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Olhos de mel 🌻X
🤔😨😮O que 3 você? 😮😨🤔
3586 palavras • 20340 caracteres • ⏱ 14 min 21 s

🤔😨😮O que 3 você? 😮😨🤔

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Depois que o jogo acabou, eu e meus pais jantamos, e eu fui pro meu quarto, indo dormir mais cedo do que o meu irmão e meus pais, eu nao tava com muita vontade de dançar ou de escrever músicas, eu iria ter um internados teste pra entrar numa grande escola daqui a alguns dias, eu precizava dormir e conseguir relaxar o máximo que podia, mesmo que eu ainda acabasse naqueles sonhos doidos.


Deitei na minha cama, ficando alegre de sentir a maciez dela depois de tanto tempo, e apenas deixei meu corpo relaxar, minha cama era cheirosa e macia. 


E antes de dormir de vez, senti umas patinhas pequenas e um peso extra subindo em minha cama também, sentindo aquilo, acabei não aguentando e o agarrei e o apertei com muita força.


Dandara: onde você estava? pensei que tinha esquecido de mim.


Falei isso enquanto abraçava com força meu querido Rex pra perto de mim, e ele continuou lambendo minhas mas enquanto eu usava a outra pra fazer carinho nele.


Dandara: hihihhi, eu sei né? As mãos da mamãe tão melhores agora.


O Rex tinha se falado muito nas minhas mãos ultimamente, mas eu acreditava que era porque minhas mãos tava sendo tratadas e agora ele tava animado de ver elas macias daquele jeito, hmhmhm.


E depois de brincar e gastar a pouca energia que o carinha ainda tinha, nós dois deitamos na cama, completamente cansados, eu me aninhei no cobertor e ele se aninhou entre minhas pernas antes de eu apagar primeiro que ele.


Quando abri os olhos novamente, acordei no Castebirinto de novo, e olha só, diferente das outras vezes, ele tinha voltado a ser mega sombrio, por algum motivo.


Mas olhando o lugar com calma, percebi que o Castebirinto não tava sombrio de tristeza, estava sombrio de medo.


Tava ao escuro lá que eu quase não conseguia ver minhas mãos, a Monstrinha não tava perto de mim, e o maior brilho que eu via do lugar eram apenas os brilhantes olhos amarelos de monstros que pareciam vagar em meio às trevas.


Mas eu não fiquei com medo, a bom, eu tava apavorada, mas eu fui assim mesmo, em busca da Monstrinha e comecei a fazer uma cantarolada simples.


E eu não entendia o por que, mas essa cantarolada que eu fiz, me deixou um pouco brilhante e iluminou bastante os corredores a minha volta, e os monstros que me olhavam, se cegaram pelas luzes e recuaram. 


Não questione o meu sonho, apenas aceitei aquilo como uma ajuda a minha busca pela Monstrinha e continuei andando pelo Castebirinto, que naquela escuridão, se parecia bem mais um labirinto que um castelo mesmo.


Dandara: (cantando) o escuro me abraça, a luz me guia. O mal me ameaça, e o bem me auxilia. Aqui alguém está se segurando e meu monstro está me esperando.


Enquanto cantava, continuava procurando a Monstrinha, ou melhor, a Dandara Galdino, minha antiga eu, e ironicamente minha nova eu... 


E enquanto andava pelos corredores, eu tentei entender o que aquele sonho queria dizer, o escuro, os monstros, a Monstrinha sumindo, o brilho no meu corpo sempre que eu me acalmava...


Ah, essa era fácil, era só o meu stress se manifestando no meu sonho, daqui a pouco algo que iria dizer que eu não sou boa o bastante, com certeza iria aparecer pra me desmotivar, mas como a própria controlada, manter calma iria iluminar o caminho.


Eu sinto que iria aprender mais alguma coisa nesse sonho quando encontrasse a Monstrinha, mas iria deixar isso pra quando eu encontrasse ela de fato.


Talvez tivesse algo aver com eu precizar conversar com a Monstrinha de novo, haaaaaah, por mais que amasse falar comigo, tinha dias que eu ficava de saco cheio disso, mas se fosse fácil ser saudável da cabeça ninguém teria problemas mentais.


Continuei pensando essas coisas enquanto via ao meu redor vários monstros chegando perto de mim e tentando me "infectar" com a negatividade deles. Eles eram os pensamentos intrusivos e os pensamentos pessimistas soltos, que tentavam me atingir.


