Noooooooooossa, as coisas acabaram tão rápido, nem parecia que o tempo do meu primeiro ano estavam quase acabando, sequer parecia que ele tinha começado.
Eu aprendi tanto sobre mim, também sobre a pequena Esperança que agora vivia em meu castelo, e dependendo do meu humor do dia, ela sempre chegava até mim de uma forma diferente, às vezes ela estava na forma de uma criança, as vezes de uma adulta, às vezes numa forma de meus pais adotivos, às vezes nas minhas amigas, e muitas vezes, muitas vezes mesmo, ela estava com a aparência do meu Príncipe.
Esperança exalava amor, tranquilidade e compaixão, como se fosse o oposto do monstro que vivia na floresta, nos cantos mais profundos da minha mente que eu não tinha coragem de entrar.
Esperança: pegue o seu tempo
Dandara: anh?
Esperança: você vai chegar naquele ponto escuro, frio e sem felicidade logo, mas por enquanto, preocupe-se em fortalecer esse lugar, ele ainda não está pronto pra ser deixado e expandido
Dandara: sem razão, preciso de um castelo mais sólido.
Apesar de estar bem forte, via que tinha muitos lugares do meu castelo que estavam bem soltos e fracos, não sabia o que de ruim aquilo podia criar a longo prazo, mas mesmo assim não tinha medo de esperar um pouco, junto com minha paciência recém adquirida, notei que eu podia reforçar bem minha base repetindo coisas que eu adorava, como estudar, ler, sair com minhas amigas e até sair com o Antônio.
Coisas que eu fiz de forma automática, mas quando comecei a fazer isso conscientemente, tentando fortalecer o Castebiinto, que agora eu sabia que fui eu que montei, essa fortaleza dentro da minha cabeça ficou cada vez mais linda e resistente, de forma bem lenta, mas estava se fortalecendo bastante.
E em um desses dias, eu finalmente fiz uma visita a alguém muito especial, e eu estava pronta pra receber xingamentos, brigas, e até sair daquele lugar perdendo um dente, mas mesmo assim fui pra lá, pois eu merecia isso e muito mais, depois de tudo que eu fiz sem ver ela.
Antes de ir pro lugar onde pretendia, eu passei um bom tempo só voando por aí, eu não tava com medo, mas algo me dizia que pro que eu iria fazer, eu precisava da maior coragem que podia reunir, então só deixei minha vassoura Speed 360 me levar pra milhares de lugares diferentes.
O vento bateu em meu cabelo e o esvoaçou pra todos os lados, e novamente eu entrei num estado onde eu não estava dormindo, mas também não estava acordada.
Meu maior recorde ficando naquele estado era 30 minutos, e por um tempo, pensei que estava no paraíso, ironicamente foi quando pensei nisso que meu recorde parou.
Mas 30 minutos já era o bastante pra eu sentir que estava pronta, pronta pra encarar a garota que eu quase abandonei por um ano inteiro.
Quando desci novamente pra cidade e fui ate a area do Reino famosa por ser o ponto de descanso, naquele ponto do território, todas as casas de repouso pra velhinhos, orfanatos, centros curandeiros pra pessoas com lesões graves, e casas de descanso pra veteranos de guerra, tudo tava naquele ponto do Reino em espessifico.
O lugar, era até bem parecido com o ponto dos Curandeiros, com a maior diferença sendo que ali, enquanto o ponto dos curandeiros parecia limpo, polido e cromado demais.
Aquele ponto parecia infantil, alegre e colorido demais, as casas pareciam mais bobinhas, redondas, e inofensivas, as ruas eram recheadas de desenhos infantis, sejam eles feitos por crianças de verdade ou por magos do Reino.
E existiam vários Bardos pelas ruas que cantavam canções infantis e canções de ninar. E pelo que eu via, aqueles mesmos Bardos não pareciam Bardos de Rua, pareciam Bardos contratados pelo reino pra alegrar as ruas.
Aquele lugar era tão estranho, que olhando pro céu, eu via até que tinha nuvens coloridas e com desenhos infantis no céu...
Nossa, sabia que a magia conseguia fazer algo como aquilo,mas quando eu vi tudo aquilo eu me senti dentro de uma história infantil pra crianças.
