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A passagem de uma vida🌻3
😡🤜🤛😡revanche, parte1😡🤜🤛😡
2189 palavras • 12262 caracteres • ⏱ 8 min 45 s

😡🤜🤛😡revanche, parte1😡🤜🤛😡

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Quando o dia do torneio chegou, eu saí de casa mais cedo que eu conseguia, ou seja, o sol nem tinha saído direito ainda, eu andei com muito cuidado por toda a cidade, pra não acabar esbarrando em alguém sem querer, algo que eu tinha certeza que não conseguiria fazer pelo quão cedo eu tava, mas não queria tentar a sorte. 


Ah, apesar de não ser um nerd de estruturas, eu conseguia dizer que o Coliseu das corridas era algo lindo de se ver, ele parecia projetado especificamente para aguentar todas as loucuras que aconteceriam lá dentro, quase como se fosse uma extensão da própria brutalidade da arena. 


Eu me sentia que sempre ficava um pouco mais solto quando ia para lá, ali, dentro daquele lugar era onde meus desejos mais brutais e primitivos, desejos que permitiram a minha espécie sobreviver a tanto tempo poderem ser liberados sem machucar ninguém, e eu tava muito ansioso por isso.


ficando perto daquela arena, eu respirei bem profundamente enquanto sentia meus músculos já se preparando pro combate, e eu amava aquilo.


Após me inscrever, fui levado pra um ponto onde eu podia cuidar do Zorro e colocar meu equipamento para as batalhas, no coliseu, você podia pegar emprestado uma armadura, mas trazer uma armadura você mesmo era basicamente recomendado ali, eu estava no meu canto, arrumando meu manto e ativando meus feitiços de força, ao mesmo tempo que eu colocava a armadura no Zorro, junto com alguns outros feitiços, tudo misturado também com feitiços de defesa.


E junto do ponto e preparo, eu via, o Davi, a Saytus, o Joao, o Jay, e o Midas, haha, não achei que o loiro iria voltar apenas pra lutar comigo, mas o interessante era que, eu conseguia ver que, seja lá o que o loiro estava passando pra me enfrentar, não havia acabado, ele parecia "incompleto", de forma que não dava pra explicar de forma simples, e o próprio parecia saber disso, ah, mais uma forma de tentar entender a diferença dos poderes dos seus oponente, boa, a batalha dele seria bem interessante, haha.


E depois de nos sermos chamados, fomos levados para uma estrada de neve que ficou cada vez mais funda enquanto cada um dos guerreiros e outros cavaleiros foram comigo, até chegarmos na parte externa do lugar, voltando a grande ovação, brilho, barulho e caos que eu já tava acostumado, mas eu tava tão ocupado pensando na luta que o barulho do lugar sequer chegava perto e me incomodar.


Eu apenas cavalguei, esperando que o pandemônio começasse, mas tudo que eu senti na primeira volta foi a sede de sangue super intensa que os meus colegas exalavam, e eu amava isso, e então, o pandemônio começou, explosões, fumaça, feitiços pra todo lado, cortes e flechas pra todo lado, e muitos gritos sangue e ossos voando pra todo lado, eu fiz a minha parte e até ataquei e derrubei muitos magos, os fazendo cair no chão de forma quase instantânea. 


E quando toda a explosão de fumaça parou na metade da primeira volta, eu vi que todo mundo tinha caído, deixando apenas a Saytus, o Davi e o Midas no caminho. Bom, o Jay estava ainda de pé, mas o Davi com um novo golpe fez o gigante cair na neve e não levantar mais, de forma que ficaram apenas nos 4 ali.


Dei um tempo pra mim mesmo apenas apreciar que a batalha foi tão rápida que a neve, que da última vez virou lama de tanto sangue que foi derramado nele, estava tão cristalina que parecia algo puro e intocável pelos outros, puro demais, precisava sujar aquele lugar com um pouquinho de sangue.


Pensei nisso enquanto eu pegava meu grande cajado e já tava preparando o grande Alef e uma surpresinha pros meus amigos bem atrás de mim, enquanto o Davi vinha direto até mim, então eu já falei, na hora.


Antonio: grimório dos golens, oitava página, pistão de força.


E então, uma armadura diferente foi colocada em meu braço, não havia defesa ali, apenas a força mais bruta, e junto com a máquina até cobrindo meu cajado, o transformando em um grande porrete de ferro, o Davi sofreu um dano tão grande que ele foi arremessado na parede e quebrou ela.