Pensamento1: você devia engolir uma faca inteira


Pensamento2: e se você pulasse da janela?


Pensamento3: e se você começe um copo de vidro inteiro?


Aquilo devia me deixar com medo, mas aqueles pensamentos sempre me faziam rir, o fato que eu pensei essas coisas e preocupava um pouquinho, mas esses eram os pensamentos que sempre me arrancavam risadas, até que os pensamentos menos divertidos chegavam.


Pensamento1: você acha que vai fazer amigos lá? A escola é um inferno, você sabe disso. Apenas aquela fada louca liga pra voce, e quando você for pra dentro daquela escola, ela vai te esquecer, como todas as outras


Pensamento2: o seu príncipe está errado, não tem como a escola ser boa, ela era, e é sempre será a continuação do seu sofrimento em casa


Pensamento3: nem a coisa que você mais ama na vida vai ser algo apenas bom, você precisa ter cuidado quando estiver naquela escola, se você vacilar muito, você pode se machucar.


Ouvir esses pensamentos sempre era um trabalho árduo, eu nunca podia deixar que eles me controlassem, mas tinha que admitir que eles estavam ali ao invés de só ignorá-los, pois apenas sabendo que eles estavam ali que eu ia conseguir realmente lidar com eles.


E, nesses pensamentos intrusivos, mesmo no meio de muita coisa ruim, também tinham algumas coisas realmente úteis, coisas que podiam me ajudar quando eu voltasse e tivesse meu primeiro dia na escola. 


Mas como eu não fiz o teste ainda, talvez eu estivesse me adiantando.


Parando de pensar nos meus próprios pensamentos, voltei o foco a encontrar a Monstrinha, e depois de brincar de esconde com ela por um bom tempo, eu consegui encontrá-la, escondida em um dos baús da casa.


E como sempre, ela tava toda suja e cheia de lama, por algum motivo, santo deus, por que ela fazia isso comigo? 


Bom, mesmo assim, algo me diz que não foi ela, então, ainda cantando, eu peguei a Monstrinha toda suja, dei um banho bem longo nela e comecei a ir pra cozinha, pra preparar algo pra ela comer.


O Castebirinto ainda tava escuro de montão, mas mesmo assim, encontrar a Monstrinha me deu uma calmaria grande o suficiente pra eu conseguir brilhar sem precisar fazer um ritmozinho de música.


E quando eu coloquei ela pra comer, eu tirei um simples tempinho só pra ver ela comendo, eu não sabia o porque, eu não sabia nem o que essa comida devia representar, mas ver a Monstrinha comando era algo que me deixava muito calma e muito feliz.


Mas com o brilho que eu tava fazendo agora, tava na cara que a Monstrinha queria falar, ou pelo menos me perguntar alguma coisa.


Dandara: me fala, o que foi?


Ela levou um tempo pra falar, apenas saboreando a comida, como se o amor e calor de cada garfada deixasse ela bem mais tranquila e calma do que antes, e lhe desse forças pro que iria falar comigo.


Monstrinha: eu tô com medo, medo de quê quando eu chegue lá, tudo seja igual das escolas antigas, quantidades absurdas de trabalho, pessoas que não são nada além de inimigos nos meus olhos e professores que eram apenas seres superiores que eu precisava impressionar pra minha vida sequer ter um propósito


Dandara: hmhm, mas nós nem fizemos a prova ainda, não acha que tá cedo pra pensar nessas coisas?


Monstrinha: talvez, mas você acha que agente não vai passar?


Dandara: não, acho que agente vai tirar de letra, agente estudou por muito tempo só pra falharmos assim


Monstrinha: então a minha preocupação é válida, porque como nós já vamos passar, então só o me importando agora com o futuro sofrimento que iremos passar


Dandara: ok, primeira coisa, não deixamos nossa passagem na prova como garantida, eu sei que nós vamos ir bem, mas sim porque agente não vai fazer besteira, e quando a hora chegar, nós vamos apenas usar o que agente estudou na prova, nada demais. 


Dandara: mas nós não podemos entrar na prova sem cuidado, temos que ter certeza que não vamos cometer um erro bobo só por peça ou só porque agente acha que sabe alguma coisa, quando a questão é bem mais difícil do que parece de primeira, entende


Monstrinha: eita, quer saber, tem razão, eu tava me preocupando com a coisa errada, tava olhando um problema muito a frente de nos mesmo


Dandara: A outra coisa que você tava se preocupando era basicamente inútil também, pois cada cenário que você me falou agora, tem 0% de chances de acontecer agora. E deixa eu te contar os motivos, em primeiro lugar: agente não tá mais sendo doidas por estudos, a nossa família garantiu que agente aprendesse a relaxar.


