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No topo do mundo 🥊1
👊o grande teste👊
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👊o grande teste👊

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Quando eu cheguei na minha escola, descobri que hoje estávamos fazendo um teste final, todos estavam uma pilha de nervos, e nem vou mentir, em uma certa extensão, eu mesmo estava bem nervoso, pois sabia que aquele teste poderia ser difícil pra mim.


Mas no fim, acabei me preocupando atoa, as questões eram fáceis, e como eu não tava querendo uma pontuação perfeita, eu terminei a prova em tempo recorde, eu apenas pensei em voltar pra casa.


Apesar da ajuda fantástica que a Jaci me deu, eu estava bem nervoso, a ponto que eu fiquei o resto do meu tempo apenas para meditar e tentar manter a calmaria que eu consegui com a Deusa da Lua. Levou um tempo bem grande, comigo até fazendo alguns desenhos pequenos de passarinhos, conseguindo me acalmar bastante.


Haaaa, com tudo que aconteceu essa semana, eu nem tinha conseguido desenhar direito, mas eu podia muito bem fazer isso depois, o que eu iria passar hoje, amanhã e depois de amanhã era mais importante do que uma simples pintura, não importa o quanto ela me deixava calmo.


Quando deu a hora, eu me arrumei já com o uniforme do treino, dessa vez eu olhei com bastante cuidado para o uniforme, a bermuda que eu usava era laranja, com uma linha preta imensa na lateral do meu corpo, com o nome FENRIR em branco nela.


A minha regata parecia feita direto de um tigre de bengala, sendo decorado com várias listras pretas, isso sem contar a faixa verde que se destacava no meu uniforme todo.


Naquele momento, meu uniforme era muito mais do que uma roupa pra mim, era um compromisso, era…meu dever, por enquanto, eu não trabalhava como boxeador, mas eu pedi e aceitei uma responsabilidade quando usei aquele uniforme, e o peso daquela responsabilidade, de ser o símbolo do ensinamento do mestre, de mostrar a todos o que eu aprendi com ele, de eu mostrar o quanto eu levava tudo a sério. 


O uniforme pareceu refletir tudo aquilo agora, e ter a noção daquilo fez eu apertar meu punho, sentindo uma responsabilidade maior do que eu mesmo, meu corpo ganhou um poder que eu mesmo só estava começando a arranhar a superfície, e eu tava amando apenas imaginar o que aquilo poderia ser.


Mas antes de eu chegar na carruagem, eu recebi duas mensagens no meu grimório, uma do meu tio, e uma do meu avô.


Avó: ai moleque, se você usar um terço da força que você jogou em mim naquele dia, você vai gabaritar esse teste


Tio: vai fundo João, você vai longe.


E mais pesos caíram em meus ombros, o peso da confiança, mas assim como o peso do uniforme, todo aquele peso extra parecia bem mais me fortalecer do que me machucar, de forma contraditória, meu corpo pareceu bem mais leve em vários pontos.


E quando eu andei devagar e com calma para a carruagem do meu pai, me senti entrando em uma carruagem pra glória. A minha mãe veio junto pra me ver lutando. 


Com tanto apoio, tudo que eu conseguia fazer era sentir…calmaria, eu treinei muito, me acalmei muito, mas agora que o teste tava quase batendo na porta, eu só conseguia sentir o quanto eu fui tolo sem sequer pensar que aquilo seria um problema pra mim.


Pai: tá nervoso?


Joao: ironicamente não, agora que o teste tá tão proximo, eu so consigo pensar no quanto eu fui um idiota por levar isso tão a serio


Pai: humpf, normal, você vai aprender a não levar coisas tão a sério com o tempo João? É, eu espero.


O Lugar onde o teste aconteceria era um dojo simples, mas que ficava em um canto mais sinistro do arquipélago, um ponto onde Tupã ficou criativo e decidiu que aquele ponto específico do território teria uma gravidade bem maior e uma densidade de ar absurda, eu só podia agradecer que ele não colocou a radiação do lugar alta também, isso seria um absurdo também. 


Assim que passamos pelas fronteiras do arquipélago, senti meu corpo mais pesado, ficou mais difícil de respirar, e o próprio ar pareceu me esmagar um pouco mais, mesmo que fosse apenas um pouquinho. 


Não senti tudo porque minha faixa tinha um encantamento simples que fazia com que eu não sentisse completamente o peso do ambiente, e como uma faixa laranja, sentia muito mais do que uma faixa branca.


