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No topo do mundo 🥊1
🫡abrace a violencia🫡
1906 palavras • 10444 caracteres • ⏱ 7 min 37 s

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Levamos só alguns minutos para chegar na casa do meu tio, uma casa normal que se disfarçava bem no grande arquipélago da Alcatéia, e quando batemos na porta ele apareceu logo depois.


Tio: ah, oi irmaozao.


Meu tio tinha cabelos mais embaralhados e doidos do que o meu pai, o rosto dele era mais bruto e ele tinha várias cicatrizes, provavelmente marcas de fêmeas que ele acabou “enrolando” e acabando mal, e por mais que eu gostasse muito do meu tio, nunca gostava de ver essas cicatrizes me faziam lembrar de todas as fêmeas que ele enganou, ainda enganada e ainda iria enganar muito mais, mas ao invés de pensar naquilo eu pulei até ele, gritando.


João: TITIO


Tio: JOÃO.


Eu pulei e abracei meu tio, e com uma força que o vovô não tinha mais, meu tio me rodopiou no ar por algum tempo, até que ele me pôs no chão e pediu para todo mundo entrar.


Tio: nossa, eu tô tão feliz que vocês vieram, foram séculos desde que vocês me visitaram pela última vez


João: foi mal tio, vida louca, sabe como é


Tio: você vida loca? Então minha vida deve ser insana.


E se aproximando de mim bem devagar ele sussurrou.


Tio: (sussurra) eu consegui pegar uma alfa dessa vez.


E apesar de estar bem impressionado com essa constatação do meu tio eu falei sussurrando também.


João: (sussurra) cometa um erro e você vai estar no lucro se sair sem um braço


Tio: (sussurra) eu sei, é maluco e totalmente doido, mas é isso que faz tudo valer a pena.


E com um pouco de amor se irmãos, meu pai enlaçou o braço atrás do meu tio, e depois o puxou em uma brincadeira de lutinha que ele fazia naquele momento como se nunca tivessem crescido e voltaram a ser crianças, em primeiros lugares o que me deixava bem alegre e feliz pelos dois.


Mãe: parecem duas crianças brincando


João: uma das crianćas é o seu marido


Mãe: eu não disse isso em deboche


João: quanto tempo eles vão ficar assim?


Mãe: tão com muita saudade, então deve acabar logo.


Ouvindo aquilo, voltei a ver os dois brigando brigando como duas crianças mesmo só dando petelecos gritos e até agarrões como duas crianças, pensei que ia demorar mais, mas a luta tava tão empolgante que eu demorei algum tempo pra entender o quanto de tempo realmente tinha passado, mas quando eles terminaram de luta, meu tio olhou pra mim, como se nada tivesse acontecido e falou.


Tio: e aí, vocês querem ver um show comigo ou vai ser uma sessão solo minha e do João de novo?


Mãe: ah, vocês podem curtir o programa sozinhos, eu e o seu irmão vamos fazer algo mais particular no quarto de hóspedes.


Essa dinâmica minha e do meu tio sempre existiu, desde que eu tinha 9 anos, mas eu não tinha maturidade na época pra entender o que meus pais faziam no quarto de hóspedes do meu tio, e agora, adolescente, ah, eu nem queria pensar muito nisso, só pensar me dava enjôo, então eu apenas virei pro meu tio e falei.


João: aí, o que você tem pra mim dessa vez. 


E com uma empolgação que eu não esperava ser intensa como a minha daquele jeito meu tio me agarrou, me jogou bem no sofá, saltou no sofá alguns segundos depois e gritou.


Tio: você vai adorar isso, foi algo difícil de conseguir mais valeu apenas, semifinais e finais do grande campeonato de boxe com aura inclusa, você vai quase conseguir sentir o sangue dos guerreiros na sua cara


João: eu vou cobrar isso ein.


Eu fiquei maravilhado apenas com a ideia de que eu estaria vendo que poderia ser meu futuro, ao mesmo tempo que eu estava com um pouco de medo de que o nível dos competidores fosse muito alto pra mim, mesmo que a ideia em geral, fosse essa mesmo, que eles estivessem em um nível alto demais pra eu sequer imaginar o que aconteceu.


E com meu tio colocando a pintura pra rodar, eu vi com ainda mais exatidão, uma grande gaiola, que além de ser de ferro era absurdamente reforçada, junto com uma plateia tão grande que facilmente poderia ser dito como um mar de adoração, um mar que faria facilmente um grande vórtice de água vindo diretamente para o centro onde dois lutadores que exalavam uma poderosa experiência estavam no centro, e apenas olhando aquilo, eu me sentia tão empolgado, mas tão empolgado, que eu quase gritei antes da hora, mas meu tio me controlou.


Tio: controle seus gritos Joãozinho começa a gritar na hora certa.


As lutas de aura eram sempre complicadas de ver, então eu tinha que olhar com uma bastante atenção. 


Para aquela luta em específico tinham dois pesos pesados conhecidos, o Gota, um vampiro que era conhecido por criar golpes o suficiente para quase simular em uma gigantesca chuva de socos, contra Viper, o ogro envenenador.


Dois campeões que eu respeitava muito de paixão, cada um tinha sua quantidade de lutas, troféus e medalhas a ponto dele conseguirem esses títulos.


João: dois gigantes assim, e ainda são as semifinais, me dá um pouco de medo do que pode aparecer nas finais


Tio: é, as finais vão fazer você morder sua língua de tão doidas que elas são.


Então começou, diferente das lutas normais de boxe, eles não se aproximaram, não, desde o segundo em que a partida começou, eles apenas ficaram girando e analisando um ao outo, quase encostando na grade, até que eles calmamente começaram a se aproximar dando socos no ar. 


