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A passagem de uma vida🌻3
☺️😡😨o grande teste😨😡☺️
2771 palavras • 15439 caracteres • ⏱ 11 min 05 s

☺️😡😨o grande teste😨😡☺️

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Tinha muito tempo desde que eu saí com eles para algum lugar, mas aquilo não impediu nenhum momento a minha habilidade ficar pior, estava com medo de ficar enferrujado, mas não, eu estsva ótimo, mesmo andando por um campo quase desconhecido.


Apesar de me gabar de conhecer muito bem o território, as profundezas da terra oca, onde o mar vermelho cheio de fazer tóxicos existia, era um mundo estranho pra mim. Eu considerei se eu deveria fazer isso ou não, mas depois que eu descobri que não existiam barcos que iam para o lugar onde eu queria levar a todos, eu me arrisquei, e levei o Zorro para dentro do grande mar de magma da terra oca.


Eu senti o calor abaixo de nós, enquanto os cascos do Zorro continuavam tocando com cuidado no grande magma, como se ele também estivesse com siderando se devia fazer isso ou não. Algumas explosões de magma, como uma bolha estourando em um canto ou outro, aconteciam, mas eu conseguia me defender.


E apesar do medo constante que eu e o Zorro parecíamos sentir juntos, estávamos indo bem, junto das máscaras que tínhamos, nada de errado parecia acontecer conosco ali.


Eu era o único doido para tentar cavalgar em cima do magma, o Brutus, a Dandara e a Saytus estavam comigo, mas eles estavam cavalgando no ar, bem longe do magma.


Dandara: tá quentinho aí embaixo?


Antônio: bastante, mas eu aguento, graças a essa belezinha.


Eu falei isso enquanto dei um toquinho no meu manto e coloquei à mostra de novo os feitiços de proteção que o tecido de dinossauro conseguia fazer.


Brutus: eu espero que tenha um ótimo motivo da gente estar nessa aventura Tony


Antônio: relaxa, agente vai conseguir algo beeeeeem legal, vocês vão ver.


Eu falei aquilo enquanto eu desviava de pedras caindo em nós, um fenômeno desconhecido que fazia o magma criar ondas e quase me engolir. E depois, entrar em um canto com uma toxicidade no ar tão concentrada, que tive que trocar minha máscara por um modelo mais avançado, algo que eu exigi que todos fizessem o mesmo.


Considerando como apenas chegar naquele lugar já era um desafio, eu já estava esperando que em algum momento um monstro capaz de sobreviver na lava fosse até nós pra nós impedir, e olha, eu estava certo, em pouco tempo, um jacaré absurdamente grande, com escamas de pedra pura e do tamanho de um elefante, saiu do magma e tentou me morder, e ele tinha vários amigos. Todo mundo ficou bem agitado, ainda com o magma sendo jogado pra todo o lado, mas eu os orientei, falei que agente não precisava lutar, só precisávamos passar o que foi um alívio pra todos, por que tentar lutar em um lugar tão fechado, com gases tóxicos e no jantar daqueles crocodilos era uma doideira muito insana pra todos ali. E olha só, depois que nós saímos do território dos crocodilos, eles pararam de nós perseguir, e a essa altura todo mundo já tava bem nervoso.


Saytus: Tony, você sabe que eu gosto de uma batalha até a morte como qualquer fada normal, MAS AQUILO FOI DOIDEIRA, PRA ONDE NÓS ESTAMOS INDO? NÓS JÁ ESTAMOS CHEGANDO


Dandara: é Melzinho, eu sinto que se eu passar por mais um teste doido eu vou perder a cabeça


Antônio: só vamos passar por mais um teste, olha, já chegamos.


E então, todos viram, uma grande bolha, que os três já conheciam muito bem, era a mesma bolha que era encontrada no reino dos elfos, e entrando bem devagar naquela bolha, todo mundo deu um gemido de alívio, por que era como se tivéssemos saído do inferno e entrado num portal pro polo norte, algo que me fez desligar os feitiços de frio debaixo do meu manto e apenas tentei ficar feliz com o grande frio que tava em volta de nós, até que eu decidi olhar de novo pra frente, e eu vi. Uma grande biblioteca, que parecia ser tão antiga que deveria ter sido construída a mais de 20000 anos atras, e era tão bem conservada que parecia novinha em folha. Bom, aqueles que ficaram guardando aquilo, eram ótimos em cuidar de coisa, e mesmo 20000 anos para aqueles que eram dignos de guardar aquele lugar não passavam de uma piscada de olho.


