Estava tão empolgada para o grande dia prometido como sempre, eu amava ter esses momentinhos com meu Príncipe, pois mesmo que fosse uma visita normal, onde eu era apena mais uma em milhares de visitantes, eu sempre encarava essas visitas como nossos primeiros encontros, mesmo que agente não tivesse chegado no ponto de se beijar ainda.
E enquanto andava pelo corredor até a sala de visitas, pensava como às vezes parecia que eu estava mais ocupada do que nunca naquele lugar, ao mesmo tempo que eu parecia mais livre do que nunca, em algo tao contraditório quanto estava escuro quando o sol estava brilhando.
Talvez eu até falei disso pra ele outra hora, mas nesse encontro não, por enquanto, eu iria falar sobre...outras coisas.
Quando cheguei na sala de visitas, me sentei na mesa de sempre, exatamente no mesmo lugar, não sabia o por que, mas quando eu sentava em qualquer outro lugar, o António sempre parecia mais incomodado por algum motivo.
Dessa vez, levou 5 minutos pra ele chegar, e antes dele se sentar, eu me levantei, e falei.
Dandara: Antônio, antes de você se sentar, quero te falar uma coisa, eu quero te beijar, e sim, eu sei que você quer também, então, não fique com medo de vir até mim, só, vá devagar, tá?
O Antonio ficou um pouco atônito depois do que eu falei, ele tava tão confuso que sequer parecia que entendeu o que eu disse, e mesmo assim, eu esperei, sentindo meu rosto ficando vermelho como um tomate.
Algo que eu sempre gostei no meu Príncipe foi que ele preferia que eu fosse totalmente sincera com ele do que mentir, mentiras, mesmo sendo mentirinhas bobas, era algo que meu Príncipe nunca gostou.
E considerando o castelo cheio de mentiras que eu vivia antes, aquilo foi muito libertador.
Mas apesar do que eu disse e do que eu pensava, meu corpo inteiro estava tremendo, tremendo muito, eu…não sabia se estava pronta, era só um beijo, mas…ainda sentia que tava entregando algo muito íntimo de mim pra ele…
pera ai, o que eu tava pensando? Ele também tava me entregando algo bem pessoal e íntimo…então por que o meu valia mais que o dele?
Esses pensamentos me acalmaram um pouquinho, me dando ódio de mim mesma, odeio o suficiente pra eu conseguir me acalmar, enquanto o Antonio se aproximou de mim bem devagar.
O meu coração parou quando ele segurou uma das minhas mãos, e acariciou minha bochecha, eu ia morrer, era hoje que eu morria com ataque do coração mesmo…
Nossa, que cavalheiro, ele me deu todas as chances possíveis de afastá-lo caso o medo ganhasse de mim e eu mudasse de ideia no meio do caminho, mas quanto mais tempo ele demorava, mais meu medo parecia diminuir…algo, inédito demais pra mim, mesmo nesses 8 meses em que eu fiquei dentro daquele lugar.
Foi apenas um toquezinho de lábios, nada intenso como os vários livros que li lá dentro, de certa forma, podia até ser comparado a um beijo de criança.
Mas mesmo assim eu ainda senti um novo calor em mim, como se uma eletricidade da ansiedade, o fogo da raiva e o calor da alegria se unissem em uma sensação de ardor que me fez sentir que estava sendo cozida viva, e de alguma forma, aquilo me deixava feliz.
Por alguns segundos, o mundo inteiro se borrou em branco e as vozes ao nosso redor se abafaram, só tinha aquele momento de ardor, e de forma instintiva, peguei o rosto de Antônio com muita força e pressionei ele em meus lábios com ainda mais força, ainda não tentando nada de língua, eu não ia aguentar ficar consciente se tentasse algo de língua, mas foi bom demais mesmo assim.
Meus sentimentos estavam tão confusos que eu derramei lágrimas, mas sequer sabia de que sentimentos eram, quando abri meus olhos, o Antônio me olhava preocupado, então ri só pra mostrar que eu tava bem, e falei.
