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A passagem de uma vida🌻3
🏆🤯🪄algo unico🪄🤯🏆
1920 palavras • 10562 caracteres • ⏱ 7 min 41 s

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Eu não fazia ideia do que poderia ter acontecido nesse quase um ano que eu fiquei fora, mas eu esperava que não tivesse perdido nada super importante, e de forma momentânea, fiquei com um pouco de medo da Dandara ter se divorciado comigo, mas aquela era apenas a voz pessimista na minha cabeça que se fortaleceu pelo tempo que eu fiquei sozinho, então eu apaguei ela quase totalmente e continuei meu caminho batendo na porta da minha própria casa, ficando com medo com o que poderia me receber.


Dandara: pode entrar.


Sabia que aquela voz era da Dandara, mas não sabia por que ela queria que eu entrasse ao invés de abrir a porta, e pensando que eu tava apenas sendo paranoico demais, apenas abri a porta, dando de cara com uma grande multidão, amigas dela, meus amigos, meus parentes, todas as pessoas que estavam juntos de mim e dela quando agente se casou. 


Eu recebi abraços, carinhos doces, e qualquer coisa que poderia de certa forma melhorar a minha condição em certo grau, e em outros graus podia me deixar mais nervoso, mas depois de tudo que todas essas pessoas já me viram passar, elas conheciam esse limite absurdamente bem, então eu apenas fiquei ali, só respirando fundo e tentando me acalmar.


E quando eu tomei água, comi, falei e deixei todo mundo menos preocupado com o meu estado, eu olhei para o Golem, e nossa, ele era divino, ele tinha uma carapaça amarela desbotada, mas ele parecia ser feito de ouro, ele tinha quatro braços, um cajado e uma espada, e ele não era bonito apenas como um mestre dos golens, mas ele também era muito lindo e bonito até para pessoas comuns, era como ver ouro andando, e mesmo assim, todo mundo apenas ligou pra mim, ninguém pareceu notar a coisa incrível que eu criei, e isso deixava coisas conflitantes em mim, até que eu cheguei na conclusão de “nossa, eu sou realmente muito amado” e isso me deixou muito melhor de várias formas, haha.


Eu queria entregar o Golem no momento certo, mas tinha certeza que eu precisava ficar com a mulher que eu amo por um tempo, então, eu dei a ela um gostinho do que agente provavelmente iria passar pelo resto do ano que vem. 


Agente ficou apenas na biblioteca, onde tudo estava silencioso, sem falar uma única palavra e não fazer nada além de ler, o que conseguiu melhorar muitas coisas que a festinha pra me ajudar fez, me deixou tranquilo, e disposto a fazer outras coisas. 


Também discuti com a Minha linda esposa sobre os livros um pouco, também ouvi um pouco sobre as coisas que ela passou no trabalho de carpintaria, ficando impressionado com o que ela já fez, e depois eu falei dos perrengues que eu passei quando eu tava criando o Golem, e quando falei detalhe por detalhe o que eu passei, ela cobriu a boca com medo e falou.


Dandara: sério Melzonho, as vezes eu me pergunto se você sequer é humano


Antônio: é, às vezes eu questiono isso também.


E depois de relaxar bastante, e de ficar o último mês do ano com as pessoas que eu amo, comemorando o natal, trocando presentes, e ouvindo falar da grande lenda do krampus, junto da do papai Noel, eu fiquei bem entretido, até o próximo ano chegar, e eu ficar ainda mais velho, e amar isso de milhares de formas diferentes.


E depois de ficar melhor depois do primeiro mês o ano, fui a propriedade da rainha, mas nao fui em direção ao grande castelo que era da Isabely, eu fui até a pequena comunidade dentro da propriedade da Rainha, e dentro daquela propriedade, em uma casa mais tranquila e humilde, eu encontrei o Rei, agora usando roupas ainda menos chamativas do que quando usava a coroa, parecendo bem mais um barão ou um conde do que um rei.


Rei: olá jovem, como posso ajudar


Antônio: ah, eu sou o Antônio senhor, aqui está o Golem que pediu


Rei: como…


Então, o Rei viu o Golem que eu fiz, e ele viu algo que eu percebi assim que me acalmei, aquele Golem parecia ser feito de ouro, ele exalava “ouro e glória” apenas o encarando, mesmo eu, que de alguma forma não consegui entender completamente o que eu fiz, conseguia ver que foi algo incrível.


Rei: agradeço jovem, agora se me der licença, pode me entregá-lo, aqui está o pagamento.


E então ele me deu uma bolsinha de moedas, pensei que era muito pouco, mas quando eu pus minha mão dentro da bolsa, vi que era uma bolsa sem fundo, e quando eu pus minha cabeça dentro da bolsa, eu vi que a bolsa era tão grande que a dimensão tinha tantas moedas de ouro que eu tinha certeza que não iria precisar trabalhar pelo que? 3, 4, talvez 5 anos e essas moedas poderiam me manter saudável, que doideira.


Antônio: ah, meu rei, você tem certeza que o que eu fiz realmente vale tudo isso?


Rei: jovem, se você fez realmente o que eu penso que fez sim, vale, mas não quero te dar falsas esperanças, então não vou te dar muitos detalhes do que é, agora vai, vá se divertir um pouco.


O ex rei falou enquanto pedia pra eu ir embora, eu não tinha muito o que fazer sobre isso, então eu apenas fui pra casa, não conseguindo entender completamente o que eu fiz.


Bom, no fim, eu não precisei pensar no que tinha de tão diferente por muito tempo, por que alguns dias depois, o Rei me pediu para visitá-lo, apenas para mostrar meu Golem, mostrando ele com vários amassados e marcas novas, mas nada daqueles ferimentos conseguia desfazer aquela sensação de “ouro e glória” que era olhar para o Golem, e então, o rei começou a falar.