Era irônico isso, mas é, depois de tudo o que a minha família fez quando eu tava me preparando, acabou que eu comecei a relaxar em alguns segundos por conta própria, mesmo que fosse mais raro de conseguir sozinha.


Monstriha: hehe lembra da cara deles quando viram como eu parei de estudar sozinha?


Dandara: eles não acreditaram que eu tinha parado pra ler um livro, hahaha, eles acharam que eu tinha sido (voz assustadora) substituída por um monstro.


Agente riu um pouco, e quanto mais eu conversava, mais iluminado o castelo ficava.


Dandara: e em segundo lugar, nada das escolas antigas vai acontecer de novo, todos eram nossos inimigos porque nós os enxergamos como inimigos, e nossos professores eram seres absolutos pra nós porque nós os víamos apenas como pessoas que iriam dizer aos nossos pais se nós tínhamos valor ou não (dá toquinho) e nós duas sabemos que não somos mais assim, então dá uma confiança prós estranhos que iremos conhecer lá, quem sabe, talvez agente até consiga umas segunda amiga


Monstrinha: como a Saytus?


Dandara: sim sim, como a Saytus, tipo, por que parar so com uma amiga, nao e? Agente até pode conhecer alguém como a Leide.


Quando eu falei isso, a Monstrinha ficou impressionada com as possibilidades, chegava a ser engraçado, todas as minhas amigas da minha antiga vida pareciam tão distantes agora, nenhuma delas chegava a ser 10% do que a Marileide e a Saytus eram pra mim.


Era extraordinário pra mim, de certa forma que uma Fada, um ser sobrenatural, e uma Singular que ainda não era confiável o bastante pra sair da casa de reabilitação eram amigas melhores do que as donzelas que um dia eu já tive com amigas.


Extraordinário e trágico, comigo só pensando em todos os problemas que acabei me metendo com minhas antigas amigas, e o mais doido, por mais que não fosse sempre fácil conviver com elas, uma parte de mim ainda ficava triste triste até, pensando todas as amigas que perdi, todas as amigas que eu ajudei e todas as que não querem minha ajuda.


Eu tava com tantos pensamentos ruins na minha cabeça, que até mesmo a Monstrinha teve que falar algo pra me acalmar.


Monstrinha: também sinto falta delas, agente passou por tanta coisa juntos...mesmo que agente tenha pegado caminho diierentes ao ongo do temo


Dandara: acontece com os melhores, sinseramente, nem ligo delas nao terem me escutado, se elas conseguirem icar mesmo que um pouquinho melhores do que quando v elas uma ultiam ez, entao acho que ta tudo bem


Monstrinha: voce nao quer que elas sofram por serem idiotas?


Dandara: ironicamnte nao, voce sabe disso melhor do que eu, ja que, voc deve ter uma lebranca melhor daquilo do qu eu, mas isso que agente passou, nao e bom que ninguem passe por isso.


A Monstrinha ficou um bom tempo sem falar nada, pensando no que eu falei, e me olhando por um bom tempo, com um olhar que parecia desafiar o que eu disse, ms eu me manive forte.


Ok, eu ive uma pequena tremedeira na minha confianca, que fez a minha luz tremular um pouco em meio as sombras, mas no final, ela desistiu, sorriu um pouco e falou.


Monstrinha: hehehe, acho que estou comecando a entender porque voce e que lidera, e eu obedeco


Dandara: jura? Poderia me contar o porque? Porque eu ainda nao entendi


Monstrinha: simples, porque eu sou impulsiva demais, eu quero me vingar de todos, eu quero que todo mundo sinta a dor que nos sentimos, eu sinto inveja da Saytus e da Leide. Poque, apesar de tudo, elas tem boas familias, diferente da nossa antiga vida


Dandara: nao vou mentir, eu sinto isso tambem


Monstrinha: e...eu sei...mas sabe esses pensamenos intrusivos que tao vagando pelo castelo agora?


