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Olhos de mel 🌻X
🐱meu pequeno principe🐱
3438 palavras • 19354 caracteres • ⏱ 13 min 45 s

🐱meu pequeno principe🐱

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Pare de querer carregar tudo no seu coraçao.

A culpa não foi sua ela foi nossa, nossa decisão.

Dívida comigo não esqueça que eu sou seu irmão.

Juntos começamos juntos vamos terminar.


"Fortes como aço", Edward e Alphonse- shoother


Hoje seria um dia interessante, por ue no meio de tudo aquilo, eu ia chamar minhas amigas pra conhecer o Antônio, e a Lu e a Kali estavam levando os namorados delas também.


Nós acabamos decidindo nos encontrar numa loja de pizzas, eu avisei pra elas terem cuidado e não falarem muito alto e que o meu Principe nao gostava de barulho.


Mas apesar do esforço das garotas, era nítido o quão desconfortável o Antônio tava, tanto por conhecer pessoas novas, quanto por estar num ambiente que era claro que ele não queria ir, mas ele tava tão lindo naquele momento que eu parei de pensar por alguns segundos, apenas aproveitando a pizza e passando o tempo com minhas amigas. 


Quando voltei minha atenção a ele, vi que ele estava “tranquilo” o mesmo nível de tranquilidade que ele demonstrou antes no baile, ele estava estranhamente calmo, mas não parecia preparado pra falar nada a menos que fosse extremamente necessário…


E mais uma vez, foi a primeira vez que vi o meu Principe tão quieto em uma festa, ele tava comendo, olhando pra todos os lados que não fosse pra minhas amigas, e só olhando pro próprio prato, como se não quisesse falar com ninguém. 


Era assim que ele ficava perto de estranhos? Interessante.


Ele não tava nem conversando com os namorados das minhas amigas, o que, ok, eram caras legais, mas claramente não estavam conseguindo fazer meu principe falar outra coisa.


Dandara: meninas, vão com mais calma, por favor.


Eu tentei controlar as garotas, porque meu Príncipe tava muito nervoso e tava se mantendo muito perto de mim, de uma forma quase igual a que eu fiquei no nosso primeiro baile, com a leve diferença que, ao invés de medo, o meu Príncipe parecia estar com uma grande hostilidade no olhar.


Ah não, isso não era bom, eu sabia que ele não aguentava bem lugares barulhentos, mas eu não achava que ele ia ficar agressivo quando chegasse num certo ponto do encontro.


Mas, pra minha sorte, ele não explodiu, talvez pelo fato das meninas terem entendido que o meu Príncipe tava se sentindo mal e diminuíram um pouco mais o ritmo da conversa…


O encontro triplo entre as amigas foi legal, mas acho que o que eu mais gostei foi a forma que elas respeitaram o meu Príncipe, pois eu vi que, enquanto agente conversava, elas já percebiam que tinha algo diferente no Antonio. 


Ele estava usando um colar, mas era apenas interagindo que as garotas vinham de verdade o que ele tinha, e se elas sentiram medo, nojo ou desaprovação dele, esconderam durante todo o encontro, porque elas o trataram muito bem e até conseguiram fazê-lo falar um pouco.


Mas elas tavam bem longe de fazer meu Príncipe confiar nelas a ponto dele falar frases muito grandes, mas olha só, pelo menos ele conversou um pouco com gente nova, e se tratando do meu principe, falar poucas palavras pra gente nova assim já era uma gigantesca conquista.


O encontro triplo foi bom, mas apesar das boas impressões, conhecer o Antônio não teve o impacto que pensei que teria nelas, outro dia, enquanto andava com elas nos corredores da escola, cheguei até a conversar sobre isso.


Dandara: me digam, o que vocês acham do meu Príncipe?


Lu: ah, ele é um anjinho, ele é tão tranquilinho e calminho, parece uma maravilha de estar perto dele o tempo todo


Dandara; humpf, isso porque você não conhece ele a fundo ainda


Lu: ah, tenho certeza que ele ainda deve ser fofinho até quando tá estressado


Dandara: pior que e verdade…ele é muito, fofinho, ok, vou falar a verdade pra voce, eu ja tinha visto garotos fofos, mas eu nunca, na minha vida toda,pensei que homens podiam ser fofos quando cresciam, ate que eu encontrei meu principe


Lu: tales só porque você não procurou no lugar certo, porque sim, homens fofinhos existem, você só tem saber onde procurar


Dandara: e sério? Então me mostra esses lugares certos depois, porque agora eu to curiosa.