João: quanto que o peso e a densidade do ar eu sinto agora?


Mãe: umas 40% mais pesadas, mas você não vai sentir depois que se acostumar, acredite em mim.


Eles sempre mudavam o ponto de teste, e dessa vez, o lugar estava em um dojo que estava em uma ilha que ficava dentro da água, tinha formas bem variadas de entrar lá, mas como a carruagem do meu pai era especial, ele só conseguiu entrar na água, sem sofrer nenhuma pressão e com a agua não entrando em mais lugar nenhum. E depois ele só entrou na “garagem” do dojo.


Lá dentro tinha mais de 100 alunos, era um lugar bem grande, lá tinham tanto alunos que estavam esperando a vez deles, quanto alunos que só vieram ver seus veteranos se graduando, também tinham os pais gravando seus filhos através de pinturas.


E os alunos que só vieram ver os veteranos vieram até mim, a Taina e o Nilo.


Tainá: e ai veterano, tá pronto pra tocar de faixa:


João: mais do que eu esperava


Nilo: pode ficar tranquilo, meu irmão tá lá em casa e mandando energia positiva, e bem animado pra ver a gravação que farei de você


E sorrindo, a Tainá levantou as mãos e espalhou as mãos, como se tivesse jogando um feitiço em mim.


Tainá: energia positiva, energia positiva.


E fazendo um gesto como se eu tivesse pegando mais energia positiva com as mãos, algo que fez a loira rir, e o Nilo sorrir.


Nilo: ainda bem que vamos ter algo decente, foi um saco só olhar os novatos fazendo alguma coisa


João: é, por falar nisso, é melhor eu já me preparar.


O exame de faixa era feito de forma crescente, primeiro iam os faixas brancas e ia subindo até chegar a faixa preta, mas não era necessário ir lá desde a faixa branca para fazer o teste direito. 


Na verdade, meu mestre até pediu pra eu chegar na hora exata do meu exame pra verde, coisa que eu fiz. Segundos depois de eu chegar ali, já me chamaram para fazer o meu teste.


Estava acontecendo, e desde que eu acordei de manhã, meu nervosismo e meu corpo super atento não parecia tão fora do lugar, enquanto eu alongava meu corpo, bem devagar, e me colocava em posição de combate, eu ouvi cada instrução do meu exigente, durao e cara fechada juiz.


Juis: ok, vamos começar com o básico, 100 polichinelos, 100 flexões, 100 abdominais pra começar.


Eu fiz cada uma dessas coisas sem problemas, eu me esforcei tanto que eu conseguia fazer 100 flexões sem nem piscar, então começou.


Juiz: ok, sequência de jab, cruzado jab uke, 1.


E quando ele falou 1, eu fiz a técnica, sentindo cada fibra do meu corpo, e olhando cada centímetro do meu copo que minha visão limitada permitia, e o 1 virou 10 em segundos.


Logo depois, mais 5 sequências de socos chegaram, comigo nem olhando pro instrutor, nem pensando se eu poderia acabar falhando, a única coisa que chegava na minha cabeça era que eu precisava apenas pensar em fazer cada movimento da forma que eu aprendi e treinei.


Juiz: Ótimo, agora mais 100 flexões e mais 100 abdominais.


Ai, nessa sequência eu até senti alguma coisa, mas naquele momento, usei o metodo que eu aprendi pra me acalmar, não precisei me focar em meu corpo ficando cada vez mais dolorido e queimado, não, eu apenas pensei nos números, a forma como, de uma forma ou de outra, o meu 0 iria se tornar 100 em algum momento, e quando chegava, a satisfação que eu senti naquela hora foi incompreensível.


Juiz: ótimo, agora sequência de perna, chute peito dois tempos, chute faca pena de trás e chute frontal.


Respirando fundo, já sentindo bem o peso do meu corpo se desgastando, eu não tava nem longe de estar pronto para parar, eu fiz os chutes da forma perfeita, sentindo meus músculos gritando pra eu parar, e eu os ignorando, porque eu sabia que eles conseguiam aguentar mais, e logo, acabei.


5 sequências de chutes, 5 sequências que eu fiz de forma perfeita, girando meus ombros junto da minha cintura, não pensando em nada além de fazer tudo de forma perfeita, e quando terminei, já fiquei um pouco receoso, pensando na dor que ainda ia senti, ouvi o Juiz falando.