Dandara: sei


Monstrinha: eles são, pedacinhos de mim, pedacinhos da minha vontade que eu mando pra você, pensando se você vai me ouvir alguma hora, e você realmente me escuta...mas quase nunca faz o que eu quero


Dandara: bom, e porque quase tudo que você pede pra eu fazer com mutilamentos, assassinatos ou coisas estúpidas


Monstrinha: o que posso fazer? Foi você que pediu pra eu falar mais com você, por isso eu disse, estou começando a entender por que no fim de tudo você comanda, e eu obedeço


Dandara: ah, para com isso, você me forçou a fazer algumas coisas quando eu tava com os Galginos


Monstrinha: te forçar? Ah Dandara, eu nunca te obriguei a fazer nada, eu posso ter te dado sugestões, mas a decisão final sempre foi sua...não é minha culpa se você não sabia me ouvir direito naquela época.


Eu queria falar alguma coisa, qualquer coisa para conseguir contrariar a Monstrinha, mas não consegui...era difícil de admitir, mas o que ela falou era a verdade, e como um remédio amargo, as coisas mais difíceis de engolir eram as que mais irão fazer eu melhorar, como pessoa e como maga.


Dandara: (respira fundo e solta) te culpar...me fez pensar que a vida iria ficar mais fácil, mas eu estava errada, porque, te culpar seria igual a me culpar, porque eu sou voce, e voce sou eu, então sempre que eu falava pra mim mesma "eu fui muito fraca e obedeci às voces", eu so queria dizer, "eu fui fraca e escolhi a rota mais fácil segundo a minha cabeça"...


As minhas próximas palavras foram pesadas de dizer, mesmo com isso sendo um sonho, eu me senti sufocada, e a luz que eu usava pra brilhar falhou e quase apagou totalmente muitas vezes.


Dandara: Então...desculpa, desculpa por te culpar por tanto tempo, você não merecia isso.


A Monstrinha ficou um bom tempo calada, apenas olhando pra comida que ela não tinha terminado ainda, até que o Castebirinto ficou mais brilhante, até que eu vi com cuidado como os monstros em volta de nós eram apenas sombrinhas.


Eu não sabia até onde o brilho do lugar iria aumentar, mas como se eu tivesse acertado uma charada que nem mesmo eu conhecia, tudo ficou tão alegre novamente, e até os pensamentos ruins desapareceram, então, a Monstrinha olhou pra m, com um sorriso bem amigável e falou.


Monstrinha: desculpas aceitas...mas ainda to com raiva de você


Dandara: justo.


Aquelas simples palavras foram mais significativas pra mim do que muitas outras frases mirabolantes que eu ouvi a muito tempo.


Eu não estava comendo nem nada do tipo, mas eu me senti satisfeita quando ela falou isso, e pelo rostinho de felicidade que ela fez, eu tinha certeza que ela tava tão feliz por ter falado aquilo quanto eu tava feliz por ouvir.


Monstrinha: mas voltando ao assunto de antes, você esqueceu de falar que nem todo mundo na escola vai ser legal, vai ter muitas pessoas que vão tentar me machucar.


Eu levei algum tempo pra responder a monstrinha, mais porque eu ainda tava processando o que ela falou pra mim, e depois que eu absorvi sem problema tudo que ela me falou, eu respirei fundo, e falei.


Dandara: eu nunca disse que não iam ter pessoas ruins, pois pessoas boas e ruins tem em todo o lugar, a única coisa que muda é como você lida com elas.


Aquilo foi tudo que eu consegui pensar, mas pelo jeito, e ainda tava muito afetada pelo que ela falou comigo agora.


Monstrinha: e como eu lido com elas?


Dandara: tenta fazer a amizade com as pessoas boas, e tenta ficar longe das pessoas ruins, e as coisas vão ficar mais fáceis


Monstrinha: mas como eu vou saber a diferença?


Dandara: você lembra do nosso príncipe, né?


Monstra: sim


Dandara: e os nossos pais? Nosso irmão, o Davi, a Saytus,a própria Marilei?


Monstra: sim, sim, sim e sim


Dandara: (aperta o peito) e você lembra dos Galdinos, não é?


Aquela simples pergunta fez tudo ficar em trevas novamente, nenhuma única luz podia ser vista em lugar nenhum, bom, pelo menos eu volei a brilhar, e agora eu tava brilhando até muito mais forte do que antes.


Tudo que eu conseguia sentir era o som da Monstrinha ainda comendo o franguinho que eu fiz pra ela. E olhando pra frente, eu vi os olhos azuis dela brilhando no escuro.


Monstrinha: sim, eu lembro


Dandara: então você conhece as pessoas boas e as pessoas ruins...


Continuei falando enquanto eu segurei com cuidado a mão da minha eu interna, tentei ser a mais delicada do mundo, pois não sabia o que ia acontecer quando terminasse de falar, então falei.


