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O Herói Dos Esquecidos: O Eclipse do Futuro
47 |💫| Entre Linhas
2878 palavras • 16939 caracteres • ⏱ 11 min 31 s

47 |💫| Entre Linhas

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O ambiente da estação parecia mudar drasticamente enquanto avançavam.

Agora estavam na Linha 7 — a última parada antes do ponto onde realmente precisariam estar.


A sujeira crua e o abandono total da Linha 6 começavam a dar lugar a algo... diferente.


As paredes de concreto ainda exibiam rachaduras e marcas de umidade, mas já havia sinais de intervenção. Hastes metálicas sustentavam partes da estrutura. Luzes precárias, alimentadas por cabos improvisados, piscavam em tons vermelhos e violetas, como se a estação respirasse em um ritmo próprio. Projeções holográficas danificadas surgiam aleatoriamente nas paredes, exibindo imagens distorcidas de propagandas antigas e símbolos da gangue Skull.


Era como se aquela parte da estação estivesse suspensa no limiar.

Entre o esquecimento e a corrupção organizada. O silêncio já não era tão denso, substituído por ruídos metálicos — passos apressados, risadas ásperas, sussurros maliciosos e o zumbido distante de máquinas trabalhando.


Leon caminhava à frente, mas desacelerou. O olhar atento, a respiração mais comedida. A tensão em seus ombros denunciava que estavam se aproximando de algo maior.


— A próxima curva já nos coloca no território deles... de verdade. — murmurou.


Lira se aproximou, observando tudo ao redor.


— Parece outro mundo.


— É. A Linha 7 é o purgatório. — respondeu Leon, com um meio sorriso sarcástico. — Nem lixo, nem lar. Aqui é onde o Skull observa quem merece entrar... ou sair de um pedaço.


Lucius vinha mais atrás, com os olhos atentos às mudanças nas paredes e ao cheiro do ar.


— Estranho... até o cheiro muda. Sinto mais metal, mais calor... — franziu o nariz. — E um leve perfume barato misturado com óleo de motor. Charmoso.


Lira soltou um riso breve, quase aliviada por ainda poder rir de algo.


Sylas caminhava com tranquilidade ao lado de Samuel, o focinho se movendo de um lado para o outro, captando tudo como um radar silencioso.


Mais atrás, Drax estava surpreendentemente mais calmo. Não exatamente amistoso, mas menos travado — a ponto de iniciar uma conversa com Samuel.


— Então você tá me dizendo... que enfrentou aquele brutamonte lá do Underground pra me tirar de lá... e venceu?


— Isso mesmo. — respondeu Samuel, com serenidade.


Drax franziu a testa, semicerrando os olhos.


— Para de mentir, você nem parece ser tudo isso.


— Tô falando sério. Pergunta pro Lucius. — rebateu Samuel, em um raro tom descontraído.


— O quatro olhos? — Drax olhou por cima do ombro, cético.


Lucius virou o rosto devagar.


— É verdade isso?


— É sim. E foi um trabalhão tirar você de lá. — disse Lucius, com um leve tom de indignação teatral.


— Duvido... — Drax resmungou, mas havia algo em sua voz que quase soava como... respeito.


Enquanto isso, Lira e Leon continuavam à frente, conversando em tom mais baixo.


— Acha que eles vão deixar a gente passar? — perguntou Lira, entre dúvida e desafio.


— Comigo na frente, sim. — respondeu Leon. — Mas... a partir daqui, o respeito é negociado com presença. E com tatuagens.


Ele olhou para os outros por cima do ombro, o tom ficando mais sério.


— Eles identificam os membros pela caveira. Mas não é só o símbolo... é a postura. Se perceberem hesitação, atacam. Se sentirem medo, exploram. E se parecerem certinhos demais... viram piada. Ou alvo.


Leon respirou fundo antes de completar:


— Eu não sou muito bem-vindo aqui, por causa da última vez... mas tenho um contato. Vamos tentar usar isso a nosso favor.


Lucius abriu os braços como se entrasse num palco.


— Ah, então só precisamos parecer um pouco quebrados, perdidos ou perigosos. Fácil. Eu nasci pra isso.


— Cala a boca, cientista. Tu não tem cara de perigoso. — retrucou Drax, com um olhar cortante.


Lucius sorriu com ironia.


— Disse o 'senhor do ódio'. Até parece que sabe como é ser um ladrão...


Drax soltou uma risada breve, quase sem querer — mas logo se recompôs, fechando o rosto de novo.


Lira trocou um olhar rápido com Samuel.


Ele apenas assentiu, como sempre fazia — com firmeza, sem pressa, sem hesitação.