Dandara: calma Antônio, eu tô bem
Antônio: (suspiro) nossa, bom saber.
Depois da gente aproveitar aquele momento simples, me sentei junto dele, e falei primeiro, tentando adiantar qualquer coisa que meu Príncipe quisesse me falar.
Dandara: me fala Antônio, você quer me falar alguma coisa?
Antônio: humpf, parece que “você” quer me falar alguma coisa.
Nossa, eu era tão óbvia assim? Bom, estava claro que, seja lá o que ele quisesse me falar, ele conseguiria esperar, então falei sem rodeios.
Dandara: bom, eu tava pensando sobre o que você fala de vez em quando, sobre “o que é ser um adulto”, e quando uma pessoa não é um adulto, ou quando não é um adulto completo, mas acho que você esqueceu de falar algo bem importante
Antônio: jura? E o que seria?
Dandara: na verdade,ão, eu me enganei, você esqueceu de falar duas coisas, duas palavras em específico, as crianças e os adolescentes
Antonio: hmmmmmm.
O olhar de interesse do Antônio acendeu meu coração, então continuei.
Dandara: primeiro, as crianças, sei que não se dá pra culpar uma criança pelo que ela faz, mas isso porque, quando se é uma criança, esse é o ponto onde todos os limites do mundo de fora são explorados, esse é o ponto da infância
Dandara: qualquer criança saudável ou normal, testa o quanto pode irritar os próprios pais, o quanto ela pode irritar os amigos, quantas vezes ela pode se machucar sem acabar de uma forma muito ruim, quantas vezes ela pode fazer besteira sem ficar encrencada e etcetera.
Dandara: uma criança que não é bem educada, passa do estágio de aprender e entender que não precisa se conter, no pior dos casos, ela se sente intocável, e sente que até pode cometer um crime e ninguém irá ligar, pois ninguém ligou quando ela era criança, e dependendo aonde ela for em sua adolescência e em sua vida adulta, ela vai continuar com essa crença, e pode até, nunca descobrir a verdade sobre si mesma…
Antonio: interessante, mas e quando uma criança é contida demais? ou melhor, como uma criança é contida da maneira certa?
Dandara: simples, uma criança é contida da forma certa quando ela, apesar de tudo, não contradiz o que ela é, pode ser estranho, mas tem muita diferença entre você repreender uma criança por que ela fez algo errado, e repreendê-la por que ela fez algo que você não gosta…
Eeeeeeeei, eu nao tinha pensado naquela parte, saiu de forma instantânea da minha boca, foi improviso total, mas ainda saiu de forma tão natural de dentro de mim, que eu mesma fiquei impressionada comigo mesma por alguns segundos.
E pelo jeito, não só eu que fiquei impressionada, eu vi atraves dos olhos de mel do meu Príncipe que ele estava passando por um flashback, de tão concentrado que ele estava, e eu só consegui dar um risinho envergonhado, pela memória ruim que eu devia ter feito ele reviver.
Dandara: acho que temos um exemplo muito bom do extremo ruim né?
Antonio: eu duvido que tenha uma criança que foi criada de forma perfeita, pois o certo e errado são diferentes pra cada família, e muitas vezes os ensinamentos são distorcidos por adultos que copiam os pais, ou os adultos que querem ser totalmente diferente deles
Antonio: e isso sem contar o fato de que, crianças em si são diferentes, e eu não tô só falando de Singulares e não Singulares, o Davi tem duas irmãs gêmeas e apesar delas serem gêmeas idênticas, elas têm personalidades diferentes, tentar criar uma criança é…difícil, desafiador, e você irá cometer muitos erros…
Dandara: o truque de ser um bom guardião de uma criança não é ter uma infância perfeita, mas sim fazer seu melhor, e consertar todos seus erros na adolescência.
Essa parte si m foi algo que eu pensei antes, e eu vi, pelo jeito que meu Principe ficou me contemplando quando eu falei aquilo que devia ter uma vastidão de pensamentos rondando na cabeça dele agora.
E o fato que eu, de todas as pessoas, foi quem provocou isso nele, me deixou muito feliz.