Dandara: essas pessoas são sua bússola, uma bússola para atrair pessoas boas e fugir de pessoas ruins. Quando você se sentir vulnerável e segura perto de alguém, isso vai ser um sinal que essa pessoa é confiável, mas se você por acaso sentir um frio na espinha, seu coração batendo mais rápido, ou uma vontade imensa de fugir, então essas pessoas são perigosas, e você deve fugir delas o máximo que conseguir, entendeu?


Monstrinha: sim, eu entendi.


A minha relação com a Monstrinha ficava mais confusa sempre que eu entrava naqueles sonhos, antes, eu pensei que ela era a representação das coisas ruins e da minha infância nunca vivida em uma forma infantil nos meus sonhos.


Mas agora, tinham momentos como o momento de antes, onde ela parecia só voltar a ser o monstro que eu fugi por muito anos, uma representação dos meus maiores medos que usavam o meu próprio rosto pra eu enfrentar esses problemas dentro da minha cabeça se quisesse acordar bem.


E quando eu pensei nisso, eu pensei que eu estava finalmente entendendo o que a magia queria me dizer através dos meus sonhos significava, mas eu tava mais do que pronta pra admitir estar errada se algo mostrasse pra mim que meus sonhos significassem outra coisa, ou se esse sonho mudasse com o passar do tempo. Hummm.


Dandara: existem pessoas boas ali Dandara, apenas se foque no que você ama, e faça amizade com todos que conseguir pelo caminho


Monstrinha: ta bom.


E de forma tranquila, a Monstrinha olhou pra mim, e bem devagar, todo o castelo começou a se iluminar novamente, e aos poucos, comecei a ver a silhueta da Montanha até eu perceber que, eu estava olhando pra mim mesma de novo.


Meus cabelos ruivos ondulados e soltos, meu corpo mais cheio e saudável depois de ser desnutrido por tanto tempo e meus olhos que agora estavam cheios de vida.


E quando olhei pro meu próprio corpo, vi que, em algum momento do sonho, eu tinha virado um monstro feito de sombras, ou eu sempre fui um monstro feito de sombras?


Enquanto eu estava nessa dúvida, eu senti que tava recebendo um um carinho na cabeça, e quando olhei pra Monstrinha, eu vi que ela tinha escalado meu corpo só pra fazer carinho na minha cabeça, eu tava mais calma, e 1 milhão de vezes mais confusa.


Monstrinha: obrigada por isso, "eu", agora acorde.


E novamente, acordei, era engraçado acordar sem ter meu irmão do meu lado, apesar de já ter passado algum tempinho, ainda sentia um pouco de medo de acordar e ver que não tinha ninguém perto de mim.


Dandara: (respira fundo e solta) voce consegue, ta tudo bem, lembre-se "viva um dia de cada ves"


E depois de eu me acordar com essa frase muito bonitinha, esfreguei meus olhos, e como de costume quando eu tinha sonhos assim eu tinha chorando no meio do sono de novo. 


Eu sempre chorava quando tinha aqueles sonhos do Castebirinto, sempre que eu perguntava pra alguém o que o sonho significava, elas apenas falavam que era apenas "meu subconsciente tentando falar comigo" e sempre que eu ouvia isso, eu só conseguia pensar "nossa, meu subconsciente e muito bom de papo." 


A maioria dos meus sonhos normais eram coisas bobas, como um mundo que chovia bolos do céu, ou um sonho que eu cavalgava um tubarão enorme no meio do mar branco, e vários outros onde eu era um grande pássaro, apenas voando pelos céus, e caçando qualquer coisa que fosse menor que eu, hehe. 


Mas aqueles sonhos no castelo eram muito especiais pra mim, as vezes eu sentia que aqueles sonhos eram bem mais importantes do que todo mundo entendia, tinha dias que eu sentia que esses sonhos eram até mais importantes do que eu mesma conseguia entender.


Mas não querendo pensar muito nisso, só comecei a me arrumar, hoje ia ser o dia do meu teste para a escola de carpintaria, e eu passasse nesse teste, esse seria o primeiro passo pra eu realizar meu sonho.


Eita, quase me esqueci da minha poção, tomei ela antes de sair, e, como sempre, ela tinha gosto de cereja, primeiro eu pensei que ficaria enjoada depois de tomar aquilo tantas vezes, mas não, ainda era saboroso pra mim do mesmo jeito.


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