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A passagem de uma vida🌻3
🤯segredos revelados🤯
2019 palavras • 11740 caracteres • ⏱ 8 min 05 s

🤯segredos revelados🤯

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A Diretora era uma mulher muito misteriosa pra mim, desde que a vi naquele holograma pela primeira vez, quando ela falou de forma tão motivada e alegre que eu havia passado no teste da prova, eu já conseguia sentir que ela não era uma mulher normal, mas bom, pra conseguir comandar uma escola mágica cheia de mistérios, era o básico ela não ser normal. 


Mas mesmo assim, ainda hoje em dia, eu sentia sempre um “wow, doideira”, sempre que olhava pra ela, ou pra um dos golens dela, o que eu ainda tava decidindo se era uma coisa boa ou ruim, então quando eu caminhei até a escola, para entrar no meio dos túneis, eu sabia que algo interessante iria acontecer.


E quando cheguei na entrada, vi que outro golem da Diretora estava me esperando, era uma golem espelhando a aparência atual e mais idosa da diretora, o que eu pensei ser algo muito fofinho, ela me olhou com aquele ar de vovozinha e depois falou.


Diretora: Senhor Carvalho, é um prazer vê-lo de novo


Antônio: depois de receber aquela carta, parecia um insulto não vir aqui.


Então eu tirei a carta do meu bolso, e li ela mais uma vez.


Caro Antônio Carvalho


Soubemos através de nossas fontes que o senhor realizou um feito incrível com uma grande leva de golens, então tomamos a liberdade de conseguirmos um deles para deixarmos em nossa exposição de grandes feitos de alunos anteriores. 


Se o senhor deseja ver sua obra ou o museu, estaremos sempre dispostos a atendê-lo apenas com uma única ligação.


Antônio: parece informação demais pra mim que vou conseguir um lugar no museu por um simples Golem


Diretora: tantos feitos, e ainda se subestima tanto, não é comum encontrar um Golem que consiga cuidar de um Cavernoso, e um exército deles? Mesmo em grupo, golens capazes de encurralar um exército de Cavernosos são ainda mais raros, venha, eu lhe mostrarei.


Então, o Golem da diretora começou a cavalgar lentamente no meio dos corredores para cavalos, tendo certeza que eu não me perdesse, e como eu pensei, os grandes corredores da escola pareciam ter ainda mais segredos do que eu sequer conseguia imaginar com minha mente, tantos corredores, alguns perigosos demais, outros atrativos demais, e outros que pareciam me empurrar pra fora, e essa era apenas uma das escolas do lugar, me fazia por em perspectiva quantos segredos o reino inteiro deveria ter.


Eu sequer sabia se tinha armadilhas naquele lugar, ou se elas só não estavam se ativando porque a Diretora estava comigo, era bem provável que era por causa da diretora, então eu só continuei calado, deixando que ela me levasse pro lugar certo, e pelo jeito ela não queria conversar, ela queria esperar até que eu visse o que os meus veteranos colocaram no grande museu antes de mim.


Quando cheguei no lugar, eu fiquei impressionado, eu tinha uma leve ideia que o lugar deveria ser enorme, mas mesmo assim, estar em um lugar tão espaçoso que nao dava pra ver as paredes ou o teto do lugar era algo que me fazia questionar se qualquer coisa no universo realmente importava de algum jeito, porque eu estava começando a duvidar seas leis da física sequer importavam.


E quando voltei a olhar para a minha frente, vi todo o tipo de coisa lá, cajados que pareciam criar várias vezes o mesmo feitiço, um feitiço grande e potente criado pelo aluno; grimórios de sabedoria que davam uma nova perspectiva de como a magia realmente funcionava; e principalmente itens mágicos, mais precisamente núcleos e ferramentas de mineração, que como um especialista, eu conseguia entender bem como cada uma daquelas ferramentas eram muito boas.


Eu andei um pouco pelo lugarzinho também encontrando muitos mantos, muitas armaduras mágicas, e olha só, eu também encontrei muitos pontos de paredes marcadas, paredes que ainda tinham um resquício dos feitiços dos meus veteranos. 


