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O Herói Dos Esquecidos: O Sopro da Aurora
37 |⭐️| Sombras na Alcatéia
741 palavras • 4602 caracteres • ⏱ 2 min 58 s

37 |⭐️| Sombras na Alcatéia

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Enquanto caminhava, Samuel sentia uma fraqueza tomar conta de seu corpo. Ele sabia o motivo: salvar aquele filhote havia exigido mais de seus poderes do que imaginava. 


— Me sinto fraco... — murmurou para si mesmo. — Igual à primeira vez. Achei que isso não fosse acontecer novamente. Parece que salvar vidas dessa forma drena mais do que estou preparado para dar. 


Apesar da exaustão, ele decidiu procurar o Alfa, mas sua busca foi em vão. Após algum tempo sem sucesso, optou por retornar à toca, imaginando que o Alfa talvez já tivesse voltado. 


No entanto, ao se aproximar, um arrepio percorreu sua espinha. A entrada da toca parecia mais escura do que o habitual, e havia sons... vozes abafadas, como um eco sombrio que reverberava em sua mente. Algo não estava certo. 


— Que sensação estranha... — murmurou, hesitante. 


De repente, uma voz familiar cortou a tensão. 


— Saia daí, Samuel! — gritou o Alfa, sua voz carregada de urgência. 


Antes que pudesse reagir, um lobo avançou das sombras, indo direto em direção ao pescoço de Samuel. Num reflexo rápido, ele ergueu o braço, permitindo que o animal o mordesse ali em vez de acertar um golpe fatal. A dor era evidente, mas Samuel manteve-se firme. 


O Alfa, percebendo a situação, usou seus poderes, lançando uma energia contra o agressor, que caiu desacordado no chão. Ele se aproximou rapidamente de Samuel, visivelmente preocupado. 


— Você está bem? Se feriu? 


Samuel segurou o braço ensanguentado.


— Estou bem. Mas de onde ele saiu? 


— Parece que ele veio do grupo de lobos que chegou hoje de manhã — disse o Alfa, cerrando os dentes. — Malditos traidores! 


Samuel franziu o cenho, analisando o lobo caído. 


— Não acho que seja tão simples. Ele não parece ser um deles. Talvez seja um espião. 


O Alfa balançou a cabeça, discordando. 


— Isso é impossível. Ele não teria entrado sorrateiramente sem que alguém o notasse. Preciso avisar os outros alfas imediatamente. 


Nesse momento, lobos guerreiros chegaram, atraídos pelo alvoroço. 


— O que aconteceu, senhor Alfa? — perguntou um deles, a tensão clara em sua voz. 


— Este lobo é um infiltrado! Prendam-no e avisem aos outros alfas para ficarem em alerta. Possíveis espiões podem estar dentro da nossa alcateia. 


— Entendido, senhor. 


Os guerreiros arrastaram o corpo desacordado do lobo para interrogatório, deixando Samuel e o Alfa sozinhos novamente. 


— Samuel, seu braço está sangrando muito. Isso é grave. Você precisa de um curandeiro agora. 


— Estou bem — disse Samuel, tentando minimizar a situação. — Eles não são espiões. 


— Por que está defendendo eles? — questionou o Alfa, com os olhos semicerrados. 


— Porque eu sei que não são. Eles chegaram aqui completamente necessitados. Não faz sentido conspirarem contra nós. Confie em mim. 


O Alfa suspirou, relutante. 


— Está bem. Mas eles serão separados do resto por segurança. É o máximo que posso fazer. 


Samuel concordou com um aceno, mas antes de partir, questionou: 


— E sobre sua pressa hoje de manhã? O que aconteceu? 


O Alfa desviou o olhar. 


— Quando eu voltar, explico. Agora, vá cuidar desse braço. 


Samuel observou o Alfa sair apressado, o sangue ainda pingando de seu braço ferido. Ele sabia que precisava de ajuda urgente.


— Isso parece grave, melhor procurar o Kuwabara.


Ao chegar na toca do Kuwabara, ele foi recebido pelo mesmo, que o olhou preocupado ao notar o ferimento. 


— Samuel! O que aconteceu com você? 


— Pode me ajudar? — perguntou, com a voz baixa. 


— Claro, mas isso parece grave. Como conseguiu essa mordida? 


— Foi um lobo, achamos que ele pode ser um espião. 


— Um espião? — exclamou Kuwabara, incrédulo. 


— Fale baixo. Não quero que o Alex nem os outros saibam disso. 


Kuwabara assentiu e começou a tratar do ferimento, embora sua curiosidade fosse evidente. 


— Você acha que pode haver mais deles? — perguntou enquanto trabalhava. 


— Não sei, mas é uma possibilidade. 


Após finalizar o tratamento, Kuwabara se inclinou para olhar Samuel nos olhos. 


— E como vai explicar essa faixa no braço para o Alex? 


— Não se preocupe. Só preciso que cuide dele e de sua família enquanto vou atrás do Alfa. 


Kuwabara hesitou, mas concordou. 


Samuel agradeceu e saiu, determinado a encontrar respostas. Enquanto caminhava, sentia a tensão crescer. Havia algo mais acontecendo, algo que o Alfa não estava dizendo, e ele precisava descobrir o que era.


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