Quando saímos, vi que o clima estava bem tranquilo e confortável, as nuvens cobriam o sol, tava parecendo que choveria logo.
Eu andei até chegar no que parecia uma arena onde os bêbados do bar iam para resolver as desavenças.
Não teve preparo, assim que nós pomos o pé na arena, o mago um simples feitiço de bola de fogo,mas em sua simplicidade, um poder absurdo era visto, uma intensidade no fogo, uma selvageria na magia, e a naturalidade da…experiência ao invés os cálculos, eu não ia conseguir bloquear isso.
Eu desviei do ataque no puro instinto e vi a bola de fogo explodir com tudo atrás de mim, e sem perder tempo, flutuei para os céus, já preparando meus feitiços nomeados, mas só pra garantir algo, invoquei meus golens montados normais primeiro.
E assim como eu pensei, o mago era forte a ponto de que apenas sua presença conseguia derreter meus golpes montados normais, sem nem precisar de disparar a bola de fogo, e logo depois eu senti, a intensidade de uma magia refinada pela adrenalina em momentos de quase morte.
Mas enquanto o Mago derretia meus golpes montados, e disparava ainda mais bolas de fogo em mim, consegui a concentração o bastante para recitar meu feitiço.
Antonio: grimório dos golens, terceira página, debandada de animais mecânicos.
E com essa repetição, eu criei um grande exército com mais de 30 golens com canhões de frio nos braços, e quando o mago viu os golens vindo e resistindo sua presença sem derreter, ele mudou o feitiço, transformando a bola de fogo em uma onda de chamas que derreteu o chão até transformar tudo numa grande onda de lava, impressionante, muito impressionante, mas meus golens congelaram a Lava sem problemas, mas eles não conseguiram congelar a chama, que conseguiu passar por eles e quase me atingiu, mas não antes do cão mecânico líder aceitá-la e congelá-la instantaneamente.
Os meus cães ficaram bem derretidos pelo último feitiço, e com 10 explosões, o mago destruiu a lava petrificada e disparou milhares de bolas de fogo em mim, eu não invoquei outro Golem, porque apesar de estarem derretidos, era necessário bem mais que aquilo pra destruir meus queridos animais de terceira página.
Colocando um pouco mais de magia neles, os cães se levantaram, destruindo os metais derretidos de seus corpos, mostrando como eles ainda estavam inteiros o suficiente para disparar em todas as bolas de fogo, as congelando totalmente e deixando espaço o bastante pra muitos deles irem atrás do mago.
Muitos cães conseguiram ir até o mago, e logo, ele fez outro feitiço de fogo, que criou um chão de lava, coitado, aquilo não era o bastante pra pegar meus cães, eles saltaram no ar, e acionaram seus jatos pra irem até ele.
Fiquei impressionado vendo como ele impediu um dos cães com o cajado dele, e dando a perna para outro cão mecânico morder, e com os cães tão perto dele, o mago criou uma explosão tão intensa que parecia que meus cães foram destruídos, mas isso tava bem longe de ser verdade.
Então, em um grito de desespero, o mago conseguiu expulsar meus cães pra longe, agora que ele não estava tentando mais destruir meus cães, apenas empurrá-los pra longe com um jato de fogo tão grande que eu precisei aumentar minhas defesas de meu manto para ficar seguro.
O jato não era forte em dano, mas era bem forte em empurrões, o Mago estava pensando bastante no que ele poderia fazer, mas eu trabalhei dia e noite pra fazer aqueles cães, mesmo com todo aquele calor, toda a tecnologia em baixo deles não conseguia ser destruída por um “mago de rua”, pelo menos não enquanto eu ainda regulasse de forma constante o poder deles.
E quando eu pensei sobre isso, eu tinha percebido algo, e quando toquei em meu segundo colar, aquele embaixo do meu colar de girassóis. Eu olhei para o Mago, e ele viu, ele viu algo que provavelmente estava tentando se negar a entender mas quando eu criei meu cajado em meio ao ar, ele ficou com o mais profundo terror enquanto eu falei. Usando um feitiço de som para ele conseguir me ouvir mesmo através do caos da batalha.
Antônio: lamento, a essa altura do jogo, esqueci de pegar meu cajado.
E com o meu cajado em mãos, os cães mecânicos pararam de ser empurrados, e em segundos, todo o fogo do mago foi congelado.
Não apenas o mago, mas todos ali presentes estavam impressionados com a forma que os meus cães conseguiram congelar o próprio fogo, mas a verdadeira surpresa dali foi como todos os meus cães conseguiram agarrar o Mago, sem machucá-lo, 3 cães diferentes seguravam os braços e as pernas do mago, outros 4 estavam espalhados pelo tronco, e um deles estava posicionado na cabeça dele, apesar do quão afiadas as presas de ferro puro daquelas máquinas eram, elas tinham um carinho nos agarrões, como uma mãe cachorro segurando um bebe pelo pescoço.
Eu andei devagar até lá, tendo cuidado pra não ser pego em uma armadilha ou coisa do tipo, mas eu cheguei sem problemas no mago, e perguntei.
Antônio: você desiste?
Mago: eu…desisto
Antônio: ah relaxa, você não é fraco, eu é que sou muito forte.
O mago não parecia estar acreditando em mim, mas eu não estava brincando, eu tava realmente impressionado com o poder dele, tinha certeza que se ele enfrentasse pessoas do meu reino, tenho certeza que ele chegaria pelo menos nas finais.
