Calmo e tranquilo na festa, eu só fiquei no meu canto, na minha mesa com a minha família, só curtindo a festa, ficando bem feliz vendo como todo mundo estava se divertindo na festa.
Fiquei impressionado como cada um da festa tava tão tranquilo e calmo, eles não falavam alto, e eram muito educados, não sabia explicar, mas aquilo de alguma forma me fez ter muito orgulho das amizades que meu irmão fez, mesmo tendo uma estranha noção que nenhum deles fosse conversar comigo, era uma certeza estranha que eu tinha que não iria ser desfeita fácil.
E mais uma vez, a minha intuição estava errada, muito errada na verdade, muita gente foi pra minha mesa, querendo me conhecer mais, querendo conhecer melhor aquele que nas palavras deles “o famoso Antônio Carvalho”, eu não gostava muito de falar com estranhos, mas eu gostava dos amigos do meu irmão, eles não julgavam quando eu fazia minhas manias e estavam realmente interessados em mim quando eu descrevia um único livro por várias horas, eu também fazia um esforço pra escutá-los, mesmo que fosse difícil pra mim.
E apesar de não ser melhor amigo de ninguém, eu pensei que, de alguma forma, eu era parecido com o que o meu irmão descrevia para os amigos, pelo menos isso foi o que eu consegui entender pelos olhares e sorrisos que eles davam pra mim antes de irem pra outra mesa, as conversas, a parte que eu achei que seria mais chata da festa, tava sendo bem mais divertida do que eu esperava.
Relaxando, comendo e bebendo refrigerantes, eu já tava me sentindo um rei, e depois de passar um bom tempo apenas comendo, agente teve uma visita bem inesperada, ou melhor, uma visita quase invisível naquele lugar. Isabely, a Rainha, havia ido pra minha festa. Se soubessem que ela estava aqui, teria uma confusão absurda, mas como ela estava usando a “roupa de disfarce” dela, um vestido básico, um rosto sem maquiagem, e uma atitude mais desleixada perfeitamente montada pra ela ser uma amaldiçoada invisível comum, a chamei pelo apelido que eu dei pra ela.
Antônio: aí, Isa, você não devia estar ocupada agora?
Isabely: eu tô só dando uma fugidinha, ser Rainha não é fácil
Antônio: ser uma rainha competente não é fácil, mas eu entendo o que quer dizer
Isabely: eu queria te apresentar ao príncipe Hades um dia, ele é o maior sonho…e se tudo der certo, acho que ele será o rei Hades agora
Antônio: tem certeza? Seus pais vão deixar?
Isabely: ah, não se preocupe, tenho certeza que ele será um bom Rei, mas não agora…agora vamos falar dessa festa incrível, nossa, essa festa tá incrível, você devia patentear festas assim
Antônio: dá pra fazer isso?
Isabely: da sim, agora você tem que fazer isso antes que alguém copie sua ideia.
A Isabely falou aquilo, e quando eu olhei ao meu redor, vi que tinha muita gente pensando em pegar essa ideia pra eles.
Dandara: não se preocupe querido, eu dou um jeito nisso
Antônio: não, nós vamos fazer isso, juntos, mesmo que você tenha que me explicar certas coisas com mais cuidado
A ruiva sorriu, enquanto agente conversou um bom tempo com a Rainha, até que ela se levantou e foi embora, e com todas as coisas na festa, era quase como se ela tivesse desaparecido em pleno ar.
Isabely: vou tentar encontrar uma forma mais calma de nós conversarmos depois.
E quando ela saiu, agente já tava mais agitado e fomos para as atividades. Primeiro fomos a máquina de socos, e eu não fiquei surpreso em ver como os convidados chegavam perto da força do Pedro 200, 250, 280, 300, 310…mas os números pararam de subir no 340. E quando chegou a vez da Dandara, ela deu um soco concentrado com anos de frutrsaçao em um único golpe, mas ela apenas conseguiu 390 pontos.
E quando foi a minha vez, tentei fazer o mesmo que eles, fechei meus olhos, respirei fundo, e tentei concentrar toda a minha frustração em meu punho esquerdo, eu senti meus pensamentos lembrando detalhe por detalhe cada coisa que me deu raiva, quase como se a revivesse apenas pra eu senti-la com ainda mais força depois, respirei fundo enquanto eu sentia meu punho se enchendo cada vez mais de veias pulsantes, músculos saltando, e quando abri os olhos, eu vi que o alvo tinha o rosto do meu pai, e com um grito absurdo, eu dei um único golpe na máquina, impressionado a todos como eu havia feito uma pontuação de 600 pontos.
Eu mesmo estava impressionado com meu próprio poder, e então, eu vi o Pedro atrás de mim, surpreso, mas não irritado, na verdade, ele parecia bem feliz.
Dandara: eita, eu acho que vou tentar voar no pegaus mecânico, podem fazer suas coisas.
O Pedro agradeceu mentalmente a Dandara(eu vi isso no rosto dele) e nós fomos mais pra longe dos convidados, ele falou.
