logo do projeto lunar

Capa
O Herói Dos Esquecidos: O Eclipse do Futuro
74 |💫| A Centelha Entre a Luz e a Esperança
2808 palavras • 17166 caracteres • ⏱ 11 min 14 s

74 |💫| A Centelha Entre a Luz e a Esperança

0
0
0

⚡──────👾──────⚡


Os olhos de Samuel permaneceram fechados.


O vazio o envolvia — sem céu, sem chão, sem tempo — apenas o eco de sua própria existência. Mas, mesmo ali, ele sentia algo chamando, puxando-o, guiando-o como se o ar tivesse memória.


Ele começou a caminhar. Não com os pés — não havia chão que os sustentasse — mas com a certeza de que avançava. Cada passo atravessava mundos, sombras e lembranças, como se a própria realidade se abrisse para ele.


A cada avanço, uma sensação familiar crescia: a textura do solo, o cheiro da madeira e da terra, o calor acolhedor do lar. Antes mesmo de abrir os olhos, Samuel soube onde estava.


A toca. Seu antigo refúgio.


O lugar onde sonhos haviam nascido sem medo… e onde dores profundas haviam sido enterradas com cuidado — não para serem esquecidas, mas para que deixassem de ferir.


Quando Samuel abriu os olhos, o mundo diante dele se revelou como um sopro de lembrança viva.


As paredes curvas da toca permaneciam firmes, moldadas pela terra e pelo tempo.

A luz suave atravessava pequenas aberturas naturais, espalhando feixes dourados pelo chão enquanto o cheiro de terra úmida preenchia o ar, misturado ao eco distante de risos que um dia viveram ali.


Tudo estava exatamente como deveria estar.


E, ainda assim…


Havia algo diferente.


No canto mais distante da toca, uma presença repousava.


Não era ameaça.

Não era hostilidade.


Era a sombra.


Sua silhueta não possuía contornos definidos, como se fosse feita de ausência e silêncio ao mesmo tempo. Não parecia tentar se esconder. Permanecia ali… observando. Como alguém que entende que aquele lugar não lhe pertence, mas ainda assim o respeita.


— Esse lugar é lindo — disse a sombra.


A voz saiu baixa, quase etérea, como um eco suave que não precisava de paredes para existir.


Ela começou a caminhar pela toca. Seus passos não deixavam marcas no chão. O olhar percorria cada detalhe — cada pedra acomodada com cuidado, cada objeto esquecido pelo tempo, cada pequeno fragmento de memória cravado naquele espaço.


Samuel apenas observava.


Seus olhos acompanhavam cada movimento com tranquilidade.


— Fique à vontade — respondeu ele por fim.


A seriedade natural em sua voz permanecia, mas havia ali também um respeito profundo.


— E… obrigado pela ajuda mais cedo.


A sombra parou.


Virou-se lentamente para ele.


Mas não respondeu.


O silêncio que se seguiu não era desconfortável. Era apenas… contemplativo.


— Isso tudo foi você? — perguntou ela após alguns instantes. — Cada pedaço desse lugar… parece contar uma história.


Samuel caminhou até um dos cantos da toca e se ajoelhou.


— Não fui eu — disse com calma. — Foram eles.


— Eles?


Samuel pegou um dos pequenos objetos guardados ali. Algo simples. Talvez insignificante para qualquer outra pessoa.


Mas carregado de significado.


Ele se aproximou da sombra.


— Posso?


A sombra hesitou por um breve instante.


Depois assentiu.


Samuel segurou a mão dela com delicadeza.


Sua mão firme sustentava a dela por baixo, como quem protege algo frágil. Com a outra, ele colocou os pequenos objetos sobre a palma escura.


Por um momento… nada aconteceu.


Então, uma pequena luz surgiu entre eles.


Fraca no início.


Como uma chama tímida tentando nascer.


Mas a luz cresceu.


Expandiu-se lentamente até tomar forma entre suas mãos. Não era apenas uma imagem.


