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A passagem de uma vida🌻3
😡🤜🤛😡revanche, parte2😡🤜🤛😡
2068 palavras • 11562 caracteres • ⏱ 8 min 16 s

😡🤜🤛😡revanche, parte2😡🤜🤛😡

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Quando o Midas caiu, e ficou apenas eu e a fadinha ali, eu sabia que a luta ia ser boa. Então eu não me segurei, e já comecei a criar o Alef, e quando eu fiz isso, a Saytus foi correndo na minha direção, e na hora, eu invoquei mais uma página, uma que não foi criada apenas em mim, mas no próprio Zorro.


Antônio: grimório dos golens, página 8, membros foguetes.


E então, eu criei grandes botas pra mim, e imensas ferraduras com foguetes para o Zorro. E então, sem nem perder tempo invocando os golens menores, eu bati na Saytus, e então a corrida começou, agente correu em cima dos cavalos com uma brutalidade tão grande que agente começou a voar, parecia algo simples, mas cada vez que agente ficava perto um do outro, quase 100 golpes eram transferidos, e pros menos experientes, parecia que nós éramos apenas borrões.


Os golpes da Saytus não eram apenas rápidos, eram pesados a ponto de me jogar pra trás, e que me machucavam muito, mas eu não sangrava, nem tinha nada quebrado, o manto que eu consegui era de primeira qualidade, mas cada vez mais sentia o meu manto se desgastando, ficando mais rasgado, e se destruindo cada vez mais apenas para aguentar ainda mais os golpes da Saytus.


E durante esse tempo eu acertei a Saytus tantas vezes que eu senti como a garota também estava com uma carapaça tão forte que ela nem precisava regenerar os próprios membros de novo.


Nós dois não tínhamos técnicas de defesa, apenas técnicas de puro ataque, força e com a defesa totalmente aberta. Cada corte, cada pancada, cada perfuração, tentou me pegar, até que o meu manto foi perfurado, e eu vi meu sangue novamente.


Por mais estranho que fosse, tinha algo estranho em ver meu proprio sangue depois de tanto tempo, mas aquilo estava longe de ser o bastante pra me parar.


Com muitos golpes extras, eu consegui acertar a oitava página da armadura pisada dos braços biônicos, conseguindo arrancar 2 braços da Saytus, mas ela não ligou e o regenerou de forma instantânea.


Nós não envolvemos os cavalos nisso, e olha só, ela não atacou meus golens, quando o Alef e o Yago chegaram para lutar, eu notei, como ela tava usando apenas um cajado, sendo que ela tinha dois, pelo que eu lembrava.


Mas não parecia ser por consideração, quando meus golens se prepararam pro ataque, vi que o cajado que ela não usou estava cheio de poder, e quando ela preparou o cajado, ele criou um canhão pra própria mão, dando um disparo que jogou o Yago para trás, e depois ela fez o mesmo canhão virar uma espada e depois fez uma colisão com a espada do Alef pra joga-lo para a esquerda.


Wow, era nesse momento que ter 4 braços e 4 pernas realmente compensa, eu não sabia como aquilo ia ficar, mas depois de tanto tempo eu dei uma jeito que a Saytus ficasse presa num triângulo imaginário com nós três em volta dela, e ela tinha um sistema bem interessante pra lidar com nós 3. 


Ela conseguia atacar a mim e o Alef sempre que agente se aproximava, e quando o Yago atirava seu feitiço, ela o desfazia ou o parava no meio do caminho. Ela sempre perdia um pouco do tempo e era machucada, mas ela sempre conseguia acertar o tempo pra me acertar, me cortando ou me atingindo com um grande feitiço.


E olha só, ela atingiu um feitiço da página 10 em mim, não sabia como eu deixei ser pego por aquilo, mas o feitiço era bem simples, era um feitiço que fazia minha própria carne ficar tão quente que eu me sentiria em um forno a ponto que nem os feitiços de frio podiam me ajudar, eu suei como um porco, mas no meio do choro, com o meu rosto vermelho de tanto calor, o calor da batalha conseguia me deixar ainda focado, mas eu subestimei o calor, porque ele ficou tão quente que eu comecei a ficar cozido por dentro, a ponto de ter queimaduras em pontos aleatórios do corpo.