Todos estavam impressionados com o que eu fiz, mas quem estava mais impressionada com aquela cena era a Dandara, mas ela estava bem mais curiosa no estilo do Mago do que com o que eu fiz (talvez em algum momento ela só aceitou que eu era forte e que aquilo não era tão impressionante)
Dandara: me fala, quem é aquele mago?
Antônio: um mago de rua
Dandara: um o que?
Antônio: um mago que é o próprio professor, como eu falei, magia e aura são dois poderes que podem ser aprendidos “sem querer” quando você lê bastante uma certa matéria ou quando você tem um grande foco a ponto de conseguir saber tudo que é possível sobre um certo tema
Dandara: os amaldiçoados dos super sentidos devem ser sempre magos então
Antônio: nem tanto, a aura pode aprendida depois de fazer muitos exercícios constantemente, ou quando você sente sentimentos muito intensos por mais de uma semana seguida
Dandara: nossa
Antônio: é, e os magos de rua são magos que aprendem a magia “sem querer”, mas aprendem a maioria dos seus feitiços e técnicas em combates reais, por isso que são chamados “magos de rua”
Dandara: você parecia respeitar aquele mago
Antônio: e como não respeitaria? Ele aprendeu magia sozinho, sozinho, e ele conseguiu chegar até a Árvore de Halloween, você faz ideia do que apenas esse feito mostra o quanto magia de fogo dele é forte? Como eu falei, ele só teve o azar de me encontrar
Dandara: tenho certeza que ele não pensa assim
Antônio: não se preocupe, ele vai entender com o tempo.
Depois daquilo, eu pensei que as coisas iriam ficar mais calmas, mas foi o contrário, porque assim que nos entramos no bar, outro mago de rua apareceu, e ele tentou “tocar” na Dandara, antes dela se afastar e ficar com um rosto de puro medo, um medo que tava lentamente de transformando em raiva enquanto eu tentava decidir se eu deveria ajudar a ruiva ou não.
Mago2: e aí gatinha, quem eu preciso ganhar pra você virar minha vadia?
Eu nunca, jamais, em toda a minha vida, vi alguém mudar de um rosto de medo pra um rosto de puro ódio e depois calmaria assassina em segundos, dentro do bar, todo mundo olhou com pena para o mago, por que todo mundo já havia decidido que ele não iria viver mais o que 10 minutos, isso se ele tivesse sorte, e o pior é que eu concordava com eles. Então, com uma voz e um sorriso que dizia “eu vou te matar” sem dizer nada, a Dandara respondeu.
Dandara: posso lutar por mim mesma, mas se você quer ser espancado por uma mulher, eu luto com você agora.
Tava na cara que (apesar do equipamento dela) o segundo mago não tinha levado a garota a sério, um grande erro, e dependendo do humor da ruiva, seria o último.
A Dandara não sentia a necessidade de guardar qualquer coisa pra ele, em segundos, ela pegou seu cajado, um cajado que parecia bem mais um porrete cheio de espinhos, e pelo tamanho dos espinhos, ela iria matar aquele cara, mas eu confiei nela, confiei que a garota não faria isso.
E pro meu alívio, o mago era forte, porque ele criou uma prisão de montanhas para a enterrar ela em um deslizamento, bom, eu achei que pelo menos seria uma luta boa.
Mas de novo eu estava errado, a Dandara não usou nenhuma magia e nenhum objeto de madeira super detalhado, tudo que ela usou foi seu cajado, ela balançou o próprio cajado pra destruir a montanha na frente do mago, ela pisou no chão uma vez, jogando todo o ódio que aquele mago causou nela em seu cajado, o deixando absurdamente pontudo.
O mago tentou defender, com a mesma mão que tentou tocar a ruiva, eu sabia que aquilo iria doer, mas não pude deixar de olhar.
Um único golpe, um espinho entrou no braço dele, e num olhar de puro terror, o mago sentiu os espinhos saindo de seu corpo, o transformando num grande porco espinho gigante, o grito que ele deu foi inaudível, porque os próprios pulmões e outros órgãos dele foram perfurados por isso. Enquanto os espinhos entravam e saiam em outro lugar, o perfurando cada vez mais.
Eu tinha certeza que a Dandara tinha exagerado, mas então eu vi, o mago ainda vivo, mas era ainda mais do que isso, ele olhou pra Dandara, enquanto ele tentou se mover, mas só conseguia usar a magia inteira dele pra sempre manter vivo.
Dandara: meu marido falou que magos de rua são durões, se você se intitula um mago de rua, sobreviva a isso.
E depois dessa demonstração de poder e ódio, nenhum engraçadinho tentou chegar perto da Dandara.
Mesmo assim, muitos outros magos e cavaleiros de rua vieram até nós, magos querendo testar a força, mas com um gesto estranho, eles pareciam querer entender a diferença entre um sobrevivente e um lutador, e sempre ficando impressionados com eu e a Dandara sermos tão diferentes deles.
Coitadinhos, mal sabiam eles que não éramos lutadores ou sobreviventes, nós éramos os dois pelos lugares doidos que nós já visitamos.
Depois de tantas coisas, pensei que a Dandara iria parar de vir aqui, mas foi o contrário, ela parecia estar se divertindo muito no lugar.
Dandara: agora tô entendendo um pouco melhor porque você ama vir pra cá, os clientes são gentis, e o lugar em si é maravilhoso (põe uma garfada de carne na boca) esses bifes também são maravilhosos
Antônio: sério, se não fosse por você, acho que eu nunca tocaria na comida desse lugar
Dandara: bom saber, haha.

