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O Apóstata e a Gótica - Volume 1 : Cicatrizes e Dogmas
Capítulo 4 - Introdução ao Escuro
3320 palavras • 17854 caracteres • ⏱ 13 min 17 s

Capítulo 4 - Introdução ao Escuro

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Em uma manhã de sexta-feira de um feriado da Proclamação da República, no quarto de Clarice uma pequena revolução estava prestes a acontecer.


- Contei as horas pra isso e agora que já tomamos o café da manhã, você vai me mostrar como que você chegou ao estilo que tem hoje - disse Clarice sentada na sua cama e olhando para Karina que estava em pé diante dela.


- Eu vou começar do começo, tudo bem? - retrucou Karina.


- Pode ser.


- Então... No meu primeiro ano do colegial entraram umas pessoas novas junto com a minha turma com a qual eu já convivia desde o ginásio. Era um grupo de pessoas alternativas que tinham um gosto musical bem fora do padrão da época, porque enquanto o pessoal da minha classe se dividia em ouvir sertanejo universitário ou ouvir Demi Lovato e Justin Bieber  e o máximo de rock que ouviam era 30 Seconds to Mars e Tokio Hotel, aquele grupo ouvia grupos modernos de Dark Wave como The Frozen Autumn e Faith and the Muse, bandas de metal gótico que não tocaram na MTV como Lacuna Coil e Epica e os clássicos do rock gótico como Joy Division, Siouxie and the Banshees, Type O'Negative, entre outros.


- A maioria dos nomes eu nunca ouvi falar, mas... o Emo não tinha saído de moda? O Evanescence não tava na ativa vindo pra cá com frequência pra fazer show? - perguntou Clarice intrigada.


- Eu pensei quase a mesma coisa que você, mas foi aí que eu percebi que eu estava só olhando o que aparecia na MTV e tocava na rádio. Eu fui ensinada por aquele grupo a cavar, a desbravar, a fuçar a internet. E foi assim que eu conheci bandas e artistas que nem eles conheciam.


Clarice olhava para Karina enquanto ela falava como se estivesse sendo apresentada por uma guia turística a um mundo subterrâneo que estava emergindo. Um mundo escondido que ela não fazia ideia do seu tamanho.


- Mas e a maquiagem? As tatuagens? Essas roupas? - Clarice ainda estava intrigada com todo aquele estilo que Karina apresentava.


- As tatuagens eu só coloquei depois dos dezoito anos e aos poucos. Como a gente usava uniforme no colégio, então eles só usavam suas roupas góticas fora do colégio. Uma vez eu fui com eles na Redenção...


- Redenção? - perguntou Clarice.


- É outro nome para o Parque Farroupilha. O parque mais importante de Porto Alegre. - Para Karina, era óbvio que Clarice NUNCA tinha ido a Porto Alegre.


- Ah tá... Continue.


- Estávamos nós na Redenção e eu era um peixe fora d'água, porque lá toda normal e eles todos bem vistosos. Ali me caiu a ficha que eu queria aquilo para mim porque eu já estava cansada de ser só uma pessoa comum.


- Como seus pais reagiram?


- Meus pais foram muito de boa porque eles conheciam a cena gótica desde que eram jovens então não foi surpresa. Eles só pediram pra eu esperar completar dezoito anos pra poder me aprofundar. E aqui estou.


- E o teatro?


- A gente tinha aula de teatro no colégio, e eu adorava aquilo e o grupo do góticos também gostavam. Então eu só juntei o útil ao agradável. Uns dois foram fazer a faculdade comigo... e um deles é o meu atual namorado: o Ivo - Karina mostrou o seu anel para Clarice.


- Mas desde o colégio que vocês namoram? - perguntou Clarice.


- A gente era só amigo , mas no terceiro ano a gente percebeu que tinha um carinho a mais um pelo outro. A gente fez faculdade de teatro na UERGS junto e hoje ele trabalha comigo na companhia de teatro- Karina exalava felicidade enquanto contava sobre seu namorado.


