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A passagem de uma vida🌻3
😅me desculpa😅
1660 palavras • 9546 caracteres • ⏱ 6 min 38 s

😅me desculpa😅

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E de novo, senti que eu tinha que passar mais algum tempinho com o Davi, senti que tava negligenciando ele, de novo, além dele, eu também tava negligenciando o Zorro, a forma como eu usava pouco ele ultimamente nao era nem perto com a intensidade que eu corria com ele antes. 


O Davi parecia bem disposto a se encontrar comigo quando o contatei, enquanto o Zorro não quis olhar pra minha cara quando fui pegá-lo, mostrando que ele tava realmente chateado, haaaaa, o dia de hoje seria bem longo.


Um pouco mais tarde, quando nós nos encontramos, pensei que as coisas ficariam bem estranhas, mas foi o contrário, enquanto agente caminhava em nossos cavalos sem dizer uma palavra, parecia que nós dois estávamos preparados pra falar o mundo inteiro para o outro, mas não falamos de imediato, nos apenas cavalgamos por pontos bem calmos e tranquilos, apenas aproveitando um cavalgar, que, além de mim, o Davi parecia estar com muita saudade de andar com o seu pônei também.


Davi: não tem andado muito com o Zorro também?


Antonio: eu tenho andado muito tempo em casa, eu tenho mais flutuado do que feito outra coisa, mas sinto que deveria dar desculpas pra sair mais algum tempo


Davi: concordo completamente, tenho ficado muito tempo em casa


Antonio: eu tenho uma ideia, o que acha de nós apenas nos encontrarmos pra fazermos competições de corrida, como nos velhos tempos


Davi: boa ideia, por que agente parou e fazer isso mesmo?


Antonio: porque agente ficou muito ocupado, com nossos trabalhos e com as nossas garotas, por falar nelas, você falou com a Nala?


O Davi então parou de falar, apenas para mostrar um sorriso tranquilo que eu entendia bem o que significava.


Davi: voce tava certo


António: certo no que:?


Davi: eu sentei e conversei com a Nala, e olha só, ela gostou do meu novo eu, gostou demais


Antônio: não me diga que vocês…


Davi: ah, não, ela não foi tão adiantada assim, mas digamos que nos falamos e fizemos coisas que eu sequer podia imaginar fazer com ela antes


Antônio: por exemplo?


Davi: agente fez uma pizza junto


Antonio: uma pizza? Mas por que uma pizza?


Davi: sei lá, ela queria fazer uma pizza por conta própria por algum motivo, também fizemos uma disputa de corridas com nossos cavalos, e agente também penteou o cabelo um o outro


Antonio: mmmmm, que coisas doidas


Davi: nem me fala, eu tive problemas pra entender o que essas coisas significavam, mas no fim não precisei pensar muito, porque, apesar de ter demorado, agente também, chegou naquele lugar, digamos assim


Antonio: o Brutus não ficou irritado?


Davi: no começo ele ficou, mas depois de eu conversar com ele, consegui acalmá-lo, e ele ainda falou que, de alguma forma, sabia que isso ia acontecer. Ele me falou, “por que eu to tão surpreso? É claro que a Nala ia gostar do novo você”


Antonio: o novo Davi é legal


Davi: e ai, quer ir pra onde agora?


Antonio: que tal agente só continuar cavalgando até agente se cansar?


Davi: boa ideia.


Nao sei se ele chegou a entender o que eu queria, mas de certa forma, nos dois estávamos sincronizados, porque nos dois queriamos apenas cavalgar com nossos cavalinhos, sem pensar em mais nada, nem como uma competição, era a necessidade de dois cavaleiros bem antigos de apenas cavalgar e ouvir o som dos cascos batendo no chão, o vento nos cabelos, a sensação e cavalgar no ar, a facilidade de conseguirmos continuar nosso caminho cavalgando sobre o mar branco ou sobre o mar azul. 


Agente nem sabia quanto tempo havia se passado, só sabíamos que passou tanto tempo que já havia anoitecido, mas não foi o suficiente, então eu olhei pro Davi, com ele com certeza pensando o mesmo que eu, e falei.


Antonio: mesma hora semana que vem?


Davi: combinado.


E ainda no estado de espírito chamado “não to acordado, mas não to dormindo também”. Agente voltou pra casa, esse sentimento acabou com o tempo, e logo nos voltamos a fazer as coisas normais e casa, mas quando voltamos a nos encontrar, nós apenas ficamos quietos e continuamos cavalgando, diferente do que eu passava com o Jay, aquelas cavalgadas eram tão boas que eu tinha medo de acabar estragando aquele momento lindo com palavras, então nos ficamos bem quietinhos um bom tempo.


Eu gostei daquilo porque eu tive bastante tempo pra conversar com o Zorro, não com palavras, mas com nossos passeios, ele estava solitário, estava com frio e chateado. Mas eu estava pronto pra levar ele para vários bosques com grandes maçãs que eu sabia que ele amava, e também de leva-lo pra pontos do mar azul tão quentes que pareciam uma sauna apenas pra deixá-los melhor, e até levei ele pra um mestre de ferraduras profissional, deixando o corcel bem feliz talhando seus cascos, ele gostou muito das ferraduras novas, afinal, pra cavalos aquilo não era diferente de cortar unhas.