Wow, eu pensei que eu exagerei, até que eu vi o Davi voltando, com um caminho de força que eu conhecia muito bem, e com a lâmina dele ficando mole, ele já invocou uma das proprias tecnicas dele, também, criando uma grande águia com sua espada.


Davi: caminho dos céus, terceira forma, disputa territorial.


Uuuuuuh, que chique, então ele me reconheceu como um igual, maneiro, então eu me preparei e comecei a trocar golpes divinos com ele, alguns acertos agente colidia as armas, meu cajado com a espada ele, criando o som de duas carruagens de ferro puro batendo uma na outra. Ele acertava algumas vezes, e apesar da dor do golpe, eu conseguia aguentar graças a pele de dinossauro que meu novo manto foi costurado, e quando eu acertava o Davi, eu senti que ele conseguiu um material bem decente para a própria armadura também.


Então, eu senti algo sinistro, não sabia como, mas o Davi parecia ter criado uma técnica pra impedir que eu criasse os golens, mas eu fiquei tranquilo e esperei, mesmo que doesse muito eu me afastei um pouco, e tentei entender todas as regras daquela técnica, demorou, e me fez chegar no ponto em que meus braços mecanizados foram destruídos e eu tive que substituí-los. 


Chegando num ponto onde eu fui jogado para a parede(mas pela minha técnica com o Zorro, eu consegui me ajeitar na parede sem ser jogado nela), eu consegui entender como fazer meus golens serem montados mesmo com a técnica, só precisava respirar e desviar dos ataques das formas certas, e o Davi pareceu notar o que eu estava fazendo, e me desafiou a ainda procurar as brechas na técnica ele, um desafio que eu humildemente aceitei.


Nós continuamos com aqueles golpes, também usando nossos corcéis pra lutar, eu até cheguei a me afastar um pouco dele apenas pra voltar com tudo já com um golpe preparado. Também me afastei pra jogar o máximo de feitiços que eu conseguia, como a segunda página, "debandada de animais mecânicos" modelo elefante, além da terceira página, o punho de estilhaços, junto principalmente da primeira página, que era o grande olho lazer. 


Mas o Davi não ficou pra trás em nenhum momento, ele disparou muitas flechas pra mim, flechas explosivas, flechas elétricas, flechas sônicas, e flechas flamejantes. É, parece que alguem se manteve ocupado. Mesmo não levando nenhum golpe de forma direta, apenas sentindo a pressão do ar de cada golpe que as flechas davam, eu sentia um poder digno dos grandes golpes que ele dava em mim.


Então, uma águia foi até mim, levei um tempo pra notar que aquilo não era uma águia, é uma lehca de ferro com tanta aura que ela conseguiu derreter naquela forma estranha pra mim, mas já era tarde demais, quando a Águia veio ate mim, uma grande espada cortou ela em dois, eu fiquei feliz, mas o Davi parecia já esperar por isso cortou meu querido Alef, foi um corte profundo, recheado com muito mais que ódio, era vingança. E eu senti, através do pônei do Davi que o próximo golpe seria absurdo, então fiz o Alef defender o ataque, mas o dano que ele recebeu estava aumentando, e Davi estava amando aquilo.


Bom, isso até ele ser atingido por um jato de chamas absurdamente quente, quente o bastante pra derreter a armadura dele no próprio corpo. Davi não perguntou de onde o golpe veio, ele apenas se defendeu e atacou logo em seguida, encontrando de forma instantânea o Yago, meu segundo golem nomeado que era capaz de criar feitiços ao invés de apenas ataques simples.


O Davi olhou o Yago, e se colocou em posição de batalha, enquanto o Yago continuava jogando muito fogo nele, fazendo a armadura derreter cada vez mais, mais, e então o Alef chegou e cortou o Davi, mas ele não se moveu, ah, eu sabia o que iria acontecer, então respirando fundo, fiz os meus Golens se afastarem com a defesa bem alta, mas não adiantou, em um segundo eles estavam ali, e no outro, eles não estavam mais. Vários cortes aconteceram bem na minha frente, reduzindo os meus Golens a entulho, enquanto eu e o Davi falamos ao mesmo tempo.


Davi: estilo selvagem, 5 forma, chuva de penas


Antonio: grimório dos golens, nona página, bola de chumbo.