- Mas como vocês mantiveram isso tudo até hoje?


- Da mesma forma que os seus pais. Eles não se conheceram logo nos primeiros anos da faculdade durante uma manifestação dos caras pintadas e estão até hoje juntos? O segredo é ter em mente que a pessoa que você quer para sua vida será capaz de ter sintonia com você ao longo do tempo. Ivo sempre tem novidades pra mim e eu para ele. Olha aqui as fotos - Karina mostrou um álbum de fotografias salvas no Google Fotos do seu smartphone - nós sempre estávamos em sintonia mesmo nas fotos.


Clarice viu um homem magro, franzino mas feliz ao lado de Karina em TODAS as fotos. Era como se ele fosse um objeto de ferro sendo atraído por um ímã. Desde as primeiras fotos no colegial, passando pelas fotos na faculdade até o atual trabalho em uma companhia de teatro.


- Muito lindo prima - disse Clarice admirada com a química do casal - agora... poderia me mostrar um pouco do que você ouviu naquela época e ainda ouve?


- Está pronta para entrar em um mundo desconhecido? - a voz de Karina era solene.


- Sim. Quero!


Karina pegou seus fones de ouvido, abriu o streaming de música e localizou sua playlist de músicas góticas favoritas.


- Essa é Black No.1 do Type O'Negative — disse Karina, olhando para Clarice com um sorriso cúmplice. — Uma das bandas mais icônicas do metal gótico. Peter Steele com seus dois metros de altura e voz soturna, letras sombrias, e um humor ácido. E são praticamente NOVE minutos de música!


Clarice ouvia com atenção. A batida lenta, os vocais profundos, a atmosfera densa — tudo parecia conversar com algo dentro dela.  


— Eu nunca ouvi isso, mas eu sinto que isso dialoga comigo, mas não sei o porquê.


Nesse momento, William entrou no quarto com uma expressão de surpresa.


— Meninas, faz mais de 20 anos que eu não ouço essa música!


Karina e Clarice se olharam surpresas.


- Pai, como assim você conhecia? — perguntou Clarice.


- Eu lembro dos clipes na MTV, lá em 93, 94. A banda não saia do Disk MTV e o Top 20 Brasil e aquele vocalista, o Peter Steele, parecia que tinha saído de um filme de vampiro.  


- Tio, o que você lembra de rock gótico naquela época? - perguntou Karina 


- Eu lembro de quando fui com a Barbara no Monsters of Rock em 95 e tocou Paradise Lost no dia que nós fomos. Falavam que era uma banda de metal gótico, mas até então o Kiss e o Ozzy Osbourne que tocaram naquele festival eram o mais gótico que eu tinha ouvido até então. Daí, nós fomos ver o show e achamos o som muito estranho... sombrio demais. Foi a única banda com pegada realmente gótica que vimos ao vivo.  


Karina sorriu.  


— O Paradise Lost é quase um primo britânico do Type O' Negative. Eles foram mudando o som com o passar do tempo e estão dentro do chamado Doom Metal junto com o Candlemass.


William se encostou na porta, pensativo.  


— Já parei pra ouvir esse Cadlemass. Parece Black Sabbath só que mais soturno. Eu creio que com você, a Clarice vai viver uma parte dos anos 90 e até 80 que eu não dei atenção.


- Tio, mas você só ouvia o que tava em alta na época?


- O grunge dos anos 90 mora no meu coração até hoje. Quando houve a morte do Kurt Cobain, eu me vi órfão, mas aí conheci o Britpop... não o Oasis que eu achava muito pretensioso, mas o Blur, o Suede que eu já conhecia em 93, Pulp também. O Elástica que eu achava promissora, mas não foi muito longe. Ouvia também as bandas pós-grunge como o Silverchair. Ouvia o punk da época como o Green Day que tá na ativa até hoje. De um modo geral, eu não procurava nada fora do que tava bombando na época.


