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A passagem de uma vida🌻3
☺️💓🥹agradeço🥹💓☺️
2082 palavras • 11972 caracteres • ⏱ 8 min 20 s

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Olhar cada uma das cartas foi algo interessante, por que eu olhei com cuidado cada uma das 300 cartas que eu tinha guardada, e 150 relíquias, objetos, itens trocáveis ou apenas o dinheiro especial do lugar onde eles moravam, foi interessante ver como nenhum desses lugares chegava perto do continente, cada um deles era um ponto do mar azul, branco ou vermelho onde eles ficavam fora do continente. 


Pra muitos clientes da Árvore e Halloween, aquilo seria apenas totalmente normal, mas ainda era doido pra mim admitir que eu ajudei tantas pessoas de fora do meu país assim, me fazendo pensar em que tipo de coisas isoladas países como esses deveriam estar passando, eu fiquei muito, muito tentado mesmo em ir com o Zorro nessas expedições, mas apesar de eu amar o cavalo, eu sabia que ele não tava pronto pra uma viagem na vastidão do mar, mesmo se fosse do continente pra uma ilha pequena, e por causa disso, eu acabe indo até o porto do continente.


O porto era um lugar bem comum, tinham barcos grandes dignos de máquinas de guerra para ajudar nas defesas, como coisas simples como barquinhos frágeis que não pareciam sequer conseguir aguentar o balanço do mar. E eu não busquei nem um e nem outro, eu busquei um meio termo, um dos milhares de barcos no porto que já estavam preparando para levar várias pessoas para a ilha que eu queria visitar.


Eu separei e organizei cada uma das cartas, conseguindo fazer não apenas um cronograma bom, mas eu separei as cartas por distância, tempo pra ficar na cidade, e “quem eu levaria comigo”. Do tipo, se eu deveria levar o Brutus, o Davi, a Dandara, a Saytus ou o Jay pra cada lugar, ou às vezes, uma combinação ou até todo mundo junto, mesmo que fosse raro eu levar todos comigo.


Haaaaaah, levou um século pra eu me acostumar com o balanço do mar, o mar azul era bem mais agressivo do que o mar branco, os barcos do mar branco eram tão estáveis que pareciam estar flutuando no ar. 


E tinha o absurdo mar vermelho, nas profundezas mais fundas da terra, um lugar tão quente que eu precisava usar constantemente uma máscara pra eu não sufocar com os gases tóxicos do magma fumegante, com um navio feito de ferro puro. O fato de que eu cheguei até a ajudar pessoas que viviam em territórios como aquele me deixou fascinado e muito assustado se realmente os ajudei o suficiente.


Ainda tinham os povos “menos dominantes” povos que eram inteligentes o bastante pra serem considerados Humanos, mas não grandes o bastante para serem considerados uma nação, e quando encontrei cada um desses povos, apenas ali que eu notei o quanto de gente eu ajudei, eu andei no meio e sereias, harpias, minotauros, centauros, aracnes, medusas, zumbis. Era impressionante pra mim o tipo de vilas pequenas com pessoas tão diferentes que eram consideradas Humanas, me fazia imaginar quem criou o termo “Humano” pra inicio de conversa.


Mas apesar de todas as minhas viagens, eu não tive a honra de conhecer ou esbarrar em um único anjo, sim, eles eram reais, e eram tidos como os “primeiros a existir, e os últimos a extinguir”, eles eram os guardiões das raças e os filhos mais próximos de deus(isso se ele realmente existisse), e exatamente por causa disso, não era muito fácil vê-os ou reconhece-los, eles normalmente apenas apareciam em formas enfraquecidas para aqueles que realmente precisavam, e não por conta de um mero capricho, algo que eu estava fazendo agora, hum, bom, pelo menos eu me diverti com as outras coisas.


E ainda tinha as aventuras que eu tinha com meus amigos, o Brutus e o Davi eram as pessoas perfeitas para eu puxar uma briga com os locais, eu perdi a conta de quantas vezes eu fui preso com aquele lobo, fiquei até impressionado como eu não fiquei com fama ruim nos lugares. 


