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O Herói Dos Esquecidos: O Sopro da Aurora
39 |⭐️| Laços Inquebráveis
744 palavras • 4269 caracteres • ⏱ 2 min 59 s

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Algumas horas se passaram e a noite finalmente chegou. Embora Samuel estivesse cansado, ele permaneceu acordado, esperando por alguma novidade trazida pelo Alfa. "Espero que o Alex esteja bem. Seria um perigo trazê-lo até aqui nessa situação. Eu queria poder fazer algo agora, mas parece que meu cansaço não melhora", pensou ele, observando a escuridão ao redor.


De repente, o Alfa chegou acompanhado de outro lobo.


— Me desculpe ter feito você esperar tanto assim, Samuel.


— Não se preocupe com isso. Tem alguma novidade?


— Com certeza. Descobrimos algumas informações importantes com aquele lobo infiltrado. Parece que os caçadores estão planejando atacar nossa alcatéia.


— Não sabemos de fato o que é, porque aquele lobo não diz uma palavra além de xingamentos — continuou o Alfa, franzindo a testa.


— E como descobriram sobre esse plano?


— O líder do grupo que você ajudou, o Varnor, nos contou que alguns de seus lobos, que foram escravizados pelos caçadores, ouviram eles comentarem entre si sobre o líder e o plano de ataque.


— Parece que o foco deles é você — concluiu o Alfa, olhando diretamente para Samuel.


Samuel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de perguntar:


— Se tem um infiltrado, deve haver vários, não é?


— Não. Eles são espertos. Provavelmente souberam sobre a captura de um deles e fugiram para contar ao líder. Não se preocupe, agora está tudo seguro.


— Então eu posso ir buscar o Alex?


— Não antes de te contar o resto. A rainha mandou uma resposta. Ela quer uma reunião amanhã cedo para tratar desse assunto com nós alfas. Porém, ela pediu a sua presença também.


— Minha presença?


— Isso. Deve ser algo importante.


— Hm... Ainda tenho minhas dúvidas quanto aos atos dela. Mas, se for pela alcatéia, eu irei.


— Não fale desse jeito. Vá descansar. Pela sua cara, você parece exausto.


— Não antes de buscar o Alex.


— Então vá logo. Já está bem tarde.


Samuel assentiu, levantando-se e saindo da toca. Ele caminhou em direção à toca de Lumaris e Kuwabara, a mente ainda cheia de pensamentos sobre a reunião do dia seguinte.


Ao chegar, foi recebido por Lumaris e Alex, que correu para ele quase chorando.


— Pai! Onde você estava? Pensei que tinha acontecido algo com você...


— É claro que não — respondeu Samuel, escondendo o braço enfaixado de forma discreta.


— E por que tanta demora?


— Eu tive que resolver umas coisas importantes hoje. Desculpe se demorei esse tempo inteiro, lobinho. Me perdoe.


— É claro que eu perdoo você, pai. Mas não faz isso de novo!


— Tudo bem. Não vou fazer mais, eu prometo.


— Desculpe qualquer incômodo, Lumaris — disse Samuel.


— Relaxa. Tá tudo bem, Samuel.


Kuwabara apareceu de repente, cumprimentando Samuel.


— Falou com o Alfa? E o seu braço, tá melhor?


— Seu braço? O que aconteceu com seu braço, pai? — questionou Alex imediatamente.


Kuwabara percebeu o erro no mesmo instante e baixou a cabeça, encarando o chão para evitar o olhar de Samuel.


Samuel suspirou e mostrou o braço enfaixado para o filhote, que se aproximou com olhos preocupados.


— Como você se machucou, pai? Tá doendo?


— Tá tudo bem. Só um machucado simples, não se preocupe.


— Tem certeza? Por que não me mostrou antes?


— Não queria te deixar preocupado, lobinho.


Alex o abraçou apertado, sem dizer uma única palavra.


— Eu não quero te ver machucado assim...


— Eu juro que foi só um acidente. Nada de ruim vai me acontecer.


— Promete?


Samuel sorriu, acariciando a cabeça dele.


— Sempre.


— Vamos voltar. Já tá ficando tarde. Se despede de seus tios.


Após se despedirem de Lumaris e Kuwabara, Samuel e Alex partiram de volta à toca. Ao chegarem, Alex permaneceu ao lado dele, recusando-se a se afastar. Embora não quisesse demonstrar, estava claro que o filhote tinha medo de perder o único pai que conhecia.


Samuel percebeu isso e, segurando o rosto de Alex com ternura, disse:


— Não fica assim. Você não vai me perder. Eu sempre vou estar aqui com você, lobinho. Você sabe disso.


Alex assentiu devagar, encostando-se ao peito dele. Samuel, mesmo cansado, permaneceu acordado por mais alguns minutos, garantindo que o filhote adormecesse em segurança ao seu lado.


E assim, sob a luz fraca das estrelas, Samuel jurou silenciosamente que faria o impossível para proteger Alex e aquela alcatéia.


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