Era uma lembrança viva.


Diante deles, fragmentos de vidas começaram a surgir.


Pessoas comuns.

Olhares cansados.

Mãos que tremiam… mas ainda assim ajudavam outras a se levantar.


Pequenos gestos.


Grandes significados.


Sacrifícios silenciosos.

Escolhas difíceis.

Laços formados em meio à dor.


As cenas se sobrepunham como páginas de um livro antigo sendo folheadas pelo próprio tempo.


— Cada um deles teve seu papel — disse Samuel, sua voz baixa, mas carregada de verdade. — Para trazer a esperança para si… e para o próprio mundo.


A luz continuava a revelar histórias.


Crianças sorrindo apesar da fome.

Alguém dividindo o pouco que tinha.

Alguém se levantando mesmo depois de perder tudo.


— Eu não trago esperança — continuou Samuel.


Ele levou a mão livre até o próprio peito.


— Eu apenas mostro que ela sempre existiu.


Seus dedos tocaram levemente o peito.


— Aqui.


A luz refletia em seus olhos.


— Dentro deles.


A sombra observava em silêncio.


Completamente absorvida.


— É… incrível… — murmurou.


Então…


Algo mudou.


Uma nova luz começou a se formar diante deles.


Diferente da anterior.


Mais pura.

Mais intensa.


O brilho se condensou lentamente até assumir uma presença clara.


Uma entidade feita de pura luz se materializou na toca.


Seu brilho não ofuscava.


Aquecia.


Como o primeiro raio de sol depois de uma longa noite.


— Bem-vindo novamente, Samuel — disse a luz.


Sua voz não parecia apenas um som.


Soava como algo gravado no próprio tecido daquele mundo.


Samuel não respondeu.


Seu olhar permaneceu firme.


Tranquilo.


Ele compreendia perfeitamente por que a sombra estava ali.


E a luz percebeu isso no mesmo instante.


Não houve julgamento.


Não houve perguntas.


Apenas aceitação.


A sombra sentiu a presença da luz.


Instintivamente, deu um pequeno passo para trás.


Não era medo.


Era cautela.


Como alguém que nunca havia sido tocado por algo assim.


— Está tudo bem — disse Samuel.


A voz calma não carregava dúvida alguma.


A luz aproximou-se lentamente.


Seu brilho se estendeu com suavidade, como mãos invisíveis feitas de calor e vida.


Quando tocou a sombra…


Não houve dor.


Não houve choque.


Apenas calor.


Um calor inesperado.


Suave.


Reconfortante.


A sombra permaneceu imóvel por um instante… como se estivesse tentando compreender aquela sensação.


Então, relaxou.


Como alguém que, pela primeira vez, havia encontrado abrigo.


E naquele momento…


Algo raro aconteceu.


Luz e sombra se aproximaram.


Não em conflito.


Não em dominação.


Mas em harmonia.


Como duas partes de uma mesma história que finalmente se reconheciam. ✨


O encontro foi silencioso, íntimo — como um beijo que não precisava de forma. Quando se separaram, entre elas surgiu um pequeno ponto cintilante. Uma centelha viva. Nova.


A luz voltou-se para Samuel.


— Você me trouxe alguém muito especial para mim — disse, sua voz ecoando como uma promessa antiga.


A sombra ergueu a mão. O pequeno ponto luminoso flutuou até Samuel, pousando suavemente entre suas palmas.


No instante em que ele o recebeu, o brilho se intensificou.


Samuel sentiu.


Não como força. Não como um poder bruto.


Mas como clareza.


Como se algo dentro dele se tornasse mais estável.


A luz falou novamente.


— Teu caminho continuará limitado pela esperança de cada mundo. Isso não mudará.


A centelha pulsou entre as mãos de Samuel.


— Mas agora… compreenderás melhor o que carregas.


O brilho espalhou-se como um calor suave por seu peito.


