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Olhos de mel 🌻X
😘 minha própria panelinha 😘
3161 palavras • 17808 caracteres • ⏱ 12 min 39 s

😘 minha própria panelinha 😘

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Ah, que ótima forma de começar uma conversa, tive vontade de me esconder nos meus próprios cabelos de novo, mas a garota não pareceu ligar pra isso. 


Sério, qual era meu problema? eu conseguia conversar com quem eu conhecia sem problemas, mas todo o resto? Era quase como se eu tivesse desaprendido a falar com estranhos.


Claro, eu podia entender o motivo de ter problemas pra eu falar com estranhos, mas isso não impedia que eu sentisse raiva por eu ser desse jeito.


Depois de algum tempo, e depois de sentir a pior vergonha que senti em toda a minha vida, eu levantei a cabeça, e ainda sorrindo, a giganta do nariz gigante me olhava, achando divertido meu comentário.


???: hihihi, é eu sei, muita gente tenta não falar dele mas sempre acabam reparando, me fala, alguém já falou desses lábios carnudos que você tem?


Dandara: ironicamente, não, mas eu não era a pessoa mais acessível pras pessoas falarem isso pra mim


???: você era tipo reclusa?


Dandara: não, eu era excluída por coisas que eu fazia na época


???: (bate palma) ah, entendi, você era uma valentona


Dandara: é, pode dizer que era isso.


Olhei pela cara dela que a garota não acreditava nisso, ela só tava tentando encontrar um nome para dizer o que eu era, porque se ela realmente pensava que eu era uma valentona, ela teria parado de falar comigo ali, mas ela continuou conversando, até continuar.


???: você quer conversar? Vi que você tava querendo falar com alguém, mas não conseguia sequer sair da cadeira


Dandara: hehe tava tão óbvio assim?


???: óbvio é pouco


Dandara: eu não quero entrar em detalhes garota, mas é, eu tô com problemas, pra encurtar muito a história, eu passei por uma pequena mudança e essa aqui é uma nova eu, e pelo jeito essa nova meu é bem tímida perto de estranhos, e eu tô tentando entender melhor como essa nova eu é...mas eu quero primeiro ter um dia de aula normal, sem nada absurdo acontecer...e eu quero uma amiga também


???: eu posso ser sua amiga se quiser


Dandara: eu quero


???: bom, então serei sua primeira amiga, ola, eu sou Kali


Dandara: Dandara, mas pode me chamar de Dan.


Agente se apresentou enquanto a garota apertava com força minha mão, mas eu nem senti.


Dandara: a propósito, você não é minha primeira amiga de verdade, nem minha primeira amiga mulher e nem minha primeira melhor amiga.


Esses postos pertenciam a Saytus, a minha mãe e a Leide, respectivamente.


Kali: aaaaah, que peninha


Dandara: mas você pode ser minha primeira amiga de escola


Kali: você não tinha outras amigas?


Dandara: nenhuma amiga verdadeira.


Agente continuou apertando a mão por um bom tempo, como se nos duas estivéssemos testando a própria resistência uma da outra, até que eu tirei a minha, e depois fiquei sem assunto pra falar com ela.


Kali: então, você gosta de algum cantor?


Dandara: ah, sim, eu gosto bastante do WNA, ele tem músicas tão relaxante que sempre consegue me tirar do meu estado sombrio


Kali: jura? Qual é sua música favorita


Dandara: eu não tenho uma favorita, mas eu tenho favoritas tipo "o sol e eu" "fora dos muros" "rei dos sapiens". Sabe como é, depende do dia


Kali: é, depende do dia pra mim também, mas a mais comum pra mim são as músicas mais brutas, não sei porque, mas eu sempre fico mais relaxada quando escuto algo super pancadão na minha cabeça


Dandara: bom, cada um tem seu gosto, mas me fala, você tem espelhos mágicos na sua casa?


