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A passagem de uma vida🌻3
💓No fundo do coração 💓
1447 palavras • 8284 caracteres • ⏱ 5 min 47 s

💓No fundo do coração 💓

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Eu fiquei em dúvida com o que a Ruiva quis dizer quando ela disse que nós fizéssemos mais coisas de casal, mas logo eu entendi um pouco melhor o que ela queria dizer. Agente tinha mesmo passado bastante tempo juntos, mas a maioria das vezes eram coisas que eu queria fazer, e por mais que ela tivesse gostado muito do que nós fizemos, ela queria decidir um pouco mais os lugares onde nós iríamos visitar, e eu aceitei numa boa isso.

Mas pra começar, a Ruiva não queria que agente visitasse lugar nenhum, nananananão, pelo jeito, ela havia conversado bastante com os outros, e ela fez várias músicas para eles, e queria que eu falasse o que é que eu achava, e eu aceitei sem pensar duas vezes. 

Sabia que, pelo jeito que ela tava conversando, ela tava bem nervosa, mas eu tinha certeza que ela teria feito uma música incrível. E a primeira música foi a do Davi, e eu já imaginava como ela queria ser.

(COMEÇO DA MÚSICA)\n\n


Pra começar, ela conseguiu criar um ritmo bem tranquilo, misturando uma guitarra, uma instrumental básica de baterias e ligando cada um deles com um baixo bem discreto por trás, junto com algumas palmas aqui e ali.\n\n


Na espada de um cavaleiro eu sempre me inspirei.\n\n


Eu queria ajudar todo mundo através da lei.\n\n


Meus pais me apoiaram, mas nunca precisaram me ajudar.\n\n


Pelo amor e dedicação eu sempre conseguia treinar.\n\n


Eu pensei que ela demoraria pra chegar naquele ponto, e eu tava certo, o ritmo continuou, mas eu notei que tinha uma pequena mudança, bem devagar, o ritmo da música tava ficando mais pesado, mas quase não dava pra notar nesse comecinho.\n\n


Meu treino continuava mas eu comecei a me perder.\n\n


Tudo por duas gemas que eu jurei pra sempre proteger.\n\n


Ignorei a raiva pensando que ela iria desaparecer.\n\n


Mas minha negligência só fez ela se fortalecer \n\n


Elas tinham tudo e eu não tinha nada.\n\n


Eu sangrava por doces e elas choravam por balas.\n\n


Eu ganhava por esforço elas ganhavam por pena\n\n


Elas me amavam e eu já não tinha mais certeza.\n\n


\nAgora já dava pra notar o ritmo bruto, que parecia tomar cada vez mais tanto o ritmo quanto a mente do Davi, até o Brutus ser criado, mas eu tava me adiantando, adiantando muito.

Meu amor me prendeu e disfarçou minha alma.\n\n


O meu eu verdadeiro eu tranquei numa jaula.\n\n


Mas ele quis sair e me perguntou por anos\n\n


Com uma grande força eu contive o grande caos.\n\n


\nEram apenas alguns versos, mas já dava pra perceber que a música tava se preparando para uma grande explosão de fúria, e eu tava bem ancioso pra esse momento chegar. E quando chegou, não foi nem um pouco bonito.

Aproveitando minha fraqueza, “ele” forçou sua saída.\n\n


Temi por minhas irmãs serem vítimas de sua ira.\n\n


O ódio foi despejado nelas, mas elas não o odiaram.\n\n


“Ele” gritou , bateu e xingou, e elas apenas se desculparam.\n\n


“Ele” gritou até a raiva esvaziar e a tristeza ser tudo o que sobrar.\n\n


Quando “ele” se acalmou, minhas irmãs o abraçaram.\n\n


Não ligando pro sangue que os dois derramaram.\n\n


Uma vez de novo no controle, minha família ajudou.\n\n


Mesmo com todos temendo o que minha magia criou.\n\n


“Ele” saía quando queria, e causava destruições sem iguais.\n\n


Preocupados, minha família me deixou com profissionais.\n\n


\nE então, a música bruta, um rokzão pesado, parecia estar mudando de novo, de forma sublime, como se estivesse mudando de rock, pra uma melodia triste, ou para uma espécie de melodia reflexiva, uma quase impossível de notar nesse ponto do rock, mas eu tinha experiência em músicas como aquela pra notar.

O castelo da loucura, era assim que eu o chamava.\n\n


Pois lá dentro, só tinha gente chamativa.\n\n


A manhã era um paraíso, pois eu apenas estudava e nunca falava.\n\n


A noite o inferno, porque sozinho minha mente era tudo que eu escutava.\n\n


Eu queria fugir, mas onde quer que eu fosse, ele me esperava.\n\n


Minha raiva e dor criaram um rosto, e ele sempre me culpava\n\n


Diziam que “ele” era eu, mas demorei pra acreditar.\n\n


Só depois de conversar muito, passei a o aturar.\n\n


\nMais uma vez, a mudança de ritmo ficou aí dá mais evidente, apesar de que essa mudança me mexeu bem mais que a mudança bruta do rock, talvez porque eu sabia o quanto aquilo significava, o quão doido a mudança bruta da mente do Davi pra aquele ritmo melódico era importante pra ele, o que me fazia relaxar no meio da música, a ponto de quase dormir se eu não estivesse curioso pra saber como a música iria acabar. 

