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No topo do mundo 🥊1
😡o torneio-parte 2😡
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😡o torneio-parte 2😡

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Como eu conseguia ver, duas pessoas estavam lutando pra ver quem lutaria comigo, um filho da noite, um vampiro, contra um outro vampiro, com a diferença que aquele vampiro carregava o vírus zumbi…nossa, só tinha gente doida nesse torneio.


João: não tem nenhum Sapien


Mestre: até tem, mas eles não estão entre as crianças.


Ouvindo aquilo, olhei ao redor e vi como tinham mesmo vários Sapiens, tanto na arquibancada como nos tatames em nossa frente, tinham no total 30 tatames, cada um deles era separado em idade e mastria.. 


Em raça não, é com “raça” eu quero dizer que tinham Sapiens, lobisomens, vampiros, ogros, dragões, zumbis e fantasmas…Tentei não ficar impressionado que os meus veteranos estavam lutando contra dragões e estavam equilibrados, nem como os fantasmas estavam tão cheios de vidas no meio dos golpes. Mas os mais doidos com certeza eram os Zumbis, que perdiam membros no meio das lutas e continuavam lutando, maneiro.


E no meio dessas contemplações, ouvi meu mestre me chamando, e vi que ia lutar com um vampiro zumbi…ah não.


Quando eu cheguei onde eu tava, eu ainda sentia meus ombros meio tensos pelo que eu fiz antes, e pra me acalmar, antes da luta começar, meu mestre fez uma massagem nos meus ombros.


Mestre: você se lembra de como acertar um zumbi?


João: “não lute com o cadáver, mas com as costuras”


Mestre: isso aí.


Os zumbis não eram monstros no meu mundo, assim como os vampiros, e muitos outros monstros, aqui eles eram apenas considerados “humanos” assim como eu, mas por que? Bom, isso poderia ficar pra outra hora.


Por enquanto seria melhor apenas pensar no vampiro zumbi na minha frente…ele estava igual a todos os outros que passaram pelo processo de zumbificação, ele tinha um corpo todo costurado, uma pele que tinha várias tonalidades de cinza diferente por causa das costuras as separando, olhos que diferente de todo o corpo tinham uma vida incomum pra qualquer zumbi “não tratado” e um cheiro de hospital, por causa de todo o processo pra torná-lo “humano” comparado aos outros.


Eu não fazia ideia de qual doença aquele vampiro pegou pra chegar nesse ponto ou o que ele passou pra chegar no ponto de virar um zumbi, mas eu nunca poderia me enganar com a tenacidade nos olhos dele, junto com o corpo, que junto das costuras, demonstrava a mesma determinação do lobo que enfrentei…


Não, a tenacidade dele era muito mais forte do que a do lobo, porque eu sentia, junto do corpo que não parecia o obedecer várias vezes, o quanto ele lutou para conseguir chegar nas finais, para esse tipo de determinação, eu só podia dar o meu direito de ir com tudo logo no início.


O próprio Zumbi, que parecia me avaliar também, olhou minha postura, e gostou do que viu, fazendo uma postura idêntica.


Respirando fundo, assim que a partida começou, fui até ele devagar, nós tínhamos a mesma altura, então não dava pra só dar qualquer técnica, eu não olhei a luta dele, mas tinha certeza que ele viu a minha, ele começou com um chute, um chute que eu desviei e tentei dar o meu. Foi necessário muita técnica pra eu não bater na perna dele, mas ele também desviou do ataque, desviando com um swing e me dando um cruzado bem na barriga, eu consegui defender o golpe, mas ainda sentindo o ataque.


O zumbi tava só começando, ele subiu dando um aperto, eu consegui defender também, não consegui escapar, jab, direto, jab, chute peito e faça sem deixar a perna cair no chão, e ele recuou.


(nota do autor: chute faça, um chute frontal, só que com o pe posto de forma lateral ao invés de uma forma em ṕe.)


Ele tentou fugir, mas eu fui atrás dele, ele tentou me manter longe com um chute frontal que me atingiu na barriga…aí, aí, eu senti aquilo, mas não parei, usando a dor como combustível pra minha raiva, eu fui até ele, e ele tentou me chutar de novo, dessa vez eu defendi, e na terceira vez, eu dei um chute lowkik na perna dele, um chute que o pegou de surpresa.


Ele parou de fugir, por que eu o atingi bem na costura, a fazendo se desfiar. Não era covardia, era senso comum atingir seu inimigo nos pontos fracos em uma batalha, então eu dei uma sequência, jab, cruzado, cruzado, peito em cima em baixo, e umal chute ura que atingiu o zumbi no braço, mais um jab, e um cobertura que o atingiu no ombro.


(Nota do autor: chute ura, um chute que joga o calcanhar na lateral do seu oponente. Extremamente poderoso e altamente fatal)


(Nota do autor2: chute cobertura, um chute que joga a perna no céu e a afunda o calcanhar no ombro ou na cabeça do inimigo)


Eu me empolguei, apenas pra ele me atingir com um faca na barriga, eu quis continuar, mas ele continuou me afundando com cruzados e truques, que fizeram meus braços formigar em meus ossos tremerem.


Até que ele me pegou de surpresa, me acertando bem no queixo, aí, aquilo doeu, AQUILO DOEU MUITO…eu me acalmei o máximo que deu, mas eu consegui me acalmar pensando “eu preciso respirar” então eu empurrei o zumbi com um frontal, descosturando ainda mais ele enquanto eu andava pra trás pra desviar.