— Não desperdiçarás mais aquilo que te sustenta. Mesmo quando o limite se aproximar… permanecerás firme.


A voz da luz era calma, quase serena.


— Teus poderes continuarão ligados à esperança daquele mundo… mas teu espírito não vacilará quando ela for pouca.


Samuel permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra.


A luz aproximou-se um pouco mais.


— Pois a esperança não vive apenas no mundo.


Uma pausa suave atravessou o espaço.


— Ela também vive em ti.


O silêncio que se seguiu não era vazio.


Era pleno.


Samuel permaneceu ali, sereno, sentindo que algo havia mudado.


Mas então… algo mais atravessou sua percepção.


A mesma sensação de antes.


Era uma perturbação distante — como se, em algum lugar, a esperança estivesse sendo pressionada por uma força que tentava apagá-la.


Samuel ergueu levemente o olhar.


O silêncio da toca permanecia intacto.


Ainda assim… ele sabia.


Algo estava acontecendo e ele precisaria descobrir.


A luz, que ainda pairava próxima, pareceu sentir o mesmo.


Seu brilho oscilou suavemente, como se também percebesse aquela mudança distante.


— Samuel… — disse a luz suavemente.


Ele voltou o olhar para ela.


— Sinto que teu tempo neste mundo está se aproximando do fim.


Não era uma despedida.


Era apenas uma percepção.


O brilho da entidade oscilou levemente.


— Algo começou a se mover naquele mundo.


Uma pausa breve atravessou a toca.


— A mesma perturbação que você sentiu.


Samuel não respondeu.


Apenas fechou lentamente a mão sobre a pequena centelha que ainda pulsava entre seus dedos.


Se algo estava acontecendo naquele mundo…


Ele iria até lá.


--- 💫 ---


Samuel abriu os olhos lentamente.


Na verdade… ele nunca havia dormido.


Seu corpo permanecera sentado ali por horas, imóvel, como uma estátua silenciosa na penumbra da sala. Mas sua mente estivera desperta o tempo todo, observando aquela sensação distante que atravessava o mundo como uma pressão silenciosa sobre a esperança.


Ele não a ignorou.


Apenas esperou.


O teto simples da casa de Lira surgiu acima dele, iluminado por uma luz fraca que atravessava as cortinas. O início da manhã ainda era tímido, como se o dia estivesse surgindo com cuidado para não acordar quem finalmente havia conseguido descansar.


Por alguns segundos, Samuel permaneceu imóvel.


Seus olhos tranquilos percorreram o ambiente ao redor, retornando lentamente ao mundo físico enquanto o eco silencioso daquela perturbação ainda permanecia em sua percepção.


A casa estava quieta.


No sofá mais próximo, Lira dormia profundamente, parcialmente coberta por um cobertor fino. Lucius estava deitado ao lado dela, abraçando-a como se ainda a estivesse protegendo mesmo enquanto dormia. A respiração dele era calma, pesada pelo cansaço acumulado dos últimos dias. Mesmo não precisando dormir, ele fazia isso com gosto ao lado dela.


Do outro lado da sala, Vittorio havia escolhido um lugar pouco convencional para descansar. Estava jogado de maneira quase desleixada em uma poltrona, com as pernas apoiadas sobre a mesa e o corpo inclinado para o lado, como alguém que simplesmente decidiu dormir onde estava quando o sono finalmente venceu.


Sylas dormia no chão, encolhido de maneira tranquila, como um grande felino descansando. Um dos braços estava dobrado sob a cabeça enquanto o outro repousava sobre o peito, a respiração lenta e profunda.


Leon… não estava exatamente dormindo.


Ele permanecia sentado próximo à janela, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas diante do rosto. As olheiras profundas sob seus olhos denunciavam o cansaço, mas seu olhar continuava aberto, fixo no exterior da casa.


Era difícil saber se ele estava vigiando… ou apenas preso em pensamentos que não o deixavam descansar.