Jez: ele é bem fortão também, consigo ver isso nele na forma como ele se mexe, pode ser estranho falar isso, mas ele carrega as artes marciais e um conhecimento poderoso de mana até mesmo quando tá só andando, quase como se tudo que existe nele são apenas magia e artes marciais, até mesmo nas coisas mais básicas, ele com certeza deve ser um aluno bem devoto do Filo Arcano Jean


Dandara: quem?


Jez: quer dizer que o seu Príncipe não conhece o Filo-Arcano Jean? De todo mundo, eu tinha certeza que ele seria quem mais ia saber quem ele é


Dandara: bom, até onde eu sei, não, o meu Príncipe pode não parecer, mas ele fala muito, e acredite em mim, se ele tivesse se referido a alguém como “Filo-Arcano Jean” eu teria me lembrado


Jex: que coisa, um mago poderoso como ele que não conhece o Filo Arcano Jean, realmente esse mundo é muito doido.


Dandara: hihihi, é, isso eu entendi a muito mais tempo do que ele 


Val: alem disso tudo, ele também só tem olhos pra você, eu não tenho certeza, mas eu acho que eu até vi os olhos dele virando corações quando ele olha pra você


Dandara: (risada envergonhada) é, a magia faz essas coisas.


Eu tava sorrindo, mas eu conseguia ver que não era só isso que elas queriam dizer.


Dandara: mas…


Kali: mas é estranho


Dandara: estranho como?


Kali: ele parece um gato.


E mais uma vez a magia se manifestou de forma estranha no meu mundo, pois eu tinha ficado com uma duvida tão colossal quando eles falaram isso, que eu literalmente criei um sinal de interrogação em cima da minha cabeça.


Dandara: um gato?


Kali: é, tipo, totalmente desconfiado de estranhos, gosta de rotinas, e ama carinho de quem ele confia, você nunca percebeu?


Dandara: não


Kali: talvez você tenha percebido, afinal, pelo que você nos conta, ele te deu o espaço pra você decidir confiar nele oh não


Dandara: ele quer que eu siga minha vida…mas por mais que eu tente pensar por mim mesma, sinto que ele é minha vida, eu já conheci muitos meninos, e já tive várias sensações diferentes, e eu lembro bem como meu Príncipe me sugeriu isso pra ver se teria alguma coisa que fosse mais forte que meu amor por ele, mas não importa o quanto ou o que eu tente amar, sempre parece que chego na mesma conclusão


Kali: e qual é?


Dandara: ele é o amor da minha vida, e nada nesse mundo sequer pode chegar perto do amor e paixão absurda que eu sinto por ele, e eu sei que ele pensa igual a mim


Kali: é, eu não tenho a menor dúvida disso, lembra, olhos de coraçoes.


A Kali falou isso enquanto ria e apontava pros próprios olhos de nvo.


Enquanto eu ainda tava na casa de reabilitação, o Davi me contou que o meu Príncipe sempre foi louco por mim e ele só era bom em guardar tudo o que sentia dentro de si próprio, pra não me assustar. 


E agora que eu tava muito melhor, eu podia ver claramente que o Davi tava errado, pois, ele não era nem um pouco bom em esconder nada de mim.


Isso pois, em cada encontro que nós tínhamos depois daquela conversa com as minhas amigas, eu conseguia ver perfeitamente o amor imenso que ele tinha por mim, e isso fazia meu coração arder em chamas.


Dandara: não ligo dele ser igual um gato, na verdade até acho interessante ele ser assim


Kali: não podia ter falado de um jeito melhor.


E enquanto ainda saia com minhas amigas as vezes, muitas vezes fui a encontros com o Antônio, tive outras noites das garotas pra nos prepararmos pras aulas, e ajudei os alunos com problemas, eu não era a melhor da sala, mas também tava longe de ser a pior. 


Tudo parecia tão tranquilo, e em um desses dias em especial, eu estava apenas caminhando com o Antônio e o Rex na passarela.