Kali: claro que sim


Dandara: e você vê a corrida de vassouras


Kali: não, o que é isso?


Dandara: bom, como o nome diz, é uma corrida de vassouras, mas todas as vassouras e corredoras são diferentes, tem especialistas que ajudam a consertar vassouras quebradas no meio da corrida...é engraçado como todas aquelas vassouras são especialistas em corrida, elas são tão rápidas que apenas vendo parece que eu teria minha cara arrancada com o vento batendo na minha cara.


Falei aquilo com um sorriso em meu rosto, eu queria com todas as forças que esse tipo de velocidade chegasse em minhas mãos.


Kali: maneiro


Dandara: e você? O que você gosta?


Kali: golens, máquinas de guerra, e espelhos mágicos. Eu sempre fui uma garota que gostei muito de desmontar coisas e remontá-las se é que me entende


Dandara: hihihi, seus pais devem ter tido dias difíceis com você


Kali: ironicamente, não, eles eram bem de boas com o que eu queria fazer


Dandara: e o que você queria fazer


Kali: hmhmhmhm, bom, desde que eu era criancinha, eu sempre fui muito interessada nos "sistemas de proteção" da cidade, apesar de não ser mais comum um Singular explodir em algo de nível mundial, acho impressionante que cada rua, cada esquina e cada prédio e perfeitamente equipado pra um Singular enlouquecido ser contido sem machucar ninguém. 


Dandara: o que isso é sério? Que loucura.


Quando ela me falou aquilo, eu tive um flashback do dia em que eu me abri pro meu príncipe e deixei os meus sentimentos e toda a minha tristeza sair pelos meus olhos como um grande rio.


Pelo que eu me lembrava, eu tinha chorado tanto naquele dia, que eu criei enchentes que com certeza teriam varrido algumas ruas, carros e talvez até algumas pessoas do caminho se ela não tivesse sido contida por um sistema de rios que se ligou nas ruas próximas dali.


Dandara: hehe, bom, digamos que eu já dei de cara com esse sistema


Kali: e, eu percebi.


A Kali falou isso enquanto fazia o símbolo de que tinha algo no meu pescoço...ah, eu ainda tava com o colar de girassóis, eu já tinha passado por tantas coisas com esse colar que eu já cheguei no ponto onde eu quase não percebia mais quando aquele colar estava ali.


Uma parte de mim já tinha entendido que aquele colar não era algo ruim pra mim, mas tinha uma parte minha que ainda tinha uma certa repulsa de usar o colar, pois eu ainda sentia que, eu nao merecia usar ele, com tanta gente que precisava usar esse colar muito mais que eu.


Mas antes de eu me jogar em mais uma espiral de automutilação psicológica, eu ouvi a Kali continuar a história dela.


Kali: seja com dispositivos que sigam magias que explodem pra todos os lados, ou máquinas que isolam prédios ou quadras pra pessoa se acalmar lá dentro, e eu nem falei dos dispositivos que são mais passivos, como os ralos que impedem que um mago criando chuva, ácidos ou outras coisas líquidas os escorrem pra um lugar seguro. 


Assim como eu me lembrava, é, aqueles ralos eram bem feitos e muito bem projetados mesmo, mas também me lembrei de outro momento, quando eu vi uma criança "normal" no meio da rua, virar um Singular da Personalidade animal.


EU me lembrava perfeitamente como o garoto cresceu até virar um grande homem passado de quase 8 metros, mas logo depois ele foi parado por um dispositivo da cidade, que quando ativado fez o garoto ser atraído por um ninho cheio de chocolate que o deixou seguro em um canto por um tempo, pelo menos até os soldados chegarem e levarem o pequeno pra um lugar seguro.


Me lembrei também no tempo em que uma criança explodiu em uma grande onda de gases tóxicos que segundo os relatos, poderia ter matado pessoas instantaneamente, mas um sistema de ventilação foi ativado na hora e puxou o gás tóxico foi levado pra outro lugar antes da criança ser acalmada até um lugar diferente também. 


