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Olhos de mel 🌻X
O meu novo amor
779 palavras • 4358 caracteres • ⏱ 3 min 07 s

O meu novo amor

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Na manhã seguinte, eu já estava em outro lugar com o papai, a mamãe quis vir junto, mas ele queria passar um momento pai e filha comigo, mesmo que agente tivesse fazendo algo tão comum quanto adotar um filhote. 


Meu pai tinha uma égua branca com um símbolo de prisma no rosto com uma crina loura. Fiz carinho nela e ela relinchou de felicidade. 


Quando subi na garupa, agarrei meu pai por trás, e apesar de ainda achar irritante a irregularidade e o movimento dos cavalos sempre que eles trotavam, me sentia segura agarrando meu pai, pesar do sol, do barulho e até o movimento do cavalo, eu quase dormi na garupa pelo quão relaxada eu estava.


Agente cavalgou alguns minutos até chegarmos numa lojinha, eu pensei que agente iria pra uma lojinha de cachorros, mas não, nós fomos para um canil estranho. 


Era estranho por que, a loja não parecia acolhedora ou convidativa, ela era dura e com cores frias, quase como uma prisão pra animais.


Pai: olha, podemos ir pra outro lugar se você quiser


Dandara: não, tudo bem, eu quero entrar.


E eu não estava mentindo “não julgue um livro pela capa” não é mesmo, entrei no canil, já me preparando pro cheiro de mofo e cachorro molhado, mas não, no máximo, o lugar tinha um peculiar cheiro de hospital, mas nada ali, do chão ao teto dava qualquer sinal que os animais dali eram maltratados, muito pelo contrário, agora eu reavaliei a mim mesma, aquilo não era uma prisão pra animais, era um hospital de internação pra animais.


E depois de meu pai falar com o atendente, fomos ver os cãezinhos, e como eu pensei, muitos dos cães ali pareciam abandonados, ou cachorros de rua recém resgatados, ou que passaram por cirurgias recentes. 


Não fazia ideia do por que meu pai me levou ali, mas ver aqueles bichinhos ali apertou meu coração, como podia ter tantos? De onde eles vieram?


Pai: de idiotas


Dandara: anh?


Pai: gente idiota que não respeita nem a própria mãe terão em todo lugar, você só precisa acha-las, e garantir que elas não machuquem ninguém, entende


Dandara: eu…entendo.


Olhei de novo prós cãezinhos, alguns pareciam gostar um pouco de mim, alguns se retraíam, outros pareciam rosnar e até querer me morder. 


Andei naquele corredor por um bom tempo até que em uma das gaiolas, eu vi um cãozinho bem pequeno, ele tinha um corpo pequeno, mas patas bem grandes, e o rostinho dele era tão bobinho. O pelo dele era laranja com manchas vermelhas, e ele tinha orelhas caídas, e…algo acordou em mim naquela hora quando olhei pro cãozinho.


Dandara: ele morde


Cuidador: não?


Dandara: quantos anos ele tem?


Cuidador: 2


Dandara: ele tem um nome?


Cuidador: chamam ele de Juliano


Dandara: que horror de nome é esse?


Me aproximei do cãozinho, e ele lambeu minha mão, e eu fiz carinho na cabeça dele, e aquela sensação de uma flor florescendo em meu coração me afetou de novo. Enquanto brincava com a orelha do cãozinho, sentia que não podia chamar ele dessa forma.


Dandara: você quer um nome novo, querido? Vou chamar você de Ace, o que acha menino?


Não sabia se ele me entendia, mas ele pulou na jaula todo animado, acho que gostou do nome.


Cuidador: uuuuh, ele está animado


Pai: vai querer esse, filha?


Dandara: sim, eu quero.


Pai: vamos querer esse.


E depois do meu pai ir pro balcão e conversar um pouco com o cuidador, nós levamos o Ace para a casa dos druidas, pra ver se ele tinha alguma doença ou alergia, e depois passamos o resto do dia comprando as coisas para o Ace, junto de comprarmos um hambúrguer e tomarmos sorvete no meio do caminho. 


Foi divertido ver meu pai se impressionando comigo fazendo coisas normais como rir, achar fofo quando outro cãozinho chegava perto do Ace, ou gritar quando eu me machuquei, era tão interessante e estranho ao mesmo tempo que eu ter sentimentos ser algo surpreendente, hummm.


E era muito legal me agarrar nas costas do meu pai e correr com tudo usando a Nébula, o nome da égua dele, fechando os meus olhos, me sentia a garota mais protegida do mundo.


Quando voltamos pra casa todo mundo foi cumprimentar o novo membro da família.


João: qual é o nome dele?


Dandara: o cuidador o chamou de Juliano, mas como era um nome idiota, eu tô chamando ele de Ace


João: Ace? E de onde você tirou isso?


Dandara: ah, num livro que eu li.


E depois de mostrar a casa pro novo membro da família, fiz uma festinha de chá com minha mãe, agora um momento mãe e filha.


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