E quando nos aproximamos devagar, um arrepio familiar percorreu a espinha dos meus amigos, principalmente a da Saytus, já que era a primeira vez dela vendo elfos tão de perto. Mas era a primeira vez de todos vendo elfos magos com um equipamento tão bem cuidado e conservado ao lado deles.


E quando chegamos perto dos grandes portos de madeira, a dupla de guardas nos viu, com um deles apontando seu cajado imenso na nossa direçao.


Guardião: alto lá, quem deseja entrar no templo?


Antônio: eu sou Antônio Carvalho, e esses são meus acompanhantes, Davi, Saytus e Dandara Carvalho, viemos aqui para aprender o segredo para a troca de pele.


Guardião: nesse caso, provém seu valor, aceitando o teste da sombra.


E falando aquilo, o guarda bateu no chão com seu cajado, e de onde ele bateu, saiu um grande emaranhado de sombras fraco e sem forma, esperando alguém para se aproximar para eles conseguirem criar uma forma pelo que eu entendi, eu não tinha nada a esconder, então eu fui primeiro, me perguntando o que eu iria encarar.


E quando eu fiquei frente a frente com a sombra, ela se manifestou tendo um rosto familiar até demais pra mim, não era o meu eu adulto, era o meu eu criança, a voz que eu silenciei a muito tempo atrás, uma voz que agora eu ouvia, mas que ainda parecia bem forte quando eu a via daquele estado.


Sombra: o que está fazendo?


Antônio: como assim


Sombra: por que? POR QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO!? POR QUE VOCÊ NÃO AGUENTOU UM POUCO MAIS!? SE VOCÊ TIVESSE AGUENTADO SÓ MAIS UM POUCO, TODO O ESFORÇO, TODA A DOR, E TUDO QUE AGENTE PASSOU NÃO TERIA SO SIDO JOGADO NA JANELA. 


Não respondi, apenas fiquei ali, calmo, esperando a sombra terminar, porque tava bem claro pra mim que ela tava só começando.


Sombra: idai que o nosso pai é um idiota completo a nossa mãe, ele nos ama, e nos amou por muito tempo então, por que você o rejeitoU? é por causa dele que agente conseguiu tudo isso, ele que nós deu essa, fome por conhecimento, você acha que teria conseguido metade das coisas que tem se não fosse ele?


Antônio: não, eu não conseguiria


Sombra: então por que continua o rejeitando?


Antônio: porque eu não conseguiria viver sendo legal com alguém que machucou tanto a mamãe, e eu tentei…nós tentamos, não importa o que você fale, você sabe que não iríamos aguentar viver com ele


Sombra: EU NÃO LIGO, EU FIZ MUITA COISA, EU ENGOLI GRITOS, EU PAREI DE CHORAR, EU PAREI DE RECLAMAR, EU ATÉ ACEITEI QUE A MINHA DOR NÃO ERA IMPORTANTE…


A Sombra continuou gritando, gritando, e gritando mais, mas não conseguiu me convencer, cada coisa que ela falou foi algo que eu falei pra mim mesmo a muito tempo atrás e sinceramente eu estava até bem feliz com isso, por que agora, a voz que tentava me fazer voltar pro meu pai agora tinha um rosto, e a conversa que eu tive comigo mesmo a tanto tempo parecia tão especial agora.


Antônio: a dor não foi atoa, foi graças a ela que nós melhoramos, mas a dor que nós sofremos não é uma desculpa pra continuarmos querendo ficar perto dele


Sombra: mas…eu não quero abandonar ele


Antônio: eu também não, mas ficar perto dele só vai nos machucar ainda mais, nós dois sabemos disso


Sombra: mas eu não quero abandonar ele


Antônio: eu sei


Sombra: eu não quero abandonar ele


Antônio: eu sei.


Agente ficou ali, falando de novo e de novo que não queria abandoná-lo, eu queria dar-lhe a razão, mas depois de tudo que passei, não me importava de ficar ali falando a mesma coisa por tanto tempo. E depois de não ceder depois de tanto tempo, a minha sombra, meu eu que eu tenho conversado sem ele ter um rosto por tanto tempo, ele finalmente cedeu, o que me deixou bem feliz depois de tanto tempo, ele finalmente desistiu.