Juiz: ok, agora faça 100 agachamentos e 200 abdominais duboxe


Os abdominais duboxe foram os mais fáceis, apesar da dor extrema que eu senti fazendo duzentos abdominais de uma vez eu conseguia sentir bem menos dor do que com as flexões, e até com os agachamentos, os agachamentos não eram nem metade da força que eu fazia nas flexões, mas ainda era uma força absurda, onde eu sentia que não sabia quanto tempo mais eu iria aguentar assim.


Juiz: agora, sequência de mão e perna. Jab direto embaixo, cobertura, peito perna de trás.


Ai meu deus, e mais uma vez, fiz a sequência, sentindo o calor da dor de esforço constante em meu corpo todo, mas não me importando com ela, mesmo naquele momento, minha ansiedade e adrenalina me deixava no lugar certo, mesmo em constante dor, eu só conseguia pensar que tava quase acabando, eu só precisava aguentar isso junto de mais dois testes, sem contar os exercícios, e eu passaria.


E na sequência de mão e perna, eu senti cada resquício do meu corpo gritando e rugindo pra eu parar, minha mente começou a questionar se eu conseguiria, mas eu gritei mentalente em protesto, meus músculos devem me obedecer, e não o contrário, enquanto eu não esquecesse isso, tudo ficaria bem. E logo, as outras 5 sequências de mão e perna, eu ouvi o juiz, falando quase como um carrasco a essa altura.


Juiz: agora façam 100 flexões, 100 agachamentos, e 100 abdominais empurrando o mundo.


E assim, fiz as 100 flexões e 100 agachamentos que me fizeram forçar meus dentes até eles quase quebrarem, e fazer força o bastante pra eu ter certeza que meu rosto ficou vermelho, mas eu não liguei, na hora em que eu levantei, o juiz logo falou pra mim.


Juiz: ótimo, agora 3 minutos de sombra, vai.


Respirando fundo, e sentindo muito mais liberdade, eu comecei a fazer o boxe sombra, e imaginar que tinha alguém na minha frente, imaginar um oponente e apenas atacá-lo sem nenhum plano é fácil, mas eu não queria a coisa fácil de jeito nenhum, então eu peguei um oponente que eu tava muito ansioso pra enfrentar de novo o Ivan, eu me pegava de vez em quando pensando no que aquele lobo doido estaria fazendo agora, e com isso, fiz uma grande projeção que minha própria mente quis.


Eu soquei, desviei, e desviei um pouco mais, continuei batendo nele, pensando que era o verdadeiro Ivan, uma batalha que eu não me machuquei nenhuma vez, mas mesmo sendo acertado pelo ar, eu senti a mesma tenção no combate real, batendo e chutando tanto que eu perdi a noção do tempo, até que o Juiz me levou de volta pra realidade depois de algum tempo.


Juiz: ok, muito bom, agora 100 flexões, 100 agachamentos, 200 abdominais e 100 polichinelos, pra terminar.


E ali, eu quase pude ouvir meus músculos gritando, meu corpo estava queimando tanto que quase parecia que eu tava pegando fogo, e eu ouvi cada um daqueles gritos sem reclamar. 


Não iria fingir que eles não existissem, mas ali, na frente do Juiz, e c a linha de chegada da minha graduação ficando cada vez mais perto, tudo junto da grande adrenalina de estar quase chegando onde eu queria apagou qualquer dúvida que eu ainda tinha dentro de mim, fazendo com que eu respirasse fundo, e pensasse apenas nos números, não importa o quão difícil fosse, eu respirei fundo, mais uma flexão, respirei fundo, mais um agachamento, respirei fundo, mais uma abdominal.


Eu quase desmaiei, mais de uma vez, mas mesmo assim eu consegui chegar no final, eu quase deitei no chão, mas eu me levantei, ficando em guarda de novo, apenas esperando a decisão do grande Juiz, até que ele falou, com um sorriso bem grande no rosto.


Juis: ok, já foi o suficiente, pode ir agora.


Eu não fazia ideia se eu tinha ido bem ou não, mas eu tinha dado o meu melhor, e não importa o quão complicado o teste fosse, eu tinha a certeza absoluta que eu tinha conseguido dar o meu melhor até o final. E quando eu fui lá, meus amigos foram me dar um abraço bem forte


Tainá: cara, você foi perfeito ali


Nilo: é, você ganhou uma nota perfeita, com certeza


João: é, vamos torcer que sim


Nilo: eu nem duvido, a energia positiva do meu irmão faz milagres


João: não foi apenas pela sua energia positiva


Nilo: por favor, deixa eu só paparicar meu irmão um pouquinho


João: mas ele nem ta aqui


Nilo: idai?