E havia alguém que definitivamente não dormia.


P.A. permanecia parada próxima à parede, observando o ambiente com atenção silenciosa. Seus sensores percorriam a casa em intervalos constantes, analisando cada respiração, cada movimento mínimo.


Ela não precisava descansar.


Para ela, a noite não era diferente do dia.


Sem desviar completamente o olhar do ambiente, sua voz suave quebrou o silêncio.


— Você voltou.


Nesse momento, Leon virou levemente a cabeça.


Seus olhos cansados pousaram sobre Samuel.


— Demorou.


Samuel apenas assentiu.


P.A. voltou o olhar diretamente para ele.


Seus sensores analisaram cada detalhe de seu estado.


Batimentos estáveis.

Respiração calma.


Mas algo havia mudado.


Algo sutil.


Como se uma nova estabilidade tivesse se instalado nele.


— Você não estava dormindo, não é? — disse ela.


Samuel permaneceu em silêncio por um instante.


Seus olhos se voltaram brevemente para a janela.


A sensação ainda estava ali.


Distante.


Mas real.


Então ele respondeu, com a mesma serenidade de sempre:


— Não.


Samuel se levantou calmamente.


— Para onde vai, Samuel? — questionou P.A.


— Vou caminhar um pouco.


A voz dele era baixa, controlada o suficiente para não despertar ninguém.


Leon não comentou nada. Apenas lançou um breve olhar para Samuel e depois voltou a observar o exterior pela janela, como se aquela resposta já bastasse.


P.A. inclinou levemente a cabeça.


Seus sensores acompanharam o movimento de Samuel em direção à porta.


— Posso ir com você?


Samuel parou por um instante.


Olhou para ela.


— Claro.


A resposta veio simples, sem hesitação.


P.A. deu um pequeno passo à frente. Seus olhos percorreram rapidamente o ambiente uma última vez, registrando aquele momento em sua memória.


Leon observou os dois em silêncio.


— Deixa aberto. — murmurou, mais como um comentário solto do que um pedido.


Samuel assentiu de leve.


Então abriu a porta com cuidado.


O ar frio da manhã entrou lentamente na casa.


Lá fora, a Cidadela começava a despertar.


As ruas ainda estavam silenciosas, mas sinais de vida surgiam aos poucos. Algumas luzes se acendiam nas janelas dos prédios, portas se abriam lentamente, e o distante som metálico dos trilhos elevados ecoava pela cidade.


Samuel desceu os poucos degraus da entrada.


P.A. o acompanhou logo atrás.


Por um momento, ela permaneceu parada, observando tudo ao redor.


Diferente do dia anterior, ela parecia mais leve. O capuz não cobria sua cabeça agora. Seus olhos percorriam o ambiente com curiosidade aberta.


A cidadela.


As ruas.


As estruturas gigantescas se erguiam ao redor deles como colunas de metal e concreto tocando o céu. Trilhos suspensos cortavam o horizonte, drones cruzavam o ar transportando cargas, e grandes painéis luminosos piscavam lentamente enquanto os sistemas da cidade retomavam suas atividades.


Ela analisava tudo.


Cada movimento.


Cada som.


— Eu nunca caminhei... presenciei de perto tudo isso — disse ela.


Havia uma curiosidade quase infantil em sua voz.


Samuel começou a caminhar pela rua.


— Então hoje é um bom dia para começar.


P.A. o seguiu.


Enquanto caminhavam, algumas pessoas começavam a surgir nas calçadas. Trabalhadores apressados, moradores abrindo portas, crianças ainda sonolentas sendo levadas pelos pais.


A maioria sequer notava a presença deles.


Mas alguns olhares curiosos apareciam.


Era difícil não perceber P.A.


Samuel caminhava com tranquilidade, os olhos atentos ao ambiente. Não parecia procurar algo específico.


Mas dentro dele…


Aquela sensação ainda permanecia.


Distante.


Sutil.


