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A passagem de uma vida🌻3
🤛😡O Torneio da Purificaçao😡🤜
2707 palavras • 15305 caracteres • ⏱ 10 min 50 s

🤛😡O Torneio da Purificaçao😡🤜

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E depois de vários dias de trabalho exaustivo, onde todo mundo disse que precisava de um tempo antes da próxima aventura, eu levei cada um deles para o grande festival das fadas. A Saytus estava bem empolgada, enquanto o Brutus e a Dandara estavam bem nervosos, não entendendo o que deveria ser aquilo.


Mas depois de passarmos pelo ponto das fadas Hipteras, o ponto do evento parecia bem mais simples do que o normal, guerreiros de todo o mundo estavam se reunindo em vários lugares, tanto fadas quanto de outras espécies…o Brutus já tinha visto um pouco de todas as raças, mas olhando ao redor, ele fazia um rosto estranho.


Brutus: hum, sei que isso deveria ser legal, mas me a um pouco de medo ver tantas espécies diferentes unidas num lugar só


Antonio: deve ser sua paranoia de cavaleiro falando, só tenta ficar tranquilo.


Sinto que eu falei algo errado naquilo.


Antonio: eu falei algo insensível?


Brutus: não, tá tranquilo.


Aceitando aquilo, andei pra dentro do evento, quando chegamos no evento, vimos algo que eu estava ansioso pra participar a muito tempo, o grande evento da “purificação dos venenos”. Existiam 10 jaulas ali, 5 com fadas e as outras 5 com as outras raças, e depois de eu e os outros assinamos um contrato com a fada (dizendo em poucas palavras que não podiamos processar as fadas por qualquer sequela que aquele evento nos esse), nós entramos sem muitos problemas nas jaulas mistas.


Eu não sabia como todos estavam, mas eu já estava com muito nervosismo, era bem mais por que a jaula que eu estava, tava lotada, me fazendo pensar em usar todo meu poder logo no início, mas eu me segurei, esperando apenas tudo começar de vez.


A fada líder do evento começou a falar alguma coisa, mas eu nem pensei no que ela estava falando, eu apenas respirei fundo e apenas esperei o evento começar, então, com o começo do evento, a festa começou. 


Tudo virou um caos em segundos, tinha tantas explosões, ataques de aura, mágica e até chi por todo o lado. Junto com sangue, óleo e sangue amarelo no ar. Ossos, escamas, exoesqueletos. Tudo era jogado no ar.


Mesmo com meus olhos no ponto de super lentidão que eu aprendi, eu não tava conseguindo entender tudo na minha frente, seja da forma normal, ou da forma de apenas energia, tudo acontecendo na minha frente era apenas uma grande arte abstrata, a ponto de que eu não precisava pensar em nada além de liberar o máximo de golens possível, me defender o máximo possível com minha armadura invocada e o meu manto abaixo da armadura.


Minha armadura foi esmigalhada, meus golems foram destruídos, e mesmo assim, eu não havia desistido, depois de certo ponto, eu me sentia num estado de transe, eu estava fazendo tudo no automático, e eu não tava tentando entender mais nada, eu apenas entendi o que aconteceu quando vi que a maioria dos guerreiros tinham “perdido” eu tentei relaxar, mas então, eu encostei as costas com um cavaleiro, então eu senti a adrenalina criada em todo aquele momento acumulada em um único golpe.


O guerreiro era mais rápido que eu, e me atingiu primeiro, mas mesmo cansado, e sem a armadura, o meu manto me protegeu, enquanto que com sua armadura destruída, o cavaleiro não resistiu a uma cacetada bem forte do meu cajado…eu tinha certeza que aquele golpe tinha quebrado alguma coisa na minha barriga, mas eu aguentei, apenas esperando pra ver se alguém iria tentar levantar.


Depois de algum tempinho, algumas pessoas tentaram me atacar levantando no meio dos corpos, mas nenhum deles conseguiu realmente me machucar, mesmo com minhas costelas quebradas “de novo”, eu recebi a permissão de sair dali, junto com o Brutus, a Saytus, a Dandara…e agora que eu vi, o Midas estava no evento também. O loiro sorria e acenava pra mim, já pensando na revanche que teria comigo nesse evento, então, a fada líder do evento apareceu de novo e falou.