E deixou ele bem feliz também, pois eu vi como ele me olhou de uma forma diferente por alguns segundos, como um pai olhando pra uma criança.
Antonio: Dandara…você cresceu
Dandara: eu me sinto crescida, mas ainda não o bastante, agora me deixa continuar pra não perder o raciocínio (tosse) agora, a adolescência, ela é…algo interessante pois é exatamente o que você falou, nenhuma infância é perfeita, todo mundo comete erros, mas a chave para ser um bom adulto está na adolescência
Antonio: jura? Como?
Dandara: porque diferente da infância, onde você é jovem, despreocupado e está tentando descobrir tudo ao seu redor, não se importando se você vai se machucar…
Dandara: (respira fundo e solta) já a adolescência é o ponto onde você sente demais, e é bem alem dos hormonios, voce sente melhor as feridas mal resolvidas da infância, desejos mal realizados, rancores que você pensou não ser nada quando era pirralho…
Aquela última parte do meu discurso foi difícil de falar, porque eu sabia muito bem o quanto aquelas palavras doíam, pra nós dois.
Dandara: e principalmente, as peculiaridades que você e seus guardiões pensaram ser birra de criança, começam a ser levadas mais a sério, mesmo que só um pouquinho…
Doeu muito, dizer isso, eu e o meu Príncipe sentimos, mas infelizmente, nao dava pra continuar meu discurso sem falar daquilo, como uma ferida que precisava ser limpa com álcool antes de fechar, eu terminei minha fala, esperando que a dor do que eu dizia parasse quando passasse dessa parte.
Dandara: e é nesse momento que você descobre se seus guardiões são bons ou não, pois apenas um bom guardião acompanha bem a adolescência de seu protegido o tornando um bom adulto…e apenas um bom guardião entende o quanto ele machucou a criança e tenta curar o melhor possível as feridas que ele mesmo causou
Antonio: esse papo todo me faz sentir que nosso cérebro de forma emocional é como um músculo constantemente se exercitando, a nossa fase infantil é quando o músculo se rompe e a adolescência é o ponto em que ele se regenera pra crescer, e a vida adulta é quando ele já tá regenerado é ainda maior que antes
Dandara: hihihi, gostei da metáfora
Antônio: mas de novo, você não levou o caso que um trauma ou ferida possa acontecer na adolescência, ou até na vida adulta
Dandara: essa é a parte interessante, depois de pensar muito, eu entendi que ser um adolescente não é quando um menino goza pela primeira vez, ou quando uma mulher sangra, pelo menos, nao espiritualmente falando
Antonio: jura? E quando a adolescência espiritual começa enta?
Dandara: a adolescência espiritual é apenas quando a pessoa percebe o quanto ela está machucada e que precisa de ajuda, seja a ajuda de seus guardiões ou de qualquer outra pessoa que realmente se importe com ela e leve a dor que ela ta passando a serio.
Ah, graças a deus, a parte dolorosa daquele papo acabou, pois quando eu pus a mão no meu peito, e olhei pro meu príncipe, eu me senti cheia ate demais, como se minha dor tivesse se transformado em amor quando cheguei nessa pate da conversa.
Dandara: eu por exemplo, eu fui uma criança espiritual por muito tempo, fazendo birra e gritando, ja que ninguem parecia levar o que eu tava sentindo a serio até finalmente aceitar sua ajuda, e você, apesar de parecer um adulto, ainda está bastante tempo em sua adolescência, pois…você sente que não e resolveu consigo mesmo por completo
Antonio: culpado, mais alguma coisa?
Dandara: na verdade, sim, muita, mas muita coisa pra falar ainsa…se sabe…é…peculiar o quanto se da pra notar quando um adulto é realmente um adulto, ou está preso no estado de adolescência
Antonio: é serio?
Dandara: existe algo que, por enquanto estou chamando de “o muro” que é quando um adolescente tem uma escolha, no lado que ele está do muro, ele está em constante dor, mas é algo que ele conhece e sabe que não vai matá-lo, enquanto que no outro lado, existe um lugar horrível, cheio de dúvidas, dores antigas e novas.