Meus dois garotos especiais já haviam se conhecido a pouco tempo, mas enquanto o Antônio estava à minha esquerda, o Rex estava a direita, bem na minha frente. 


Hmhmhm, agente parecia um casal de recém casados passeando com o cãozinho. 


Nossas mãos estavam entrelaçadas, ambos estávamos com um sorriso tranquilo, e o Rex estava na nossa frente, balançando o rabo, como se aquele fosse o dia mais feliz de toda a vida dele.


Bom, diziam que os animais se pareciam com os dons, e pelo que parece, ele amava ficar com o meu Príncipe tanto quanto eu, hihihi.


Antônio: já tá chegando a hora, mais alguns meses e finalmente vou ser um mago completo


Dandara: e mais alguns meses pra mim, e vou finalmente sentir minha verdadeira força.


Nenhum de nós estava com a varinha presente, mas nós dois entendemos do que falávamos, todo o peso e força que Antônio acumulou para fortalecer sua varinha até quase virar um cajado, estava estampado em sua mão calejada pelo novo peso em suas mãos.


E apesar de meu tratamento pra cuidar dos calos da minha mão, eu tava ja com umas marcas novas, pois a varinha que eu tinha agora, não me machucava a ponto de eu ter milhares de machucados o tempo todo.


A minha nova varinha, era uma varinha leve, tranquila, que apesar de precisar do meu esforço pra conseguir usar todo o potencial dela, er muito mais simples do que minha varinha pesada e antiga, que nunca foi parte de mim mesma pra inicio de conversa. 


assim como várias coisas que aconteceram comigo esse ano, minhas amigas, minha escola, minha família. A minha varinha nova era apenas “o ideal pra mim” ao invés de “apenas o melhor por que sim”. 


E enquanto continuava caminhando com Antônio, o olhei nos olhos, imaginando o que ele estaria pensando, mesmo depois de mais de anos junto daquele Sapien, a mente dele era um mistério gigantesco pra mim, mas não precisava ficar adivinhando eu podia apenas perguntar.


Dandara: tá pensando no que?


Antônio: nada não, só…tava pensando como vou ter que ficar mais 20 minutos estudando quando voltar pra casa pra compensar isso.


Eu não ri, pois isso era algo que o Antônio fazia tantas vezes que era normal pra mim agora, ele se importava muito com isso, “fazer a atividade exata no momento exato, com a intensidade e importância necessária.” 


Ele não gostava de surpresas e ele não gostava nem um pouco quando algo inesperado acontecia, era quase contraditório sabendo aonde ele iria se colocar quando se formasse, e nesses pensamentos todos, eu tive uma ideia.


Depois do passeio e de dar um beijo em Antônio, passei os dias mandando cartas, e depois uma visita especial chegou em minha casa. 


Logo nós fomos novamente para o centro de mercadores e passamos horas e horas em várias lojas. Eu não tinha medo de pedir ajuda, e pra ser algo que ele realmente gostasse, eu chamei o especialista.


Pedro: toma, ele vai amar esse.


E me virando, vi um simples relógio vermelho, uma bijuteria, que eu podia comprar com minha mesada, algo que até alguém numa situação difícil poderia conseguir, o mais básico do básico. 


Mas não era o valor do dinheiro que contava, mas a intenção, eu olhei aquele relógio por um bom tempo, e comecei a indagar.


Dandara: por muito tempo, eu pensei como eu poderia agradecê-lo, por…se sabe…tudo, eu nem consigo dizer direito em palavras sobre tudo que eu sou grata por ele, mas mesmo assim, esse relógio lhe dará muitas alegrias, pois a cada momento que ele o olhar, e ter certeza que seus planos super complicados estão tudo em seu devido lugar, ele irá lembrar, mesmo momentaneamente “estou no horário por que a Dandara me deu esse relógio”. Não chega nem perto do que ele me deu, mas é o bastante pra eu me sentir satisfeita por um breve momento


Pedro: eu sei que meu irmão nunca pediu algo em troca quando te salvou


Dandara: é porque eu estou sendo egoísta, sei que ele não me pediu nada, mas a alegria que ele me deu é tão grande que sinto que preciso dar algo a ele, mesmo que ele nunca tenha pedido, talvez ele nem sabia que precisa de um desses, mas se ele não gostar, tudo bem também, essa vai ser minha punição por agir de forma egoísta.