Fada: a antiguidade, esses eventos eram usados para aprimorar o veneno dos nossos gigantes parentes insetos para aumentar a força de seus venenos, vocês estão aqui porque tem o veneno mais forte de todos, mas vocês ainda precisam saber qual de vocês tem o veneno mais forte, então, vamos começar as batalha.


E com aquela fala, a Fada unificou as 10 gaiolas em apenas 5, mandou algumas fadas para cuidar dos nossos ferimentos, e quando cada fd terminou o serviço, (fazendo algo tão bom que nem parecia que eu tinha quebrado alguma coisa). 


Depois a fada líder teleportou todas as duplas para as jaulas certinhas…tentei não me pressionar que as curas das fadas eram tão boas, eu me esquecia às vezes que as fadas conseguem se regenerar tão fácil. 


Bom, acho que ficou mais fácil pra mim porque os meus oponentes não eram tão fortes, eles eram sim fortes, mas eles eram tão fracos pra mim mesmo que eu não precisava preparar o Alaric nem por 1 minuto, e considerando que não dava pra envenenar algo que não tava vivo, meus golens eram quase um predador natural para fadas.


Claro, foi isso que eu pensei, até eu ver que as falas haviam inventado um veneno mágico capaz de envenenar golens, foi algo sinistro de ver, e mesmo assim, elas não conseguiram me machucar o suficiente pra eu me machucar mais, entre as batalhas eu até tive tempo pra improvisar um realinhamento dos meus ossos, pra eles não se curarem errados depois.


E depois de muitas batalhas, eu tive uma revanche com todos, a Dandara me deu muito trabalho, pois apesar de eu entender como esse novo estilo dela funcionava, ainda era muito difícil pra mim acompanha às vezes, e (apesar de não ter certeza disso) eu tinha quase certeza que ela encontrou uma espécie de arte marcial que combinava com esse estilo mais doido dela.


A ruiva destruiu meus golens e me deu muitos chutes, baixos se espalharam por todo meu corpo, e no meio dessa ira a dor, eu esmaguei a Dandara em um grande poder, e o mais doido daquilo, era que ela nem tava irritada, ela parecia absurdamente feliz por eu ter lutado a sério com ela. Naquele momento eu sabia, eu tinha deixado a garota totalmente doida, e a pior parte era que eu gostava daquilo.


Antonio: seja bem vinda ao hospício


Dandara: pensei que eu já tava dentro dele


Antônio: é, mas eu estou oficializando.


Falei aquilo enquanto tocava com cuidado os dois ombros de Dandara, como um cavaleiro recebendo uma benção, e me preparei pra próxima batalha brutal que iria participar.


A Saytus estava bem na minha frente, com as suas armas recheadas de sangue, prontinha pra acabar comigo. Eu logo invoquei meus golens, mas ela me surpreendeu fazendo um golpe suicida. Eu nem acreditei no que aconteceu, ela voou em minha direção numa velocidade absurda, destruiu o próprio corpo em vários pontos a ponto dela virar só uma cabeça, mas no fim, ela conseguiu o que queria, ela chegou na minha cara, sendo só uma espinha dorsal e uma cabeça, e quando o corpo dela se regenerou em segundos na minha frente, eu me lembrei que as fadas eram uma raça guerreira.


Nenhum dos meus golens invocados chegariam a mim a tempo e nem meus golens que eu conseguia invocar iriam chegar a tempo, eu tentei me reconfigurar rápido, mas eram dois braços contra 4 e as armas da Dandara pareciam saber perfeitamente bem onde estavam as falhas da minha armadura, ela me cortou na parte de dentro dos meus cotovelos, quase cortou um dos meus olhos, perfurou meu peito a ponto de destruir meu pulmão e me deu um chute na cara, tentando me finalizar ali mesmo. E no meu mais profundo desespero, peguei meu cajado e joguei um feitiço bem antigo acima dela.


Antônio: grimório dos golens, SEGUNDA PÁGINA, PUNHO DA DONZELA.