Dandara: mas principalmente, tudo que ele decidiu ignorar até aquele ponto da vida dele, voltando para assombrá-lo, e agora ele tem que decidir se ele vai arriscar se tratar, e tentar as coisas novas do outro lado do muro, ou se ele vai querer se manter um crianção pra toda a vida, não importa o quanto de dor isso cause nele e a todos a sua volta…
Algo pareceu pesar em mim quando falei isso, mas não foi o bastante pra eu confirmar como um sentimento, nem eu, nem meu Príncipe…hummm, que peculiar.
Dandara: todo adolescente que se recusa a passar por esse muro, vira um adulto conformado e frustrado, que odeia tudo e todos e tentam deixar todos que convivem com eles ainda mais miseráveis, fracos e maus da cabeça do que ele próprio.
Dandara: mas principalmente, um adulto frustrado como esse, detesta pessoas que conseguiram o que ele não conseguiu, paz, autoconhecimento e sonhos que ele precisava estar inteiro pra conseguir…(sente calafrio) falando em voz alta, um adolescente crescido parece bem mais perigoso que uma criança crescida
Antonio: acho que depende bastante do contexto também, tem casos que ter uma criança num corpo de um adulto é mil vezes mais perigoso que um adolescente no corpo de uma adulto
Dandara: realmente…mas no fim, acho que entendi o que significa ser um adulto pra você.
Um pouco surpreso, meu Príncipe arregalou os olhos, e piscou algumas vezes, só pra ter certeza que me ouviu certo, e então perguntou.
Antonio: você descobriu?
Dandara: sim…um adulto…adulto de verdade é alguém que cometeu muitos erros e se machucou muito quando era criança…porque no fim, é isso que crianças deveriam fazer, cometer muitos erros e se machucar muito fazendo esses erros, hehehe
Dandara: ao mesmo tempo que um adulto de verdade é um adolescente que entendeu todas as feridas que sua criança fez e as trata, algumas feridas ele trata de forma mais urgente, e outras ele sabe que pode curar depois, é tudo questão de saber qual escolher…
Dandara: a pegadinha é que a transição de adolescente pra adulto é absurdamente longa comparado a de criança para adolescente, enquanto muitas pessoas mudam de crianças espirituais pra adolescentes espirituais sem saber, a jornada de um adolescnete espiritual pra um adulto espiritual é tão extensa, que ela é dividida em etapas, onde muitos adolescentes que estão fisicamente crescendo, estão na metade do caminho, como se eles estivessem subindo uma colina, e às vezes param um pouco pra descansar
Antônio: como nós.
Quando ele me falou isso, eu senti muitos, mas muitos sentimentos mistos dentro de mim, com o principal deles sendo orgulho, eu tava muuuuuuito orgulhosa de mim mesma, por ter encontrado algo tao bom pra falar com meu Príncipe e eu tava ainda mais feliz que ele tava me acompanhando, essa, pra mim, era a melhor parte, mas eu ainda nao me deixe perder o fio da meada.
Dandara: é, como nós, isso porque no fim, um adulto é, na maioria das vezes, aquele que consegue lidar com os problemas jogados nele e entende muito bem os próprios traumas, a ponto de nunca deixá-los dominá-lo em qualquer tipo de situação…e por mais que me doa dizer isso. Eu, você, o Davi, todos nós ainda estamos na metade do caminho ainda. Com só sua mãe eu acho, que está no caminho completo
Antonio: você acha isso? Eu tenho certeza
Dandara: hihihihi, você conviveu com ela bem mais do que eu, então você deve ter mai s chao pra pensar isso, mas mesmo não a conhecendo tanto assim, eu consigo imaginá-la dessa forma também, sabe. Ela sendo uma verdadeira adulta, alguem que toma as responsabilidades pra si, e que nunca culpa os outros pelo que aconteceu com ela, eu consigo ver a Lady Marcela fazendo isso
Antonio: ela faz, ela faz isso e muito mais
Dandara: haha, e, então tá confirmado, ela e uma adulta de verdade
Antonio: e e assino em baixo disso.
