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A passagem de uma vida🌻3
☁️As maravilhas do céu ☁️
1993 palavras • 11143 caracteres • ⏱ 7 min 58 s

☁️As maravilhas do céu ☁️

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O mar vermelho era muito bom, eu tinha que admitir isso, mas o mar branco sempre será melhor pra mim, o mar vermelho era intenso demais pra mim, além de que o mar branco tinha muitas coisas boas, como os grandes maremotos para surfar, eu fiquei muito feliz em rever todos os rapazes que eu fiz uma amizade tão grande na ilha, e ainda mais feliz em trazer meus amigos pra la, o Brutus havia acabado de cair no mar, enquanto o Jay tava bem perto de mim, rindo de uma forma que eu nunca vi ele sorrindo antes.


Antonio: EITA, EU FINALMENTE VI VOCÊ GOSTA E ALGO É!?


Jay: E COMO EU NÃO PODIA FICAR FELIZ? ISSO É INCRÍVEL!


Eu e o Jay estávamos empatados, enquanto a Dandara e o Brutus pareciam disputar quem caia primeiro, e era uma disputa acirrada pelo quão rápido eles caiam de vez em quando. 


Mas o que eu mais gostava era quando nós chegamos a parte transparente dos grandes maremotos brancos, ah, eu nunca iria me cansar de ver todo o tinel branco daquele mar ficar transparente, deixando que os peixes que se assemelha bastante a pássaros ficarem perto de nós, e ao invés de surfar, eu tinha a sensação de que eu estava voando, com milhares de metros de diferença no chão. 


O Jay ria absurdamente com aquilo, com apenas ele entendendo a alegria de passar por aquilo junto comigo, uma alegria que eu queria poder dividir com a Dandara, o Brutus e a Saytus no futuro.


Quando o maremoto que eu e o Jay estávamos diminuiu, nós voltamos para a terra, agente viu que o Brutus estava se secando, de novo, ele tava fervendo de raiva depois de cair, então ele olhou pra mim e falou.


Brutus: DE NOVO


Antonio: e você, querida?


E a Dandara tava lá, coberta, com frio, e só comendo um espetinho.


Dandara: não, eu vou ficar aqui mesmo


Antônio: ah, qual é, não faz isso, não vou conseguir te deixar sozinha assim


Jay: vai se divertir com o lobinho, eu cuido dela


Antônio: ah, valeu Jay.


E com a ajuda do gigante, eu fui surfar e novo nas ondas, e quando eu subi na primeira vez no próximo maremoto super grande, eu fui acompanhado com o Brutus, e com ele surfando comigo, fiz o possível pra dar dicas pra ele, mas era algo bem dificil de fazer, já que ou ele me escutava, ou tentava aplicar o que eu falava. 


Enquanto eu não caia, o Lobo caia mais de 20 vezes, mas ele não desistia, e o ódio dele apenas foi um combustível pra voltar a surfar com ainda mais intensidade o que antes.


Demorou um bom tempo, mas depois de cair muito, me ouvir e aplicar o que eu falei aos poucos, ele conseguiu o feito de ficar em um grande maremoto por 1 minuto inteiro, o que considerando o quão grande aquelas ondas eram, era um feito impressionante por si só.


Mas quando ele chegou nesse feito, eu já tava ficando muito cansado, a ponto e eu dar um tempo do surf, e sentir que eu precisava ficar um tempo na terra firme, enquanto o Brutus, que parecia quase insaciável em competição e ódio, pediu para o Jay ir com ele, e sorrindo, o gigante trocou de lugar comigo, e foi lá surfar com o Sapien, enquanto eu fiquei ali, quietinho e me recuperando bem do lado de minha linda esposa.


Antonio: serio, parece que esse cara nunca fica cansado


Dandara: que inveja.


Eu sabia que tinha algo errado, mas não forcei, a Dandara ainda tava usando a toalha, e já tava tão seca que era obvio que ela só usava aquilo pra se manter quente de alguma forma, a maior diferença era que ela estava com um espetinho de coração de galinha flambado pela metade, mas nem o espetinho conseguiria tirar a carinha de tristeza dela, até que ela admitiu, depois de muito tempo de silêncio, qual era o problema.