Então, um punho de donzela de ferro foi criado no meu braço, perfurando meu braço em vários pontos, mas não me dei permissão de sentir dor, e apenas mirei aquilo na cara de Saytus, a fada tentou bloquear o golpe, mas pras armas de última hora dela, meu punho destruiu todas elas, então eu mirei o punho nela, e joguei chamas que eram capazes de inverter a regeneração natural dela, chamas que fizeram a regeneração absurda da casa virar uma deterioração, e logo, ela estava gritando por sua regeneração ter começado a canibalizar o próprio corpo.


Enquanto ela se debatia no chão, fiquei pensando no quanto eu mudei, o quanto aquilo tava sendo divertido, sendo que antes eu nunca teria pensado em entrar numa luta tão doida como aquela, mas como aquela não era a hora de ficar devaneando, eu fui direto pra garganta dela novamente, mas quando ela viu eu atacando, ela sorriu pra mim, e gritou.


Saytus: BRINCADEIRINHA.


E com um golpe, ela destruiu meu punho da Donzela de ferro, arrancou minha armadura peitoral, e me cegou de um olho, foi algo tão doloroso que eu gritei o mais alto que podia, pra não ter que ficar remoendo a dor depois. 


Cara, ainda bem que a era fácil reconstruir um olho naquele território, senão eu estaria perdido, enquanto pensava aquilo, eu olhei profundamente para a Saytus, ela estava rindo pela surpresa, enquanto a minha cara estava dividida entre pura raiva, e pura curiosidade, e a Fada parecia ter entendido as duas faces muito bem.


Saytus: nós temos regeneração desde o nosso nascimento, e já vimos todos os tipos de contra feitiços para manipular nossa regeneração, você não achou que agente teria criado uma contra-medida além disso?


Antônio: não, eu pensei, então aínda bem que eu trouxe…UM PLANO B.


Eu gritei aquilo enquanto eu disparava mais um feitiço, agora um feitiço não nomeado que era apenas para anular a regeneração da Saytus, mas ela bloqueou aquele ali apenas com uma mão, e aindá debochou da minha cara, segurando o feitiço como se ele fosse uma bolinha.


Saytus: sério? Não pensou em nada melhor?


Mas naquela pose toda metida e cheia de marra que ela estava, a garota não viu o Alef, meu melhor Golem, beeeeeem atrás dela, usando um modelo diferente que era de estilo “mago” e com dois enormes canhões em seus braços, o Alef congelou a Saytus, ainda naquela pose toda debochada, e depois que eu olhei pra ela, e tive certeza que ela ainda conseguia me ouvir, eu falei.


Antônio: pensei sim.


É segundos depois, o Alef disparou um feitiço intenso de fogo nela, e com a diferença de feitiços tão grande, na fração de segundo que a Saytus ficou descongelada, ela parecia muito ruim da cabeça, até o Alef congela-la de novo, e depois a derreter de novo, e depois de passar por aquilo cinco vezes, a garota tava com a mente e o corpo muito confusos e tontos, até que seu exoesqueleto começou a vibrar, como se tivesse perdido toda a sua força, e no maior deboche do mundo, eu falei.


Antônio: ah, Saytus, Saytus, Saytus, tanto poder e você ainda se recusa a me levar a sério.


E naquele nível de deboche, eu chutei um dos braços da garota, e o braço não se regenerou. 


Diferente do outro método, desfazer aquela anulação de regeneração era algo avançado demais, até para a Saytus, eu queria dizer que eu havia vencido, mas eu sabia que não podia abaixar a guarda pra aquela garota, eu a olhei nos olhos, e enquanto sorria, também estava em dúvida genuína se ela iria continuar ou não, mas apesar de continuar me subestimando bastante, a garota era bem esperta.


Saytus: ta bom, (respira fundo) você venceu


Antônio: garota esperta.


Enquanto nós íamos até a enfermaria do evento, eu era tratado bastante pelos meus ferimentos, mas a Saytus, que entrou lá e foi tratada comigo, me olhava de uma forma bem curiosa.


Saytus: como? Como você aguenta isso?


Antônio: aguentar o que?


Saytus: como você não consegue comer uma comidinha diferente mas aguenta aquela dor?


Antônio: por que eu treinei pra isso


Saytus: é só isso, você só treinou?