Sombra: você devia estudar mais


Antônio: sim, mas eu também mereço descansar quando tenho a chance


Sombra: mesmo se eu for mal?


Antônio: eu não vou mal, na verdade, acho que irei até ir melhor se eu descansar pra me focar melhor depois


Sombra: mas ainda é melhor apenas estudar


Antônio: talvez, mas vou dar a nós a chance de descansar.


E depois de mais algumas conversas com minha Sombra, ela ficou mais calma, bem mais calma, e naquele momento, fiquei feliz de mostrar pra mim mesmo que eu tinha um motivo de minha sombra ser apenas uma voz na minha cabeça e eu ser aquele no comando. Então, a Sombra ficou tranquila, feliz, e parecia mais uma criança do que um monstro em forma de criança cheio de ódio por mim.


Sombra: entendo, nesse caso, posso voltar pra casa?


Eu sabia muito bem o que ela tava falando, então eu só abri os braços e deixei ela me abraçar, e quando eu abracei ela, eu senti ela se desfazendo em meu abraço, e entrando no meu coração, haha foi uma sensação bem divertida, fresca e quentinha no meu coração.


Guardião: você pode entrar, quer entrar agora ou quer esperar os outros?


Antônio: vou esperar os outros, obrigado.


E depois de minha Sombra estar dentro de mim, foi interessante ver todo mundo ali pegando a própria Sombra.


Pela primeira vez, vi o Brutus se destransformando, porque pelo jeito, o Brutus e o Davi tinham sombras diferentes, mas no fim, as sombras deles eram quase opostas. 


A Sombra do Brutus gritava com ele que ele estava jogando muitos problemas para as irmãs, e ele deveria ser mais independente, algo que eu sabia que não era verdade, mas com o jeito que o Brutus gostava das irmãs, eu meio que entendia por que a Sombra dele era assim, ele teve que tomar muito cuidado pra não acabar como o Davi, mas tava tudo bem, se tem algo que o Lobo aprendeu é, mesmo amando as próprias irmãs, ele sabia que não podia ignorar os próprios sentimentos. 


Então ele apenas escutou a reclamação da sombra, e olha só, a sombra dele tinha muitas reclamações, seja pelo barulho, ou seja de pessoas irritantes, ele até reclamou de mim, e de todos os amigos e família dele, mas na minha visão, as reclamações dele sobre mim eram bem válidas, e depois de reclamar tanto, a Sombra não tinha muito mais o que falar com o Brutus, então ela apenas bocejou e deixou o Brutus segurar ela, igual um filhotinho, então enquanto o Brutus segurava com cuidado sua sombra, ela se desfez em seus braços e entrou com muito cuidado dentro do coração dele, e com um sorrisinho bobo, o Brutus deixou o Davi se manifestar, enquanto ele ia dormir.


  A destransformação foi algo bem interessante, o rosto dele se achatou, o pelo se retraiu pra dentro do corpo, os ossos diminuiram, os músculos continuam iguaizinhos, haha, até ele ficar novamente com a nova aparência do Davi, e diferente de sua contraparte, Davi apenas ouviu a própria Sombra o repreendendo, que ele deveria se conter mais, que ele deveria parar de deixar a raiva sair, mas o Davi teve a paciência que ele não podia mais guardar nada, com a única diferença é que agora ele tinha pessoas para conversar sobre isso, pessoas para se mostrar. 


E como sempre, a Sombra chegou em um ponto onde ela apenas ficou repetindo as coisas, e repetindo, e repetindo, e assim como eu, o Davi já tinha passado o suficiente pra não deixar a sombra dele ganhar. E então, algo legal aconteceu, ao invés de um abraço, o Davi se ajoelhou, assim que a Sombra dele se acalmou, e ergueu sua mão na direção dele.


Davi: eu vou sempre estar do seu lado, não importa o quão irritante você seja


Sombra: humpf, melhor estar falando sério.


E com um aperto de mão, a Sombra olhou o Davi nos olhos, o desafiando a desfazer a conexão deles, mas Davi não desfez a conexão, ele olhou seu querido amigo por um bom tempo, e com o aperto, a Sombra começou a se desfazer pra chegar ao coração do Davi, a Sombra se desfez completamente, deixando apenas a mão, e a mão demorou pra se desfazer. 