Pedro: não deixe isso subir na sua cabeça, tá?
Antônio: como eu fiquei mais forte que você?
Pedro: você só tá fazendo o que você quer, treinando, passando por cada lugar doido e rico em magia, enquanto eu tenho que equilibrar meu treinamento com esse “xadrez político” que você sempre faz questão de falar que não quer participar
Antônio: quer dizer que eu tô mais forte que você?
Pedro: hum, até você me vencer não dá pra ter certeza
António: justo.
E então, agente começou a aproveitar as atividades, com todos os convidados se divertindo bastante, e eu tava feliz que eu não cometi nenhum erro e acabei convidando a pessoa errada sem querer. Eu fiz questão de não convidar meu pai, e se o Pedro ficou triste com isso, ele não demonstrou.
E depois de algum tempo, a música mudou pra algo mais romântico e forte.
Bardo: (no megafone) OK PESSOAL, O CASAL CARVALHO CONVIDA TODOS PARA DANÇAREM NA PISTA.
Eu gostei daquela mudancinha na festa, mas também, eu usaria qualquer desculpa do mundo pra dançar com a minha linda esposa.
Agente dançou um bom tempo, depois de tantos bailes, eu e ela conseguimos dançar quase como se fossemos um, o que deixava muitos casais, tanto nossos quanto velhos, impressionados.
Tudo tava bem feliz, até que alguém chamou nossa atenção, o casal Carvalho, a Clíne quis dançar comigo e o Pedro quis dançar com a Dandara, e rindo, agente aceitou.
Apesar de não estar acostumada em dansar com a Cline, eu tinha o básico pra não pisar nos pés dela ou perder o ritmo.
Cline: Antônio, obrigada
Antônio: o meu irmão me pediu isso, não precisa agradecer
Cline: é…mas me fala, você sempre teve bailes assim?
Antônio: só recentemente, a minha mãe fez coisas parecidas quando descobriu o que eu tinha no meu aniversário, eu apenas dei uma refinada
Cline: hmhm, tem alguma coisa que a sua velha não faz?
Antônio: perdoar meu pai
Cline: justo…mas me fala, você pode me emprestar o “devolvido e roubado” outro dia?
Antônio: claro sem problema.
Acho que a maior surpresa que eu descobri da esposa do meu irmão era que ela era uma viciada em livros, o livro que ela era pediu era um bem famoso de uma aventureira que recuperou o coração de um dragão, que apenas ficou vivo por que ele era muito poderoso, e devolveu o coração pro dono original, e depois de muitas reviravoltas na história, o coração do dragão foi roubado de novo, mas era porque ele tinha se apaixonado pela aventureira, e depois daquilo que a história ficava interessante.
Antônio: aquele livro é a sua cara mesmo
Cline: o livro vale a pena?
Antônio: totalmente a pena
Cline: se for ruim me fala, tá bom.
Algo que eu não entendia era que ela apenas lia coisas que eu já tinha lido, e vendo meu rosto, ela já falava.
Cline: eu li um livro ruim uma vez Tony, posso te chamar de Tony?
Antônio: claro, todo mundo me chama assim
Cline: e eu garanto, o livro foi tão ruim, mas tão ruim, que eu não quero mais arriscar em ler uma coisa ruim como aquela de novo
Antônio: ah, eu entendo, eu devo só ter uma mente forte
Cline: normal, afinal vocês são irmãos.
Antônio: o que quer dizer?
Cline: o tanto de coisa que seu irmão passou com os Cavernosos, só mostra o quão fortes são os nervos do Carvalho
Antônio: bom, acho que faz sentido no final, haha.
E depois de dançar um pouco mais com a Cline, eu vi que minha linda esposa tinha parado de dançar com meu Irmão e eu voltei a dançar com ela.
Dandara: seu irmão é um bom dançarino, mas eu ainda prefiro você
Antônio: os movimentos deles são duros demais né?
Dandara: é, mas é normal, considerando os ambientes que eles atuam
Antônio: espero poder ter dado chance deles respirarem de alguma forma
Dandara: pela cara deles, eu tenho certeza que agente conseguiu.
E apenas olhando pra trás, eu vi como eles estavam tão calmos, tão tranquilos, tão felizes, tão…completos, tudo enquanto eles faziam um movimento onde a Clíne ficava abraçada por trás pelo Pedro.
Antônio: tá vendo? Esse é o tipo de rosto que um casal deveria fazer
Dandara: algo que agente consegue ter sem nem pensar muito
Antônio: é, mas nesse ponto é apenas o normal.
E sorrindo, fiquei impressionado, de muitas formas, por não conseguir acreditar que eu consegui ficar até o final da festa, o bolo de casamento, o parabéns, eu nem acreditei que eu ficaria até o final, até a festa finalmente acabar. Todos os convidados foram embora, e apenas eu e a Dandara ficamos ali, parados, sem falar nada.
Dandara: e aí, como você tá?
Antônio: é, a Isabely tinha razão, agente tem que patentear isso
Dandara: vamos fazer isso juntos.

