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A passagem de uma vida🌻3
🤯Metamorfose🤯
1717 palavras • 9756 caracteres • ⏱ 6 min 52 s

🤯Metamorfose🤯

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O mar vermelho se tornou algo bem comum nas nossas vidas, isso por que eu visitava constantemente o templo, às vezes com o Brutus, as vezes com a Dandara, às vezes com a Saytus, e às vezes com uma mistura desses 3. 


Nós passamos por todo o tipo de coisa em algum tempo pra cá, mas depois de passar por tantos testes, depois de coletar e se alimentar de tantos ingredientes estranhos, e depois de receberem golpes tão específicos que nos questionamos como os ancestrais conseguiram chegar naquela conclusão, nós chegamos nas 3 últimas lições, algo que deixou todos bem impressionados, pelo qual fáceis elas eram. Nós chegamos em uma que parecia tão simples comparado aos anteriores, que nós ficamos abismados com isso.


Saytus: isso é sério?


Antonio: e ai? quer testar comigo?


Saytus: ha, só você mesmo pra aceitar fazer isso.


E entao, a Saytus foi até mim, colocou a mão dela a 10 centímetros de mim, eu respirei fundo, porque eu sabia que não podia desviar o olhar, e logo, um grande fogo perfeitamente criado através das escrituras da pagina 58 foram colocados na minha cara. Eu pensei que eu levaria dias pra fazer aquilo direito, mas eu estava apenas me enganando, não apenas eu, a Dandara, o Brutus, cada um de nós chegou num nível de combates e de ataques que algo como aquilo não fazia com que nós sequer piscarmos de tão “insignificante” essas coisas eram pros nossos sentidos modificados.


Assim que nós passamos por esse teste, sentimos a mudança de poder e a nova força possível de sentir apenas por pessoas que estavam perto de passar de nível, mas além daquilo, também sentimos outra coisa.


Dandara: ahn, alguém mais tá sentindo como se o corpo estivesse se descascando todo de uma vez


???: ah, então vocês estão chegando lá?


Quando olhamos pra trás, vimos a bibliotecária novamente, ela parecia bem feliz, e nem um pouco impressionada com o que nós conseguimos.


Antonio: bom, só faltam dois capítulos pra nós


Bibliotecária: nesse caso vocês podem vir comigo? vocês vão passar por um momento bem vergonhoso se vocês chegarem no próximo nível na biblioteca.


Eu não entendia direito o que a bibliotecária estava falando com aquilo, mas nós seguimos ela mesmo assim, eu sabia muito bem que uma moça como ela depois de o que eu imaginava ser centenas de anos nesse trabalho deveria ter um motivo pra falar isso. 


A bibliotecária levou agente pra quartos cheios de cortinas, enquanto nós tínhamos apenas alguns quartinhos bem individuais pra fazer, e pra variar, o aprendizado numero 59 era simples, era colocar as pernas em forma de perna de lótus, algo que, apesar da dificuldade que eu mesmo passei, consegui me colocar daquela forma sem muito problema, mas o próximo ponto que seria complicado, o que eu tinha que fazer agora era concentrar a magia em meu coração e bombardeá-lo de forma uniforme por todo o meu corpo 5 vezes.


Difícil era um eufemismo pelo o quão complicado aquela tarefa era, mas eu não desisti, eu comecei o ensinamento, falhando as primeiras 10 vezes sem nem chegar na metade do caminho, mas depois da décima tentativa, parecia que meu corpo inteiro tinha passado por uma epifania doida, onde eu consegui sentir cada ponto onde a minha magia podia passar, e eu aproveitei aquele ponto, fazendo o feitiço de forma bem mais lenta, mas que apesar de ser difícil, era bem mais fácil do que a forma toda rápida e apressada que eu estava fazendo antes.


Então eu senti, junto com a sensação de minha magia fria percorrendo, testando e mudando o quanto conseguia e era permitida todo o calor do meu corpo, senti algo mudando, minhas próprias células estavam voltando no tempo…não, não era isso, eu estava evoluindo, eu estava forçando meu corpo a evoluir, a magia parecia estar causando um grande stress em meu corpo, forçando cada resquício dele a se modificar e evoluir, e apenas depois de chegar tão longe eu conseguia sentir por completo a grandeza do que eu estava fazendo, e no fim, faltava apenas uma página, me deixando fascinado o que poderia ser a página final.


E então, quando fui para a página 60, a facilidade e simplicidade do feito chegava a ser ridicula, agora ela queria que eu criasse uma magia de água, e inundasse meu corpo inteiro por dentro, e depois vomitar tudo que eu conseguia no chão.


Talvez eu realmente tivesse parado de ser humano, porque uma coisa daquelas que me fazia questionar era realmente sério, porque aquilo era brincadeira de criança pra mim agora, então eu respirei fundo e comecei a magia, já ficando impressionado, doido e com muito medo, porque quando a água começou a me encher de todas as forças. 


Eu também senti como algo estava grudado ao meu corpo também, e esse “algo”, depois de uma análise minuciosa foi algo bem fácil de entender o que era, era meu corpo “antigo”, as imperfeições limpas, as células que não aguentaram a evolução, era como se cada parte de mim mesmo que era apenas o resquício do que eu tinha acabado de fazer, mas eu também sentia que não era mais apenas isso, algo “indecifrável” também estava no meio da sujeira, algo que eu tava bem curioso pra saber o que era, mesmo que eu não tivesse ideia nenhuma do que poderia ser.