Quando a Sombra foi completamente pro coração do Davi, ele olhou pra própria mão um bom tempo, como se estivesse analisando o quão fundo a própria conexão com a sua alma tinha ficado, ficando bem feliz com os resultados que ele estava vendo em si próprio. 


Guardião: você passou, agora a maga ruiva.


Sem tirar os olhos de sua mão, Davi saiu do palco, e olhando pra Dandara, ele falou enquanto o Brutus tomava lentamente o controle de novo, com o seu rosto ficando mais bestial, e os pêlos voltando a aparecer.


Davi: boa sorte


Dandara: obrigada.


Eu estava com bastante medo se a Dandara iria se dar bem com a sombra dela, eu tinha certeza que ela teria muito o que conversar com ela, por tudo o que a garota passou, e como eu imaginei, a manifestação da Dandara a atacou na hora, e ela apenas se defendeu, ela ficou apenas ali, sem dizer nenhuma palavra enquanto sua sombra a enchia de palavrões e gritava que tudo que ela fez foi errado de várias formas, mas nada parecia afetar a ruiva que apenas defendia os ataques e aguentava cada palavra de seu interior sem falar nada.


 Quando sua sombra finalmente parou, elas conversaram, ou melhor, Dandara conversou, pois ela falou um pouco com a garotinha, fazendo ela ficar calada, por que cada coisa que ela falou não conseguia ser mantido, cada ideal que a sombra defendia era algo que não fazia sentido, e ela apenas conseguia gritar as mesmas coisas que ela aprendeu, repetidas e repetidas vezes, mas a Dandara não desistiu, ela continuou falando e falando com sua variante, até que no fim, a própria Sombra se cansou, haha, era como eu havia descoberto “em uma briga de ideais, quem tem a fé, a mais forte ganha” cara, eu queria muito me lembrar de qual palestra eu ouvi aquilo, por que ela parecia importante demais pra ser apenas aquilo que eu aprendi dela. 


E no final, a Dandara conseguiu conciliar sua sombra, a deixando bem calminha, mas mesmo depois de tudo aquilo, ela estava receosa, então, a Dandara apenas se sentou no chão, ficando de costas pra ela, dando tempo para sombra se aproximar dela, e depois de um tempo que pareceu quase interminável, a Sombra se aproximou de sua dona e a abraçou por trás, ela ainda estava muito machucada, mas estava disposta a ouvir o que a sua parte dominante tinha a dizer, pelo menos isso, e com aquele simples ato, ela se desfez atrás da Dandara, indo ao coração dela como se fossem asas de pássaro protegendo um filhote, e colocando a mão no peito quando ela se desfez completamente nela, ela sussurrou um.


Dandara: (surra) obrigada.


Não houve dúvidas prós gigantes se a Dandara devia passar ou não, o que me deixou bem feliz também.


Então, chegou a vez da Saytus, algo que me deixou bem curioso, não ironicamente, fiquei pensando se alguém como a fadinha teria algo guardar em uma Sombra…mas no fim, ela precisou falar por bastante tempo com a própria sombra, porque ela tinha algo bem parecido comigo, o desejo insaciável por treinar, lutar, estudar e aprender mais. 


Diferente de mim, ela precisou de bastante tempo pra convencer a própria sombra, mas ela também conseguiu, ela precisou recuar muitas vezes, mas pelo jeito não havia nada na regra dizendo que ela não podia recuar. 


Demorou, mas ela conseguiu convencer a própria sombra, e então, as duas deram as mãos, e a Saytus rodopiou a sua Sombra no ar, enquanto ela se desfazia bem devagar e entrava em seu coração, deixando a garota absurdamente feliz e eu entendia perfeitamente o porque.


Guardião: ok, todos passaram, podem entrar agora, o bibliotecário irá guiá-los até o seu destino.


Todos estavam empolgados, mesmo não chegando no lugar onde eu queria, dava pra ver que eles já conseguiam sentir que já valeu a pena entrar naquele lugar


Brutus: cara, isso tudo foi só pra entrar? Não consigo imaginar o que pode ter lá dentro


Antônio: vocês vão se impressionar.


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