E além de tudo isso, o fato que eu não tinha percebido essas coisas quando eu entrei e saí daquela rua duas vezes, ficou encravado na minha mente.
Aquela, era disparado, a rua mais única que eu já visitei a muito tempo, e o fato que minha Singularidade não permitiu que eu a percebesse em tantos detalhes realmente mostrou pra mim o quão mal da cabeça eu tava naquela época.
Eu não tava boa pra fazer literalmente nada naquela época mesmo, então percebi o quão incrível a rua que eu tava naquela época realmente era, nem me impressionava tanto assim.
Mas colocando esses devaneios de lado, eu olhei pra frente e me lembrei que eu tinha uma Paciente bem mal humorada pra visitar, então eu não tinha tempo a perder.
E quando finalmente cheguei na casa de reabilitação, a casa de reabilitação que eu fiz parte por tanto tempo, eu senti algo estranho, quando vi tudo pela primeira vez, parecia uma grande prisão, com muros altos, grandes atiradores e muitos, mais muitos feitiços anti-fuga.
E apesar que ainda tivesse tudo isso, era engraçado como tudo parecia tão…pequeno agora.
A casa em si parecia bem menor do que eu lembrava, e tudo que parecia me prender quando fui lá pela primeira vez agora só parecia um “incentivo”, do que uma prisão.
Era estranho descrever isso, mas nada daquilo parecia uma prisão, mas sim algo que nos ajudava a nos manter no caminho, afinal, querendo ou não, muitos apenas estavam lá dentro porque queriam, e os poucos que foram obrigados a ficar lá, era porque não estavam mais “sãos” o bastante pra poder fazerem decisões sozinhos…
E depois de pensar em tudo isso, agora eu sentia ainda mais como aquele lugar era pequeno, pois afinal, aquilo era apenas um lugar de recuperação, de repouso, um lugar onde você é tratado, cuidado, e depois é solto de volta no mundo, como um pássaro que tem a asa quebrada e depois dela ser cuidada ele volta a floresta…igual um ninho de descanso.
Pensar desse jeito me deixou muito feliz, e com um sorriso bobo, cheguei no salão de visitas, vendo que a minha visita estava me esperando, eu me sentei na mesa, no lugar onde os visitantes vinham me ver quando eu que estava me recuperando lá.
E como eu esperava, a Leide estava muito irritada quando me viu, e apenas a olhando, eu já sabia que era a Leide Frenética que veio me ver hoje.
E sinceramente, eu não me impressionou nem um pouco com isso também, mas apenas olhando pra ela, eu sabia que ela havia melhorado, que tipo de aventuras ela poderia ter passado enquanto eu não estava por perto?
Leide: HORA HORA, OLHA QUEM DECIDIU APARECER DEPOIS DE QUASE UM ANO DE SILÊNCIO!
Eu esperei um soco, travei a mandíbula, mas o soco não veio, e apenas depois dela me olhar por alguns segundos, eu decidi falar.
Dandara: desculpa por isso
Leide: DESCULPA!? DESCULPA!? AGENTE NÃO SE VÊ A QUASE UM ANO E VOCÊ SÓ CONSEGUE PEDIR DESCULPA!?
Dandara: claro que não, a desculpa foi apenas a primeira coisa, mas acho que já falei o bastante de mim mesma por um tempo, você não acha?
Leide: acho
Dandara: vamos falar um pouco de você, como tem andado?
Não sei se era porque eu não quis falar tudo que eu passei enquanto ela tava ocupada se curando, ou o fato que eu tava ultra calma enquanto ela tava gritando comigo, mas algo no que eu falei fez a Leide se acalmar muito, a ponto que ela se sentou devagar na cadeira, respirou fundo e começou a conversar comigo.
Leide: sabe como é, o mesmo de sempre, episódios de depressão super profunda preenchidos com pensamentos filosóficos que me deixam com a mente ocupada demais pra ficar triste, e episódios de mania mirando minha raiva prós lugares certos pra não machucar ninguém, nada de novo
Dandara: mas vejo que você mudou
Leide: tive que melhorar meus episódios de mania, minha nova colega de quarto ronca muito, e por mais doido que isso pareça, tentar redirecionar minha raiva por causa de um ronco fez milagres pra mim
Dandara: consigo imaginar, mais alguma coisa?
