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A passagem de uma vida🌻3
😤😴fazendo o que eu amo😴😤
1995 palavras • 11103 caracteres • ⏱ 7 min 59 s

😤😴fazendo o que eu amo😴😤

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Já tinha bastante tempo, bastante tempo mesmo desde que eu recebi um pedido de golens, não porque eu piorei no trabalho, mas porque eu fiquei tao bom no que eu fazia como guia que eu não precisava me focar tanto nos golens, mas aquele trabalho era especial, porque aquele era um pedido para a ilha dos fósseis vivos, uma ilha com tantos Cavernosos que eles queriam um estoque de quase 50 golens especialistas em combates de espadas e 50 golens especialistas em feitiços, era um pedido bem especial pra mim por algum motivo, então eu arrumei as minhas coisas, e aluguei uma cabaninha pra ficar num lugar bem quieto.


Dandara: onde você vai?


Antonio: fazer um serviço de golens em uma cabaninha solitária, eu não vou levar meu espelho e nem nada pra me comunicar, apenas os golens, não quero ser incomodado em nenhum momento, esse pedido é algo bem especial


Dandara: tá bom querido, se é o que você tá falando.


E depois de dar um último beijo de criança na minha linda esposa, eu fui direto para a cabana, e fiquei muito feliz com a calmaria que agora era cavalgar em cima do Zorro, nem parecia que ele tava chateado comigo a algumas semanas atrás. 


A cabaninha ficava em um lugar bem afastado de tudo, em outro campo verde dentro do reino, e pelo quão difícil foi alugar ela, pra mim era óbvio que tinha muita gente que queria esse pouquinho de paz também, mas infelizmente, eu iria quebrar essa paz.


Quando entrei no lugar, eu separei uma comidinha pra mim e comi com muito gosto a carne e os vegetais que eu trouxe, seria talvez a última refeição decente que eu teria em bastante tempo, então eu comi com gosto, quando terminei, agradeci a comida, e então, comecei.


Primeiro eu olhei num papel todas as peças que precisava criar, e apenas para essas peças, eu tive que trazer vários minérios, minérios que custaram bastante grana, mas valeram a pena no final. Então, eu fiz o minério levitar com minha telecinese, embutir bastante magia nele e depois o pressionei com minha telecinese, era o primeiro estágio, mas era um processo tão complicado que eu precisei de várias horas pra fazer aquilo direito apenas em uma única peça.


E depois de muito tempo, o minério bruto que eu passei tanto tempo moldando e aquecendo se transformou em uma peça de golem linda, recém saída da fábrica, e depois eu fiz o processo de novo, de novo, e de novo. 


Eu fiquei cansado, com fome e com sede, mas eu usei minha telecinese para colocar água no meu corpo, ao mesmo tempo que eu usei ela pra injetar nutrientes direto na minha veia, eu não tinha tempo para comer ou mastigar. Minha barriga protestou com minha decisão, mas eu estava disposto a ficar dias sem comer se isso significasse que eu conseguiria fazer aquilo direito.


E quando eu terminei a última peça, eu fechei os olhos, me sentei no chão, e respirei um bom tempo, tive que discutir com meu cérebro por um bom tempo pra eu não acabar dormindo, discuti bastante com ele, mas mesmo ganhando uma dor de cabeça absurda como vingança, eu respirei fundo, e voltei a fazer os golens.


Agora, a segunda parte mais complicada estava começando, eu respirei fundo e tentei unir duas peças, primeiro, eu coloquei um pseudo núcleo entre as peças, e tentei juntá-las, mas as pessoas empurraram uma a outra, como se rejeitasse o pseudo núcleo, sabia que isso iria acontecer então eu forcei mais, e ainda mais, tentando fazer de tudo pra peça ser fundida, e com o tempo, as peças começaram a ceder, e depois de serem encostadas uma na outra, as peças trocaram de efeito, fazendo com que elas abrissem uma a outra ao invés de repelir, e com uma feita, so faltavam mais ou menos umas 300, isso sendo gentil.


