História paralela.
E AI PESSOAL, BELEZA? OLHA, ESSA HISTORIA PAARALELA É WLGO QUE EU COLOQUEI NO INICIO DE UM SPIN OFF QUE EU FIZ, ENTAO PRA QUEM JA VIU O SPIN OFF, PODE PASSAR POR ESSE CAPITULO DE BOAS.
DANDARA NO PASSADO.
Cara, aquele dia tava sendo muito chato. Bom, tudo tava sendo chato...cara, quando exatamente tudo perdeu a cor? Quando exatamente tudo ficou cinza? E quando exatamente eu parei de perceber quando era terça, ou se já era domingo.
Eu tinha me formado com grandes honras numa grande prova, mas nessa altura eu nem poderia me importar menos, eu entrei na sala, sabendo que eu não deveria pensar muito nisso e apenas fazer o que me mandaram fazer.
Mas quando eu entrei na sala, eu senti um par de olhos me observando, um par de olhos que me fez ter uma dor intensa no peito, eu não fazia ideia do que era, então apenas olhei ao redor, tentando encontrar a pessoa, e quando a vi, pensei me olhar no espelho.
O garoto que me olhava era diferente de mim em praticamente tudo, ele era negro, com olhos amarelos e com uma tranquilidade que me pegou realmente desprevenida. Mas o que mais chamava a minha atenção era os olhos, os olhos do garoto eram cheios de preocupaçao, medo e carinho.
Era doido pra mim apenas pensar nisso, esse garoto nem me conhecia, mas a preocupaçao nos olhos dele eram algo que eu nunca pensei que iria ter, eu já tinha perdido as esperanças de alguém sentir isso por mim. E quando ela tava na minha frente, eu fugi, porque eu não queria arriscar que eu estivesse errada, então aguentei a anciã absurda de falar com ele e me afastei o máximo que pude dele.
Mas então ele veio falar comigo pessoalmente, e tive quase certeza que meu coração tentou escapar pela boca, mas eu ainda consegui manter ele no lugar, de alguma forma.
A voz do garoto causava uma dor tão profunda em meu peito que quando ele falou comigo pela primeira vez, meu primeiro pensamento foi "quanto tempo falta pra isso me matar?"
Mas o garoto apenas me levou para um lugar isolado, e quis conversar comigo, mas antes que eu perdesse a cabeça de vez, eu consegui falar primeiro, falar que ele se afastasse e me deixasse em paz.
Depois de todos os olhares intensos que ele me deu, eu já esperava que ele lutasse um pouco ou discutisse antes de me obedecer, mas não, ele apenas me ouviu, fez algumas perguntass, e foi embora.
E aqueles olhos, AQUELES MALDITOS OLHOS. Eles mudaram, eles foram de profunda preocupaçao para...empatia, era engraçado por que aquele garoto mal me conhecia, mas ele me olhava como se entendesse perfeitamente bem o que eu tava passando, e o quanto eu tava machucada...haha, que piada, isso é impossível, eu parei de confiar em pessoas a muito tempo, e não ia começar só por que um garoto era mais legal, e agora que eu o afastei, isso não vai acontecer de novo.
Algum tempo depois.
O garoto, que eu percebi logo depois que não havia perguntado o nome dele. Acabou cumprindo a promessa, se eu não tivesse perguntado a alguns alunos que ele ainda estava na escola eu teria certeza que ele tinha mudado de escola. E vendo o esforço dele, eu tentei voltar ao normal, como se nada tivesse mudado, mas, algo mudou, eu ainda sentia a dor no peito, mas agora ela não estava feliz, ela estava irada, e vazia, como se a ausência de sentimentos que eu tinha me acostumado por tanto tempo havia ficado pesado demais pra sustentar, me fazendo pensar que o garoto me amaldiçoou de alguma forma.
Irada pela minha suposta descobrerta, eu tentei não pensar no garoto cada vez mais, até que eu tirei um tempinho para vê-lo em um duelo de cavalos, onde eu tinha certeza que ele iria perder, mas antes da partida começar, assim que eu cheguei, parecia que ele tinha ganhado uma energia tão incrível que eu não conseguia sequer compreender.
Depois da batalha, ele me olhou no meio da plateia, e quando nossos olhos se encontraram eu fiquei...feliz, nossa, se passou muito tempo desde que eu fiquei realmente feliz, até que eu me lembrei que é perigoso sentir coisas, então fiquei triste em entender que mesmo se eu quisesse, não poderia confiar nele, pelo menos não dá forma que eu queria.
Eu lutei, lutei bastante com essa dor no peito que latejava, latejava e dois até o ponto onde eu precisava ve-lo, mas eu afoguei esses sentimentos dentro de mim, algo que eu fiquei muito boa em fazer depois de tanto tempo.
Mas então, a maior confirmação do meu terror chegou, o dia da minha prova do primeiro ano. Aquele foi o momento em que eu mais senti coisas, sempre que eu olhava pro Antônio, sentia como se uma outra eu, uma eu misteriosa tomasse conta de mim, e pegasse meu corpo inteiro emprestado, e o mais doido era que eu entregava de bandeira pra ela.
Eu fiquei muito feliz quando o Antônio me impediu de sair depois de completar o teste, ele parecia incomodado quando eu falei de novo, de novo e de novo o nome dele, mas eu tava tão nervosa naquela hora, que falar o nome dele era a única coisa que eu conseguia fazer, a única coisa sem acabar fazendo alguma besteira.
Até a raiva que eu senti depois que ele falou que eu não deveria buscar o amor do meu pai dessa forma não parecia minhas parecia bem mais uma raiva emprestada dessa eu estranha que eu tinha acabado de conhecer.
Quando eu ainda estava com medo, sozinha, naquele mundo cinza e horrível, ele conseguiu fazer com que meu mundo ficasse um pouco mais colorido, mas nunca, nem mesmo em meus sonhos mais doidos onde meu querido príncipe encantado aparecia e me salvava de um bandido horrível, eu imaginaria que um dia, eu seria salva da dor absurda que eu sentia por dentro.
Mesmo olhando pro meu passado, ainda era estranho pensar que aquilo realmente aconteceu, parecia perfeito demais pra ser verdade...era esse tipo de coisa que me fazia acreditar que...sim, a Criadora existe, por que para alguém como o Antônio ter entrado na minha vida e me tirado dauiloz por mais ilógico que fosse, apenas com a intervençao divina realmente iria acontecer.

