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A Noiva da vendetta: entre vingança e sangue
CAPÍTULO 2
924 palavras • 5574 caracteres • ⏱ 3 min 42 s

CAPÍTULO 2

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O salão brilhava sob o peso de lustres de cristal. Homens de terno preto conversavam em voz baixa, mulheres desfilavam em vestidos cintilantes.
\nMúsica clássica preenchia o ambiente, abafando cochichos e acordos sujos que corriam entre taças de champanhe.\n

Selina Vodkavo, entediada, se esgueirava entre os convidados com um sorriso ladino. O vestido vermelho destacava cada passo seu, mas ninguém percebia suas mãos rápidas deslizarem sobre bolsos e bolsas. Um relógio de ouro aqui, um anel ali. Tudo desaparecia como mágica em seus dedos.\n

Até que não desapareceu.\n

— sua ladra! — rosnou um velho de cabelos brancos, segurando o pulso de Selina com força. — me devolva o que me roubou!\n

Selina riu, como se fosse apenas uma piada.
\n— O senhor deve estar confundindo. Eu não roubei nada de você.\n

O velho, vermelho de raiva, tentou revistá-la ali mesmo. Alguns convidados olhavam de canto, outros fingiam não ver.\n

Foi quando Izabel surgiu. Diferente da irmã, vestia azul-escuro, discreta, os olhos calmos porém firmes. Tocou suavemente o braço do idoso, como quem pede silêncio numa igreja.\n

— Por favor… — sua voz era suave, mas carregada de firmeza — não manche esta noite com acusações sem provas. Minha irmã pode ser impulsiva, sim, mas jamais seria tão baixa.\n

O velho hesitou. Izabel continuou, com aquele olhar que parecia atravessar qualquer defesa:
\n— O senhor não prefere guardar sua honra e sua taça de champanhe, em vez de ser lembrado como quem arruinou uma festa inteira por um mal-entendido?\n

Era manipulação pura, envolta em doçura. O homem respirou fundo, quase convencido. Mas então, com um som metálico, um bracelete caiu do vestido de Selina e rolou até o chão.\n

O salão se encheu de murmúrios. O rosto do velho se acendeu em triunfo.\n

— Eu sabia!eu sabia que você estava roubando por aqui, sua Ladra_ diz em voz alta - agora me devolva o que me roubou agora\n

Selina cruzou os braços, desafiadora. Izabel fechou os olhos, sentindo a situação escapar do controle.\n

E foi nesse momento que Vincet Salvatore entrou na cena.\n

Ele atravessou a roda de curiosos com passos lentos, mas cada movimento exalava autoridade. O terno negro impecável, o olhar que cortava como lâmina, o sorriso quase imperceptível nos lábios. Pegou o bracelete do chão e, em vez de devolvê-lo, segurou-o na mão como se fosse dele.\n

— Curioso — disse com a voz grave, carregada de um sotaque italiano elegante. — Em festas tão… refinadas, as pessoas costumam perder a compostura antes das joias.\n

Todos silenciaram. O velho abriu a boca, mas não encontrou resposta.\n

Vincet então ergueu os olhos para Izabel. Não olhou para Selina, não olhou para o pai das duas. Apenas para Izabel.
\nA intensidade daquele olhar a fez prender a respiração.\n

Ele se aproximou dela, entregando o bracelete em sua mão delicada.\n

— Espero que saiba cuidar do que é seu — murmurou, baixo o bastante para que só ela ouvisse.\n

- m...mas isso n_tenta fala mas esta totalmente confusa igual selina\n

Izabel corou, confusa. E o velho se afastou, envergonhado com o comentario sarcástica de vincet, e a festa voltou a se mover como se nada tivesse acontecido. Mas Vicent permaneceu por um instante a mais, observando-a.
\n
\nPensamento de vincet: \n

"Ela é perfeita. Inocente, inteligente...a arma perfeita pra acabar com a família vodkova de dentro pra fora"\n

O baile prosseguiu como se nada tivesse acontecido, mas o pai das gêmeas, Dmitri Vodkavo, não tirava os olhos de Selina. O semblante rígido, o maxilar travado, e o copo de uisque em sua mão tremia levemente — não pelo álcool, mas pela fúria contida.\n

Quando os convidados começaram a se despedir e os últimos brindes ecoaram sob os lustres de cristal, Dimitri chamou as filhas para irem embora com um simples gesto de mão. A voz baixa, mas firme, cortou o ar:
\n— Agora.\n

                           ....\n

O caminho de volta foi feito em silêncio sufocante. A cada quilômetro, Izabel sentia a tensão aumentar. Selina, no entanto, mantinha o queixo erguido, como se desafiasse o próprio destino.\n

Na mansão...\n

A porta mal havia se fechado atrás deles quando Dmitri perdeu o resto de controle. Agarrando o braço de Selina, arrastou-a até a sala principal e a empurrou contra o sofá com brutalidada.
\n

— Maldita! — rugiu. — Você me humilhou diante de todos os capo\n

Selina ergueu o queixo, cuspindo desafio.
\n— O senhor já se humilha sozinho, pai.\n

O tapa ecoou alto.\n

Izabel correu e se colocou entre os dois, de braços abertos.\n

— Pare! Se for castigar alguém, castigue a mim, mas não se atreva a encosta nela\n

-saia da frente_Dmitri diz- Eu disse pra sair da frente sua vagabundo_ dá um tapa em Izabel mas ela não perde a compostura. \n

— Não vou sair do caminho — disse, a voz embargada. — Se levantar a mão contra Selina, terá que me acertar primeiro.\n

O olhar de Dmitri faiscou.
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- já que insiste _Ele não hesitou: a mão pesada estalou contra o rosto de Izabel, que caiu de lado. O sangue começou a escorre no canto da boca.\n

O pai, cego de raiva, bateu nas duas. Izabel recebia os golpes tentando proteger a irmã; Selina, mesmo sangrando, encarava-o com insolência. Uma apanhava por sacrifício, a outra por desafio.\n

Quando finalmente Dmitri saiu, ofegante, o silêncio da sala parecia mais pesado que os golpes.\n

Izabel, estendeu a mão para a irmã.
\n— Vamos levantar. Ele parece que cansou.\n

Selina cuspiu sangue, o olhar ardendo de ódio.
\n— Eu ainda vou fazê-lo pagar.

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