Eu falei aquilo enquanto eu passei o resto do dia conhecendo o irmão do meu Príncipe melhor, ele não ficava muito tempo em casa e nas poucas vezes que estava na casa Carvalho, era por estar lotado de trabalho. 


Mas apesar de tudo isso, o primogênito da família, e futuro Patriarca da família Carvalho era um cara bem divertido de se conversar, quase como se tivesse sugado toda a habilidade social do irmão. E enquanto agente relaxava um pouco, ele me falou algo interessante.


Pedro: sabe, obrigado


Dandara: pelo que?


Pedro: por cuidar do meu irmãozinho


Dandara: primeiro, acho que esse é o seu trabalho, e segundo, foi mais ele que cuidou de mim


Pedro: bom, pois é, pode parecer estranho dizer isso, mas eu sempre quis muito ter um irmãozinho, era o meu sonho de criança, eu admito que foi, difícil entendê-lo no começo, mas eu me esforçei, me esforcei pra poder dizer “pelo menos eu tentei” e consegui conquistá-lo, mas quanto mais tempo eu passava com ele, mais eu entendia que eu não conseguiria protegê-lo de tudo, não de tudo tudo mesmo, então eu fiz minha missão protegê-lo de todas as formas que eu conseguia…e no final acabei não conseguindo salvá-lo totalmente


Dandara: não fale assim, vocês não sabiam o que ele tinha naquela época, não dava pra você ajudá-lo, nem o próprio Antônio sabia o que ele tinha


Pedro: talvez, mas não saber não faz a culpa ir embora 


Dandara: tá se punindo por isso?


Pedro: não, agora eu dedico todo meu tempo livre a poder entender melhor os outros, e como você pode ver, eu melhorei bastante nisso.


Não sabia dizer o que era, mas tinha algo naquela frase que fez eu ficar em silêncio por alguns segundos, até que eu falei uma dúvida que, novamente, eu não sabia que tava entalada na minha garganta, mas pelo visto, meu corpo sabia.


Dandara: como era o meu Príncipe? Tipo, quando ele era criança


Pedro: ele era bem invocado, não parava quieto em lugar nenhum, mas o pior era as mudanças drásticas de humor, porque era muito do nada, em um momento ele tava tranquilo, e no outro ele tava correndo e gritando pela casa como se tivesse pegando fogo, e era sempre pelas coisas mais bobas, tipo “meu livro rasgou” ou “meu personagem favorito de história morreu”


Dandara: nossa, deve ter sido engraçado


Pedro: do jeito que eu falo pode até parecer engraçado, mas acredita em mim Cunhada, (balança a cabeça de forma negativa) se você tivesse uma criança que mudava de humor tão rápido quanto meu irmãozinho vivendo com você, você com certeza não iria rir quando isso rolasse.


Dandara: nossa, deve ter sido difícil


Pedro: pois é, nem o papai aguentava ficar muito tempo com ele assim, só eu e a mamãe tínhamos paciência, e pra alguns casos, só a mamãe tinha paciência


Dandara: e quando ele começou a melhorar?


Pedro: pensamos que ele estava melhorando depois de ir pra escola mas não, ele só aprendeu a esconder o que sentia, o papai não ligou pra isso e, até onde eu e a mamãe sabíamos, ele estava melhorando mesmo, mas no fim, ele era apenas um barril se enchendo devagar de pólvora, esperando pra explodir


Dandara: (engole seco) e quando ele explodiu?


Pedro: quando o papai teve a brilhante ideia de colocá-lo na brigada de cavaleiros, todo mundo pensou que era uma ideia ruim, mas ele convenceu o Antônio que seria uma boa ideia.


Pedro: e o próprio Antônio sabia que era uma ideia ruim, mas ele já tinha guardado tanta coisa dentro de si que mal conseguia ter opinião própria mas, então ele foi pra brigada de cavaleiros…e mal deu uma semana, e o barril explodiu, e foi um dos maiores momentos de caos de todo o Reino até aquele ponto…


O Pedro então parou de falar e fechou os olhos, como se as próximas palavras fossem dolorosas e libertadoras ao mesmo tempo. Ah, ele tava se afogando nos próprios sentimentos, uma sensação que eu, nao ironicamente, entendia bem até demais.


