu farei de tudo, para saber a verdade, e não sairei até descobrir a verdade.
E se a Hannah realmente estiver em perigo eu vou fazer de tudo para a trazer são e salva.
Jessy, me agarra no braço me chamando, seus olhos vermelhos, sua voz rouca.
Eu preciso de ajuda do Alan, antes de fazer alguma coisa, que possa prejudicar ainda mais as coisas.
E eu sei que posso confiar nele, é o único policial de Duskwood que é confiável.
"Nós precisamos da sua ajuda, por favor estamos contando contigo."- disse Jessy.
"Calma Jessy, me conta tudo direito, o que realmente se passou, mesmo? E vocês como podem ter a certeza que Hannah está desaparecida? O que vos faz achar isso?"- Disse eu, enquanto lhe dava um pouco de água para ela tentar se acalmar.
"A Lilly, disse nos que a Hannah estava nervosa, mas não disse o por que, apesar de Hannah, não falar muito, a Lily notou isso pelo o olhar dela, ela estava mais agitada, e então ela foi até a cozinhar, buscar algo para a Hannah, mas assim que ela chegou no quarto.
A Hannah não estava lá mais. Era como se tivesse evaporado, a janela estava entreaberta, e ela estava de pijama."
"Vocês procuram pela a casa, e pelo redor, perto da casa? Perguntaram aos vizinhos, se a viram ou assim?"
"Claro que procuramos, procuramos por todo o lado. Mas nada, nem os vizinhos sabem de nada, nem a viram, mas como isso é possível? Estou muito preocupada com ela."
"Tudo bem, Jessy, nós vamos encontrar lá. Não se preocupe, eu vou estar com vocês para tudo que precisarem, eu vou pedir ajuda ao Alan, ele vai saber o que fazer, e nós podemos confiar nele."
"Obrigada, você pode vir comigo, até a casa da Hannah? A Lilly quer falar com você."
"Tudo certo, eu vou.Vamos eu pelo caminho ligo para o Alan, e assim ele nos poderá ajudar, o mais rápido possível."
Ela assentiu, e nós fomos andando até o carro da Jessy, entramos e enquanto ela dirigia eu tentava ligar para o Alan, mas não obtive resposta, tentei umas três vezes mas ele não estava disponível.
Infelizmente ou felizmente tenho que resolver por agora por mim mesma.
Mas deixei recado, ele assim que tiver disponível, ele saberá o que fazer.
Chegamos a casa da Lilly pouco tempo depois. Jessy estacionou o carro, e saimos em direção a porta de entrada.
E em segundos, Lilly abriu a porta, com os olhos em lágrimas, ela me abraçava forte.
Assim que ela me solta, ela pega na minha mão, e me leva para dentro, Jessy nós segue.
Na sala, estavam todos eles, Thomas, Dan, e Cleo, com um ar preocupados, e exaustos.
Thomas se aproxima de mim, seu olhar infeliz, ele me abraça fortemente, e lágrimas escorrem em seu rosto.
"Por favor, me ajude a encontrar a Hannah, você é a minha única esperança." - disse em tom desesperador, entre soluços.
Eu senti, a dor em suas palavras, o peso de ajudar, e se eu não conseguir?
E se eu não fizer o suficiente? E se eu, não for a tempo?
Mas nunca vou desistir, vou tentar até conseguir.
Thomas se afastou rapidamente, limpando o seu rosto, das lágrimas.
Os outros se olhavam, sem saber como reagir.
"Vem comigo." diz Lily, com um olhar que me gelou por dentro. "Preciso te mostrar algo."
Seguimos até o quarto da Hannah. O ar está pesado, como se o tempo tivesse parado ali.
Meu coração estava bem apertado, não sei o que esperar dali.
Ou que eu poderei encontrar.
Ela me entrega um papel dobrado. Reconheço que só poderá ser da Hannah.
"Estou sentindo um vazio que nada pode preencher.
Estou sufocando.
O passado me persegue e nada pode apagá-lo.
É o fim deste ciclo.
É o fim para mim."
Hannah.
****
"Estou sentindo um vazio que nada pode preencher.
Estou sufocando.
O passado me persegue e nada pode apagá-lo.
É o fim deste ciclo.
É o fim para mim."
Hannah.
Essas foram suas últimas palavras, a Lily já afirmou que é a letra de Hannah não há como negar, mesmo que ela não tenha assinado, ela a reconheceu.
Eu a li de novo, e de novo, quero ver se tem alguma coisa que me tenha escapado.
Peguei meu telefone, e tirei uma foto, ao papel para poder mostrar ao Alan mais tarde.
A minha cabeça está a mil, não sei o que pensar, não sei o que fazer agora.
Eu fiquei procurando alguma coisa, que mostrasse onde ela poderia ter ido, ou o que realmente aconteceu.
***
Abri a gaveta da escrivaninha. Papéis amassados, cadernos antigos, envelopes sem remetente. Nada que fizesse sentido. O quarto dela ainda tinha o cheiro do perfume que costumava usar,doce, mas agora, de algum jeito, enjoativo.
Toquei nas coisas dela como quem procura uma resposta em meio ao silêncio. Cada objeto parecia gritar uma lembrança.
A janela estava entreaberta. O vento frio fazia as cortinas se moverem lentamente, como se o quarto ainda respirasse por ela.
No chão, percebi algo caído entre a cama e a parede, um pingente. Era o mesmo que Hannah usava, o mesmo que Lilly dizia que ela não tirava por nada.
Meu coração disparou.
Peguei o pingente com cuidado, sentindo o metal gelado entre os dedos.
Por que ela deixaria isso para trás?
De repente, tudo ao meu redor pareceu diferente. O quarto estava igual, mas havia algo... errado. Uma presença, talvez. Uma sensação de que eu não estava sozinha.
Respirei fundo. Tentei me convencer de que era apenas nervosismo.
Mas, ao me virar para sair, percebi algo no espelho.
Por um instante, juro que vi o reflexo dela, parada atrás de mim, pálida, os olhos fixos.
Pisquei.
E não havia mais nada.
***
Continua...