Olhando para o zumbi, fiquei satisfeito com o que eu fiz, zumbis, naturalmente sentiam bem menos dor do que um “ser vivo”, mas as costuras do zumbi estavam caindo, ele estava quase perdendo alguns membros, hehe, e mesmo que eu estivesse bem cansado, eu estava bem em fugir por um tempo, só tentando deixar ele longe de mim.


Ele tentou se aproximar de mim, mas tentei mantê-lo longe com jabs e chutes, eu tava cansado, a dor dos golpes da antiga batalha voltaram, e eu me sentia em chamas, mas no bom sentido.


Ele conseguiu até invadir minha defeza e me dar socos, mas sem nenhuma técnica, eu apenas empurrei ele pra longe, não tinha nenhuma regra que eu não podia só empurrar ele, mas ele logo me deu um chute na cabeça, um chute peito, que mesmo defendendo, eu senti. 


Eu cambaleei, mas eu firmei meu pé no chão e dei um soco nele, eu consegui faze-lo se defender, e de forma instintiva, eu dei um chute frontal que que chegou até o peito do zumbi, e eu consegui ouvir o som de um tecido rasgando.


Bom, seja lá o que eu descosturei, não deu tempo do Zumbi desmontar, porque ele devolveu o favor de antes e me deu um Lowkik na perna, me fazendo quase cair no chão, mas eu não caí, eu senti uma dor absurda, mas não cai.


Com meus dentes doendo pela força que pus na mandíbula, eu afundei meu pé no chão e me preparei pra batê-lo de novo, mas então, meu mestre me parou, assim como o mestre do Zumbi.


Ah, acabou o primeiro round, nossa, foi rápido demais, e dessa vez, foi ainda mais intenso, a ponto em que eu só tava vendo o Zumbi agora, tudo em um pequeno raio de 1 metro não conseguia ser visto por mim, era como se eu estivesse coberto por uma redoma invisível e branca em volta de mim.


Respirei bem fundo, fechei os olhos e me sentei na cadeira de novo. Eu precisava só de um pouco de água, um pouquinho de água e nada mais. Eu sabia que aquele ali iria demorar bem mais para melhorar, e depois do que eu pensei ser um tempo considerável de todos os juízes julgando minha luta, eu sorri quando meu mestre me levantou.


Eu fui colocado na esquerda do juiz…não, não era o juiz, era um dos avatares do “Guaraci”, o grande deus do sol, espera ai, nao era pra ter dois rounds: humm, eu nao conseguia pensar direito, minha cabeça tava ruim demais pra pensar nisso.


Tentando me distrair, olhei com mais cuidado pro avatar do guaraci, o Deus do Sol amava aparecer nesses torneios, o que me dava um pouco de dó por não conseguir ver o grande deus do sol manifestado na terra por ainda estar tonto, mesmo sendo apenas um dos avatares dele.  


Tinha certeza que o zumbi estava na direita, sorrindo, eu senti ele levantando minha mão, e mesmo que eu não conseguisse ouvir direito o que ele estava falando, eu conseguia imaginar o que ele estava dizendo. “E o vencedor e campeão é o João”. Eu ri, muito feliz com o que eu falei, enquanto apenas aquele fato me deixou bem melhor de cabeça.


Eu senti alguém me levantando, era meu pai, junto com meus tios, que estavam ao meu redor, comemorando, enquanto eu sentia meu corpo melhorando o bastante pra eu ver alguém tentando me entregar algo, minha medalha.


Zumbi: ISSO É SEU, VOCÊ MERECE.


Haha, eu já gostei do zumbizinho, e no meio dos gritos e da alegria dos meus parentes, eu vi alguém se aproximando e conseguindo abrir a multidão feliz, quase como o Noé abrindo o mar. A Elena.


Quando todos perceberam ela, todo mundo se afastou, não querendo atrapalhar, e quando o caminho ficou totalmente aberto, a voz da Elena foi a primeira coisa que eu consegui ouvir com total clareza.


Elena: vem aqui campeão.


E sorrindo, eu fui até ela e dei um beijo bem intenso, como se nossas línguas estivessem se abraçando, com agente só se afastando pra respirar. (Porque é, não dá pra respirar quando se beija alguém). Eu queria ficar um tempo com ela, mas antes de eu conseguir, eu vi o Zumbi se aproximando de mim, e dando o certo tempo pra nós, a Elena se afastou. Mesmo perdendo pra mim, ele falou pra mim.


Zumbi: qual seu nome, rapaz?


João: João, João Mendes


Zumbi: hum, eu sou Marcio Santos, sei que podemos não nos encontrar no próximo torneio, mas me fala, aceita lutar comigo de novo na próxima?


E sorrindo, lembrando da diversão que tive com ele, falei.


João: é claro que sim, vou estar esperando ansioso por isso.


E fazendo um símbolo de colocar um polegar bem no coração, o zumbi falou.


Márcio: irei esperar por isso, posso ser um zumbi agora, mas ainda sou um vampiro


João: até a próxima.


Mesmo naquela “condição”, os filhos da Jaci conseguiam ter um orgulho que realmente era admirável.


E puxando minha atenção, a Elena me falou.


Elena: aí, quer ver os veteranos lutando?


João: é claro.


E mantendo a minha medalha no peito, eu me sentei na arquibancada, me mantendo um pouco afastado da minha família pra eu descansar um pouco depois das intensas batalhas de antes.


Elena: tá doendo?


João: tá sim, mas nada que um creminho depois não resolva.


Eu tava com alguns roxos no corpo todo, mas eu até gostei daquela dor, por que mostrava que eu merecia aquela medalha, e sorrindo, sentia que aqueles roxos no corpo eram troféus, tando quanto a medalha, mesmo que eu ainda quisesse curá-las assim que chegasse em casa.


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