Mas então, quando a Saytus decidiu aguentar uma bola de fogo do Yago, fiz um truquezinho que era colocar o meu feitiço número 10 atrás dele, a Saytus até conseguiu nota-lo, mas já era tarde, sendo pga na mesma moeda, enquanto eu cozinhava dentro da minha própria roupa, a garota era espetada em todas as direções por grandes parafusos do tamanho de braços, criados pelo próprio sangue dela.


Então, agente continuou lutando, com meus golens fazendo o máximo que podiam, até que os dois ficaram com uma magia tão baixa que eles caíram desativados no céu pela falta de mana, e depois de eu disparar mais e mais socos inbloqueaveis, e a Saytus disparando cada vez mais mísseis detectores de gravidade em mim. 


Nós chegamos em um impasse, onde eu fiquei sem mana primeiro, mas eu nem liguei, eu continuei correndo com o Zorro pelo ar, desviando dos mísseis e vendo a garota se regenerando, até que eu consegui chegar perto dela e continuar atacando e atacando ela, fazendo ela usar a magia, meu manto ficou cada vez mais rasgado, mas mesmo sem magia, o tecido feito de couro de dinossauro conseguiu me defender até eu conseguir zerar por completo a magia da Saytus, mas a fada não tava satisfeita.


Agente então começou a se bater, primeiro agente usou nossos cajados, mas depois de um tempo, nossas mãos ficaram tão encharcadas de suor, sangue e uma terceira coisa que eu não sabia o que era. Que os nossos cajados caíram das nossas mãos, nós continuamos brigando e brigando, agente até esqueceu que nós éramos magos por alguns segundos.


Bom isso até agente sentir que a nossa magia voltou o suficiente eles usarmos feitiços, nos voltamos a usar ataques, e mesmo sem nossos cajados, nós sabíamos o suficiente dos jogos para conseguirmos jogar feitiços, e mais uma vez, ela jogou o feitiço da 10 página em mim de novo, mas seu aguentei, e joguei o feitiço dos parafusos de ferro nela também. 


O calor quase me matou ao mesmo tempo que eu quase destruí o corpo da Saytus, eu já tinha perdido toda a noção de realidade, pra mim, existia apenas aquela batalha, uma batalha que eu não podia perder, e o Zorro entendia isso muito bem. 


O Zorro se manteve comigo o tempo todo, mesmo quando ele começou a ser atingido, machucado, e até teve seus 4 cascos quebrados, o corcel não parou e continuou correndo comigo, a ponto que ele aprendeu a curar os próprios cascos no meio do combate. Tentei não ficar muito animado, mas eu conseguia ver como o meu querido corcel havia se completado, ele estava completo, ele havia chegado no ponto 100%, ele evoluiu, meu corcel “simples” se transformou em um corcel mágico capaz de até me transferir um pouco da magia dele pra mim.


Eu fiquei impressionado que meu manto durou muito tempo, apesar dele estar muito rasgado e cortado em vários lugares, e ainda sujo com sangue meu, do Zorro, do senhor purpurina e da Saytus, o manto ainda conseguia me proteger, na verdade, depois que ele parou de ser um manto bonitinho e cheio de detalhes, a defesa dele pareceu ate a melhorar de forma absurda.


A Saytus não usava uma armadura, mesmo em seu momento mais simples, ela continuou confiando apenas em sua carapaça, então quando agente chegou em mais um ponto onde nossa magia ficou esgotada, o que eu tinha certeza que era a décima oitava rodada assim, voltamos a nos espancar, e então eu senti, o poder dos punhos da Saytus tinha enfraquecido, e naquele momento, o último ponto de adrenalina parecia ter pego meu corpo e então eu me afastei dela, e me preparei, a Saytus parecia entender o que eu estava prestes a fazer, e mesmo assim, ela não conseguiu me parar.


Antônio: grimório dos golens, nona página, bola de chumbo.


E então, usei cada resquício da minha magia para disparar uma bola de chumbo bem na cara dela.


Mas a Saytus me enganou, enquanto disparei aquela bola, a Saytus preparou sua arma, e então, fez a lâmina de sua lança se alongar, até me acertar bem no ombro.


O meu ombro foi perfurado de forma tão violenta que eu fui arremessado por chão, eu até tinha me esquecido que agente tava cavalgando no ar por tanto tempo.