Leide: ah, eu consegui um clubinho de batalha, olha esse bebê, conseguiu ele ontem.
Então ela puxou um pouco o tecido do pescoço, revelando um roxo super grande na costela de cima.
Leide: aquelas garotas fazem seus socos parecerem golpes de travesseiro
Dandara: nossa, você não faz ideia como isso me deixa feliz
Leide: pelo seu alívio em ver que eu não esmurrei sua cara, eu tenho uma boa ideia
Dandara: culpada (risadinha)...alguma previsão pra quando você vai poder sair?
Leide: logo, eu pensei no que você falou sobre trapaça ano passado, e comecei a tomar os remédios direito, ainda não me sinto pronta pro mundo lá fora, mas sinto que esse momento já está chegando
Dandara: cada um em o seu tempo, tenho certeza que o seu ja ta quase chegando, e tambem que você vai fazer coisas incríveis quando sair
Leide: também sinto isso, ruiva, também sinto isso…eu também comecei a ver muitas séries de mistério e terror sangrento, a violência quase gratuita daquela série me deixa calma de uma forma quase inexplicável
Dandara: eu tenho uma ideia do porque, e sem ofensa Leide, mas essas séries parecem a sua cara mesmo
Leide: e as séries de princesas pomposas que você assiste não tem nada a ver com você
Dandara: culpada de novo.
Dando risadas tranquilas, ouvi ela perguntando algo simples de novo.
Leide: e voce? O que tem feito?
Dandara: nada demais, consegui um Psicomago novo, to me esbaldando com as cores, sabores e sentimentos que eu gentilmente cultivei dentro dessas paredes com muito carinho, mas principalmente me divertindo com o meu Príncipe e com minhas amigas novas
Leide: contanto que você não esqueça as antigas amigas, não vejo nada de errado aqui
Dandara: ah, não se preocupe, eu tenho passado um bom tempo com minhas amigas antigas, eu só me esqueci de você, desculpa mesmo fofinha
Leide: não abusa da sorte
Dandara: não vou, não vou.
Eu continuei conversando sobre bobagens com a Leide, ate de repente, eu sentir a necessidade absurda de contar para ela o meu sonho doido do castelo.
Era engraçado, antes eu não contava nada pra ninguém, mas depois de todas as coisas que passei e todas as conversas que eu tive com as pessoas que eu amava de forma profunda no fundo do meu coração, eu comecei a ficar muito mais aberta em conversar com pessoas.
Além de que, enquanto nós estávamos conversando, eu olhei um pouco pras cenas ao meu redor, e pensei como nós já éramos colegas de quarto naquele lugar, passamos por muitas coisas juntos, e falar essas coisas pra ela, a teoria, devia ser algo mais fácil do que o resto das pessoas.
Enquanto pensava nisso, eu dei um sorrisinho ao pensar nessas coisas e falei.
Dandara: ai, eu já te contei sobre os sonhos estranhos que eu tinha?
Leide: ah, eu tenho uma pequena noção deles
Dandara: jura? Por que?
Leide: você fala dormindo.
Aquele simples comentário fez minha noção de mundo simplesmente desabar, se a Leide não tivesse me segurado, eu com certeza teria caído de costas no chão e machucado a cabeça, mas nenhuma dor que eu sentisse naquele momento poderia me tirar daquele transe que eu entrei depois de ouvir as palavras da Leide.
Eu levei 10 minutos pra me recuperar do choque daquela fala, e minha próxima pergunta foi algo bem simples.
Dandara: e o que eu falava?
Leide: coisas doidas, como você estar numa floresta escura, sem conseguir ver nada e com um monstro te perseguindo, você nunca me contou o que acontecia quando ele te pegava, mas os gritos que você dava 10 minutos antes de acordar me dava uma ideia do que acontecia.
Meu deus, o pior era que eu não conseguia lembrar daqueles sonhos, o momento antes do castelo, antes da luz, antes do lugar seguro, era um lugar bem desconhecido pra mim.
Dandara: e o que você fez?