A cada passo, os sons abafados que vinham do fundo dos túneis aumentavam. Música vibrante. Vozes exaltadas. Metal contra metal. O cheiro de cigarro químico e fumaça artificial misturava-se ao ar, cada vez mais denso. Luzes coloridas começavam a piscar pelos vãos do corredor, como faróis que anunciavam a chegada ao inferno urbano.


Logo à frente, a Linha 8 os aguardava.


Mas ali, naquele trecho entre Linhas... eles ainda podiam respirar.


Ainda podiam escolher o que mostrar — e o que esconder.


Porque o próximo passo... era irreversível.


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A última curva da Linha 7 revelava um portal estranho — não uma porta comum, mas um arco metálico reforçado por cabos grossos e placas de aço enferrujadas, como se alguém tivesse fundido pedaços de tecnologia abandonada para selar um limite invisível entre dois mundos.


Do outro lado, a Linha 8 pulsava.


Luzes vermelhas, violetas e esverdeadas piscavam ritmadas ao som grave de batidas eletrônicas, abafadas, mas constantes. O ar parecia mais quente. Mais denso. Um cheiro forte de cigarro sintético, bebida química e suor preenchia as narinas. A estação estava viva. Mas viva de um jeito doente. Como se cada parede ali respirasse vício, violência e promessas quebradas.


Leon parou diante da entrada. Endireitou a postura. O rosto fechou-se em seriedade absoluta.


— A partir daqui... não soltem a guarda por nada.


Samuel não respondeu, apenas assentiu uma vez.


Ao passar pelo arco, a primeira visão que tiveram foi de um grande corredor iluminado por letreiros holográficos em má qualidade. Palavras dançavam no ar: “Jackpot”, “Fúria no Ringue”, “Dose Tripla por 15 créditos”, “Crédito para caveiras”. Os anúncios piscavam frenéticos, chamando por atenção como vozes sedentas.


Pessoas iam e vinham em passos apressados. Alguns riam alto, outros discutiam. Havia apostas sendo feitas em tempo real por meio de chips cranianos e drones carregando bandejas com cápsulas brilhantes. No chão, um tipo de trilho antigo havia sido adaptado para servir como transporte de bebidas e drogas entre os corredores.


A estação tinha sido transformada em um submundo pulsante. Uma colmeia caótica. E mesmo assim... funcionava.


Gangsters da Skull se misturavam entre as pessoas. Alguns vestiam jaquetas de couro rasgadas, outros usavam roupas simples com cortes assimétricos. Muitos traziam peças tecnológicas integradas aos corpos — braços mecânicos, olhos digitais, máscaras de oxigênio acopladas ao rosto. Mas o que realmente os identificava... era a tatuagem. Uma caveira — às vezes no pescoço, outras no peito, na mão, ou até cobrindo o rosto inteiro. Sempre visível. Sempre presente.


Lira apertou levemente o passo, sentindo os olhares.


Lucius observava tudo como quem se perdia em um pesadelo colorido.


— Parece uma rave que desistiu da sanidade. — murmurou.


Sylas mantinha-se mais próximo de Samuel, atento a cada movimento.


Drax cerrava o punho sem perceber, os olhos varrendo os arredores com expressão dura.


Samuel caminhava entre eles como um farol estável.

Sério.

Intocável.

Como se o caos ao redor fosse apenas ruído.


Seu passo era constante, indiferente ao caos ao redor — como se nem mesmo aquele inferno urbano pudesse tocá-lo.


No alto, uma passarela metálica cruzava o corredor principal. Dois membros da Skull estavam ali, apoiados na grade, observando o grupo que se aproximava. Ambos trajavam roupas de couro escuro com detalhes luminosos nos ombros e cotovelos. Tinham expressões debochadas, e armas presas às pernas. Um deles ativou um dispositivo embutido no pulso — um feixe de escaneamento percorreu o grupo, emitindo um leve som agudo ao identificar Leon.


O homem riu.


— Olha só... se não é o Skatista. Quanto tempo, hein? — disse com uma voz grave, mas carregada de ironia fingida, como se provocasse um velho conhecido que ele adoraria ver morto.


Leon não respondeu. Apenas continuou andando com o mesmo ar impassível, os olhos fixos à frente.


— Cuidado por onde pisa por aqui, Cirurgião da Morte... — completou o outro, sorrindo com escárnio. — Essa estação tem memória. E dívida.


Lira arqueou uma sobrancelha, claramente surpresa. Virou-se um pouco em direção a Leon e sussurrou:


— Cirurgião da Morte?


— Vão se acostumando. — murmurou ele, com um leve sorriso torto, sem parar de andar. — Por aqui, eu sou respeitado por alguns... e temido por outros.


— Isso é pra assustar ou impressionar? — murmurou Lucius, atrás, franzindo a testa com desconfiança teatral.