Tinha até casos onde um grupo de pessoas poderosas começavam a brigar (elas não precisavam ser Singulares pra isso) e uma gaiola era ativada embaixo deles e os mantinha presos ali até que a briga acabasse.


Me lembrar daquelas coisas me fez ficar agradecida e com um pouco de medo também, que eu vivia uma cidade tão complexa assim, mas então a Kali continuou.


Kali: tudo aquilo é perfeito, polido, e com cada coisa em seu lugar específico com cada setor modificado e diferente para que não possam hackear e controlar a cidade inteira, com cada um que controla essa grande cidade sendo extremamente eficaz e sem falhas. 


Kai: toda essa cidade e uma bela e eficaz máquina onde todas as pequenas engrenagens se encaixam, e eu quero ser uma engrenagem nessa grande e maravilhosa cidade, uma importante e bem feita, por isso eu vim pra cá pra aprender o mecanismo e conseguir ser uma das controladoras do lugar


Dandara: você tem um sonho bem ambicioso


Kali: obrigada


Dandara: você fala isso pra todas as pessoas que você conhece?


Kali: sim


Dandara: agora vamos torcer pra que aquele maquinário incrível continue funcionando.


Eu fiz a Kali rir quando fiz isso, e eu quis acreditar que isso era uma coisa boa.


E depois da gente conversar um pouco mais, o professor chegou e começou a aula, ela queria continuar falando comigo, mas eu queria aprender tudo, e pra variar, já tinha coisa super importante logo no primeiro dia.


Professor: então, alguém aqui pode me dizer por que existem tantas maneiras diferentes?


Muitos alunos levantaram a mão, eu lutei com a urgência de levantar a minha, eu não queria ser o centro das atenções logo no primeiro dia, eu queria era evitar qualquer coisa que desse qualquer destaque pra mim, pelo menos por enquanto, e mesmo com meus dedos machucando minha mão, consegui me impedir de levantar a mão.


Professor: sim, você aí atrás


Aluno1: (sussurro) pois cada árvore escolhida foi criada...


Professor: mais alto filho


Aluno1: (tosse) pois cada árvore escolhida são árvores nascidas de sementes de mana, sementes criadas apenas quando a magia fica tão concentrada em certos pontos que ela muda do estado gasoso pro sólido, nem passando pelo líquido.


Ah, existia esse tipo de árvore também? Então que tipo de árvores eram aquelas que eu aprendi outro dia? Será que eu aprendi errado? Não, não parecia isso, pelo jeito, pareciam apenas árvores diferentes, mas porque será então?


Professor: ótimo, e alguém pode me explicar o que pode causar esses eventos?


Outro aluno levantou a mão.


Professor: sim, você aí no meio


Aluno2: pode ser causado por meditações de magos, por batalhas intensas entre grandes monstros, ou feita intencionalmente por uma concentração intencional gigantesca de um ser vivos seja ele inteligente ou não


Professor: e o que tem em comum em cada um desses casos?


Aluno2: as intenções de quem criou a semente fazem ela crescer em certo tipo de árvore, uma pessoa que cria a semente com ódio em uma briga, cria uma árvore com madeira ligada a combate, e um mago meditando sobre o sentido da vida, criada sementes para árvores ligadas mais a vida e a cura...isso torna os tipos de sementes de mana quase infinitas de serem feitas.


Ah, entendi, eles estão falando das árvores "não naturais", árvores criadas por seres vivos, enquanto eu lia sobre as árvores "naturais", que não precisavam ser um ser vivo pra serem mágicas.


Cara, esse foi o momento que eu mais agradeci por ter ficado quieta, pois agora, eu tava suspirando de alívio enquanto eu absorvia o conhecimento mais simples daquela ala igual uma esponja.