Aaaaanh, eu tinha sorte que o Zorro era meio independente, porque quando eu caí, ele me pegou. E enquanto eu era pego, eu consegui ver como o meu feitiço atingiu a Saytus e partiu ela ao meio…e vendo como nenhum médico foi pegar ela, eu queria pensar que a Saytus estava bem, afinal, eu me sentiria mal se eu tivesse matado minha amiga, mas com minha visão falhando, decidi me permitir desmaiar, haaaaaaa.


XXX


XXX


XXX


E então, eu desmaiei, deveria ter ficado no escuro por bastante tempo, mas então, eu acordei na ala médica do lugar. Então me sentei na cama onde eu fui colocado e comecei a tocar meus ferimentos, uma perfuração no ombro, vários cortes nos braços e nas pernas, várias marcas de queimaduras de terceiro grau e muitos ossos rachados, algumas delas iriam deixar cicatriz, mas essas seriam cicatrizes que eu iria gostar bastante de mostrar


Fiquei devaneando um pouco quando tava na ala médica, pensando em como era estranho pensar que, apesar de todos os feitiços super poderosos e doidos que eu descobri, as batalhas que eu conseguia depois de virar adulto eu acabava me machucando muito menos do que quando eu era uma criança, não importa quanto tempo levasse, eu ainda não tinha me acostumado com esse “lance” que tava acontecendo comigo agora. Hummmm.


Depois de um tempo, a Saytus apareceu pra me ver, e como eu pensei a garota não tava com nenhum arranhão.


Antônio: cara, fadas são incríveis mesmo


Saytus: somos criadas pro combate, daaah, mas me fala, como é que eu fui?


Antônio: você foi ótima…cadê todo mundo?


Saytus: trabalhando


Antônio: trabalhando? Por que?


Saytus: cara, agente ficou lutando por 4 dias seguidos.


A naturalidade com o que ela falou isso me deixou bem surpreso, a ponto que eu tive que piscar algumas vezes, só pra ter certeza que eu não ouvi nada errado.


Antônio: espera, o que?


Saytus: pois é, nós ganhamos permanentemente o certificado de monstros, não acho que tenha muita gente, sem contar os guerreiros que são proibidos de lutar nessas competições, que conseguem acabar conosco


Antônio: jura? Tipo quem?


Saytus: ah, você sabe, tipo, os cavaleiros de fronteira, os magos da corte, e os mordomos pessoais do palácio, hehe, esses caras tão em um nível completamente diferente da gente


Antônio: talvez, mas eu ficaria feliz em conseguir conhecer eles uma hora ou outra


Saytus: um dia Tony, um dia…e aí, tá sentindo alguma coisa?


Antônio: cansado, mas com fome não


Saytus: como eu pensei, você aprendeu a criar água e nutrientes dentro do seu corpo com sua magia


Antônio: espera, é possível aprender isso?


Saytus: até é, mas é muito muito difícil, é algo tão complicado que não tem registros desse tipo de poder fáceis de conseguir


Antônio: nossa, que coisa…hmhmhm, tô me sentindo tranquilo e feliz, pelo menos por enquanto, e você?


Saytus: é, pra mim é o bastante por um tempo também…


Antônio: e aí, já conseguiu alguém?


Saytus: ah não, acho que eu vou ser pra sempre a solteirona do grupo


Antônio: se é o que você realmente quer, eu vou respeitar


Saytus: isso, respeita.


Ha, papos assim que me fazia me lembrar que a Saytus é a minha amiga, minha amiga de verdade, e de forma irônica, o fato dela ser tão a minha amiga assim, eu sentia que conseguia sair no braço assim com ela sem perder a amizade.


Antônio: tô feliz de ser seu amigo


Saytus: eu também.


E com um aperto de mão, usando toda a força que meu corpo ainda cansado pelo sono permitia, consolidei a minha amizade com a fada. Pelo que a Saytus me informou, por 4 dias seguidos, agente consolidou cada vez mais nossa amizade, o que me fez pensar onde os outros estavam, se eles estavam fazendo alguma coisa, mas eu tentei não pensar muito nisso e apenas tentei relaxar, pensando apenas nas doideiras e lugares que visitaria assim que me recuperasse.


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