— Depende se você quer sair inteiro. — respondeu Leon com naturalidade.


Do alto da passarela, um dos vigias virou-se para o parceiro e falou em tom mais baixo, mas audível:


— Avisa que ele voltou.


O outro assentiu e desapareceu por um corredor lateral, enquanto o restante da gangue voltava a observar o fluxo da estação — mas os olhos ainda escaneavam o grupo com atenção redobrada.


Drax, que mantinha o passo firme, lançou um olhar breve para Leon, com um leve tom de zombaria no rosto.


— E eu achando que essas roupinhas suas fossem irreconhecíveis.


Leon soltou um riso curto, quase inaudível, sem virar o rosto.


— Elas são. O problema é que eu deixei memórias demais pra trás.


Drax bufou, como se estivesse prestes a retrucar, mas apenas murmurou:


— É Dois.


Samuel manteve o silêncio, mas seus olhos se moveram levemente em direção ao alto da passarela. Ele sentia o peso da vigilância, mas não demonstrava desconforto. Sylas ao seu lado também se mantinha alerta, farejando o ar, como se reconhecesse que ali... o perigo não era escondido. Ele se exibia.


A música eletrônica vibrava através das paredes metálicas, os sons distorcidos de uma festa que nunca parava ecoando como um coração batendo errado. O grupo seguia por um corredor, onde luzes piscavam em tons frenéticos, refletindo no chão sujo, repleto de marcas de sapato, manchas escuras e rastros de óleo.


Leon mantinha-se à frente, os olhos treinados varrendo o caminho como um guia silencioso. Samuel mantinha o centro. Sylas ao seu lado, sempre atento. Lucius não disfarçava o desconforto, mas ainda mantinha o tom leve em seus murmúrios. Lira se mantinha próxima dele, mas os olhos atentos não deixavam nada passar.


E Drax… bem, Drax estava cada vez mais inquieto.


Passaram por uma pequena praça improvisada, com mesas metálicas enferrujadas e bancos de plástico firmemente presos ao chão. Luzes penduradas por cabos expostos tremeluziam em tons roxos, azuis e verdes, lançando sombras instáveis sobre os rostos ao redor. Havia movimento constante — o tipo de agitação inquieta de um lugar onde ninguém confia totalmente em ninguém.


Pessoas de todos os tipos ocupavam o espaço. Alguns riam alto entre goles de bebidas químicas, outros se concentravam em apostas holográficas que travavam no meio do giro, gerando discussões acaloradas. Membros da gangue Skull eram claramente identificáveis pela tatuagem da caveira — sempre visível, em alguma parte do corpo — mas nem todos ali faziam parte da gangue.


Havia forasteiros, mercadores duvidosos, viciados e até alguns curiosos corajosos demais por estarem naquele território. Todos sabiam: ali, a Skull era a lei — mas nem todos precisavam pertencer a ela para circular. Bastava saber respeitar... ou pagar o preço.


Foi então que um dos sujeitos próximos a uma das mesas — jaqueta reforçada nos ombros, moicano prateado e olhos mecânicos — ergueu o rosto em direção ao grupo. Não disse nada. Apenas observou, o olhar afiado como uma faca mal guardada, cruzando os braços com um meio sorriso presunçoso.


— Olha só... um grupo novo. Que é isso aí, uma excursão escolar? — disse uma voz feminina, carregada de sarcasmo, vinda da mesa mais iluminada do espaço.

Os olhos da mulher foram direto para Drax. Um canto da boca se curvou em escárnio.

— E esse aí... perdeu o braço ou só esqueceu em casa?


Drax parou. Girou o pescoço lentamente, estalando os ossos com um leve tilintar, como quem testava o limite da própria paciência.


— Fala de novo.


Calmo demais.

O tipo de calma que precede o caos.


— Ih, o filhote rosna... — zombou outro, levantando do banco com ar provocador.

Tinha o peito nu, exibindo uma tatuagem da caveira que cobria todo o tórax. Um bracelete eletrônico em seu pulso emitia faíscas azuis, como se estivesse sempre prestes a dar choque em alguém — ou em si mesmo.


Leon lançou um olhar breve para Drax e fez menção de seguir adiante, querendo evitar o confronto.


— Não com eles.


Mas já era tarde.


— Esses palhaços são sempre assim ou só hoje resolveram latir? — rosnou Drax, dando um passo firme à frente.


Lira, instintivamente, tocou no braço dele.


— Ei, calma... deixa pra lá.


— Tira a mão. — respondeu ele, seco, mas sem aspereza. O foco dele era puro — e voltado direto para os provocadores.


Um terceiro se aproximou, saindo de uma mesa próxima. Usava óculos escuros, mesmo na penumbra da estação, e carregava uma garrafa escura que mais parecia combustível.