Professor: exatamente, como a senhora Jéssica acabou de falar, são infinitas as formas que as madeiras de mana podem ser feitas, mas mesmo assim, é possível escolher que tipo de semente seja feita, e escolhendo a madeira certa, se é possível fazer varinhas, barcos, broches, brincos e até braceletes. Mas isso ainda é muito pra uma primeira aula, primeiro, quero que vocês peguem seus pergaminhos e anotem os 10 tipos principais de madeira que irei anotar aqui.


E com um rosto calmo, o professor se virou e começou a anotação, todo mundo já estava meio assustado e até desesperado com algo que parecia tão complicado logo no primeiro dia, mas o meu estresse não aumentou e nem diminuiu nem um pouco, porque pro bom ou pro mal, eu entendi tudo que o professor falou.


Enfim, depois de bastante tempo, e de muitas vozes na minha cabeça dizendo que eu já devia virar a noite estudando no primeiro dia, e muitas, mas muitas dores de cabeça, a aula acabou.


Quando eu ouvi o professor falando que a aula tinha acabado eu dei um suspiro aliviado, como se eu tivesse feito a maratona mais longa e punitiva da minha vida e relaxei meu corpo.


Mesmo sendo só uma primeira aula, eu já tava me sentindo tão cansada que eu precisei ficar sentada por alguns minutinhos, pra me recuperar de todo o stress que eu mesma causei em mim mesma tentando aprender nessa primeira aula.


Uma vez levemente recuperada, eu já estava me preparando pra sair da sala, mas a Kali foi até mim de novo e falou.


Kali: oi Dan, eu e as garotas vamos fazer umas compras, quer vir com agente?


Um convite? Logo na primeira aula? Apesar de tudo que a minha cabeça dizia que "era muito cedo", "eu não deveria ir". Algo dentro do meu coração era muito mais forte que qualquer outra voz. 


Meu coração, minha voz interior. "Vai nessa Dandara, você merece".


Dandara: ah, claro, só espera um pouco.


Eu não tinha problemas com dar uma saidinha, mas antes, eu liguei pra minha mãe.


Dandara: oi mãe, olha, eu vou sair com minhas amigas, tudo bem pra você?


Mãe: eeeeeeita, já tá fazendo amigas no primeiro dia? Quem é você e o que você fez com minha filha?


Dandara: eu coloquei ela num quarto quentinho e tô cuidando dela igual a um bebê 


A risada da minha mãe, junto da piada, mostrava que ela não ligava, então eu desliguei o celular e falei.


Dandara: parece que tá tudo bem


Kali: ah, o que foi isso?


Dandara: nada, eu só falei com a minha mãe que ia sair


Kali: mas tipo, você fala com a sua mãe sempre que vai dar uma saidinha?


Dandara: bom, sim, você não?


Kali: bom, eu até ligo pra ela, mas nao por toda coisinha como essa


Dandara: toda coisinha? Não não não, você não pode falar desse jeito, ela e a sua mãe, ela tem que saber onde você está o tempo todo.


Aquele foi um momento estranho do meu dia, pois parecia que eu tava falando uma outra língua, que a Kali não conseguia entender, mas depois ela ficar parada por alguns segundinhos, só tentando entender o que eu falei, ela se recuperou do choque do que eu disse e falou.


Kali: e, você tem razão, então, podemos ir?


Dandara: aonde vamos?


Kali: você vai ver.


E assim, acompanhei a Kali até um grupinho de outras 3 garotas, que também estavam naquela sala, mas elas se misturavam tão bem com o ambiente caótico da sala que eu mal tinha percebido elas até elas ficarem na minha frente.


Mas quando me aproximei das garotas, novamente meu cérebro começou a distorcer o rosto delas, as deixando com rostos zombeteiros e distorcidos, e me fazendo ouvir que elas estavam zoando comigo.