O Davi despertava meu lado mais sábio, me transformando em um sábio sempre que eu ia pros lugares, conversar e fazer cada pessoa nas ilhas pensar sobre a forma que eles viam o mundo e a forma como faziam as coisas, claro, a gente não passava do limite, mas ainda era divertido, ainda mais com as coisas que os povos ensinavam pra gente também.


A Dandara, minha linda esposa eu levava pros lugares com melhores restaurantes, eu dizia que queria apenas mimá-la um pouquinho, apesar dela acabar pagando a parte dela toda a vez, eu via como ela tava feliz sempre que agente entrava em um restaurante de casais, e onde agente precisava provar que éramos de verdade, os beijos intensos que ela usava como prova eram a minha parte preferia naquelas viagens.


A Saytus era bem divertida por sempre encontrar lugares interessantes nas vilas, como o ponto das cantorias nas vilas das sereias, a pista de corrida na vila dos centauros, o ponto de correnteza suave das harpias, o campeonato internacional de tapas dos minotauros. Ela conseguia encontrar tudo em meio ao caos que eu sentia que sempre estava, ela sempre conseguia achar o oásis dentro do caos daquelas pequenas vilas.


O Jay nem tinha muito o que fazer, ele apenas ficava quietinho enquanto me seguia, o que eu amei, ele era perfeito para aquelas viagens onde não queria nenhuma surpresa, sempre que eu viajava com ele, a viagem acontecia exatamente como eu planejei, e como sempre, o Jay er aquele tipo de amigo que era bom quando você não queria falar muito, e eu tinha muitos dias assim, muitos e muitos mesmo.


E olha só, cada um dos presentes que eu recebi dos viajantes foi algo incrível, as vezes eu podia gastar em um doce ou lembrancinha boa, as vezes ele conseguia ser usado pra fazer um feitiço ou um efeito doido na cidade, (um deles até fez um raio de luz divino descer em cima de mim). Não era nada impressionante, mas nessas coisas simples, eu conseguia sentir a verdadeira sinceridade o gesto, porque eu conseguia ver como eles queriam mostrar a simplicidade de seus mundos, mundos que eu, de alguma forma, ajudei a salvar, algo que eu gostava de ver como eu ajudei mesmo.


Mas o que me deixava bem mas feliz do que tudo era quando eu encontrava os viajantes, eles estavam da forma mais variada possível, alguns viraram Reis da ilha, outros viraram simples fazendeiros ou outros tipos de camponeses ou burgueses honestos, outros viraram heróis ou guardiões, que estavam dispostos a dar suas vidas para defender a ilha, tendo uma grande ovação e fans. E muitos conseguiram desaparecer, esquecer das pessoas que os machucaram tanto sem que elas os encontrassem no processo. Mas uma coisa estava sempre clara em cada um deles, que era a alegria daqueles que decidiram me ouvir.


Os Reis pouparam a própria família, apenas para deixá-las aparecendo em punições piores que a morte, as impedindo de se matarem. Os camponeses que queriam se vingar, mataram os mercenários e bandidos que destruíram suas vidas, mas não por vingança, mas sim por justiça, pra impedir que aqueles monstros criassem mais vítimas. 


Muitos dos heróis ou guardiões fizeram o que eu falei e ficaram em casa, pelo menos o suficiente para eles serem adultos capazes de entender e aguentar a verdade do mundo doido que eles queriam passar. 


Muitos amantes se desfizeram de suas namoradas tóxicas e super ciumentas pra namoradas mais fofinhas e calmas, ou muitas vezes eles ficavam sozinhos, mas pareciam ainda bem mais tranquilos do que quando estavam com as ex namoradas.


Haaaaa, falar com cada um deles foi algo interessante, porque vendo como as vilas, pequenos reinos e outras coisas que eu ajudei tanto estarem tão saudáveis era realmente algo muito legal, eu achei realmente um pouco estranho como eu consegui ir pra bem longe do continente, mas apesar de tudo, tinha uma parte de mim, uma voz que se silenciou a muito tempo, mas depois e tudo que eu já passei, ela começou a se fortalecer novamente.


Antônio: eu quero mais. 


O desejo constante e cada vez mais forte por ainda mais, mais mundos, mais culturas, mais povos, mais línguas, eu dediquei um tempo absurdo apenas pra aprender sobre mais línguas dos outros povos, eu não fiquei fluente em todas, mas fiquei bom o bastante pra ter conversas basicas.


