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No topo do mundo 🥊1
🔥❤️‍🔥🙂‍↕️Despertar 🙂‍↕️❤️‍🔥🔥
2243 palavras • 12530 caracteres • ⏱ 8 min 58 s

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Pra começar o combate, todo mundo fez uma pequena roda, com vários alunos esperando a propria vez, pra começar, o Luca lutou com um faixa branca bem alto e bruto, e depois de uma boa batalha, onde o controle de força de Luca realmente fez a diferença, ele ganhou. 


Depois o Nilo foi com uma faixa branca bem fraca, uma faixa branca que ele não teve pena de machucar, e depois de muito discutir com os outros, Nilo se sentou, não aguentando mais ser julgado, mesmo que a própria faixa branca estava totalmente tranquila com o que o ele fez.


E a luta do Raony…foi com o Sansão, ai, aquilo deu dor de assistir, porque eles não tinham nenhum problema de acertar os roxos e ferimentos do outro, e eles não gritaram, eles apenas continuaram lutando, até que o corpo do Sansão se cansou e ele caiu no chão.


João: hum, tô impressionado, pensei que seria o Raony que teria uma rendição corporal


Artemis: o Raony tem um filho, um filho que ele ainda tava ensinando a comer e dormir direito, e encontrou uma forma de dormir nas menores brechas do mundo, tô mais impressionado que o Raony demorou tanto tempo para vencer


João: é, faz sentido.


E mais batalhas aconteceram, e quando chegou na minha vez, eu me levantei com bastante cuidado, e lutei tanto com o faixas brancas quanto o coloridos, às vezes eu ia bem, as vezes eu apanhava, lutei com o maior foco possível para não machucá-los e não deixá-los me machucar, tanto que eu acertava eles, e eles não ficam machucados, mesmo que eu visse que eles ficaram bem irritados quando eu fazia isso.


Enquanto que com o Raony e a Artemis, que era uma diferença quase água e vinho, o Raony era bruto, ele me atacava a ponto de nocautear, mas eu não liguei e fui com tudo que tinha pra cima dele, defendendo e atacando com toda a força que eu tinha, usando todo o foco e controle que consegui pra jogar o gigante pra trás, quase que na força. Mas na maioria das vezes eu era forçado a desviar pro lado, pra não acabar sendo pego pela investida do Raony.


E para a Ártemis, eu fazia um show de golpes quase que um jogo de xadrez, não era apenas força, eu tinha que dar chutes e socos da forma certa pra não acabar sendo pego numa armada onde eu seria espancado por uma sequência de golpes que eu nem conseguia aguentar direito por tempo demais, ao mesmo tempo que eu precisava ter muito cuidado pra não fazer uma sequência longa demais e acabar perdendo o fôlego no meio do ataque.


Eu gostei do meu treinamento, pelo menos até o Mestre entrar pra treinar também… 


Bom, não posso dizer que não foi interessante, foi muito sinistro ver o Sansão tentando atacar o mestre com toda a força, e o Mestre apenas jogando o vampiro pra trás, com chutes e socos poderosos o suficiente para criarem novos roxos no corpo dele. 


Foi bem sinistro o Raony tentando ficar longe do Mestre, tentando golpes a distância, mas com defesas perfeitas, o Mestre pegava o Raony de surpresa, o derrubava, o chutava, e até chegou a jogá-lo pra fora do tatame, a ponto que muita gente precisou sair do caminho pra ninguém ser machucado. 


A Artemis lutou com o mestre de uma forma doida, com ela aguentando todos os golpes dele, tentando escapar e falhando, até que ela parou de desviar, e mesmo bem machucada, ela defendeu o máximo que conseguiu e atacou o mestre também. Nenhum deles fugiu, mas depois de muitos chutes e muitos golpes, ela ficou tão fraca e machucada que ela teve que andar bem devagar até mim.


Artemis: (arfa arfa) haaaa, obrigado João


João: por que?


Artemis: porque eu acho que não conseguiria aguentar tudo isso se não fossem meus treinamentos com você.


Aquela cena não era nem um pouco incomum, apesar de muitos daqui serem muito fortes, o Mestre não podia cair tão fácil.


Mestre: vem João, é a sua vez.


Ouvindo aquilo, me levantei bem devagar, já entendendo o que estava vindo. Porque não importa o quanto eu me esforçasse, ou quanto eu escalasse tudo, a montanha que o mestre estava era ridícula, porque enquanto eu botava as luvas, entrava em guarda e fazia o meu melhor pra ficar pronto pra ele, quando eu fiquei frente a ele, eu sentia a grande diferença entre nós.