E então, o Davi cortou a distância entre nós, e ficou a centímetros da minha cara, então eu dei um golpe nele com meu cajado, jogando ele violentamente pra trás.


O Davi logo tentou voltar a atacar, até que ele viu o Alef e o Yago, não inteiros, mas mesmo quebrados, a minha magia ainda os mantinha de pé, o Davi nem ligou pra isso, ele cortou ainda mais a ponto de deixar os dois em frangalhos, mas eu ainda conseguia controlá-los, e ele até cortou mais intensamente, impedindo que minha magia conectar os pedaços, e o mais dificil que fosse eu fiz conexões novas no calor da batalha.


Tudo isso enquanto eu preparava meu feitiço final pra derrubar o Sapien. O Davi parecia prestes a recitar mais uma de suas artes marciais, mas ele nunca faria isso, porque eu invoquei uma bola de ferro, na teoria "simples" mas quando eu a disparei ela precisava de tanto poder pra se manter no ar que causava uma pressão no ar que varria toda a neve pra cima.


O Davi até notou a bola, mas notar não adiantava, uuu, esperto, ele entendeu na hora que não podia defender e desviou pra esquerda, mas o Alef e o Yago o seguraram, e mesmo segurado dois golens nomeados, o Davi ainda conseguiu sair do aperto de alguma forma, e usando toda a força que eu ainda tinha, eu mudei a trajetória da bola, fazendo com que ela acertasse o Davi na barriga.


Bingo, eu acertei ele bem no diafragma, tinha certeza que o Davi tinha treinado pra aguentar esse tipo de dano, porque ele continuou correndo e me atacando mesmo depois de receber um ataque forte o bastante pra ele tossir sangue, mas numa batalha de três contra um e com a respiração falhando deixava complicado manter qualquer tipo e ritmo.


E eu ainda fiz uma questão bem grande de pressioná-lo ao máximo,o não dei ele tempo de respirar, não dei a ele tempo de se recuperar, não dele ele tempo sequer de piscar ou pensar, desfazendo os meus golens nomeados, eu continuei atacando e atacando o Davi, até que eu consegui sobrecarregar meus braços mecânicos, onde ele ficaram tão quentes e instáveis que eles começaram a soltar um vapor super quente bem na cara do Davi, um calor que o impediu de respirar, e desestabilizou qualquer coisa nele que ainda conseguisse me aguentar.


E o mais doido foi que, mesmo com sua defesa quebrada, ele deu uma forma de desviar de mim e tentar se afastar, e por mais que eu não gostasse de fazer isso, eu criei dois últimos golens que agarraram as patas do pônei dele, fazendo o animal cair, e com o Davi caindo também, ele tentou se recuperar o máximo que conseguiu, mas ele não tinha forças, então ele caiu fundo na neve, e se tinha qualquer chance dele usar a aura pra se estabilizar, foi desfeita quando o Midas e a Saytus passaram por cima dele sem nenhuma consideração, eu tinha certeza absoluta que ele ainda estava vivo, mas eu sabia também que ele provavelmente não ia mais levantar. 


Eu estava exausto, psicologicamente e emocionalmente, a exaustão física parecia a menor agora, mas eu não podia cair, não agora, eu sabia que Davi não ia cair fácil, ele nunca caia, mas enquanto eu respirava e me empanturrava de poções pra estar pronto pra próxima briga, me dei um tempo para olhar de novo pra neve.


A neve ainda tava limpa e branquinha demais, não tinha sangue em lugar nenhum, eu precisava mudar isso. 


Então eu olhei pra esquerda, e vi que o Midas estava lutando com a Saytus, olha só, o loiro estava aguentando bem cada ataque e estava sem nenhum arranhão, mas tava claro que ele tava lutando só pra se manter de pé, ele continuou atacando, mas com feitiços cada vez mais constantes, facas voando por todos os lados, e com um soco normal no rosto, o Midas foi jogado no chão, ironicamente com nenhum arranhão verdadeiro no corpo, era impressionante de sua forma. Eu vi o garoto rolando no chão, e apenas fugindo do caos pra não ser pisoteado por nós, tudo junto com o Davi, que estava num cantinho apenas respirando e esperando ser salvo.


Saytus: saia do meu caminho.


Eita, agora eu sabia que ela queria se vingar de mim, aquela voz não era de desespero, era de ódio, um ódio profundo e concentrado, virado pra mim, e eu ficaria mais do que feliz em ajudar ela a lidar com esse ódio imenso dela. 


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