Tentei falar alguma coisa, mas tinha alguma coisa na forma que me deixava tão sem palavras que me fez abrir a boca, mas não deixando nada sair dela.


Tentando deixar o clima mais calmo, a Tainá riu, e o Nilo a seguiu, e tentando fazer qualquer som, eu ri também, nós sentimos uma calmaria bem maior do que antes.


E depois de alguns minutos, meu mestre andou até mim, recheado de orgulho que o fazia brilhar ga;as a aura dele, todo mundo ficou impressionado com isso, e não querendo estragar o momento, meus amigos se afastaram, deixando que o mestre chegasse até mim e tirasse a faixa verde ainda no plástico, ele entregou pra mim dizendo.


Mestre: parabéns João, você agora é oficialmente um faixa verde.


Ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus…nem tentei me segurar, gritei com a maior empolgação que minha garganta permitia demonstrar, meus amigos me abraçaram forte e o Nilo ate me deu um soco no ombro pela epolga;ao.


Nossa, eu fiquei surpreso, mas nem foi por que ele me bateu, foi mais por que eu nao senti nada com o soco dele, mas se o Nilo tambem percebeu e ficou icnoodado com isso, ele nao mostrou, ele apenas me agarrou pelos ombros, me chacoalhou nos ombros e falou.


Nilo: voce é u verde agora Joaozinho


Joao: pffff, joaozinho? Pensei que so mseu irmao me chamava assim


Nilo: ue? e eu nao posso?


Joao: eu nao disse isso.


Eu devolvi o soquinho de brincadeira que ele deu em mim, e ele foi jogado pra tras, e dessa vez, ele co certesa ifcou incomodado, e nao conseguiu esconder. Mas nao querendo o constranger, logo eu perguntei.


João: conseguiu pegar tudo?


Nilo: até a última gota de suor


Joao: o Luca vai ama isso


Nilo: com a quantidade de energia positiva que ele mandou, isso é mais certeza do que tudo.


E assim agente riu, pela tranquilidade daquele momento, olhei pra faixa com um olhar bem contemplativo, vi o Nilo se afastar um pouco e a Tainá se aproximar, então falei de forma bem calma.


João: cada vez mais perto da preta


Tainá: e a perda total de direitos


João: pois é, eu ainda tinha um pouquinho…ai, as minhas faixas da branca ate a laranja, (mexe na laranja da cintura) estão juntando poeira lá em casa, então pra ninguém jogar dinheiro no lixo, o que acha de ficar com minha faixa quando fizer o exame?


Todo mundo que não entendia meu rolê com a Tainá, pensava que eu estava flertando com ela, mas comos se tentasse desfazer essa imagem se criando ao redor de nós, a Taina fez uma reverência, como uma aluna agradecendo o mestre, e não uma donzela agradecendo um cavaleiro, e falou.


Tainá: Sim veterano, nada me deixaria mais feliz.


Eu sorri, enquanto eu olhava ao redor, e quando fui aos meus pais, eu perguntei a eles.


Joao: ai, tem algum problema eu ficar aqui mais algum tempinho? Quero ver a veterana Artemis conseguindo a faixa dela


Pai: eu não vejo porque não. Quando ela vai tentar a própria faixa?


João: agora, ela vai tentar agora.


E como se tivesse pensado fazer isso com uma grande entrada triunfal, a Artemis entrou na sala, exalando uma grande determinação que deveria ser uma versão bem mais intensa do que eu mesmo refletia quando eu estava fazendo o meu teste.


E junto dela, também estava o Sansão, um veterano vampiro, caladão e que carregava um poder absurdo que refletia muito bem o nome que ele carregava, um nome e uma determinação que é muito importante para a história dos vampiros.


Mas além da Artemis, como uma apresentadora em um estúdio de MMA, alguém entrou na sala, criando fogos de artifício através da própria aura, criando uma grande multidão de pessoas batendo palmas e tirando fotos só da mais pura energia, e com seus cabelos encaracolados e pele morena ,ela falou


Elena: ABRAM ALAS, PORQUE OS PROTAGONISTAS ACABARAM DE CHEGAR!


João: (respira fundo) CARA, EU AMO ESSA GAROTA


Tainá: cada vez que eu a vejo, mis eu entendo o porquê.


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