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No topo do mundo 🥊1
🤩❤️‍🔥🤯novo vício 🤯❤️‍🔥🤩
1468 palavras • 8208 caracteres • ⏱ 5 min 52 s

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No fim, meu plano funcionou bem melhor do que eu mesmo esperava, depois de dormir, e acordar bem cedo, não só por estar empolgado pra saber qual dos meus amigos eu encontraria naquele dia, eu também estava empolgado de verdade pra ver aquele capítulo e saber quais seriam as doideiras que o protagonista iria se meter.


Algo que eu gostei bastante naquela história de reencarnação era que não foi algo simples que “ah, o cara foi traído ou ele jogou muito um jogo até morrer de exaustão e depois reencarnou”. 

Nao, aquela história era de um grande quinteto de cavaleiros que estava no meio de uma guerra, e no meio de uma emboscada, eles ficaram pra trás, junto com outros 4 soldados corajosos que ficaram pra traz junto com ele, e graças a isso, eles mantiveram todo o pelotão afastado para todo mundo conseguir fugir, no fim, eles morreram em campo de batalha, todos os 5, mas levaram muitos soldados com eles, como verdadeiros heróis da pátria.


Mas o destino tinha um plano bem diferente para aqueles soldados, por que 30 anos no futuro, eles reencarnaram em um bosque estranho, com a aparência de pequenos filhotes de uma onça arco íris.


Eles ficaram chocados no início, já chegaram a pensar que estavam no inferno, já pensaram que estavam passando por uma alucinação doida assim que eles chegaram no copo, e tudo ficou ainda mais difícil quando eles descobriram que não podiam falar.


Tudo era coisa do primeiro capítulo que eu vi com o Luca, neste capítulo em específico era sobre a grande onça arco íris alimentando os protagonistas, (com as pinturas deixando bem claro o quanto eles estavam desconfortáveis com isso) e dela saindo pra caçar, e depois mostrando pra eles como caçar direito. E no meio de tudo isso, eles aprenderam a se comunicar com escrituras.


Eles se chamavam John, Bailei e Miguel, e mesmo sendo ainda filhotes, de alguma forma dava pra diferenciar muito bem cada um.


(Nota do autor: [escrita])

Miguel: [você acha que vamos estar prontos, pa tipo…matar e comer um animal]

Jonn: [com certeza]

Miguel: [mas você não acha que agente vai ficar com um pouco de nojo por causa da carne crua]

Jonn: [tá bom, beba leite pro resto da vida,mas eu vou partir pra matança na minha primeira oportunidade]

Bailei: [nesse caso, vamos praticar.]

O Bailei apareceu do nada, escreveu no chão mais rápido do que os dois conseguiam ver sozinhos, e quando ele avançou na direção do John, parecia que ia rolar uma grande briga, mas não, e o John apenas aceitou o “convite” do Bailei pra brincar e os dois se divertiram.

E como dois filhotinhos mesmo, o Bailei e o John começaram a brincar de lutinha, com os corpinhos de filhotes que eles tinham, e a alegria suprema que os dois estavam mostrando deixava o Miguel super desconfortável, a ponto que ele tentou fugir, mas ele não conseguia rugir, não ainda.


Miguel: MEARRRR.


Os dois parceiros olharam pro companheiro que tava tentando parecer intimidador, e caíram na gargalhada com filhotes mesmo.


Bailei e John: meahahahahaha.


Irritado, Miguel bateu a pata no chão, furioso e escreveu algo tão mal por causa da raiva que quase parecia uma escritura rupestre.


Miguel: [vocês não tão pensando nem por um segundo em voltar para casa?]


E com uma seriedade que quebrou totalmente o clima tranquilo de antes, o Baile foi pra frente dele e escreveu no chão.


Bailei: [Miguel, nós morremos, não tem como voltar]


Miguel: [você não sabe disso, olha para nós, nos voltamos a vida, talvez tenha alguma  forma de conseguir nossos corpos de volta]


Bailei: [Miguel, vamos fazer uma coisa de cada vez, ta bom, primeiro, vamos ficar mais fortes, porque mesmo que tenha uma forma da gente voltar, não poderemos encontrar ela como filhotes, e depois, agente vai procurar os outros.]


Isso “calou” o Miguel, porque é, eles estavam em 5, mas só tinha 3 filhotes, fico me perguntando: onde os outros filhotes foram?


O resto do episódio foi legalzinho, mas nada tão importante como aqueles simples momentos, porque depois daquilo, eles ficaram bem mais preocupados em aprender com a mãe do que outra coisa, mas quando o episódio acabou, na mesma hora eu peguei meu grimório e comecei a falar com o Luca.