- Quando eu tava no colégio, eu descobri o gótico com umas meninas que ouviam metal sinfônico - explicou Karina - Épica, Lacuna Coil, Nightwish com a Tarja no vocal porque eu nunca gostei da Annette no vocal, Xandria e outras mais. Aí eu fui me aprofundando e descobri que tinha muitas bandas lá no passado e aí eu fui vendo Siouxie and the Banshees, Joy Division, Sisters of Mercy, The Mission. E de tanto aprofundar, estou aqui.


William olhou para Karina como uma pessoa que tinha vivido a mesma época que ele mas de outra maneira. Naquele momento ele percebeu que deixou muita coisa passar por alto e aceitou que Clarice seria a porta de entrada para o mundo que estava debaixo de seu nariz o tempo todo mas que nunca deu a devida atenção.


- Karina, foi muito bom você ter vindo aqui. Minha filha agora vai viver o que eu não vivi. Eu olho pra você e vejo a Clarice no futuro. Se é isso que vai dar um sentido pra ela depois de tudo que ela passou na cirurgia e a recuperação, então tudo bem.


Clarice se levantou para abraçar William.


- Obrigado pai. Uma pena que eu não fui mais próxima da Karina antes.


- Foi a distância filha, mas agora eu vejo que vocês estarão próximas daqui pra frente. 


- Tio, ela estará bem encaminhada comigo - garantiu Karina.


- Que coisas tem mais pra você me mostrar?


- Muita banda e artista! Tanto os que eu conheci com aquele grupo, como os que eu descobri depois.


- Meninas, vou voltar lá pra cozinha ajudar sua mãe e seus tios. O almoço ainda vai demorar um pouco - anunciou William.


- De nada pai - Disse Clarice olhando para o smartphone de Karina.


Ao longo de toda a manhã, Clarice era apresentada a uma constelação de artistas que formavam o universo gótico — dos clássicos do pós-punk sombrio ao metal sinfônico e à darkwave contemporânea. Sisters of Mercy, The Mission, Bauhaus, Peter Murphy, Xmal Deutschland, Fields of the Nephilim, Clan of Xymox e All About Eve representavam o lado fundamental do estilo. Epica e Lacuna Coil traziam a força do metal gótico com vocais femininos intensos. Lebanon Hanover e Kaelan Mikla revelavam o gótico moderno — minimalista, frio e visceral. Até Killing Joke em alguns discos era contado como música gótica.


- Eu me sinto entrando em outro planeta - disse Clarice deslumbrada com as músicas apresentadas.


- Acontece quando você olha tudo isso pela primeira vez - afirmou Karina - com o tempo passa a fazer parte de quem você é.


- Meninas, está pronto - Disse Barbara.


- A comida está cheirando daqui - disse Clarice ao sentir o aroma do almoço.


A mesa estava pronta e a comida estava feita de acordo com a dieta que Clarice passaria a ter: Frango grelhado, salada de cenoura e beterraba, arroz, batatas e suco de limão.


- Tudo feito pensando em você filha - William olhava com carinho para a filha ao falar sobre os cuidados com a alimentação.


- Vocês estavam bem concentradas lá no quarto hein? Musica tocando a manhã inteira até agora - disse Isabel.


- Estou desencaminhando a Clarice - disse Karina em tom irônico.


- Enfim pessoal, vamos comer! - disse Barbara já sentada a mesa.


— Vocês estavam bem concentradas ali no quarto. Quando não eram músicas sombrías tocando, era a Karina dando palestra sobre o que tinham acabado de ouvir.— disse Barbara, servindo as batatas.  


— É que eu não só ouço as músicas, eu leio sobre elas — respondeu Karina. — mostrei nem metade das coisas que tem, mas ela já está agora com uma boa base.


— O que mais você mostrou? — perguntou William, curioso.  


— Sisters of Mercy, Joy Division, Bauhaus...  