Rei: senhor Antônio, pode ser estranho perguntar isso ao senhor, mas você se importa de que esse Golem carregue o seu nome?


Eu levei um tempinho pra processar o que ele falou, e quando entendi direito o que ele disse, ate eu falar.


Antônio: mas, por que?


Rei: por que o seu Golem é a solução para o problema que muitos nunca descobriram


Antônio: o que? Como assim?


Rei: o Golem que você criou é um Golem teórico, que na teoria, era possível criar, mas nenhum tecnomante foi capaz de criar mesmo 300 anos depois da teoria ser montada, e virou uma tradição por todo esse tempo cada Rei achar uma forma nova de motivar os jovens a descobrir o que essa fórmula era, até que meu bisavô, o rei Eloi, pensou que se parássemos de falar para todos que a fórmula era apenas teórica, teríamos resultados melhores, mas nós nunca tivemos algo tão incrível como o que você criou


Antônio: hummmm, talvez nenhum deles fosse louco que nem eu


Rei: sim, a loucura é um ponto importante nesse tipo de criação…da quase pra ver o sangue que você derramou fazendo ele…e então, ele é o que você pensava?


Antônio: não.


O Rei então olhou pra mim, pensando que eu estava imaginando algo ainda melhor do que aquilo, mas era o contrário.


Antônio: é muito melhor


Rei: foi o que eu pensei…esse carinha vai mudar como os golens serão vistos no futuro, principalmente a inteligência dele, eu conversei com esse carinha a muito tempo, e ele é muito bom de papo, me faz ter um pouco de medo o que pode acontecer com ele se ele se voltar contra nós


Antônio: de novo, eu não vou me responsabilizar se ele criar uma revolução


Golem: não se preocupe, eu não vou, e se acontecer, eu só vou matar os caras maus papai.


Wow, isso eu lembro de ter programado nele, mas não deixava de ser assustador.


Antônio: bom saber, o ex rei tem te tratado bem?


Golem: sim, e a rainha é ótima, ela é muito bonita e fofinha, e o senhor cavaleiro é bem legal, obrigado por me criar papai


Antonio: hmhm, obrigado por me permitir criá-lo.


Eu já tinha feito todo o tipo de coisa doida nesse mundo, eu criar um Golem inteligente o bastante pra me chamar de papai parecia a coisa menos doida que existia e então eu apertei a mão do meu querido Golem, sentindo na mão dele e ainda enquanto o observava a sensação de “ouro e glória” e de forma instintiva, falei.


Antônio: você vai fazer coisas incríveis no futuro


Golem: farei o meu melhor papai.


E sorrindo, eu puxei o Golem pra um abraço, colocar o meu lugar no grande hall da escola, depois do que eu consegui, tudo isso parecia tolo demais. 


Considerou se o que eu criei era algo digno de ir para um templo no futuro, talvez, apenas talvez fosse possível, mas só talvez, eu já tinha passado por muita coisa, e olha que eu apenas tinha criado “um” desses carinhas, talvez descobrissem uma forma mais fácil de criar ele depois, mas por enquanto, eu me sentia muito legal, porque eu seria o primeiro cara que conseguiu abrir a porta criar golens mais fortes, mais fracos, parecidos, diferentes tudo isso ia começar comigo…Eu virei um porteiro, e isso ninguém poderá tirar de mim. 


Nunca, jamais, eu pensei que essas coisas iriam acontecer comigo de alguma forma, mas com aquilo acontecendo na minha frente, eu senti um orgulho tão grande dentro de mim que eu transbordei de felicidade enquanto voltava pra casa.


Eu já esperava aquilo, de alguma forma, mas quando cheguei em casa eu abri a porta, vi um grande grupo de pessoas batendo palmas pra mim.


Brutus: PARABENS CARA


Saytus: muito bem, reconhecido pelo Rei, que absurdo


Dandara: ex Rei Say, não esqueça


Mãe: hmhmum, criando um Golem lendário, você sempre encontra um jeito novo de me surpreender.


Eu tava muito feliz, e eu tava me esbaldando pela forma como todo mundo tava so tao feliz comigo ali,mas mesmo assim, tudo em mim podia focar apenas na Ruiva, sorrindo e batendo palmas pra mim de forma tranquila e bem fofinhas, e depois de mais bajulações, mais parabéns e doces que eles compraram pra me deixar feliz depois de todas as coisas doidas que eu passei nos últimos dias. 


Encontrei um tempinho pra ficar sozinho com minha linda esposa, depois de muito tempo, agente conseguiu ficar ali, deitado no sofá, apenas respirando, e não importa quanto tempo eu descansasse, eu tava chegando num ponto onde só descansar não era o suficiente. 


Isso até que a Dandara colocar a mão no meu peito e fazer carinho em círculos ali, eu fazia movimentos como aqueles em mim mesmo pra me acalmar, mas quando ela fazia, a calmaria parecia ficar bem mais forte, nos dois respiramos fundo, até que ela falou.


Dandara: você tem mais algum compromisso?


Antônio: não


Dandara: agente pode se focar na gente agora?


Antônio: sim


Dandara: você quer ir em um lugar que você quer ir, ou em um lugar que eu quero?


Antônio: já tive o bastante de mim mesmo por um tempo, por que agente não só vai a um lugar aonde você quer ir?


E então, falando aquilo, a Dandara ficou na minha frente e afundou a cara dela no meu peito, tentando talvez ser posta pra dormir, haha, ela respirou fundo, e então falou.


Dandara: eu te amo


Antônio: eu também te amo.


E sentindo que teria uma folga de pensar em mim mesmo, eu relaxei, apenas gostando de poder fechar os olhos e parar de pensar, mesmo que fosse um pouquinho.


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