O Davi não estava muito diferente também, ele fazia carinho varias vezes no seu querido pônei, além de muitas vezes ficar de costas pra ele, parecendo que estava numa cama e dormindo em cima dela, era algo estranho, mas vendo como ele estava, vi também que a pônei amava isso, entendendo que aquilo era uma coisa que o Davi fazia, mas o Brutus não, ele também dividiu a maçã dele com ela, e ainda brincou com a crina dela, ele tinha hábitos bem diferentes com seu corcel também.


Ficamos 3 semanas essa forma, 3 semanas para sentirmos que nossos corcéis estavam tranquilos para nos permitirem ter alguns movimentos mais doidos, coisas que faziamos naturalmente, mas desde o inicio daquelas cavalgadas, estávamos com medo, derrapadas super doidas, saltos dignos de quase bater no teto do mar branco, e até rodopios que faziam coisas inacreditáveis em inimigos, nossa, como eu tive saudades disso. 


Quando a estranha missão de acalmar nossos animais acabou, eu senti um desejo, um desejo que se intensificou quando olhei o Davi, junto com uma voz, que fez uma pergunta simples para mim, que eu estava realmente curioso pra saber a resposta. “Quando foi a última vez que lutei com ele?” O que levou a pergunta “eu posso ganhar dele agora?” E esse tipo de perguntas me fez perguntar de forma intencional em voz alta.


Antonio: ai Davi, você quer competir comigo?


Não sabia qual rosto estava fazendo agora, mas eu sentia que meu olhar deveria estar bem intenso pra frente dele. E o Davi pareceu notar isso, porque ele sorriu de forma que tentava ser inocente, e falhava.


Davi: antigamente eu iria aceitar, mas apenas uma batalha animada não basta mais pra mim, eu quero mais do que uma corrida, eu quero sangue, violência, aura e magia explodindo pra todas as direções. Uma quantidade tão grande de sangue que o chão que eu estou iria virar lama, e ter tantas pessoas querendo minha cabeça que eu sequer poderia descansar pra inspirar e expirar se tornar um luxo ainda maior, eu quero, o show de coliseu que você participou, você aceitaria entrar ali comigo, Antonio Carvalho?


Fiquei sem falar nada por alguns segundos, mais por estar totalmente impressionado pelo que o Davi falou, até que quebrei meu próprio transe dando um assovio bem curto antes de falar. 


Antonio: (assovio) falou como um profissional agora


Davi: foi completamente do nada, não planejei nada disso que eu falei, me fala, você aceita?


Antonio: claro que sim, mas vai ser só nós dois?


Davi: claro que não, eu quero que o João, a Saytus, e o Jay vão lá também, eu quero uma guerra total contra àqueles caras, claro, isso se você aceitar.


Então eu vi, a calmaria do Davi se quebrando, e mostrando um grande sorriso desafiador, um sorriso que demonstrava calmaria em tudo, exceto nos olhos, que exalavam uma sede de sangue que era direcionado apenas para mim, e de forma doce, eu apenas retribui o sorriso.


Antonio: eu iria amar jogar com vocês, mas vocês tão dispostos a lutar com outras pessoas?


Davi: é claro, eu iria amar o pandemônio, só to com medo que os outros não vão aceitar.


Antonio: e daí se eles não aceitarem, agente só aceita o não e segue em frente, simples assim


Davi: é mesmo, não temos nada a perder né.


E então, com um pensamento simples, e até infantil, nós visitamos cada um dos nossos amigos, com uma alegria e uma infantilidade que fazia que nós parecemos crianças convidando os amigos pra brincar no parquinho, e de certa forma, pra pessoas como nós, era mesmo.


O João pensou bastante, já entendendo bem que, apesar de ser um cavaleiro, pela falta de sede de sangue que ele tinha comparado principalmente com eu o Brutus e a Saytus, ele iria perder rápido, mas ele se convenceu a participar, pensando como no final ele provavelmente iria aprender algo com isso; O Jay quase não aceitou, até ele descobrir que podia ficar do tamanho real dele; e a Saytus sorriu de forma sinistra e deu um sim imediato, era óbvio que ela queria essa luta conosco depois e bastante tempo, e eu de certa forma, queria também brigar novamente com ela.


Antonio: estarei ancioso pra ver você na arena


Saytus: não tanto quanto eu Tony, acredite.


Ela batia de forma nervosa nas mãos quando falou isso, sinais de empolgação, ahhhhhh, ela tava planejando alguma coisa, eu notei, mas não falei nada, eu iria deixar ela me surpreender pra variar. hihihihihi.


E quando nos inscrevemos, ficamos meio tristes sabendo que o próximo torneio iria demorar um bom tempo, mas mesmo triste, de certa forma fiquei feliz por conseguir me preparar muito melhor pro desafio.


Antonio: ai, se preparem


Todos: você também. 


Não apenas eu estava alegre, mas o Zorro também, aquele cavalo estava muito feliz pelas loucuras que nós iriamos passar juntos, e de certa forma, eu também, eu tinha muito papo que colocar em dia com aquele nobre corcel.


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