O Mestre não lutou comigo a sério, pelo menos não totalmente sério, tanto que ele nem tava com a guarda levantada, eu tentei me aproximar, mas o Mestre se manteve longe, eu via como o mestre estava me testando mas nessa hora ele deveria estar pensando em uma estratégia, então ou eu o atacava, ou esperava ele atacar.


Eu respirei fundo e fui até ele, tentando dar vários socos, mas o mestre apenas desviou, ele era tão alto que eu mal conseguia alcançar o rosto dele, e sempre que eu me aproximava demais, ele me dava um chute na barriga, e sempre que eu tentava avançar mais, antes de dar um soco ou chute poderoso, ele me dava um soco que me deixava todo tonto.


Era como eu pensei, mesmo depois de tanto tempo, eu conseguia sentir, a diferença entre nossos poderes continuava igual…não, ela ficou maior ainda, mesmo naquele momento onde o punho dele por muito pouco não passava pela minha defesa, eu só conseguia pensar, “ele ficou mais forte”. 


Não era uma dúvida, era uma afirmação mental, sim, ele ficou, porque o tempo nunca para, mesmo agora, eu fiquei mais forte, mas o meu Mestre também ficou absurdamente poderoso, a ponto de que mesmo bloqueando, eu fui jogado pra trás por bastante tempo, a ponto de quase sair do tatame.


Levou um bom tempo pra eu me adaptar com esse poder novo, mas assim que eu me adaptei, consegui acertar o mestre depois de bastante tempo, me deixando muito feliz, mas só quando ele se fechou pra se defender foi quando eu me libertei de vez. 


A grande força que joguei no Mestre, eu chutei e soquei ele, apenas com jabs e chutes peitos, terminando tudo com um chute faca e um chute frontal pra mandá-lo pra longe, e depois me afastei.


Tentei recuar, entendendo que precisava tomar cuidado, mas quando ele desfez a guarda e começou os ataques sérios, tudo ficou borrado e escuro, porque o punho do mestre era um punho com a maior força e velocidade que eu pensava ser possível um punho com uma luva de boxe, poderia dar. 


Porque os golpes do mestre eram tão fortes que eu ficava tonto, eu tinha que colocar toda a força na técnica perfeita, e tudo isso com meu corpo sendo jogado pra trás, e o medo fazendo eu piscar os olhos, não conseguindo mantê-los abertos no meio de toda a doideira na minha frente.


Eu aguentei os golpes o máximo que eu conseguia, mas aguentar os golpes era tudo que eu conseguia, por que todos os golpes que eu acertava no mestre era o que ele deixava., e cada golpe que me acertava…de repente começou a me dar um calor diferente.


Eu ja tava muito quente, um calor dolorido como se eu estivesse numa sauna, eu não parava de suar, meu coração batia tão rápido que ele parecia quase um tambor e meus músculos estavam tão tensionados que se eu usasse mais força, eu acabaria pegando fogo.


Além de tudo isso, cada golpe dele dava em mim parecia a maestria perfeita dessas luvas, luvas que…eu sempre só vi como ajudantes pra deixar as batalhas menos legais, mas quando eu recebi o golpe do mestre, eu comecei a pensar, “realmente elas eram apenas ferramentas”? Não, elas não eram só ferramentas, assim como uma espada é todo o conceito de um espadachim, uma luva de boxe é todo o símbolo do kickboxer.


Enquanto eu tinha esses pensamentos, continuei atacando o mestre, me sentindo com um pouco de menos dor, enquanto continuava refletindo…


A luva de boxe, ela era um símbolo de “domesticação” para muitos, um símbolo onde os combates deixaram de ser letais, mas para muitos era um símbolo de libertação, pois em um mundo onde machucar os outros era punível de milhares de formas, uma arma capaz de te permitir liberar toda a sua raiva sem a menor possibilidade de machucar o outro parecia um milagre.


E ali, eu tinha a maior prova disso, meu mestre, um homem infinitamente mais forte e mais rápido que eu, conseguia ainda me acertar, e tirando uma dor momentânea e uma possível tontura com menos de um dia de validade, eu estarei completamente bem de novo. 


E no fim, essa é a beleza da luva, ela conseguia ser uma libertação de todos os sentimentos que todas as ferramentas de artes marciais da antiguidade não permitiam uma liberação de sentimentos que eram liberados por puro prazer, não ódio, sobrevivência ou medo, apenas por diversão.