E a parte sinistra começou ali, algum tempo depois depois, eu vi como vários corpos de monstros foram preservados, monstros como quimeras, gigantes canibais, cavernosos, ciclopes primitivos, seres selvagens, quimeras selvagens, wyverns, espíritos da natureza. Cada carcaça ali carregava algo peculiar, que eram ferimentos, ferimentos profundos, tão profundos que, mesmo que tivessem passado séculos desde que esses corpos foram atingidos, se eu observasse bem cada um deles, eu conseguiria aprender um feitiço bem incrível com aquilo.


Antônio: era esse lugar que vocês estavam defendendo, naquela época?


Eu falei uma bobagem, porque eu tinha certeza que a Diretora não ia lembrar de mim naquela época, mas olha, ela lembrava sim.


Diretora: é, um mago sombrio tentou chegar nesse lugar, qualquer coisa aqui, por mais destruída ou velha que seja, consegue valer um bom dinheiro no mercado negro se souber onde vender, mas ele não chegou nem perto daqui


Antônio: é eu vi, vocês tavam bem preparados


Diretora: sempre tem um idiota que pensa ser mais esperto que nos, e eu amo sempre mostrar que eles estão errados.


O sorriso sinistro do Golem diretora não me assustou, na verdade, achei aconchegante, porque eu sabia que esse olhar não era pra mim, era o contrário, era pra todos que sequer ousaram tocar em seus alunos, e eu sabia bem que não era um olhar de ódio vazio, muito longe disso.


Então nós andamos um pouco mais no lugar, até nós chegarmos no meu Golem, e…ele tava diferente de antes, so tinha passado o que? algumas semanas? Mas eu já conseguia ver as marcas de batalha, ele estava coberto de amassados, cortes, golpes de feitiços, aura e chi e muito mais. Eram marcas profundas, marcas que seria facilmente comparável a um rinoceronte ou um elefante. 


E o mais doido daquilo, é que meu Golem não estava muito danificado, a carapaça dele, o núcleo e os fios. Tudo estava em seu devido lugar, na verdade, mesmo sem reparos, sentia que ele conseguia, sei lá, ficar mais de 10 anos sem reparos, e ainda conseguir funcionar perfeitamente sem nenhuma falha no sistema. 


E isso sem nem contar as marcas nas mãos e pés, marcas de batalha que mostravam que ele poderia até perder alguns dedos, mas ele iria destruir seus oponente com isso, as mãos estavam bem mais destruídas que a carapaça, o brilho sumiu e apenas a visão de um metal que foi testado, amassado e queimado profundamente com toda a dor que a vida poderia oferecer a ele, e ele ainda tá lá, de pé, mostrando a resistência de um ser não vivo.


Hummmmmm, ver minha própria criaçao, depois do resultado final do que ela fez, principalmente junto do que a própria diretora me falou me fez ver como o meu Golem realmente merecia ficar ali, mas apesar de estar orgulhoso, muito orgulhoso mesmo do meu trabalho, eu ainda olhei com um rosto com desgosto pro Golem.


Antônio: mas esse nem é o meu melhor trabalho, eu não acho que ele merece estar aqui


Diretora: jura? E quão será seu próximo trabalho?


Antônio: bom, acho que ainda preciso ver isso, irei procurar o trabalho, mas eu lhe garanto diretora, eu vou encontrar um trabalho que me fará fazer um Golem tão incrível, que fará esse cara aqui parecer um brinquedo.


A Diretora confiou sem pestanejar no que eu falei, pensando, queria acreditar eu, que era porque eu não era um garoto que mentia.


Diretora: nem imagino o tipo de trabalho que criaram um Golem melhor do que esse ai, tô muito ansioso pra ver isso


Antônio: é, eu também.


E então, nós ficamos ali, observando, e pensando um bom tempo, meus veteranos fizeram coisas incríveis, do seu próprio jeitinho, e vendo tudo ali, eu fiquei muito feliz como eu fazia parte de tudo aquilo agora, mesmo não sendo meu melhor trabalho.


E depois de muito tempo, muito tempo mesmo apenas de observação, eu me despedi da Diretora, e depois dela me mostrar a saída do lugar, eu corri pra casa, pensando em qual trabalho eu poderia ter pra fazer um Golem mais incrível do que aquele.