Nós nos odiávamos, mas ficamos bons pra sair.\n\n


Eu tinha medo, mas pelo meu sonho, arrisquei partir\n\n


“Ele” tambem gostou de sair e parou de me causar dor.\n\n


Apenas para sair na caça como um grande predador.\n\n


Ainda fora, eu me irritava, e era a porta dele sair.\n\n


Eu dormia e acordava sem saber o que assumir.\n\n


Magos me pegaram e me levaram ao castelo.\n\n


Eu tava dormindo na hora e acordei me sentindo um flagelo.\n\n


Novamente no castelo, “ele” ficou mais mandão.\n\n


E eu odiava toda aquela relação.\n\n


Mas com o tempo, eu consegui ouvi-lo.\n\n


Mas estava cedo pra chamá-lo de amigo.\n\n


Na segunda vez, saímos melhor, mas sem nos controlar.\n\n


Tentamos se ajudar, mas o mundo não conseguia nos ajudar.\n\n


A nossa vida mudou tanto que eu deixava “ele” me apagar.\n\n


E pouco tempo depois, fomos colocados de novo lá. \n\n


\nEu já tinha ouvido aquela história do Brutus e do Davi, com sua visões de mundo diferentes, e com duas pessoas que pareciam entender melhor o que acontecerá com eles mesmos toda vez que eles me contavam o que eles passaram fazia cada experiência ser única e divertida, mas enquanto eu pensava aquilo, eu sentia a música mudando mais uma vez, não para outro ritmo, mas se mantendo no ritmo tranquilo e reflexivo, e antes de eu ouvir o finalzinho da música, eu pensei como não importa o que a Dandara falasse no final, apenas por tudo aquilo, a letra, o ritmo, a música em si, aquilo era algo tão incrível que fazia eu perder meu raciocínio e minhas palavras, e apenas querer desejar ouvir ainda mais aquela música, e isso era um feito incrível por si só.

Na terceira vez, tentamos aprender. \n\n


Era difícil, mas também permitiu agente se entender.\n\n


Eu pedi desculpas por machucá-lo tanto.\n\n


E ele se desculpou por não me ajudar tanto.\n\n


Entre o ódio e amor, achamos nosso lugar.\n\n


O mundo mudou, mas agente  podia aguentar.\n\n


Mas na vastidão do mundo, senti um grande aperto\n\n


Pois notei que eu era o falso, e ele que era o primeiro.\n\n


(FIM DA MÚSICA)\n\n


\nTeve um grande silêncio entre o fim da música, e a Dandara ali, tão cansada e suada por ter cantado uma música tão doida daquela forma. Eu pensei bastante sobre cada letra daquela música, pensando como aquilo tava mais perfeito do que qualquer coisa que eu pudesse dizer a ela agora. 

Literalmente, eu sorri, eu chorei, e a abracei com força, porque isso era tudo que eu conseguia fazer, a letra que ela fez era linda lindas demais, e não tinha palavras pra descrever as emoções que eu estava sentindo, e mesmo que elas existissem, eu não conseguia dizê-las, não agora pelo menos, eu tava emocionado demais. 

Era doido pensar que tanta coisa foi transmitida dessa forma em uma música que parecia tão simples, mas talvez fosse exatamente por ela ser tão simples e parência ter vindo tanto tanto do fundo do coração da ruiva que conseguia ser algo tão legal. E então agente se separou, e a Ruiva perguntou.

Dandara: e aí, o que você achou?

Antônio: bom, ela tá incrível, não vou dizer perfeita por causa do papo que agente teve antes, MAS ELA TA MUITO BOA AMOR

Dandara: tá falando isso como um crítico, ou como meu marido?

Antônio: eu estou falando isso como o amigo por mais de 20 anos do cara que essa música é baseada, é sério garota, você fez uma música absurdamente boa, uma música tão boa que eu mal tenho palavras pra descrever o quanto ela é boa…eu tô sem palavras.

E então a Dandara agarrou meu rosto, arfando e com uma felicidade tão grande que ela parecia quase em um frenesi, e então ela me beijou por todo o rosto, o que me deixou muito feliz.

Dandara: eu tenho tantas músicas pra te mostrar

Antônio: e eu vou ouvir todas elas com muito gosto, HAHA.


E com aquele clima absurdamente alegre, eu abracei minha esposa, amando o que agente acabou criando com o tempo. Hehe.

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