Eu ri um pouquinho mais com meu Príncipe pela conversa boba que agente tava tendo, até que eu me lembrei que, tinha mais uma coisa que eu fiz na minha pesquisa, mais uma coisa que eu nao tinha comentado com ele, e mais uma coisa, que eu fiquei mais do que feliz em compartilhar com ele.
Dandara: ai, eu me enganei de novo, sabia? Porque não foram só 2 estágios que você esqueceu de falar, foram 3, e esse terceiro até eu esqueci
Antonio: terceiro? Peraí, você não tá falando de…
Dandara: isso aí, os idosos
Antonio: os idosos, nossa, você pensou bem mais a frente que eu mesmo, agora eu to curioso pra saber o que você pensou, vai, pode me contar os detalhes
Dandara: ok, vamos lá, (tosse), ser um idoso é um paradoxo, pois pra muitos, não tem algo maior que ser um adulto, mas chamar a vida idosa como uma volta a ser criança não é algo tão inacreditável assim, o mesmo tempo que resumi-la a isso é bem errado também.
Antonio: hummmmm
Dandara: ser um idoso é quase uma recompensa depois de passar bem pelos outros 3 estágios, digamos assim você não precisa mais se machucar pra entender as coisas, seus traumas são bem resolvidos e depois de uma vida de esforço, você não liga pra mais nada do que dizem pra voce, pois podem pensar o que quiserem de você, mas você sabe a verdade de toda sua jornada até chegar aquele ponto…o ponto onde você pode apenas relaxar e aproveitar os frutos de seu trabalho árduo sem nenhuma preocupação do mundo…
Eu procurei mais palavras, mas minha boca parecia ter apenas parado, como se minha própria alma estivesse se recuperando do que eu falei…eu senti um novo estágio de “nada” dentro de mim, mas tava bem longe de ser algo como a Singularidade do Vazio.
O que eu tava sentindo agora era um novo estágio de calmaria absoluta, como se toda a raiva, estresse, tristeza, nervosismo, medo…cada “impureza” de emoções misturadas em meu ser foram limpas, não deixando nada além de uma calmaria que durou alguns minutos.
Até que fui inundada de felicidade, e com ela, as outras “impurezas” voltaram.
Naqueles segundos em que abaixei minha cabeça e olhei pro chão, apenas pensei “é isso que um adulto realizado sente o tempo todo? ou isso seria algo que um idoso realizado sente constantemente?”
Não consegui responder minha própria pergunta, mas de forma mental, fiz um juramento para mim mesma, não importa quanto tempo levasse, ou o que eu teria que sacrificar pra conseguir, eu iria sentir aquilo de novo e iria deixar aquilo como um sentimento contínuo…eu prometi pra mim…
Então eu notei que lágrimas caiam, limpei meu rosto até eu levantar de novo a cabeça e ver o Antonio também chorando, eu…falei algo tão bonito assim? Ele também limpou as lágrimas, mas demorou bem mais pras lágrimas dele pararem, e quando pararem, a voz dele tava diferente, mas não sabia dizer como.
Antonio: eu…ainda me lembro…de quando você não conseguia sequer falar direito
Dandara: hehe, eu to tão diferente assim?
Antonio: sem contar o fato que agora você parece uma pessoa e não um zumbi fugitivo de um necromante. você tá falando coisas que eu nem imaginava você falando antes, você ta…linda
Dandara: e voce sempre esteve lindo...desde a primeira vez que eu vi você.
E novamente, um climinha ficou entre nós, de novo, o Antonio se aproximou de mim, mas dessa vez eu não estava tremendo, e de novo aquele sentimento incrível com um beijo de criança veio até mim, hehe, como um beijinho de lábio assim me deixava tão feliz? Depois o olhei nos olhos, aqueles lindos olhos dourados, e vendo que o horário de visitas acabou, falei.
Dandara: ate a proxima, melzinho
Antônio: Até a próxima, ruivinha.