— Se não tem tatuagem, não late. Essa é a regra. Vocês acham que tão onde, hein?


O clima pesou como um martelo.


Leon inspirou fundo, cruzando os braços.


— Vocês sabem quem eu sou. Dá um passo pra trás antes que se arrependam.


O do moicano riu.


— Faz tempo demais que você desapareceu, skatista.

As regras mudaram. E você? Você não manda em nada por aqui.


Drax fechou o punho com força, os músculos do braço contraídos.

Samuel então deu um passo à frente. Sem alarde. Sem pose. Apenas presença.


Mas foi o suficiente para os outros dois hesitarem por um instante.


E foi nesse exato momento que uma voz cortou o ar.


Firme. Serena. Inquestionável.


— Chega.


Todos viraram quase ao mesmo tempo.


A figura surgiu da penumbra, emergindo de um corredor lateral iluminado por lâmpadas tremeluzentes.

Usava um casaco rosa seco com espirais fluorescentes que brilhavam em azul elétrico. As pontas tingidas de rosa dançavam nas mechas de seu cabelo negro e desalinhado.

Na mão direita, ela carregava uma pistola laser. Estava apontada para o chão — mas bastava um movimento.


Kim.


Seus olhos azul-claros analisavam tudo e todos com a frieza de quem já viu gente sangrar por muito menos. Ela não gritava. Não precisava.


— Esses aqui estão comigo. — disse ela, direto aos membros da Skull.


— Kim... — começou o do moicano, tentando soar inocente.


— Eu disse chega.


Vai discutir comigo agora?


Silêncio.


Kim parou diante do grupo, o olhar pousando sobre Leon.

Um sorriso discreto curvou seus lábios — mas não era afeto. Era ironia contida.


— Faz tempo, não é mesmo?


— Mais do que devia. — respondeu Leon, com um leve suspiro, sem mostrar muita reação.


Kim virou de lado, sem tirar os olhos dele.


— Só não pensa que é bem-vindo aqui. Tô te ajudando porque tenho mais o que fazer do que limpar sangue de corredor.


Um dos caras que antes zombava de Drax o encarou, ainda inflado pela presença do grupo.

Um sorriso torto surgiu no canto da boca, como se tivesse acabado de ter uma ideia brilhante — ou suicida.


— Tem fogo nos olhos. Gosto disso. — Apontou com o queixo para Drax


Drax o encarou sem dizer nada, apenas levantando ligeiramente o queixo, curioso.


— Vai ter luta na rinha hoje à noite. Apostas altas. — continuou o sujeito, girando a garrafa na mão. — Que tal mostrar esse temperamento no ringue? Só você e outro parceiro... um dois a dois.


O sorriso se alargou, venenoso.


— Sem armas. Sem plateia educada. Só soco, dente e sangue.

Você parece feito pra isso.


Lira revirou os olhos com discreta exasperação.


— Que convite gentil... quase me emocionei.


Leon respondeu apenas com um olhar breve. Já tinha visto aquilo antes. Idiotas cavando as próprias covas com palavras.


Drax arqueou uma sobrancelha.


— E o prêmio? — perguntou com desinteresse forçado.


— Você sair andando. — respondeu o cara com um riso baixo. — Se conseguir, claro.


Kim, mais à frente, parou por um instante e virou o rosto por cima do ombro.


— Ele quer que você vá. — disse, fria. — Mas não quer que você ganhe.

Quer público. 

Quer vingança disfarçada de diversão.


Drax ficou em silêncio por um momento, encarando o sujeito à sua frente.

Um sorriso lento apareceu em seus lábios.


— Eu vou pensar no convite.


— Espero que aceite. Vai ser um prazer... assistir. — disse o outro, rindo enquanto voltava pra mesa.


Samuel apenas observava, sem mudar o semblante. Mas seus olhos acompanharam cada palavra, cada gesto, como se já soubesse no que aquilo terminaria.


Kim girou o rosto e examinou os outros do grupo.

Quando os olhos dela pousaram em Samuel, demoraram um segundo a mais.

Não era desconfiança — era instinto. Algo ali nela reconhecia que ele não era só mais um.

Mas não comentou. Apenas voltou ao que interessava.


— Vocês tão indo pra sala do chefe?


— Se ainda deixarem a gente entrar. — disse Lucius, encolhendo os ombros, tentando parecer casual — e falhando miseravelmente.


— Eu levo vocês. — decretou ela.

E virou de costas, sem esperar confirmação.


Sua pistola pendurada balançava a cada passo, marcando o ritmo.

O grupo a seguiu.

Silenciosos.

Atentos.

Porque sabiam:

Na Linha 8, até quem é aceito... entra com a cabeça na mira.


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