Eu vasculhei os papéis, e perguntei aos meus colegas de ramo qual trabalho eu poderia fazer o Golem supremo, e logo, eles me mostraram o trabalho ideal. Eu nem acreditei no que eu estava vendo, um trabalho para criar o Golem supremo, um Golem capaz de usar ataques corpo a corpo, disparar magias, e ter uma inteligência humana. 


O resto era o mais óbvio, ter uma resistência mágica, de aura e de chi absurda. Encontrar uma forma de deixar o Golem pesado e veloz da mesma forma, e principalmente, ele precisava ser programado pra sempre usar toda a força dele desde o início….não, espera, ESPERA AI, o contrato tava realmente pedindo que eu…desse uma forma de permitir que o Golden conseguisse usar técnicas de estilos de aura e capítulos de grimórios?


Antônio: i-i-i-i-isso sequer é possível?


Colega2: na teoria sim, mas é algo tão complicado que beira o impossível, nem mesmo um diretor conseguiria fazer isso, pelo menos não de forma simples. Esse trabalho é mais uma pegadinha do rei, ele não pensa que alguém realmente fará um Golem assim, mas ele está disposto a pagar uma quantia bem generosa de dinheiro pra quem for inteligente e doido o bastante pra conseguir fazer o que ele pediu


Antônio: mas é claro que esse Rei doido que iria pedir isso…mas me fala, pra que esse Golem vai servir?


Colega1: parceiro de treino, prós casca grossa do território conseguirem se colocar no limite pra valer sem terem que sacrificar um colega de treino pra isso


Antônio: acho isso complicado demais pra um simples parceiro de treino…a parte do “consciência quase humana” pode acabar saindo pela culatra


Colega1: enquanto o Rei estiver…ou melhor, ex rei estiver por aqui, tenho certeza que vai ficar tudo bem


Antônio: ok, mas já vou avisando, não vou me responsabilizar se eu criar uma espécie de “revolução das máquinas” ou coisa parecida


Colega1: (suspiro) depois de tudo que agente fez, eu tenho certeza que, mesmo que isso acontecesse, agente iria dar um jeito de negociar com os golens revolucionários


Antônio: haha, pior que é mesmo.


Apesar da Isabelly ser a Rainha agora, o antigo Rei poderia influenciar muitas coisas ainda, coisas o bastante para eu ainda ouvir pessoas assim, que pareciam esquecer que ele não era mais um Rei.


Depois e analisar tudo mais um tempo, e chegar na conclusão que sim, seria legal e divertido aceitar esse trabalho, e enquanto eu cavalgava calmamente pra casa, só pensando no quanto aquilo ia mudar minha forma de ver a vida e as coisas em si, eu vi um pássaro mensageiro no céu, espalhando milhares de panfletos por aí, de forma despreocupada peguei um dos panfletos no ar, e o lendo entendendo que deveria deixar o “trabalho” pra depois, tinha muitos lugares pra ir, amigos pra espancar, isso porque, segundo o papel, o novo torneio de cavaleiros iria ser aqui a alguns dias.


Apenas olhando para aquilo, eu me senti tão animado que pensei que meu coração iria sair pela boca, meus instintos mais selvagens estavam implorando pra sair, e com um pouco mais de paciência, eu deixaria eles saírem, junto com algumas coisas que eu reprimi, esqueci que estavam ali e agora estavam implorando pra sair, mas eu não podia deixar que eles decidissem quando sair, não mais, eu estou no controle agora, e eu não fiz tanto esforço pra ceder agora, o controle é meu, as minhas emoções me obedeciam, e como recompensa, eu liberava elas nos lugares legais e sem repressões, então, fechei os olhos, respirei fundo, coloquei toda essa empolgação na parte mais profunda do meu corpo e falei bem devagar, quase como um mantra, ou como se eu falasse com essas emoções em si.


Antônio: (respira fundo) calma Antônio, guarda pra batalha.


Enquanto eu  continuava repetindo aquilo pra mim mesmo, eu cavalguei até minha casa, mesmo tentando me acalmar, eu ainda estava mais ansioso do que nunca pra batalhar de forma feroz com todos os meus amigos de novo, e seja lá as coisas aleatórias que eles estão fazendo agora tenho certeza que eles estão sentiram a mesma coisa assim que receberem esse papel.


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