Leide: eu te perguntei se eu podia te ajudar quando voce tava meio acordada, e você falou que tinha um lugar onde tinha árvores cortadas e blocos de tijolo, tudo coisa que sua nova família te ajudou a conseguir, mas eles não conseguiram construir nada antes de você ir pra lá, então eu carreguei o fardo de te ajudar a construir aquilo.
Apesar das brincadeiras de Leide, conseguia ver que ela estava genuinamente orgulhosa do que fez, e considerando o quanto aquele castelo me ajudou, ela tinha o total direito de pensar assim.
Leide: eu te ajudei a construir o grande castelo, pedaço por pedaço, parte por parte, não lembra de nenhum desses sonhos?
Engoli em seco, mas não por medo, mas sim tristeza, eu não conseguia lembrar de nada, mas o sentimento que tinha sempre que ela falava isso, já mostrava que ela não só estava falando sério, mas eu amei cada minuto daquilo. Abaixando minha cabeça, falei triste.
Dandara: não, mas eu tenho sentimentos…sentimentos que aqueles sonhos são reais mesmo
Leide: bom, no fim isso não importa, o castelo, junto do monstrinho e provavelmente da “eu” dentro de você devem estar bem seguros, não é?
Dandara: estão sim
Leide: não precisa falar das coisas que eu já sei, me fala das novidades, o que você passou nesses pesadelos novos? ou eles não são mais pesadelos?
E com um interesse revigorado, contei para a Leide cada detalhe de todas as aventuras que passei ultimamente, ela não estava só interessada, mas muito curiosa, ela queria saber cada detalhe desse “lugar seguro” dentro de mim, e eu estava bem alegre em falar detalhe por detalhe tudo que descobri, e quando parei de falar pra recuperar o fôlego, falei sem nenhuma dúvida dentro de mim.
Dandara: Leide, você tem certeza que não está pronta pra sair?
Leide: logo ruiva, logo, algo em mim ainda pensa nesse lugar como casa, e quando esse último devaneio terminar, poderei dar continuidade ao meu maior sonho desde a infância, “Curomancia”.
Eu fiquei impressionada com o que ela falou, eu tinha certeza que alguém como a Leide teria um sonho, mas a Curomancia como uma arte realmente me pegou de surpresa.
A Quiromancia era uma matéria mágica tão difícil que até meus pais não queriam que nenhum dos meus irmãos fizessem ela, ela é um daqueles trabalhos que você apenas consegue se você o ama de paixão ele e que estava disposto a morrer pra conseguir isso, e tinha vezes que nem isso era o suficiente.
Além dela ser uma matéria famosa pela quantidade de Singulares que “quebram” e se revelam depois de algumas semanas de material, um recorde que até conseguia ser mais rápido que o “despertar” do meu Príncipe.
Dandara: foi por causa do seu estudo que você ganhou a Singularidade:
Leide: surpreendentemente, não. Eu ja tinha ele desde que eu era uma piralha, sempre foi algo que esteve comigo, o meu sonho apenas piorou minha condição, até que eu finalmente fui mandada pra cá
Dandara: agora entendo porque você sempre volta pra cá
Leide: eu vou perder a cabeça antes de desistir do meu sonho, não importa o que esse colar idiota diz, eu vou conseguir
Dandara: o colar não está te dizendo que você não pode fazer isso, ele está te ajudando bastante na verdade Leide
Leide: eu sei disso…eu só queria te explicar porque ainda não desisti
Dandara: não precisa miga, eu entendo.
Hmhmhmhm, que curioso, “eu entendo” parece uma palavra tão simples, que eu devo ter falado milhares de vezes durante a minha vida, mas ali, naquele momento, me fazia sentir tão adulta, uma adulta de verdade. Uma adulta, que agora eu sabia o que era de verdade.
Tanto que, quando eu me despedi da Lede naquela noite, eu tava me sentindo melhor, mais feliz, e mais completa do que qualquer outro momento desde que eu acordei meus sentimentos de novo.
Mais uma vez, uma mistura de felicidade, um toquezinho de raiva, e até uma conexaozinha entre as duas através da tristeza, que fez eu sentir algo quando estava perto da Leide que eu só podia descrever como: “a maior e mais pura representação da verdadeira amizade”.
