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A passagem de uma vida🌻3
🌋Uma boa pescaria 🌋
1874 palavras • 10396 caracteres • ⏱ 7 min 30 s

🌋Uma boa pescaria 🌋

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Eu tava adorando voltar as coisas ao “normal”, pra começar, eu iria conhecer mais um território que eu não conhecia muito bem, não muito tempo depois, voltei para o território das fadas, no fundo da terra oca, junto do meu lobinho favorito, ele parecia bem agitado, mantendo sua mão na espada desde que entramos na caverna, não diminuindo a força do aperto por nada, nem quando chegamos perto do grande reino dos elfos. 


Apenas quando passamos pela fronteira, e o imenso calor do território foi substituído por um frescor apenas possível pelos  feitiços élficos, Brutus se acalmou, mas apenas depois de ver estrutura do lugar, com casas feitas de cogumelos gigantes modificados a ponto de parecerem casas normais, ele finalmente se acalmou a ponto de largar a espada bem devagar. 


E pra surpresa de 0 pessoas, o Brutus conseguiu passar sem problemas pelos testes dos elfos, ficando bem surpreso com o que viu ali, era absurdo tudo que ele via, e quanto mais fundo ele ia, ele começou a olhar pra vários pontos diferentes, eu não entendia porque ele fez risos, mas ele logo me explicou.


Brutus: nossa, tem tantos dispositivos de segurança aqui


Antonio: normal, se você visse o tipo de coisas que da pra pegar aqui, o mar vermelho não é um lugar fácil de se viver


Brutus: mar vermelho? Onde?


Antonio: bom, é por isso que eu te trouxe, vem comigo.


No meio de todas aquelas grandes casas, eu levei o Brutus até um ponto onde a luz azul e super fresquinha o território era substituída pela luz vermelha e amarela super violenta e super quente do magma do mar vermelho. 


E como eu esperava, o porto das fadas era feito e ferro puro, cheio de feitiços anti-derretimento, e os barcos eram tão grossos e tão pesados que com certeza eles afundariam em qualquer lugar que não fosse o mar vermelho, mas funcionava ali, então pra que mudar não é?


O Brutus levou um bom tempo apenas olhando pro mar, e eu era culpado e fazer isso também, porque era realmente algo muito lindo de se ver, tantas cores diferentes de amarelo, vermelho e preto, lutando para coexistirem dentro da grande vastidão dentro da terra oca, mas ele era tão perigoso quanto bonito, então peguei a mão do Brutus e o levei até um barqueiro pescador, e o Brutus entendeu bem o plano.


Brutus: se você queria pescar, eu podia ter pegado o equipamento


Antonio: a pescaria do mar vermelho é bem mais intensa que a do azul, (acena pro pescador) oi senhor.


Eu chamei a atenção de um senhor descansando no próprio barco, dentro dele tinha grandes arpões, os braços o pescador fazia parecer que ele tomava esteróides no cafe da manha, e quando ele nos notou, ele levantou o chapéu que ele usava pra cobrir o próprio rosto, olhou pra nós, e entendeu de cara o que agente queria.


Pescador: é só vocês dois?


Antonio: só


Pescador: não vou me responsabilizar se vocês morrerem ou caírem no mar, mas tomem isso, como uma cortesia.


Ele nos deu duas pastilhas, e quando comemos a pastilha, eu senti um feitiço entrar nos meus pulmões, e quando respirei fundo, não senti os gases tóxicos do magma entrando em meus pulmões, então de forma mais calma que eu achei ser possível, eu entrei no barco de ferro, me impressionando com o quão frio o barquinho era enquanto ainda estava no magma, o Brutus entrou pouco tempo depois.


Antonio: você já usou um arpão antes?


Brutus: não, mas eu já usei lanças várias vezes, não deve ser tão diferente.


Quando eu falei “arpão”, eu tinha certeza que o Brutus ficou com olhos brilhando em vermelho enquanto dava um sorriso maligno, mas agente ficou bem quietinho enquanto o Pescador pegou dois remos e começou a nos levar por todo o mar vermelho com uma velocidade digna e um barco a motor, mostrando que os mega braços que ele tinha não eram de enfeite.


Não sabia aonde o barco iria parar, eu sabia que peixes daquele território eram durões, mas quando chegamos no lugar, fiquei surpreso com o que eu vi, um peixe do tamanho de um golfinho e com escamas de pedra que subiu bem acima de nós, e jogou uma onda de lava pura na nossa cara, ainda bem que o pescador nos protegeu com magia, e falou.


Pescador: então, quem quer ir primeiro?


Antonio: eu eu.


Eu não tinha nenhum problema em ir primeiro. Eu peguei o primeiro arpão, e senti minha magia sendo absorvida por ele, ficando muito feliz com o que sentia, então o Pescador me orientou um pouco.


Pescador: ok, agora essa parte é bem traiçoeira, você não pode depender da mana, se você tentar detectar o peixe usando seu ohar pra rastreá-lo, a sua visão vai se unir com a mana no magma, fazendo todo o mar brilhar na sua cara e te deixar cego, você tem que olhar as ondulações do magma, pra ver onde tem algum que se move de forma estranha.


Eu levei um bom tempo pra entender e encontrar o que o Pescador estava falando. Depois de algum tempo, percebi uma estranha onda que não precisa acompanhar as outras, a ponto de se destacar bastante, e com a precisão necessária pra disparar milhares de feitios milhares de vezes, eu arremessei o arpão, fazendo alguma coisa gritar de dor, e começar a  puxar o barco com tanta violência que eu quase cai, mas o pescador me pegou a tempo, então eu vi, o peixe indo pra frente, pra esquerda e pra direita , e jogando muito magma em nós, mas o pescador me segurou e nos defendeu e apenas falou.


