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A balada de sol e rosas
Capítulo 6
822 palavras • 5068 caracteres • ⏱ 3 min 17 s

Capítulo 6

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Morwen 

No meio da noite, um grito que veio do quarto de um certo alguem que me arranca do sono.  


Pulo da cama – ou pelo menos tento – mas meu corpo pesado de ressaca faz com que eu caia de volta na cama com um baque. Maldito uísque. Apoiando-me na parede, arrasto-me até o quarto de Liam, onde o encontro sentado na cama, respirando como se tivesse corrido uma maratona.  


Seus olhos estão vermelhos, as mãos trêmulas. Crise de ansiedade.


— Liam, está tudo bem? – pergunto, minha voz ainda grossa de sono e álcool.  


— Estou ótimo, melhor impossível – ele responde rápido demais. – Pode voltar a dormir.  


Mentiroso.


Sento-me ao lado dele, os ombros encostando nos seus.  


— Liam, eu posso ser muitas coisas, mas burra não é uma delas.  


— Nunca disse que era.  


— Então por que está mentindo pra mim?  


Ele não responde, os dedos se apertando no colchão.  



— Liam, a partir do momento que você passa a infância inteira acordando toda noite com a memória dos seus pais sendo decapitados na sua frente e tem uma crise dessas quase noite desde os dez anos… você se torna muito bom em reconhecer o sentimento nos outros.  


Ele fica imóvel, os olhos arregalados.


— Sinto muito pelos seus pais… – ele murmura, mas a voz falha.  


Pelo jeito a conversa não vai resolver nada então descido fazer o impensável  


Inclino-me e o puxo num abraço.  


— Tá tudo bem. Eu sei que fui eu que te sequestrei, mas você não precisa tentar ser forte o tempo todo.  


Algo quente e molhado escorre pelo meu ombro. Liam se agarra a mim como um náufrago a um pedaço de madeira, os soluços abafados contra meu pescoço.  


Merda. O que eu faço agora?


Nunca consolei ninguém, também nunca fui consolada.  


Fico parada, deixando ele desabar, até que, minutos depois, ele se afasta, o rosto já neutro de novo – máscara reposta.  


Levanto-me para ir embora, mas sua voz me segura:  


— Muito obrigado, my luna.  


— Disponha, solzinho.  


Passo os dedos pelos cabelos desgrenhados dele antes de ir para o meu quarto e voltar a dormir 


・*:.。. .。.:*・゜゚・*☆  


Acordo com a cabeça latejando e – surpresa – um analgésico do lado da cama. Liam.


Ao sair do quarto, encontro a cena mais surreal possível: Liam e Alys conversando no sofá como velhos amigos.  


— Ma… mas que porra é essa?  


Alys salta, sorridente:  


— Amiga, acordou! Bom dia! Você acertou em cheio dessa vez – ela aponta para Liam –, mas caralho, ele é ainda mais gostoso pessoalmente!  


Seria uma pena ter que matar minha amiga de infância, e sujar o chão da minha casa, mas essa ideia parece cada vez mas atraente 


— Como diabos você chegou aqui? – pergunto, o rosto queimando.  


— Você achou mesmo que eu não colocaria um fiozinho?  


Ah, merda. o poder arcano de Alys era relacionado a costura, ela podia invocar agulha e linha (praticamente infinita) e moldala do jeito que quisese, e tambem ela podia localizar o menor dos fios criados por ela, so havia uma deesvantagem no poder dela que era que quanto mais fio ela usase, menos resistentes os fios iam ficando.


— Você me rastreou?!  


— Eu chamaria de "encontrar uma amiga que não quer ser encontrada".  


Ao fundo, Liam ri, divertido com meu sofrimento.  


Respirando fundo, apresento:  


— Liam, essa é Alys, minha irritante amiga de infância. Alys, esse é Liam, meu prisioneiro.  


— Não se preocupe, já nos conhecemos bem – Alys cutuca Liam, que fica vermelho. – Ele falou que você é uma ótima carcereira… de vez em quando até deixa ele dormir na sua cama, e vice-versa.  


Vou matar alys 


— Fala logo o que você quer, Alys – rosnou.  


Ela sorri, afagando a cabeça de Liam como a um cachorrinho:  


— Vim conhecer o amor da vida da minha melhor amiga, mas enfim, como está o namoro ?


Eu e Liam gritamos em uníssono:  


— NÃO ESTAMOS NAMORANDO!  


Provavelmente foi coisa da minha cabeça, mas sinto que escutei Liam murmurar algo como "ainda" bem baixinho.


Alys levanta-se, vitoriosa:  


— Tá bom, vou fingir que acredito, vou embora antes que a Morwen me estrangule. Foi um prazer, Liam – ela aperta sua mão –. Não quero nem imaginar o motel que esse lugar vira à noite.  


— ALYS!


Saio correndo atrás dela, as mãos prontas para enforcá-la, enquanto Liam ri como se fosse a coisa mais engraçada do mundo.  


・*:.。. .。.:*・゜゚・*☆


Para minha felicidade ela vai embora pouco tempo depois


Limpando as lágrimas de tanto rir, Liam olha pra mim:  


— Desculpa pela Alys te enchendo. Ela é assim mesmo – digo.  


Ele sorri, os olhos ainda brilhando de diversão:  


— Não se preocupe. Adorei ela. Ela muito é muito engraçada.


Traidor. 


Com um suspiro, decido que preciso de mais três horas de sono – e talvez um plano para vingança contra Alys.  

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