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A passagem de uma vida🌻3
🥰🤭☺️meu tipo de festa☺️🤭🥰
1831 palavras • 10331 caracteres • ⏱ 7 min 19 s

🥰🤭☺️meu tipo de festa☺️🤭🥰

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Apesar de eu ainda estar meio tonto pelo que rolou no grande casamento do meu irmão, eu fiquei bem abatido, não pela festa, mas o peso do pedido dele, meu irmão era alguém incrível, implacável, quase divino, e ele nunca pedia ajuda, nem quando eu insistia que queria ajudar, mas agora, ele estava me pedindo ajuda. 


Não queria ficar estressado com isso, mas eu tava muito, muito empolgado pro que eu iria fazer, eu sempre dizia isso pra mim mesmo quando tinha algo importante pra fazer, mas respirando fundo, eu falei em voz alta.


Antonio: “essa é uma situação onde eu não tenho permissão de falhar. 


E com esse pensamento, me preparei pra arrumar a festa, além de também pedir ajuda pra minha mãe e a mãe dá…quer dizer, minha sogra. 


Elas fizeram questão de fazer a melhor festa de todas pro Pedro, mas eu passei o pente fino em qualquer ideia que pudesse deixar a festa caótica demais pra ele.


Eu ainda não tinha ideia completa do que o Pedro queria, mas eu sabia que ele queria que eu fizesse a festa, ele queria a “minha” visão de festa ideal, então eu fiz uma grande hidra de gostos, misturando minha visão de “festa ideal”, uma que eu conseguiria ficar até o final, junto com a visão ideal de festa pro Pedro e a Cline. 


O que eles gostavam, o que os deixaria mais tranquilos, esse tipo de coisa, porque eu também queria que eles gostassem da festa, eu tinha certeza que iria conseguir fazer a parte do Pedro certo, mas estava com medo sincero de acabar fazendo a parte da Cline errado, mas qualquer coisa eu só teria que me redimir depois, não era como se eu não conseguisse desfazer um erro do primeiro baile que eu realmente iria criar, pelo menos assim eu esperava.


Primeiro, eu escolhi os convidados a dedo, eu conversei bastante com o Pedro e a Cline por dias, e depois de muita conversa, agente conseguiu uma lista de convidados bem grande. 


Não fiquei surpreso em ver que a maioria dos convidados do Pedro eram cavaleiros de aura ou amigos que ele fez nas aulas de botânica que ele tava tendo. 


Nem como os convidados da Cline serem mais colegas de pintura ou amigas que cuidam de criaturas fantásticas. Na verdade, parecia o mais básico daquele momento.


Depois daquilo, decidi qual seria a música ideal pra festa, e bom, eu decidi que uma música boa pra manter na festa seria uma grande coleção das músicas de calmaria e músicas de romance que eu escutava. 


Um álbum eu chamava de “a dança dos gansos arco íris” que era uma coletânea de músicas de romance com o final feliz, e a outra eu chamada “anoitecer e amanhecer” que era uma coletânea de músicas tristes, sempre com uma música bem alegre e motivadora pra pessoa sentir a tristeza e depois voltar a alegria total. 


Eu fiquei um tempo absurdo escutando minha mãe dando ideias e tentando encontrar a calibragem certa pras músicas não ficarem irritantes nos meus ouvidos, demorou um tempo absurdo e muitos testes que me fizeram quase perder a cabeça. Testes que deixava todas bem estranhas, porque elas não conseguiam entender, pelo menos não por completo, o que exatamente era tão estressante pra mim. 


Mas eu não liguei pra isso e só continuei e continuei modificando tudo, até que eu consegui um resultado bom, um excelente na verdade, eu ouvi a música primeiro que elas através dos feitiços em meus ouvidos, e pela primeira vez, meus ouvidos estavam tranquilos com uma música de baile, que me fez ficar todo alegre e bobinho sentindo aquilo. 


Depois, coloquei a música nos feitiços de som ao redor de tudo, e minhas parceiras, quando ouviram o som que modifiquei, elas ficaram impressionadas com a beleza do som que elas na teoria já tinham ouvido várias vezes em seu dia. E a minha sogra quase chegou a chorar.


Mãe: ela deixa um sentimento bem feliz e alegre (toca no peito) aqui


Sogra: eu queria dar uma festa assim um dia


Dandara: calma mãe, agente ainda não terminou.


A ruiva tinha um ponto, ainda tivemos que escolher as luzes, o que não era um problema tão grande pra mim. Depois tivemos que escolher a comida, algo que a minha mãe fez questão de fazer por conta própria, fazer doces era a paixão dela, e fazia sentido ela querer fazer os doces pro casamento de seu próprio filho. 


E de resto, agente não bateu muito a cabeça, apenas viajamos de loja em loja, pedindo doces e salgados que eu sabia que meu irmão e os convidados iriam adorar.


As atividades, eu apenas tentei deixar as coisas mais básicas, consegui vários ursinhos pra pessoas abraçarem, uma pista de dança, e até consegui um Golem de socos prós convidados testarem a própria força, tudo com uma cabine de cantoria que eu consegui arrumar, de algum jeito. 


Mas a melhor coisa que eu consegui foi um pegasus mecânico, todo mundo tentou ficar naquela maravilha da tecnomancia, mas não tirou mais de 20 segundos, eu fiquei 1 minuto inteiro antes dele me arremessar pelo ar com tudo até quase cair nos doces.


Dandara: ué? Como você conseguiu ficar tanto tempo?


Antônio: é tudo uma questão de jogo de quadril, se o bixo te jogar pra um lado, não força as pernas, mas joga o quadril pro mesmo lugar.