Tudo enquanto o mundo parecia ter ficado cinza e um preto bem escuro. Mas não um cinza de tristeza ou vazio, mas um cinza e preto que seria usado pra algo como um filme de terror.


E no meio de tudo isso, novamente vozes na minha cabeça pessimistas atacaram com tudo, e com tudo isso, precisei diminuir o passo e fechar os olhos e tentar me acalmar.


Kali: Dandara, você tá bem?


Dandara: si-si-si-sim, so-so-so-so me dá um minuto.


Eu respirei, respirei, e falei várias vezes em minha cabeça "tá tudo bem", "elas não tão falando nada sobre você". Foi um processo beeeeeeem lento, que durou quase 20 minutos, mas no fim, consegui me acalmar e ir até elas, e apesar de estarem menos distorcidas, vi que algumas delas estavam me olhando de um jeito estranho, mesmo sendo a realidade.


Pelo menos não era um olhar de desprezo ou de raiva, era um rosto mais de..."ah não, a kali fez de novo", e pelo quão peculiares as outras amigas da gigante eram, sentia que eu não era a primeira amiga doidinha que ela pegou até agora.


Kali: qual é gente, deem um espaço pra garota, ela passou por muita coisa.


E aquele comentário da Kali me surpreendeu, apesar da conversa que agente teve, não falei nada sobre minha "situação complicada" pra ela, afinal, eu acabei de conhecê-la, mas ela parecia entender que eu tinha meu problema, e, de novo, só olhando pras amigas dela, eu entendi de craque eu não era a primeira que ela ajuda assim.


Cara, ainda bem que eu falei com ela primeiro, ou melhor, que ela falou primeiro comigo.


Sinceramente, era naquele momento que eu pensava se eu deveria usar um colar de girassóis também, claro, eu tava usando um, mas eu ainda pensava: eu realmente tinha problemas o bastante pra precisar usar aquele colar? 


Esse era o problema, eu não sabia, eu não sabia se o que eu tava sentindo desde que eu saí da casa de reabilitação era normal pra todo mundo ou grave o bastante pra eu por um colar. 


Por mais que doesse admitir isso, em todo o momento que fiquei na casa de reabilitação, eu ainda era Dandara Galdino, uma criança quebrada, destruída, esquecida e descartada tentando juntar os pedaços do que restou de mim.


Mas agora, os pedaços estavam juntos, incompletos, feios e desorganizados, mas juntos, e agora eu olho essa nova eu, e eu não faço ideia do que eu deveria estar olhando.


Eu me sentia bem, quando estava perto dos meus pais, mas quando eu ficava sozinha e tinha tempo pra olhar dentro de mim, eu eu podia dizer com certeza que eu ainda tinha muito descobrimento pessoal, antes que eu pudesse dizer que eu estou realmente bem. 


Bom, mesmo com tudo isso, ainda foi fácil pra mim me misturar no meio das garotas, pelo menos em um primeiro momento, elas conversavam sobre todo o tipo de bobeiras enquanto eu tava no meio, tentando encontrar uma brecha nas conversas, mas quase nunca conseguindo.


Nós andamos por bastante tempo, pelo jeito, todo mundo ali tinha vassouras, mas elas decidiram ir andando por algum motivo, mas foi algo que eu apreciei muito, pois isso deu tempo mais que o bastante pra eu conseguir me manter calma entre esse novo grupinho que eu tinha de amigas agora.


Chegando em frente ao grande centro dos mercadores, pensei que um pouco de mim seria descoberto ali e agora e estava animada pra entrar.


Mas quando olhei pro lado e vi a Kali, percebi o quão preocupada ela tava comigo, que sinceramente, me deixou muito mais tranquila do que antes.


Kali: olha, você não precisa fazer isso se não quiser


Dandara: eu quero, quero muito.


E eu não tava mentindo, eu sabia que aquilo ia ser legal, eu só precisava ir com calma e iria dar tudo certo.


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