COMEÇO DA TRANSMISSÃO
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\nJoão: oi Luca, tá acordado?


Luca: tô sim


João: a série tá chatinha ainda, espero poder ficar melhor depois


Luca: já to gostando da série pela forma que é mais de uma reencarnação


João: você acha que é assim que as raças ficam inteligentes com o tempo?


Luca: não, uma pessoa sozinha não pode mudar uma raça inteira, eles vão ser especiais, podem até se tornar guardiões, mas deixar uma raça inteira deles como humana, não, os 5 sozinhos não iam ser o bastante.


João: onde você acha que os outros reencarnaram?


Luca: com certeza, pelo menos um dos dois reencarnou com um jacaré



Joao: hihihi, isso vai ser interessante, onças arco iris e jacarés são inimigos naturais, as interações seriam muito doidas se isso for verdade

Luca: acha que eles vão trabalhar com aquele lance que, “o corpo não está mudando a mente deles”?


João: eu espero, porque eles eram humanos, que viveram o tempo todo só com comidas boas, e agora tem que comer carne crua, não sei se eles vão usar isso muito ou não, mas se eles querem que os protagonistas comam carne crua por tanto tempo, eles com certeza vão trabalhar um pouquinho nisso


Luca: espero que eles trabalhem nisso, e eu espero que eles não façam apenas os humanos na história só serem maus porque sim, só porque eles viraram monstros e sem nem dar uma explicação boa pra isso


João: queria poder dizer que não vão fazer isso, mas eu não posso prometer, eu não conheço direito essa série


Luca: se ela nos decepcionar, então vamos nos decepcionar juntos


João: vamos dividir a caneta pra reclamarmos com o pintor que fez aquilo.


Eu larguei meu grimório um minutinho, apenas para rir um pouco, depois o peguei de novo, e olha, ja tava com uma mensagem do Luca.

Luca: fiquei sabendo que você vai ver o jogo do irmãozinho


João: isso ai


Luca: diz pra ele que eu to o desejando boa sorte, e que vou enviar energia positiva pra ele amanhã


João: tenho certeza que ele sabe disso sem que eu conte


Luca: é, eu sei, mas fale mesmo assim, eu quero saber a cara que ele vai fazer quando você contar


Joao: ok.


Eu fechei meu grimório com um sentimento feliz e quentinho no meu coração, eu amava esse sentimento de amor e união que os irmãos tinham, sempre dava uma satisfação genuína em meu peito, mesmo comigo sendo filho unico.

E depois de alguns segundos, eu olhei pra cima, não tendo sono pra voltar a dormir, e quanto mais eu pensava, eu cheguei numa boa conclusão, eu não precisava escolher entre meus dois amigos, eu não tinha combinado nada com a Elena, e o Nilo, era algo que eu queria fazer como uma surpresa, então, porque não fazer as duas coisas ao mesmo tempo? Enquanto pensava nisso, peguei meu grimório, já me preparando para falar com a morena.


COMEÇO DA TRANSMISSÃO
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\nJoão: oi Elena


Elena: oi João, o que foi?


João: tem um jogo de futebol que eu quero assistir, tá afim de vê comigo?


A Elena demorou pra responder, bom, normal, em toda a nossa convivência, isso considerando também o tempo que agente era criança, eu não falei de futebol com ela nem uma única vez, até que ela falou.


Elena: pode me explicar o por que?


João: o Nilo vai estar jogando lá.


E mais uma demora pra responder, como se ela tivesse pensando no que eu acabei de escrever, até que ela respondeu de novo.


Elena: ok, me explica os detalhes depois

João: você vai aparecer?


Elena: só fala a hora, o dia e o lugar


João: as 3 da tarde, amanha, no estádio da cuca


Elena: eu te encontro na entrada.


FIM DA TRANSMISSÃO.
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\nFaltava pouco tempo para o jogo começar, então eu agora chamei o Nilo.

COMEÇO DA TRANSMISSÃO
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\nJoão: oi Nilo



Nilo: oi


Joao: ai, me fala, que horas vai ser o jogo mesmo?


Nilo: as 9 da manhã, daqui a dois dias.


Dois dias…dois dias…dois dias…eu quase enlouqueci, porque eu tinha pego o dia errado, mas o que eu senti não foi raiva, foi alívio, um pequeno descanso de todas as doideiras que eu tive fazendo no meio de todo o tempo, e depois de um alívio de eu ter ficado tanto tempo só espiando, o Nilo falou


Nilo: João, tá tudo bem?


João: ta, tá tudo ótimo, mas me fala, quando é o horário certo mesmo?

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