Antônio: ah Saytus, Saytus, Saytus, Saytus, Saytus. Sei que minha maldição é meio complicada, mas eu descobri que pra treinar, e pra lutar…eu só precisava ter paciência comigo mesmo, levou um bom tempo pra eu me adaptar as regras, as vezes eu sinto que eu fiquei atrás dos outros por muito tempo por causa da minha maldição, mas isso também me faz me esforçar ainda mais que o normal, sabe, pra não ficar pra trás, e mesmo assim, no início foi bem difícil, aprender a lidar com a dor, aprender a atacar, e lidar com todos os comentários das pessoas que não entendiam o que eu tinha, o que fazia eu ficar com uma raiva descomunal…mas eu apenas aprendi a transformar essa raiva em combustível pra eu melhorar, e a raiva é um combustível quase ilimitado


Saytus: é por isso que você é tão forte


Antônio: é…é por isso…mesmo assim, ainda tem dias que penso que, eu ainda não fiz o suficiente


Saytus: Antônio, você já fez muita coisa, fala com sinceridade pra mim, o que é? O que ainda falta pra você?


E com a maior casualidade do mundo, eu falei.


Antônio: sair do continente.


Então, a Saytus pareceu entender, ficando até feliz com o que eu falei.


Saytus: aí aí, às vezes Toninho, sinto que você é insaciável


Antônio: às vezes eu penso isso também, sempre que parece que eu tô realmente satisfeito, eu tenho aquela vozinha na minha cabeça…uma que não é otimista e nem pessimista…ela é algo ainda maior, algo que está bem no interior do meu corpo…


Quando comecei a falar aquilo em voz alta, comecei a considerar realmente o que aquilo deveria ser, até que a Saytus me levou de novo pra realidade.


Saytus: e o que ela diz?


Antônio: ahn? Ah, claro, sim, (tosse) ela diz algo muito curioso, é algo que acontece sempre que eu termino um bom livro, ou quando eu vejo uma ótima palestra, ou quando eu tenho o dia mais incrível do mundo com as pessoas que eu mais amo em todo esse mundo…eu quero mais.


Não vou mentir, eu fiquei com medo pela forma como minha voz mudou quando falei aquilo, mas não por que ela ficou sinistra, pode ser difícil explicar dessa forma, mas ela pareceu “humana demais”, era como se tudo, literalmente tudo que seria feito para eu me considerar humano tivessem sido reunidos em três palavras curtas. Eu apenas falei “eu quero mais” como essas simples 3 palavras podiam ter tantos sentimentos assim?


Saytus: ah, todo mundo já ouvi essa voz em sua cabeça em algum momento


Antônio: ah, mas não de forma tão intensa como a minha


Saytus: e como você tem tanta certeza disso?


Antônio: por que é o meu centro que tá falando isso, por isso que essa voz parece tão diferente das outras na minha cabeça…e é por isso que minha voz tinha tantos sentimentos acumulados.


Haha, eu amava falar daquele jeito, eu me sentia tão feliz, e diferente do que eu pensei, a Saytus estava bem triste quando pensei nisso, mas não pelo que eu pensava.


Saytus: eu ia adorar saber o que você quer dizer com isso, mas…você tem uma batalha pra lutar


Antônio: ah, é mesmo, que pena, acho que fica pra próxima então.


Antes de sair da sala, parei para olhar a garota e fiquei feliz em ver que o olhar de dúvida e completa confusão que parecia estar sempre na Saytus não existia mais. Agora ela parecia bem mais que estava me analisando, não de forma ruim, ela estava conseguindo me entender, não totalmente, mas considerando que ela não sabia nada no começo, eu já via aquilo como uma vitória.


Antônio: agente se vê lá fora…parceira


Saytus: é…parceiro.


Não tinha percebido na hora, mas a conversa que eu tive com a Saytus conseguiu me distrair o suficiente para meus ferimentos se fecharem sem muitos problemas, então só entrei na gaiola separada pra mim e me preparei pra próxima batalha, uma que eu tinha certeza que iria ser boa. Isso se o meu querido colega de escola e possível rival tenha treinado bastante no meio do caminho.


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