Eu fiz aquilo por tanto tempo que a única coisa que manteve minha sanidade foi olhar o relógio e os dias passando, saber perfeitamente quanto tempo tinha passado, mesmo me deixando bem nervoso, também conseguia me acalmar bastante, de alguma forma, eu levei semanas pra terminar o trabalho, e então, os golens estavam prontos, mas o meu serviço não acabou, porque eles precisavam de grandes núcleos de mana para conseguirem se mover, mas o meu grande exército de golens estava pronto.


E depois de tanto tempo, eu invoquei alguns caldeirões, e comecei a criar artificialmente os núcleos, e depois de remexer bastante o caldeirão, colocar os ingredientes certinhos e pressionar com todo o líquido. Consegui um núcleo de golem sem muitos problemas, quando terminei o primeiro núcleo, fiquei impressionado com o quão fácil o processo foi. Fazia com que as coisas que eu passei na escola antes fossem bem fúteis, e de certa forma, elas eram mesmo, haha.


Depois de criar cada núcleo com bastante cuidado, fiz um cuidado extremo para colocar cada um deles nos golens, e com isso, eu fiquei quase duas semanas na cabana, eu cronometrei com cuidado cada um dos momentos daquele ponto, entendendo que eu fiquei dois meses inteiros ali, 2 semanas antes do prazo acabar, mas quando eu coloquei o ultimo núcleo nos golens, eu cai no chão, totalmente cansado, faminto e pálido de tanto tempo fora do sol.


Eu respirei fundo, dormi por quase 5 dias, e depois de bastante tempo só respirando, eu tava forte pra sair pra caçar um alce, isso era o quão faminto eu tava. Eu saí daquela sala, colocando cada golem na minha dimensão de bolso, subi no Zorro e corri, como um predador faminto procurando uma presa.


Meu olhar devia estar ensandecido, porque quando eu encontrei um alce, eu o matei com um único golpe, eu quase comi ele cru, mas eu não estava nesse nível de fome, eu cozinhei ele muito ansioso, mas não passando muito do limite, e dessa vez eu não precisei pedir que o Alef me protegesse, porque minha intensidade e minha fome mantinha os predadores longe.


Quando ficou pronto, me senti um animal selvagem, do jeito que eu rasguei a carne com meus dentes, usando as próprias mãos, eu tava selvagem pela fome, eu mordi, me alimentei e fiquei saciado depois de muito tempo, então eu respirei fundo, fechei os olhos, e depois abri, já sentindo meu corpo muito melhor, respirei um pouquinho mais, e então me acalmei, pelo menos o suficiente para me levantar e ir entregar os golems para o cliente.


Quando subi no Zorro de novo, eu cavalguei o mais rápido que eu consegui, e novamente, eu fui tão rápido que tudo virou um borrão na minha mente, tinha muito tempo desde que eu fiquei naquela velocidade, mas eu amei aquilo, eu cavalguei a ponto de sair do reino em segundos, eu corri pelo grande continente em segundos, nesse momento, eu ficava feliz que eu tinha a magia de anulação da resistência do ar, assim eu podia ir o quão rápido eu conseguia ir.


E quando eu cheguei no mar azul, eu relaxei e só deixei o Zorro me levar lá, e levou apenas 10 minutos pra eu chegar no lugar certo, e olha só, a ilha era tão primitiva, tinha muralhas tão altas e tantos cavernosos como se dizia que ele tinha, eu tive que fazer um verdadeiro malabarismo pra não acabar sendo pego no meio de todos os cavernosos, eu não queria bater de frente com os cavernosos, não ainda pelo menos.


E então, quando eu cheguei no lugar certo, e vi o estado do lugar, muito parecido com um templo em ruínas pela forma como eles estavam muito destruídos, me fez entender porque eles precisavam de tantos golens. 