Pedro: o que eu vi quando fui buscá-lo, eu nunca vou esquecer…


O peso daquelas palavras, parecia quase como se ele estivesse revivendo aquele dia traumático.


Pedro: destruição pra todo lado, sangue espalhado, gritos, ferro derretido, o sistema de controle de maldições destruído e no meio de todo aquele caos, meu irmãozinho, sangue do meu sangue, aquele que jurei proteger com a minha vida, chorava como um bebe dentro de um baú de frio(geladeira) quebrado, pior que, em meio aquele caos todo, ele tava escondido de forma tão perfeita em um canto que ninguém iria achá-lo, e eu só o achei porque ele era meu irmão, então eu o conhecia bem 


Dandara: nossa, eu não fazia ideia


Pedro: e não ia descobrir de qualquer jeito, essa história não é algo que você pode falar numa conversa normal


Dandara: mas e você? O que fez no meio disso tudo?


Pedro: eu sempre fui o mais durão de nós dois, eu conseguia me desenrolar melhor nos bailes, eu me comunicava melhor com as pessoas, fazer um trabalho de Patriarca bem feito e muito mais


Pedro: eu sempre fui o cara pra ser o patriarca, o António nunca quis ser patriarca então nunca tivemos problemas de sucessão, e apesar de todos os problemas, eu tenho orgulho de ser um Carvalho, então me candidatei a ser patriarca


Dandara: interessante…mas me diz, você já tem alguém especial pra ser sua noiva?


Pedro: ainda não, por enquanto só uma candidata, uma donzela que é muito interessada em mim, e que eu conheci trabalhando no mesmo centro de cavaleiros como eu.


Pedro: agente se estranhou muito no começo, onde agente ficou muito tempo disputando o titulo de “mais forte” entre os cavaleiros, mas depois de um tempo, agente acabou se tornando muito amigo, e depois de um tempo, começamos a nos apaixonar, facilmente nossa história e amor poderia ter um livro


Dandara: (assovio de aprovação) do jeito que você fala, e realmente parece, mas me fala, qual é o nome da sortuda?


Pedro: Cline


Dandara: Cline? Que nome diferente


Pedro: pois é, mas amo ela mesmo assim


Dandara: pensei que ela era apenas uma candidata


Pedro: pra alta sociedade, eu falo assim, mas prós meus amigos queridos, amigos como talvez: minha futura Cunhada. Eu falo que ela e meu amorzinho especial do meu coraçao


Dandara: acho que é meio cedo pra me chamar assim Sir Pedro


Pedro: você quer que eu pare?


Dandara: bom, eu não disse isso.


Não gostava de fazer esses joguinhos, mas via que o Pedro entendeu que eu quis dizer “continue me chamando assim” era como eu pensei, o Pedro era tudo que o Antônio não era, forte, ágil, calmo sob grandes pressões. 


E ele conseguia pegar bem as entrelinhas, conseguia ficar o dia inteiro fazendo coisas de forma desorganizada e inesperada. E ainda conseguir um bom resultado disso, e principalmente, ele sim era alguém que conseguia esconder o que tava sentindo.


Pois enquanto eu olhava pra ele agora, eu não conseguia saber o que ele pensava, a mente dele era um completo mistério pra mim agora.


Dandara: eu espero que possamos ter uma relação bem amigável cunhado


Pedro: é, eu também, cunhada.


E sorrindo, eu e o Sir Pedro guardamos meu presentinho pro meu Príncipe enquanto olhava pro horizonte da cidade, pois nós estavamos numa varanda enquanto o sol se punha, e pra variar, aquela paisagem, como todas as paisagens daquele reino, era linda de morrer.


Milhares de pontos da idade diferente, seja ela o ponto do compate, o território dos mercadores, o território dos Curandeiros e até o território das famílias grandes, cada um deles era tocado uma última vez pelo sol poente antes dele cair e dar lugar a noite enquanto eu e o Sir Pedro observavamos tudo.


E apreciando aquela imagem ultra colorida e super inacreditável, eu sorri, pensando em levar meu Principe para cá, quando eu tivesse a chance.


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