E eu sabia muito bem disso porque, quando eu me levantei, e fui embora, quando o nosso tempinho de visitas acabou, eu já tava sentindo saudade dela…
É, quando ela saísse dali, provavelmente seríamos inseparáveis, assim como eu era com meu Príncipe, e eu tava mais do que empolgada pra ver as loucuras que eu ia passar com aquela garota, hihihi.
Mas pelo visto, a minha imaginação tava muito mais forte do que eu mesma pensava, porque naquela mesma noite, quando dormi, eu vi a Esperança no castelo novamente, e mais uma vez em uma forma bem diferente.
A Esperança havia ficado mais sólida, mas agora, via que ela tinha virado a Leide, e ela tinha apenas ficado naquela forma por vários sonhos seguidos, não dando nenhum indício que ia mudar de forma em algum momento .
E vagando um pouco mais pelo castelo, encontrei o Antonio, sim, meu Principe encantado, limpando quadros borrados, polindo espelhos sujjos, tirando o sangue nas paredes e no chao, e distribuindo flores de girassol e de rosas por todo o castelo.
Ah, ele tambem tava consertando partes quebradas,, do castelo, tanto partes como defesas e janelas, como cadeiras e moveis quebrados pela minha brica com a MOnstrinha.
Aonde quer que meu Principe passava, o castebirinto parecia ganhar ainda mais a forma de castelo do que o de um labirinto macabro com tema de castelo…
Eu tava adorando que meu Principe tava ali, ate que e notei que, aquele nao era o Antonio de verdade, era apenas mais umd o lados da minha personalidade que a magia e o meu subconciente criou pra me representar nesse sonho doido.
Hihihi, eu dei uma risadinha de mim mesma quando eu vi aquela parte de mim mesma por mais algum tempo, pois todas as outras eu entendia como parte de mim, enquanto quem elas representavam, eu apenas descobria muito depois.
Mas com meu Principe era diferente, eu entendia que o meu Principe era representado ali, e depois eu entendia que ele tava representando uma parte de mim pra inicio de conversa…
E o pior, eu não fazia ideia qual parte de mim ele tava representando, enquanto eu olhava pra ele várias e várias vezes, enquanto ele reparava e consertava partes do Castebirinto, tentei entender exatamente o que ele era, mas eu não consegui pensar em nada.
A dúvida dentro do Castebirinto ficou tão grande que até chegou em um momento em que a Monstrinha ficou do meu lado, e ficou tão em dúvida sobre o que o meu Príncipe deveria ser, assim como eu.
No fim, completamente cega pela dúvida, eu chamei a atenção dessa parte da minha personalidade que ganhou a forma do meu Príncipe e falei.
Dandara: ah, oi ola, desculpe interromper a reparação que você tá fazendo aqui, mas…quem é você?
???: sou seu bom senso.
“O bom senso, mas é claro que ele representaria o bom senso”
Ele era curto e seco como meu Príncipe, e quando ele falou isso, aquela foi a primeira coisa que minha mente pensou quando vi essa nova entidade no meu sonho, não tinha outra coisa pro meu Príncipe ser, quando eu lembrava de tudo que ele fez por mim, nada além do próprio Bom senso seria bom pra ele ser de forma tão perfeita assim,.
Mas que coisa, o castelo parecia estar ficando cada vez mais cheio, como se a Monstrinha fosse a porteira, e eu deixando ela feliz e saudável foi como a porta de entrada pra todos os outros conseguirem entrar, claro, todos que não iam destruir o castelo.
Pois, enquanto eu tava em mais um desses sonhos, eu percebi que, o Trauma, junto com os outros monstros que ele estava criando no meio da floresta, estavam tentando atacar, destruir e demolir o castelo, mas a Esperança e o Bom Senso defendiam o lugar e sempre mantinham o Trauma longe.
Eu cheguei em um ponto tão alto nesse sonho, que eu estava num ponto onde eu nem precisava mais olhar pro Trauma pra fazê-lo recuar para a floresta…
Isso foi muito legal, ao mesmo tempo que me deixou uma dúvida sincera, sobre, o que eu iria sonhar agora? Porque, eu entendia muito bem que o sonho tava chegando ao fim.
E ao menos que algo muito sinistro acontecesse, ou um novo objetivo acontecesse no sonho, era bem provável que esse fosse o último sonho no castelo gigante que eu teria agora