Dandara: isso não é justo


António: do que você tá falando?


Dandara: você treinou por anos e você quer que agente te acompanhe?


Antonio: na verdade as ondas são apenas um bônus, o motivo de eu levar vocês pra cá é aquilo.


Eu falei enquanto mostrava um grande barco feito de papel, era a primeira vez que muitos ali viam um barco do mar branco.


Brutus: ele parece tão frágil


Antonio: só parece, vamos, ou agente vai se atrasar.


O Brutus, a Saytus e a Dandara estavam bem nervosos, não tendo muita fé que aquele barco sequer iria aguentar o peso deles, mas quando eles entraram a bordo, eles se impressionaram duas vezes, pois além do barco ser bem forte, ele parecia duro como metal. 


Antônio: bem louco né?


Dandara: mas que tipo de magia é essa?


Antonio: algo muito complicado pra te explicar rápido assim, vem, temos que nos apresentar pra ela.


E depois de mais algum tempinho, nos encontramos com algo que os 4 ficaram interessados em ver. 


Uma mulher, ela era alta, mas ao invés de braços, ela tinha asas, seu rosto era humano, mas ela tinha olhos e um pescoço de coruja, além de pernas de pássaro e um torso tão magro que parecia aerodinâmico até demais(do tipo que parece que alguns órgãos estavam faltando, igual pássaros de verdade). Uma harpia, uma raça que era considerada humana, mas que não era populosa o bastante pra ter o próprio reino.


Harpia: bem vindos convidados, por favor, divirtam se no barco enquanto chegamos na nossa primeira parada.


Todo mundo foi onde a Harpia falou, meio que não entendendo porque eu iria gastar tempo em um barco se agente conseguia ir mais rápido apenas cavalgando, mas eles entenderam o porquê. 


Dentro do barco, tinha ótimas atividades, um cantinho onde o pessoal tocava e dançava, outro ponto onde dava pra ter um tempinho pra ver as maravilhas das ilhas, dos pássaros e do mar em si do mar branco, além de um cantinho onde tinha um pequeno bar. E cada um encontrou seu cantinho antes de nos chegarmos na primeira parada, e a harpia logo pediu a atenção de todos.


Harpia: chegamos na primeira parada, aqui vocês verão o peculiar coral de pipas do mar branco.


Eu esperei tanto tempo por isso, e então, eu me joguei no mar, usando os óculos que eu consegui no barco, e depois, eu fui seguido pelos outros, e onde eu estava, eu senti, eu desci o mais fundo que eu conseguia no mar branco, pensando se eu realmente iria cair de novo, mas não, porque assim que eu cheguei na borda depois de bastante tempo afundando, bati numa nuvem tão dura que parecia pedra.


Olhando em volta, me vi cercado por muitos corais diferentes, e diferente do mar azul, alguns corais pareciam ser feitos de papel, outros de puro raio, outros de vidros coloridos. E as esponjas? Elas pareciam grandes sacolas de plástico, ferro super mole, couro duríssimo, esponjas de cozinha, esponjas de ferro, era quase como se tudo que era o mais “não natural” possível tivesse se unido em um único campo de coral, e eu tava adorando isso. 


E eu nem falei dos peixes, além dos clássicos peixes balão, tinham os peixes que se pareciam bem mais com pássaros do que com peixes, tinham muitos que pareciam bem mais pequenos golens voadores(quase como rones). Mas os mais doidos deveriam ser os tubarões, por que eles eram uma grande turbina com uma boca, também tinham grandes amontoados de linhas que conseguiam criar animais e também tinham os tubarões que eram literalmente satélites, capazes de disparar raios no fundo da água branca, um doideira maior que a outra.


Além da aparência, cada peixinho tinha algo diferente, alguns conseguiam criar bolhas pra eu respirar, outros sugava meu sangue igual mosquitos, e outros conseguiam criar pequenos desastres naturais com a união, como redemoinhos, e os peixinhos que conseguiam comer sem problemas cada um daqueles corais, algas e esponjas estranhas, mas isso parece ser o mais comum.