Então respirando fundo, eu vomitei no chão, e o que saiu da minha boca era doentio, era uma gosma preta que era horrenda demais até para dizer que era vômito, assim que aquilo saiu do meu corpo, como um parasita incapaz de existir sem algo para habitar, ele desapareceu no ar, se tornando apenas fumaça antes mesmo de acertar o chão. E então eu senti, minha pele, ela tava coçando, coçando muíto.


Quando eu coçei então eu vi, minha pele tava descascando, e quando eu olhei, meu corpo todo tava descascando. Tentando não pensar muito, eu tirei todas as minhas roupas de forma simples, vendo coo cada parte do meu corpo tava descascando, e usando uma simples magia pra me limpar, tirei todas as cacas do meu corpo.


Eu sentia que algo mudou, tinha um espelho onde eu estava, e mesmo vestido e ainda com as cicatrizes no meu corpo, eu me sentia, melhor, dores antigas que pareciam permanentes até agora pareciam ter desaparecido, o stress e a ansiedade antes parecia ter se reduzido bastante. Eu também me sentia mais forte, mais rápido, mais inteligente, eu me sentia…mais. E eu tinha apenas evoluído pra envelhecer pela metade, colocava em perspectiva o tipo de coisa que aconteceria comigo quando chegasse em viver 1/7 da vida igual os elfos, mas isso era pensar muito na frente.


Quando eu sai da minha salinha, todo vestido, senti como meus super sentidos estavam a todo o vapor, o mundo parecia mais colorido, a música que me irritava parecia mais irritante ainda, não sabia quanto tempo aquilo iria durar, mas eu pensava que no fim ia dar um jeito de cuidar disso.


E quando cada um saiu, tentei não ficar muito impressionado em ver como cada um ali estava tão diferente, o pelo brilhante igual um ferro recém polido do brutus, a carapaça da Saytus que fazia a fada parecer um golem vindo do futuro e a Dandara, ela parecia uma deusa vinda dos mitos mais antigos, eu olhei pra ela e eu senti que eu tinha morrido e ela iria me levar pro paraíso.


Talvez eu estivesse provocando esse mesmo efeito nela, porque a garota parecia me olhar de novo como se eu fosse um anjo, um olhar que eu fiz questão de destruir, tremendo que ela não me visse como um pessoa se essa ideia dela sobre mim ainda permanecesse, mas para essa situação, eu não ligava.


Agente se aproximou, agindo no puro instinto aquela altura, eu toquei no rosto dela, ela tocou no meu, e nós demos um beijo, e com cuidado, nos começamos a flutuar, enquanto um brilho criado pela nossa felicidade exalava por todo o lugar, fazendo com que nós dois parecessemos divindades, apesar do beijinho de criança que nós estávamos fazendo agora.


Saytus: acha que eles vão lembrar que agente tá aqui? 


Brutus: de um tempo pra eles, os dois passaram muita  coisa pra chegar nesse ponto.


E quando nós descemos, o Brutus e a Saytus estavam muito felizes, muito felizes mesmo, olhando pra seus corpos, ainda não entendendo toda a doideira que causara em si próprios.


Brutus: e ai, onde tá o livro dos 3 anos?


Antonio: em um lugar bem guardado, e por mais que eu quisesse já partir direto para os 3 anos, eu acho que falo por todos aqui que nós precisamos curtir um pouco com esses corpos novos antes de começarmos a desejar os 3 anos, não é?


O Brutus não respondeu imediatamente, ele apenas olhou o próprio corpo um bom tempo, e não só ele, todos começaram a olhar um bom tempo o próprio corpo, até que o Brutus falou.


Brutus: e, acho que vou tentar entender por completo o 2 antes de buscar o 3


Antonio: só uma sugestão, mas eu esperaria 1 ano, sabe, até que as coisas novas de envelhecer mais devagar se adaptarem em você


Brutus: bom, você é o especialista aqui, então tudo bem, se cuida tá


Antonio: você também.


Nós nos reecontrariamos muitas, mas muitas vezes para nos despedirmos assim, mas não só eu e o Brutus, mas a Dandara e a Saytus sabíamos que algo mudou, algo que não conseguimos decifrar de imediato. 


Quando saímos do templo e voltamos nossas rotinas, conseguimos fazer nossas coisas de forma normal, mas ainda não podíamos parar de pensar que “algo mudou, eu mudei, mas no que?”. 


Levou meses para eu entender o que era, e quando eu percebi o que era, me senti um idiota por não ter entendido mais cedo, o que mudou é que depois de evoluir, depois de concegui envelhecer mais devagar, meu senso de tempo mudou. 


Tudo parecia ainda mais lento do que antes, ah, como se ser impaciente pela maldição dos super sentidos ja não fosse o suficiente, mas eu tentei não pensar muito nisso e apenas respirei, e como sempre, tentei me adaptar a esse novo ambiente que me coloquei, tendo resultados muito interessantes, realmente muito interessantes.


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