E quanto mais eu pensava sobre isso, mais eu sentia minhas luvas mudando, cada pensamento, cada sentimento, parecia que meu corpo estava mudando, não, minha Aura, depois de tanto tempo estava se fundindo com minhas luvas? Não, não era apenas isso.


Eu tentei entender o que tava acontecendo, mas antes disso acontecer, o mestre me deu um soco de novo, e outro, até que ele falou.


Mestre: NÃO SE DISTRAIA, SENÃO VOU USAR MINHA AURA EM VOCÊ!


João: SIM SENHOR!


Humanos são cruéis, mas rejeitar essas crueldades apenas irá fazer ela ficar mais forte, se precisa ver essa crueldade mais como uma banheira, uma banheira que precisa ser esvaziada para não transbordar em todo o seu corpo…


E não tirando meu foco, eu vi, minhas luvas de boxe mudando, ficando brilhantes, não feitas de areia, mas como uma aura vermelha pura e sólida em forma de luvas de boxe, e quando eu consegui aquilo, o mestre defendeu.


Eu pensei, apenas por algum momento que eu peguei o mestre, mas não, ele repetiu meu ataque, e jogou meu corpo pra trás, eu estava com meu corpo tão doido por causa de tudo que aconteceu que eu fiquei com um olhar quase aéreo, mas o mestre não permitiu isso.


Mestre: LUTE, PARE DE SE DISTRAIR!


João: SIM SENHOR!


Eu tentei o máximo possível continuar assim, e com o tempo, toda a minha raiva, toda a minha força, cada um dos meus sentimentos que criou aquelas luvas mudou, não pra algo chique, mas apenas luvas, maior, mais rápido, mais forte, era simples, mas em sua simplicidade, eu conseguia fazer coisas sinistras, como por exemplo, grandes luvas que criavam pequenas explosões, um soco era uma explosão pequena que jogava o rosto do Mestre pra trás, eu fiquei eufórico, feliz, e alegre.


Até que o mestre revidou, me dando um chute na costela, depois um Jab, direto, e um cobertura que quase deslocou meu braço…é claro, alguém tava na minha frente era o Mestre, não importa se eu ganhei um poder novo, eu não podia abaixar a guarda perto de um monstro como ele.


Eu nunca o acertava sem que ele deixasse claro que eu apenas o acertava só por que ele deixava.


Claro, era através de chutes e golpes que eu aguentei dele e depois de muita insistência que eu realmente conseguia acertar ele, e tinha muita gente que mesmo deixando, não conseguiam acertar o mestre, mas mesmo assim, eu tinha que tomar cuidado, isso era que meu corpo conseguia entender.


Nada disso importava pra mim,nao agora, nao me distancia de novo, assim como o mestre pediu, nao ligava o quão machista aquilo parecesse, mas eu me sentia num duelo de homens com meu mestre, algo profundo dentro de mim não queria se distrair por nada, se o mundo desabasse em cima da minha cabeça, era bem provável que eu nem notasse.


Eu fui golpeado de milhares de formas, me recusando a cair, mesmo com os golpes queimando meus músculos, fazendo meus ossos temer e órgãos chacoalhados. Com uma teimosia absurdamente infantil, eu mordi meu próprio lábio com uma motivação pra continuar de pé.


Meus golpes começaram a ficar cada vez mais desesperados e cheios de medo, com meu suor se misturando as lágrimas, que basicamente sumia no meio da confusão que era lutar com o Mestre, mas junto do desespero, existia uma técnica, a técnica que ele me ensinou, para tentar alcançar o meu rosto.


Além de que mesmo com o quão eufórico eu ficava sempre que eu acertava o mestre, eu não era doido, eu sabia quando era pra recuar, mesmo que ele ainda me acertasse, sentia que era mais fácil aguentar os ataques longe do que os ataques de perto.


E mais uma vez, eu levei uma sequência simples, jab, direto, faca e peito sem deixar a perna cair no chão. 


E no meio dos golpes do mestre, eu senti, cada pedaço do meu corpo começou a criar mais equipamentos, caneleiras, ombreiras, capacete, eu nem sabia que tinham tantos equipamentos assim. 


E respirando bem, eu soquei o mestre, mas com tantos equipamentos assim e com uma forma que eu nem sabia dizer o que era, eu dei um último golpe no mestre, mas então a minha respiração ficou ofegante. 


E logo, bem devagar, a aura manifestada em todo o meu corpo começou a ficar fraca, fraca a ponto dela se desfazer bem devagar, deixando apenas as luvas e as caneleiras que eu tinha colocado antes…droga, DROGA…


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