Guardians, como prometido, aqui está o prólogo de A Fake Boyfriend. Já deixe seu voto para aquecer o coração dessa autora, e o seu comentário para deixar essa autora feliz.
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: ̗̀➛ O Colégio Hoshin Academy sempre teve aquele tipo de ambiente onde tudo parecia organizado por fora, porém carregava uma quantidade absurda de coisas mal resolvidas por dentro. E, naquele dia, no recreio, eu percebi que bastava uma conversa única para transformar algo aparentemente simples em problema.
Ethan Nakamura não era o tipo de dramatizar situações, muito menos alguém que se envolvesse fofocas sem algum motivo, e talvez tenha sido exatamente isso que me deixou desconfortável quando ele apareceu na minha frente com um olhar sério demais para quem normalmente agia com leveza. Aliás, ele era o meu melhor amigo… depois do Akira, é claro.
— Não sei se eu deveria te contar, Vivi, mas eu ouvi o Akira no banheiro masculino falando com os caras do primeiro ano, e não era algo muito bom — disse ele, passando a mão pela nuca de um jeito inquieto e suspeito. — Mas como você é a minha melhor amiga e eu sei que se acontecesse comigo, você também me falaria.
— Pelo amor de Deus, Ethan. Fala logo.
— O Akira falou que você vivia atrás dele, que era fácil demais de te iludir, e ainda riram quando alguém comentaram da sua avó… ele não parou. Eles devem ter continuado falando depois que eu saí do banheiro. Mas não fica chateada, tá bom? Agora, eu preciso ir porque já bateu o sinal e aquela bruxa vai encher o meu saco — deu um beijo na minha testa.
Eu fiquei parada, absorvendo cada palavra… tentando encontrar alguma parte que soasse exagerada ou fora do lugar. Mas nada parecia incoerente o suficiente para ser descartado, e isso foi o que mais me irritou.
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Quando a quarta aula começou, minha paciência para fingir normalidade já tinha acabado, e foi exatamente nesse momento que a porta da sala se abriu e Akira entrou, segurando um buquê de rosas brancas, justamente as minhas favoritas, vindo direto na minha direção com uma expressão tranquila demais para alguém que, pelo que eu tinha ouvido, tinha feito exatamente o oposto do que aquele gesto significava.
— Minha morena, essa é a surpresa que eu falei — murmurou, estendendo as flores com um sorriso leve, completamente alheio ao que estava prestes acontecer.
Levantei devagar, sustentando um sorriso que não refletia nada do que eu estava sentindo, peguei o buquê com cuidado e, segurando a mão dele por um breve segundo, joguei as flores diretamente no lixo ao lado da minha mesa, sem desviar o olhar em nenhum momento.
— Por que você fez isso? — perguntou, com a voz falhando enquanto os olhos começavam a perder firmeza.
Inclinei levemente a cabeça, sentindo a irritação crescer.
— Você ainda tem coragem de perguntar depois de tudo o que falou? — rebati, mantendo o olhar firme. — Você se divertiu bastante falando que eu sou fácil, que eu corro atrás de você, e ainda achou pouco quando começaram a falar da minha avó.
Akira negou imediatamente, dando um passo à frente.
— Eu não disse nada disso, minha morena — respondeu, claramente abalado. — Eu passei a semana inteira juntando dinheiro pra comprar isso pra você, e você joga fora como se não fosse nada.
— Eu não me importo — retruquei, percebendo os olhares ao redor. — E vocês também não deveriam, então parem de encarar.
Ele desviou o olhar para o lixo, os olhos já completamente cheios, e se abaixou para pegar as flores amassadas antes de sair da sala, sem dizer nada, deixando um silêncio estranho para trás que nem a explicação da professora conseguiu preencher.
E mesmo com algo dentro de mim dizendo que havia mais naquela história, eu escolhi ignorar.
5 meses depois…
Continuei ignorando o Akira nos últimos meses, mesmo com ele tentando falar comigo, insistindo em algo que eu me recusava a ouvir.
Até aquela noite, a chuva caía pesada, e o ponto de ônibus estava vazio quando percebi que tinha perdido o horário depois de estudar até tarde e acabar dormindo sem perceber… o que me deixou sem opção além de andar, mesmo já estando completamente encharcada.
Foi no meio do caminho, que eu senti uma presença.
— Você vai acabar ficando doente andando assim — avisou Akira, se aproximando com cuidado enquanto me observava.
— E você ainda se importa?
— Eu sempre me importei — respondeu, aproximando-se e afastando uma mexa molhada do meu rosto.
Afastei a mão dele na mesma hora.
— Não foi isso que pareceu naquele dia.
Ele respirou fundo, visivelmente cansado de ouvir a mesma coisa por meses.
— Quantas vezes eu preciso dizer que eu não falei aquilo? — abaixou a cabeça tentando se acalmar. — Porra, Violet. Me diz. Me diz o que eu preciso fazer para você acreditar em mim?
— Você não precisa fazer nada — respondi, mantendo o olhar fixo. — Uma coisa, para de vir atrás de mim, porque a partir de hoje, somos inimigos.
Caminhei pela chuva com constantes, mantendo o olhar fixo à frente enquanto tentava convencer a mim mesma de que tudo aquilo era melhor, mesmo com algo dentro de mim dizendo que nada estava tão resolvido quando eu fingia.
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“ˏˋ°•*⁀➷❝Nem sempre a melhor decisão é apenas uma escolha certa, às vezes ela também pode ser a pior saída.❞
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A FAKE BOYFRIEND| INSTA: @autora__tsuki