E quando eu confirmei que meu espírito aventureiro voltou, fiquei bem pensativo se eu deveria ir com cuidado em um ponto para dentro do mar vermelho novamente, algo simples, mas que eu consegui fazer sem problemas.


Depois de pedir a ajuda de muitos dos meus amigos, eu fui até o mar vermelho sozinho de novo.


Ir para o mar vermelho era engraçado, primeiro, eu tinha que ir até uma das várias cavernas que os trolls criaram, e seguir o limo brilhante que eles criaram lá, depois eu tinha que colocar uma máscara pros gases tóxicos, e quando eu cheguei lá, eu fiquei realmente impressionado com o que eu vi.


A terra, para muitos, era redonda, mas era além de redonda, ela era oca, e no ponto oco da terra, existiam Trolls, vampiros e elfos. Tudo junto com um mar absurdo de magma, que apesar do quão tóxico e o quão perigoso era, o mar vermelho era algo muito bonito. 


Os barcos pra viajar nesses lugares eram todos feitos de um ferro puro que não derretia fácil, pelo menos quando eu entrei no barco, ele não balançava, na verdade ele parecia mais uma carruagem de tão estável que era, e com todo o brilho, as partes pretas e partes vermelhas, e partes brilhantes, cada uma delas conseguia me hipnotizar tanto que eu sequer notava que eu tinha chegado no lugar.


Eu tava pensando em ir visitar os elfos, mas decidi tentar ir pra um lugar diferente, e decidi ir até os vampiros, pra ver como eles eram, e eu me impressionei com o que eu vi, o mar vermelho, que estava quente como brasa era habitado por varios vampiros diferentes, vampiros que conseguiam nadar no magma sem se machucar, wow, e eu fiquei ainda mais impressionado vendo como alguns vampiros tavam realmente derretendo, mas eles não saiam do magma, nossa, a regeneração os vampiros era algo impressionante, eles conseguem se regenerar mesmo sendo derretidos em lava fervente sem precisar sair dela.


No fim, eu apenas decidi ir em um ponto turístico do reino vampiro, um lugar com uma grande estátua do pelé de chumbo, o vampiro que conseguiu nadar no ponto mais quente e profundo do mar vermelho, conseguindo coletar minérios, peixes e outros ingredientes capazes de criar pratos absurdamente deliciosos.


Também tinham contos e histórias de grandes ferreiros que conseguiram criar facas, e objetos de cozinha divinos que eram protegidos a sete chaves por até os dias de hoje. 


Além de que haviam muitos vendedores que vendiam grandes especiarias em colares, a maioria eram especiarias usadas pra acalmar, aumentar um sentimento em específico, e vendo aquilo, eu comprei um colar com um potinho de vidro que tinha uma especiaria que deixava as pessoas mais calmas.


E vendo como os vampiros levavam tão a sério o lance da culinária, decidi comer um franguinho normal em um restaurante, eu queria ver como era a comida e um restaurante comum antes de ir nos melhores dos melhores. 


E olha, eu me surpreendi de forma absurda, porque era estranho como aquele frango era uma das coisas mais deliciosas que eu já provei, ao mesmo tempo que não incomodava meus super sentidos, era muito doido como apesar daquele sabor era tão novo pra mim, mas não parecia irritava a sensibilidade da minha língua nem nada do tipo, eu até cheguei a criar um sinal de interrogação pelo tamanho da dúvida dentro de mim, e o humilde vampiro que cozinhou meu prato olhou pra mim, com um sorriso de conforto.


Cozinheiro: língua sensível?


Antônio: é, pode se dizer que sim.


Eu não falei mais muita coisa, mas junto com aquele prato, em uma cozinha “comum”, eu tive uma ideia muito melhor no nível de seriedade da culinária dos vampiros, até agora, essa era a primeira vez que eu comia um prato tão novo e que não ativava meus super sentidos e alguma forma, um tipo de sabor que facilmente poderia me fazer voltar aqui, mais precisamente com a Dandara, ela iria amar esse restaurante de forma incrível.


Antonio: eu sinto que eu encontrei ouro


Cosinheiro: ouvimos isso mais frequentemente do que pensa, sir


Antonio: imagino o por que


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