Eu apenas expliquei isso pra ruiva, mas ela entendeu num piscar de olhos o que tinha que fazer e dominou o pegasus em pouco tempo. Tudo parecia bem alegre e feliz, eu tinha certeza que o casal feliz iria amar aquilo. 


E no fim, a parte da decoração parecia mais simples, o Pedro, apesar de ser um cavaleiro, era um gênio da jardinagem, é a Cline era uma viciada em criaturas fantásticas e misturar as duas estéticas era tão fácil quanto por manteiga num pão. 


E com a ajuda da minha mãe e da minha sogra, agente ficou um bom tempo criando a combinação das duas estéticas, algo que, como eu pensei, não era algo muito difícil. Tudo com um toque mais pessoal meu, deixando a luz do lugar bem mais fraca, colocando algumas máquinas de fumaça, junto de vários canhões de luz que não eram pra destruição em massa, algo que, apesar de estarem receosas, as minhas parceiras de planejamento gostaram desse toque de “floresta mística e encantada” que a mistura das coisas favoritas do casal com o meu estilo causou.


Mãe: isso tá incrível filho


Antônio: é, eu sei


Dandara: bom, agora sabemos que se esse lance de “tecnomante” não funcionar, você pode arranjar trabalho como planejador de bailes


Antônio: tenho certeza que ele não é um trabalho tão bom quanto o meu, mas já é uma possibilidade.


E com um sorriso maligno que eu tinha começado a ver mais nela, nós dois notamos que já estava na hora. Então enviamos as cartas prós convidados, e avisamos o Pedro que já tava tudo pronto, e mesmo sem ter visto o grande salão de bailes uma única vez, ele tinha certeza que eu fiz um ótimo trabalho, dava pra sentir isso na voz dele.


Não pensei que seria possível decepcionar o meu irmão, eu tinha certeza que ele iria gostar de qualquer coisa que eu fizesse, mas quando ele chegou no lugar junto da Cline, ele ficou impressionado.


Vi como o casal feliz olhou ao redor, ele pegou as plantas, vendo como elas eram reais, e depois olhou os doces, vendo como eles eram seus favoritos, e só então ele percebeu a música, uma música tranquila, do tipo que eu conseguia ouvir por horas sem ficar cansado. E ainda tinha os joguinhos que eu tinha separado, ele parecia muito feliz com cada detalhe do que ele conseguia ver, ele estava sendo engolido pelo grande espetáculo que eu fiz.


Antônio: me fala, eu consegui cumprir o seu pedido de “o completo oposto desse baile”?


Pedro: hmhmhm, sabia que eu pedi a pessoa certa pra essa missão


Antônio: e aí, onde quer começar?


Pedro: acho que vou na máquina de socos primeiro


Antônio: tenta não quebrar ela, por favor.


Eu falei aquilo, mas eu sabia que ele não conseguiria fazer isso, aquela coisa foi feita pra aguentar golpes de cavaleiros como meu pai. E então, o Pedro foi até lá, apertou bem forte a própria mão, olhou para o alvo que ele deveria socar, e fez uma pose absurda, demonstrando por completo como a ira, stress, e milhares de sentimentos negativos concentrados em um único soco, um soco com tanta, mas tanta coisa acumulada que ele conseguiu chegar aos 500 pontos, de uma máquina que ia até os 999 pontos. Ver isso me fez ir até eles só pra ver se tava tudo bem.


Antônio: eita, você tava guardando bastante coisa né?


Pedro: é, eu já tô me sentindo um pouquinho melhor, cadê a minha esposa?


Antônio: se divertindo ali.


O Pedro achou que eu tava doido em pedir que a Clíne fosse de calças (já que eu amava vestidos tanto quanto ele) mas então ele viu o pegasus mecânico, com as asas foguetes e propulsores jogando ela pra cima, a festa nem começou ainda, mas ela já tava querendo ter o recorde dela de tempo naquela grande máquina, uuuuuh, eu conseguia ver, eu e o Pedro observamos ela ficando lá por 30 minutos inteiros, e ela ainda tava longe de cair. É, não tem feito, eu teria que levar ela pra aquele evento da correnteza selvagem, tenho certeza que ela no mínimo venceria alguns profissionais naquela brincadeira.


O Pedro estava bem surpreso com aquela coisa, ele nunca tinha visto algo como aquilo.


Pedro: irado, onde você conseguiu isso?


Antônio: eu conheço um cara, que conhece um cara, que conhece o primo de um cara que distribui essas coisas por aí, e eu consegui isso por um preço bem amigavel


Pedro: que doideira


Antônio: nem tanto, o mundo da tecnologia é bem pequeno, quando você entra nesse mundo, você basicamente conhece todo mundo.


O Pedro nem questionou o que eu falei, ele apenas aceitou, pensando que deveria ter passado por coisas parecidas algum outro tempo.


Pedro: você vai ficar até o final?


Antônio: eu vou tentar.


Eu não sabia até que ponto eu iria conseguir ficar na festa, eu consegui um bardo de multidões (algo equivalente a um DJ) pra manter as músicas tranquilas, eu fiz questão de pedir que ele deixasse as músicas calmas.


Então os outros convidados começaram a aparecer finalmente, eles ficaram bem impressionados com o baile diferente na frente deles, principalmente todo o estilo mais “mágico” da festa, o ambiente escuro e os raios de luz brilhantes voando todos os lados, mas quanto mais eles entraram na festa, mais eles se soltaram aos poucos, criando seus grupinhos, encontrando as melhores atividades, as melhores mesas pra casa um, e os doces e salgados que eles com certeza amavam, mas não conseguiam comer eles direito nas festas mais chiques.


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