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A balada de sol e rosas
Capítulo 11
786 palavras • 4396 caracteres • ⏱ 3 min 09 s

Capítulo 11

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Morwen


No momento em que acordo, sinto uma dor de cabeça, mas esse era o menor dos meus problemas. O maior deles era a lembrança que me assombrava desde ontem: a porra do beijo.


Obviamente, já havia beijado outros rapazes antes (muitos, por sinal), mas nunca senti o que senti ontem. Parecia ter algo a mais — uma coisa da qual venho fugindo há anos: o amor.


Não, não, não. Não posso me apaixonar por quem sequestrei inferno.


Relutantemente, levantei da cama, troquei de roupae fui até a cozinha pegar algo para comer. E, como a grande sortuda que sou, Liam estava sentado à mesa comendo o último pão que tinha em casa. No instante em que me avistou, os olhos dele brilharam com expectativa.


Maravilha.


Andando até a cozinha, digo:


— Bom dia, Liam.


Ainda com os olhos verdes brilhando como duas jades, ele responde:


— Bom dia. Sobre ontem…


— Só não faça aquilo novamente, e estaremos bem.


Ele se retraiu com a frieza da minha resposta e disse em tom mais baixo:


— Então tá.


Senti como se tivesse acabado de chutar um filhote de cachorro, mas fiz o que tinha de fazer. Desde pequena, fui ensinada a me manter longe de romance, e não seria hoje que daria uma chance para ele me pegar. Nem hoje, nem nunca.


Me arrancando dos pensamentos, Liam comenta:


— Amanhã, acho que já dá para colher o café.


Sem muita emoção, respondo:


— Talvez.


Não conseguiria ficar naquela casa por muito tempo com ele ao meu lado, com aquela cara de cachorro abandonado. Então, pensando numa desculpa perfeita, digo:


— Vou até a cidade comprar pão e outras coisas.


— Mas, Morwen…


— Tchau, Liam. Cuide-se e não saia daqui.


— Tchau, então.


Peguei a bolsa com dinheiro e praticamente saí correndo de casa, indo até a única pessoa que poderia me ajudar: Alys.


・:.。. .。.:・゜゚・*☆


Chegando à frente da loja, havia uma placa de "FECHADO". Ignorei e entrei. Alys dormia no sofá, então peguei um copo de água e joguei em seu rosto. Ela acordou instantaneamente e, ao me ver com o copo na mão, disse:


— Morwen! Que agradável surpresa. Adoro ser acordada com água gelada na cara.


— Bom dia, Alys. Da próxima, chamo aquele cara de ontem. Aí você acorda na hora.


Ela me mostrou o dedo médio:


— Fala logo o que você quer.


— Por incrível que pareça, preciso de um conselho amoroso.


— Meu Sol! O inferno já pode congelar.


— Hahaha. — Ri sem humor.


— Mas tá. O que você precisa, Morwen?


— Lembra que ontem o Liam me beijou?


— Como esquecer?


— Eu senti algo diferente. Algo que nunca tinha sentido antes.


— Finalmente esse dia chegou. Você se apaixonou, Morwen.


Revirando os olhos, retruquei:


— Isso é impossível.


— Na verdade, é bem possível. E aproveita que ele está caidinho por você.


— Mas que inferno! Não tenho tempo para o amor.


— Morwen, a paixão iria te encontrar mais cedo ou mais tarde. Só aproveita, porque não é sempre que se encontra alguém como o Liam.


— Chato, mimado e desinteressante.


— Você quer me enganar, se enganar ou nos enganar?


— Você está do lado de quem, afinal?!


— Não estou do lado de ninguém. Vocês que se resolvam.


Depois de mais algumas horas conversando, comprei alguns suprimentos e segui o caminho de volta para casa.


・:.。. .。.:・゜゚・*☆


Ao me aproximar, vi chamas onde deveria estar minha casa. Então comecei a correr. Alguns soldados da Strike me viram, mas fui mais rápida, então rapidamente, centenas de pétalas negras dispararam do pergaminho, todas atingindo os pescoços dos soldados.


Chutei a porta da frente e meus olhos capturaram a cena: Teyric com um tipo de martelo estava sentado em cima do corpo ensanguentado de Liam.


Nunca tinha visto alguém em uma situação tão ruim. Suas roupas estavam quase totalmente rasgadas, revelando vários cortes e hematomas recentes. No rosto, um corte no olho esquerdo deixava me deixava em dúvida se atingira o globo ocular. Hematomas cobriam sua cabeça. Ao me ver, Liam juntou as forças que restavam e gritou:


— FOGE, MORWEN!


Teyric deu um soco em sua cabeça. O impacto fez o chão tremer.


— Quieto, moleque maldito.


Com as chamas aumentando, ele continuou calmo,girando o martelo entre os dedos, como se não tivesse acabado de espancar o filho quase até a morte.


— Senhorita Morwen, voltou cedo. Como vai?


Com ódio borbulhando dentro de mim, dei um passo à frente, já planejando torturar aquele maldito até a morte virar um alívio. Mas antes que eu avançasse, um estalo seco e um grito dilacerante reverberaram pelos meus ouvidos.


Teyric quebrou as pernas de Liam.



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