Pescador: NÃO PENSE MUITO, APENAS CONTINUE ARREMESSANDO ARPÕES.


Eu segui a dica do veterano naquele mundo e continuei arremessando os arpões no peixe, eu errei três e acertei 5, a cada arpão bem encaixado, eu fiz o sangue dele se espalhar no meio do magma, até que a corda se arrebentou


Antonio: nossa, esse bicho é durão


Pescador: nem tanto, mais um golpe deve ser o bastante, agora cuidado.


E como o Pescador falou, o peixe que eu machuquei voltou, na esquerda, ele tava indo com tudo até nos, pronto para colidir com tudo no barco pra tentar derrubá-lo, mas com muito foco, eu me preparei e arremessei meu último arpão, conseguindo acertar o bicho na cabeça, fazendo ele parar de nadar, uuuuuuuuuuuh, que belezura.


O Pescador fez a alegria de tirar o peixe do magma.


Pescador: vocês sabem como cozinhar isso?


Antonio: nem ideia


Pescador: bom, podemos não ser tão bons como os vampiros, mas nós sabemos fazer algo comestível.


O Brutus nem parecia mal por nós não deixarmos ele pescar, o peixe que eu peguei era tão grande que agente conseguia dividir ele e ainda ficarmos cheios.


E então, o Pescador nos levou a terra, e explicou como era possível usar a magia pra descamar o peixe, (algo que, depois do Brutus testar com sua espada, mostrava que as escamas eram muito duras, muito mesmo). E depois como tirar as tripas ele, e como tirar a espinha, e depois de toda a explicação, ele explicou que nós precisávamos usar uma “chama fria” pra esquentar o peixe, e eu e o Brutus sabíamos que tipo de chama era essa.


E depois de tudo aquilo, nós colocamos o grande peixe em um grande bloco de gelo, que conseguiu esquentar o peixe como se fosse uma grande chapa quente, isso era muito maneiro, e o Brutus parecia concordar comigo.


Brutus: ai, eu posso tentar pescar um peixe depois?


Antônio: por mim tudo bem.


Quando o peixe ficou pronto, não fiquei surpreso pela minha língua doer, ou por eu estar com a língua super sensível com o gosto tão novo como daquele peixe, eu me impressiona com a dureza daquele peixe, era quase como mastigar uma pedra com sabor, algo que deixou meus super sentidos bem irritados, mas eu ainda comi, queria me acostumar com aquilo, mas não me acostumei tão fácil, porque eu terminei o peixe e ainda não estava acostumado.


Antonio: cara, ainda bem que você vai pescar também


Brutus: mano, você tem certeza que gostou desse peixe?


Antonio: gostei sim, só preciso me acostumar um pouco com o sabor.


Apesar de todo meu corpo falar que eu não gostava e que eu não precisava comer mais, o Brutus ainda decidiu acreditar em mim, e voltando ao Pescador, novamente agente teve uma grande viagem no mar vermelho, e depois de ver minha demonstração, o Brutus tinha uma ideia do que fazer. 


Uma vez novamente no ponto de pesca colocou uma de suas pernas pra frente, levantou o arpão e agiu como se já tivesse feito aquilo milhares de vezes, provavelmente uma memória muscular das lanças que ele já usou até agora, e mesmo atrás de todo o pelo, eu conseguia ver os músculos imensos dele, preparado pra atacar qualquer coisa que chegasse em seu caminho.


Nos vimos algo na água ao mesmo tempo, mas o reflexo dele era muito mais rápido que o meu, o arremesso do brutus era simples e preciso, a ponto de jogar uma grande quantidade de magma pro ar, o golpe foi tão forte que o peixe não começou a puxar o braço do nada, ele ficou tão tonto que parecia que o Brutus tinha o matado com um único golpe, mas o Pescador sabia que não havia acabado ali.


E então, o peixe se recuperou e tentou puxar o barco, mas antes dele ganhar força, o Brutus pegou a corda do primeiro arpão, a que prendia o peixe, e puxou ela com muita força. A força que o Brutus fez foi tanta que o barco quase virou, quase. Mas o que aconteceu foi que o peixe foi arremessado pra cima, e apenas ali que o Pescador ficou impressionado com o Lobo, mas o Brutus não parou ali, ele pegou a própria espada, saltou no ar e cortou a cabeça do peixe usando sua espada de aura, se o sol estivesse no ar, aquela cena seria absurdamente linda.


Quando os pedaços do peixe caíram, junto do Lobo, eu e o Pescador estávamos impressionados com o que vimos.


Pescador: hum, não sabia que você era um pescador não tradicional


Brutus: eu apenas testei coisas e aquilo aconteceu


Antonio: serio? Nesse caso acho que vou testar coisas novas também.


E um pouco mais calmos, nos voltamos à terra firme, e eu tentei descamar o peixe e tirar as tripas dele, mas apesar de eu estar acostumado em preparar peixes normais, os peixes do mar vermelho eram algo muito complicado pra mim ainda. Bom, apesar de não ser bom nisso, tava feliz que eu tinha me acostumado finalmente com o gosto diferente daquele peixe.


Antonio: espero ficar melhor em descamar esses peixes


Brutus: é, e eu quero ficar melhor nessa pescaria, eu amei ela. 


E com essa fala, nos pescamos mais alguns peixes, comigo me soltando e conseguindo capturar mais peixes, o Pescador nem ligava com o método, só por nos estarmos vivos tava tudo bem, mas apesar de todos os 30 peixes que nós pescamos, eu não fiquei melhor em descascar os peixes, mas pro que eu tava fazendo antes, já era alguma coisa.


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