—  Joy Division e Sisters of Mercy eu conheço a discografia porque é bem pequena. Dois ou três discos— disse William — mas Bauhaus eu só ouvi a versão deles de uma música do David Bowie.


- Como assim você não mostrou o The Cure pra ela filha? - perguntou Luciano.


- É que eu quis mostrar coisas que não são tão conhecidas pra ela e eu não me contento com o que a maior parte do público conhece - explicou Karina — eu tô sempre pesquisando coisas novas.


Clarice olhou para os pais.  


— Eu nunca tinha ouvido algo assim antes mãe. É uma pena que eu não tive muito contato com a Karina anos atrás.


Barbara sorriu, tocando a mão da filha.  


— Filha, ela agora está aqui apresentando o mundo dela e eu vejo a felicidade nos seus olhos.


- Sim mãe, eu nunca senti isso antes.


- Depois do almoço, eu vou te mostrar outra coisa: os filmes e séries.


- Ah eu quero ver - a alegria de Clarice estava radiante diante de toda aquela novidade.


Acabado o almoço, lá foram as duas para o quarto de novo.


- Agora me mostra os filmes e séries que tem do estilo gótico - Clarice se sentou prontamente na cama do seu quarto - Não é tudo terror?


- Nem todo terror é gótico e nem todo gótico é terror - explicou Karina - o público acaba confundindo e acha que é tudo uma coisa só. Eu particularmente sou fã de terror já um pouco antes de conhecer o estilo gótico, então pra mim foi fácil.


Karina pegou o seu smartphone e foi mostrando o seu perfil no Filmow e no Letterbox para Clarice.


- Tem alguns aqui que eu já vi, mas há muito tempo - notou Clarice ao ver a lista de filmes favoritos de Karina - acho que vou rever os filmes da Família Addams pra entender algumas coisas.


- Eu garanto que se você rever os filmes, vai se identificar mais com a Wandinha.


- Hmmm - Clarice ficou pensativa - eu tenho que ver isso.


- Tem três filmes que eu lhe sugiro ver como introdução: Elvira, a Rainha das Trevas que tem um humor muito peculiar. O filme A Colina Escarlate que já é mais voltada pra Inglaterra do século 19 e O Fantasma da Opera que já teve várias versões para o teatro e eu mesma já encenei alguns trechos na faculdade, mas que o filme de 2004 é muito bonito.


- Obrigada prima - Clarice abraçou a sua prima como se fosse sua irmã de criação - mas se séries tem o quê?


- Tem muita coisa recente. De 2010 pra cá saiu muita coisa. Você nunca viu American Horror Story?


- Hmmm... de séries em geral nunca vi uma de terror, mas eu sempre vejo essa série nos sites pra assistir séries online.


Karina sorriu ironicamente ao ouvir que a prima assim como ela também assistia muita coisa por meios nada ortodoxos.


- Ah garota pirateira! Então, tem essa que é em formato de antologia. Tem Penny Dreadful da HBO porque que mesmo depois daquele final agridoce de Game of Thrones, aquele canal tem muita coisa boa.


- Então... É que pra minha idade as séries da HBO são muito... pesadas sabe?


- Ah desculpe... American Horror Story também é um pouco assim porque o Ryan Murphy que é o criador da série ADORA colocar coisas bem adultas na séries dele. Nesse caso, fique só com os filmes que eu falei e as músicas.


- Tudo bem. Ano que vem faço 16 e aí eu pesquiso as séries então. Mas... e de livros?


- Então. Eu não trouxe nada comigo na bagagem como você pode ver, mas pra começar eu recomendo os contos do Edgar Allan Poe porque tem muito filme baseado na obra dele. Ai você lê Frankenstein da Mary Shelley que também é um clássico...


- Espera! - Clarice levantou a mão em surpresa - Frankenstein é um livro escrito por uma mulher? Eu sempre achei fosse só um filme!


- Pois bem... Tem muita mulher na literatura gótica. Além da Mary Shelley temos a Anne Rice que muito antes de Crepúsculo já apresentava os vampiros com um lado mais humano. Sabe aquele filme Entrevista com o Vampiro?