Olhando em volta dos corais, vi como o Brutus deixava a boca aberta e deixava os peixes limpadores comerem os pedaços e comida presos nos seus dentes, junto de alguns parasitas e outras coisas que se prenderam no corpo dele. 


A Dandara parecia ter criado uma grande peça instrumental com os peixes mais inteligentes e capazes de criar música através de magia, até mesmo atraindo mais peixes e outros animais marinhos pra curtir a música, e mesmo dentro da água, eu sentia como a música era boa. 


A Saytus parecia ter virado um peixinho também e começou a comer os corais fazendo rostos como se aquilo fosse a coisa mais deliciosa do mundo, até me fez pensar que eu deveria fazer isso, mas descartei a ideia tão rápido quanto ela apareceu. 


E o Jay apenas observou os peixinhos, a visão totalmente artística que todos aqueles corais coloridos, junto com os peixes tão diferentes causavam em sua visão, o fazendo tirar tantas fotos mágicas que o olho dele ficou cego por alguns segundos, algo que não o impediu de tirar mais fotos depois.


Vendo tudo aquilo, fiquei feliz que nenhum dos meus amigos era doido.


E então, depois daquela parada, fomos em outro ponto de corais, e outro, e outro, até nós chegarmos na ilha novamente, todo mundo tava bem feliz, ainda mais com o grande banquete que os participantes do evento estavam preparando.


Antônio: não falei que vocês iam se amarrar nisso?


Dandara: tá, eu admito, isso foi divertido


Antonio: alguém quer tentar de novo nadar pelas ondas?


Dandara: AH, POR QUE NÃO, EU TO CHEIA DE ENERGIA AGORA. HAHA.


Eu tava com medo de que toda essa alegria da Dandara se desfizesse assim que ela caísse uma vez, mas não, não só ela, mas o Brutus caíram mais de 10 vezes em uma única onda, e mesmo assim, eles voltaram até na mesma onda, a ponto eles conseguirem ficar mais de 10 segundos no maremoto antes de caírem e novo. 


Quando todos nós voltamos pra água, vi que eles estavam deitados no chão, muito mais por que eles estavam exaustos do que por que eles queriam desistir.


Dandara: nossa, isso é mais difícil do que eu pensei


Antônio: se isso faz você se sentir melhor, a essa altura você já deve estar boa o bastante para lidar com qualquer onda do mar azul


Dandara: nah, você estragou minha noção de perigo, ondas do mar azul devem ser muito fraquinhas pra mim agora, tipo, olha pra aquilo.


Ela falou enquanto apontou pra frente, mostrando uma das ondas “pequenas” daquele treino todo, e ela tinha quase 90 metros de altura, e muitos gigantes surfavam nela, em suas formas normais de 30 metros como se não fosse nada. E apesar de eu já ter surfado em muitas ondas como aquela, muitas mesmo, ser colocado naquela perspectiva realmente me fazia pensar no quão doido eram as coisas que eu fiz, as coisas que eu ainda iria fazer, porque até aquilo estava longe de ser o suficiente pro que eu queria.


Antônio: eu acho que eu sou louco


Saytus: você só percebeu agora?


Dandara: todo mundo é um pouco doido


Jay: nem conseguiria falar melhor…então, vamos la tirar a barriga da miséria?


Brutus: sim, por favor, eu to com tanta fome que a minha barriga podia me processar.


E depois dessa declaração, nos fomos nos esbanjar no grande banquete depois da grande viagem, eu fiquei feliz em ver como agente parecia uma grande família feliz assim.


Eu estava tão feliz naquele climinha, que eu beijei a Dandara no meio daquilo tudo, deixando todo mundo bem alegre, dando um AEH, levantando as taças, coisas que o resto dos convidados fizeram, pensando que era uma comemoração do certo tipo, haha.


Antônio: QUE ALEGRIA, EU SOU O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO


Todos: AEEEEEEEEEEH.


Criadora, se você existir de algum jeito, por favor, me permita fazer esse tipo de coisa pra sempre.


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