Como um eco quase imperceptível na esperança daquele mundo.


Ele precisava entender de onde vinha.


Seguiram por algumas ruas mais estreitas da Cidadela até que os prédios começaram a ficar menores.


O movimento ali era mais calmo.


Casas simples substituíam as torres metálicas, e o ruído constante das avenidas se tornava apenas um murmúrio distante.


Foi então que P.A. parou.


Seus sensores focaram em um prédio à frente.


Um prédio antigo.


A pintura descascada revelava camadas de cores antigas sob o concreto desgastado. Um pequeno portão de ferro protegia a entrada, e um letreiro simples estava preso acima da porta.


Orfanato.


Algumas crianças brincavam no pequeno pátio cercado por grades baixas.


Samuel também diminuiu o passo.


Seu olhar pousou sobre o lugar.


E então… alguém saiu pela porta principal.


Era um homem de roupas simples.


Barba curta. Postura tranquila.


Uma pequena tornozeleira metálica envolvia sua perna — um dispositivo de contenção usado para monitorar ex-criminosos da Cidadela.


O homem levantou o olhar.


Era o Padre Ross.


E congelou por um instante.


Seus olhos reconheceram Samuel imediatamente.


Ele caminhou até o portão.


Quando falou, sua voz carregava a serenidade firme de alguém acostumado a falar para muitas pessoas.


— Samuel, não é?


Ele abriu o portão devagar.


— Que surpresa vê-lo por aqui.


Seu olhar então passou para P.A.


Ele inclinou levemente a cabeça em respeito.


— E você também, é uma honra.


Ross respirou fundo antes de continuar.


— O lugar que vocês me deram… eu não sei como posso agradecer.


Ele fez um pequeno gesto em direção às crianças que corriam pelo pátio.


Algumas riam.


Outras tentavam equilibrar uma bola velha enquanto brincavam.


— Essas crianças precisavam de alguém que as guiasse…

— e eu precisava lembrar por que ainda vale a pena viver.


Seus olhos voltaram para Samuel.


— Ouvi dizer que algumas das IAs caíram.

— Se isso for verdade… talvez este mundo tenha recebido um pouco de paz.


— Bem… — disse P.A.


Ela demonstrou uma pequena hesitação. Seus olhos se voltaram rapidamente para Samuel.


Ele apenas assentiu.


— ...É verdade. Não teremos mais problemas por aqui… por um tempo.


Nesse momento, uma das crianças correu até Ross e puxou sua roupa.


Ele se abaixou para ficar na altura dela.


— Quem são esses, Padre?


— São amigos meus — respondeu ele com um pequeno sorriso. — Samuel e P.A.


— P.A.? É aquela moça que os adultos falavam?


P.A. recuou levemente.


Sabia que aquela curiosidade nem sempre vinha acompanhada de boas intenções.


— Isso mesmo — disse Ross. — É ela.


— Sério?! Que demais!


A criança correu até P.A.


Antes que ela pudesse reagir, os pequenos braços envolveram sua cintura.


— Obrigado por proteger a gente, senhora.


O abraço durou apenas um instante.


Mas foi suficiente para fazer P.A. permanecer completamente imóvel.


Como se seus sistemas precisassem de um momento para compreender aquilo.


A criança soltou o abraço e voltou correndo para o pátio.


— Tchau!


Samuel observou a cena.


Um leve sorriso surgiu em seu rosto.

Pequeno, mas verdadeiro.


Atrás deles, o sol da manhã começava a subir entre os prédios da Cidadela.


Embora os céus ainda permanecessem cinzentos, a luz encontrava seu caminho, espalhando-se pelas ruas de forma sutil.


Por um breve momento,

havia paz.


Mas, mesmo assim, Samuel ainda sentia.


Em algum lugar distante…


Algo continuava pressionando a esperança daquele mundo.


⚡──────🌟──────⚡



Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar ❤️

Seja respeitoso. Comentários são públicos e não podem ser apagados.