- Nunca vi, mas sei que tem o Brad Pitt e o Tom Cruise no elenco. É baseado numa livro dela?


- Sim. Ela tem uma profundidade enorme na hora de construir os personagens porque ela vai pra Nova Orleans, vai pra Roma antiga e pro Egito antigo. É muito bem escrito.


- Que pena que eu não estou anotando... - Clarice fez uma expressão de desgosto porque sentia que iria esquecer tudo o que foi dito.


- Calma! Eu anoto numa folha de caderno tudo o que eu falei. Aliás... você sente falta de toda a rotina né? 


Clarice lembrou de seus amigos, os professores e o clima do colégio. Perder o ano letivo por conta da cirurgia e a recuperação pós cirúrgica lhe fez ficar para trás em sentido educacional.


- Eu sei que vou ficar com outra turma, não com a minha, mas vou manter contato com todo mundo.


- Você sempre poderá contar com quem está do seu lado não importa como você esteja - Disse Karina mexendo nas madeixas escuras de Clarice - agora que tal passarmos o resto do dia até a gente pegar no sono vendo as recomendações que eu falei e assistir os filmes da Família Addams?


- Tem no streaming?


- Se não tiver, a gente vê se tem no YouTube. E se não tiver... A gente vê pelos nossos meios.


- Ah sim!


Tendo Karina como sua mentora e sua cúmplice, ela ia pouco a pouco construindo sua identidade.


No começo da noite...


- Ah poxa, gostei de fazer essa maratona. Mas senti falta do Raul Julia no papel do Gomez nesse terceiro filme e poxa... Eu queria ter uns 10% desse "humor" da Wandinha - disse Clarice olhando contemplativa para a tela do seu notebook.


- É que como o terceiro filme foi feito pra televisão então não tem o brilho dos filmes anteriores. Mas é aí... Quer ver os outros da lista e só parar pra jantar? 


- Quero! 


Assim, as duas se divertiram noite adentro. Clarice viu o cinismo divertido de Elvira que zombava do mundo com charme e sarcasmo, o terror vitoriano de A Colina Escarlate e o drama gótico de O Fantasma da Opera. 


Ela não poderia ter desejado introdução melhor ao cinema gótico.


- Ufa! Terminamos e já passa da meia-noite - disse Clarice já se sentindo com sono - foi uma noite maravilhosa! Obrigado prima.


- Eu que agradeço a me deixar apresentar o meu mundo. Eu já vou me aprontar pra dormir também. E sobre amanhã... você ficou sabendo? 


- Do quê? - perguntou Clarice estranhando a pergunta.


- É que você ter visto que essa semana estreou Ford vs Ferrari. E seus pais já compraram os ingressos pra todos nós antecipado. 


- Hmmmm.... Eu lembro que falaram desse filme para esse ano mas nem vi que estreou essa semana. Eu sei que tem o Matt Damon e eu gosto da atuação dele, ainda mais que Interstellar é um filme que eu não vi no cinema mas eu vi em casa.


- É que não é só sobre ir ao cinema. Amanhã pra finalizar, eu queria te mostrar como eu me visto e me maqueio. E quem sabe você também não experimenta um novo estilo? 


Clarice ficou pensativa sobre isso. Ver filmes e séries com temática gótica e ouvir música soturna era uma coisa, mas tentar usar o estilo era algo muito diferente do que já tinha vivido.


- Bom... A gente vê isso amanhã. É que algo muito novo pra mim.


- A música e o audiovisual também foram - Karina sorriu ironicamente para Clarice. Ela sabia que a estética seria a cereja do bolo para apresentar o seu mundo - Mas amanhã de manhã eu lhe mostro tudo com calma. Vamos dormir então?


- Sim. Eu estou pensativa mas também curiosa quanto amanhã.


Então elas foram se deitar, mas Clarice sentia que aquele sábado seria o começo de uma nova versão dela.


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