Eu passei sem problemas pelos portões, a transação foi simples, mas quando eu entreguei os golens pra eles, os clientes ficaram com um rosto boquiaberto, hum, não sabia o que tinha de tão impressionante, eram apenas os meus golens…hummm, mas eu até conseguia ver que aqueles golens eram especiais mesmo, eles tinham algo, bonito, mas eu não estaria ali pra ver os carinhas trabalharem, eu já recebi pelo trabalho, e eu queria mais do que tudo no mundo voltar pra casa e abraçar a minha linda esposa, eu estava muito ansioso por isso, então eu subi no Zorro, e fui o mais rápido pra longe dali, empolgado demais em conseguir voltar pra casa depois e ficar quase dois meses inteiros naquela cabana.


Eu tava tão empolgado que eu corri a ponto de quase entrar em um outro estado da corrida de cavalos, nossa, eu não tava acreditando, mas ao meu redor, eu conseguia ver o lugar ao meu redor parecer se tornar em um túnel de magia, cheio apenas com linhas brancas e várias variantes diferentes e Azul, aquilo era lindo, e eu cavalguei com muita força.


O poder que eu sentia na hora era tanto que o vento no meu cabelo, o poder passando por cada poro do meu corpo, o mar no meu rosto, eu senti que eu tava chegando aonde eu queria, mas eu decidi não ir pra casa ainda, eu desviei e vaguei pelo mar, depois cavalguei pro ar até atravessar o mar branco. 


Eu nunca passei por uma velocidade daquelas, eu continuei indo cada vez mais rápido pra todo tipo de lugar, rindo de forma descontrolada enquanto eu sentia aquele poder incrível comigo. 


O túnel, que antes parecia apenas um pedaço da coisa incrível que eu estava vendo se tornou cada vez mais forte e verdadeiro, a ponto de que eu me sentia dentro de uma grande magia, eu ri que nem um pateta, até meu rosto começar a derramar lágrimas de alegria e babar bastante.


Tudo até eu notar que a minha magia estava se esgotando, então a muito contragosto, decidi voltar pra casa. E olha só, não sabia a velocidade que eu tinha ficado, mas foi incrível mesmo, no momento em que eu decidi voltar pra casa, eu levei menos de 10 minutos pra chegar lá.


Eu respirei fundo, sentindo que eu descobri um vício novo, que eu não tava nem um pouco pronto pra largar, ainda não pelo menos. Eu tava eufórico, e sabendo muito bem que aquilo não seria a última vez que eu faria aquilo com o Zorro, e o olhar de cúmplice do animal, mostrava que ele pensava a mesma coisa também seus cascos estavam bambos, mas também tinha uma alegria que eu nunca vi no corcel antes, uma alegria que eu iria adorar ver ainda mais no meu querido animal. Até que eu ouvi passos, e um cheiro de madeira talhada, e uma risadinha que eu amava sempre em ouvir.


Dandara: achei que você ia estar exausto depois de ficar dias fazeno golens, mas acho que me enganei


Antonio: eu encontrei algo legal no meio do caminho


Dandara: é, eu percebi… você tá brilhando.


Eu olhei pro meu próprio corpo, e o engraçado era que a Dandara não tava brincando, a magia residual que eu consegui tava me fazendo brilhar.


Antonio: eu até te abraçaria, mas eu to fedendo demais


Dandara: topa tomar um banho comigo?


Antonio: é claro.


Tomar banho com a ruiva era um dos meus momentos favoritos do dia, mas no dia seguinte, quando eu tive tempo pra ficar sozinho de novo, comecei a testar mais esse “túnel” que eu consegui alcançar, eu corri bastante por aí, convenci o Brutus a entrar nesses lugares comigo, e logo eu percebi que ele, o Davi, a Saytus e o Pedro já sabiam entrar nesse túnel de velocidade, o que me deixou alegre, feliz e muito empolgado pra saber que tipo de coisas aquele túnel mega maluco poderia me mostrar. 


Eu tava me divertindo adoidado junto dos meus amigos, até que um dia, uma carta veio até mim, mais precisamente, uma carta da escola, e pelo que eu li dela, seria bem interessante eu voltar pra lá, ah, eu finalmente iria descobrir o que tem naquele “porão” da escola.


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