Socos que a princípio eu pensei ser normal, mas com cada segundo, eu via, com mais intensidade e com mais poder, a cada golpe de testes, os dois competidores lançavam um punho feito de pura aura na direção do outro, mas só dava pra ver quando era tarde demais.


E depois de avaliar golpes, o Gota foi o primeiro a acertar, e ele fez jus aos seus título, ele acertou o ar com uma intensidade que depois dos 20 primeiros socos, tudo que ele disparava no Viper estava exposto, e sua grande e Aura vermelha estava por toda a parte.


Milhares de socos cruzados que viajavam para o extremo da esquerda, gigantescos jab diretos em linhas retas e chutes tão pesados que eles criaram golpes de aura que pareciam cortes. Os chutes se desdobravam no céu, descamando a aura fora deles e logo depois ela ia junto com tudo até o Viper.


Mas o Viper estava longe de cair apenas com isso, na verdade, ao invés apenas de defender, ele desviava dos golpes certos e dava socos precisos para desestabilizar o Gota, golpes como um Jab na barriga expostas um chute no rosto que a guarda de repente ficou mais fraca. A cada mísero ponto fraco que o Gota dava, o Viper ja aproveitava para jogar tudo o que podia em cima dele.


Mas não foi algo tão simples como isso também porque em meio ao combate, o Gota começou a manifestar melhor seu título, com sua aura o fazendo se desfazer em uma grande tempestade de granizo bem na cara do Viper.


Mas o Viper também tava prontinho para mostrar ao Gota do que ele era veio, então ao invés de desviar dos granjeiros, ele escolheu granizos seletos e começou a quebrar eles em pedaços, e a cada soco, eu conseguia sentir na pele o quão desgastado o Gota estava ficando.


E bem devagar o Viper fez o Gota voltar ao tamanho normal mas ainda não foi o bastante pra para-lo, nem de longe. Mas o primeiro round já havia terminado, então cada um foi pro seu canto.


No segundo round, o Gota já tinha entendido melhor que precisava bloquear, e conseguiu equilibrar o jogo, mas não conseguindo manter a postura fechada, vendo que o Viper o acertava cada vez mais, e a torcida que estava torcendo pro Viper ganhar gritava de alegria e euforia sempre que um golpe dele acertava.


No terceiro round, a luta se transformou quase num duelo de disparos, nenhum deles conseguia dar muito mais do que 3 socos e chutes direito, qualquer coisa maior que isso fazia os dois serem pegos numa saraivada de “disparos”, então por muito tempo, apenas se deu pra ver eles disparando chutes e socos e rolando logo depois, como um duelo de atiradores sem lugares pra eles se esconderem. 


Com a diferença que mesmo sendo atingido várias vezes, o Viper e o Gota estavam longe de cair, mesmo que o Gota sentia muito mais os golpes do que o Viper que sorria enquanto via que estava ganhando, e eu, junto do meu tio dentro de casa, contávamos junto do Viper, porque agente se amarrava muito nele também.


João: sério os ogros não são chamados de raça guerreira atoa


Tio: de você acha isso impressionante espera até ver as finais.


Ah, as finais seriam incríveis, pois só vendo os desvios secos e socos potentes como um tiro que os dois mandavam só nas semifinais, eu já sabia que a final ia ser incrível. Me fazendo dar um grito de guerra quando vi o Viper acertando um golpe bem no rosto do Gota de novo, tudo em tão longa distância, parece quase magia da forma que eu via.


João: isso é mágico


Tio: é, eu sei, é doido pensar que vai aprender isso com o tempo?


João: é empolgante, muito empolgante, mal posso esperar pra quando chegar minha vez


Tio: nesse caso, deguste um pouco mais essa provinha do seu proximo desafio.


Ah e eu aproveitei bastante isso, pensando em cada round o quão empolgado eu ainda conseguia ficar, mesmo tendo certeza do quão longe daquilo eu estava, eu ainda conseguia amar de coração aquela violência na minha frente, já pensando o quão doido seria meu futuro assim que eu ficasse um pouco mais forte com a ajuda da Deusa da Lua.


Bem na minha frente havia uma poderosa e intensa luta sem luvas, apenas dois homens imensos, poderosos e técnicos saindo na pancadaria, e uma potência no punho que podia vir apenas depois de dedicar toda a sua vida às artes marciais.


E apesar de toda a força do Gota, o Viper fez jus ao seu nome, e “envenenou” o corpo do Gota, cada parte do corpo do Gota estava coberto por roxos tão grandes que ele não conseguia sequer se mover mais, apenas tentar acertar, mas depois de alguns golpes, o Viper deu um chute absurdo no rosto do Gota, fazendo ele cair no chão, e não conseguir levantar 


O Viper sequer colocou o corpo sobre ele, a dor dos machucados impedia o Gota de se levantar, não importa o quanto ele tentasse. E depois da contagem regressiva, Viper se tornou um dos campeões que foi para as finais, me fazendo gritar de pura emoção igual a um doido ao lado do meu tio.


João: AAAAAAH, AGORA EU TO EMPOLGADO, ISSO FOI O MÁXIMO, E AGORA, COM QUEM ELE LUTOU NA FINAL!?


Tio: você vai descobrir isso logo logo então não precisa gritar. 


Sorrindo, eu me acalmei um pouquinho mais e me sentirei, já bem empolgado pra a próxima batalha que iria rolar eu olhei pro meu tio, e vi que ele pulou algumas coisas da apresentação.


Tio: aaaah, enrolação, humpf.


E depois de colocar tudo em ordem, ele colocou no lugar, e WOOOOOOOOOW, AGORA A LUTA IA SER ÉPICA.


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