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A passagem de uma vida🌻3
🥰😶‍🌫️🙂‍↕️O grande Baile🙂‍↕️😶‍🌫️🥰
1078 palavras • 6009 caracteres • ⏱ 4 min 19 s

🥰😶‍🌫️🙂‍↕️O grande Baile🙂‍↕️😶‍🌫️🥰

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Depois daquilo, nos tivemos muitos momentos onde conseguimos ter uma conversa sincera com a Cecile, com ela conhecendo a Dandara, e elas virando irmãs de forma quase instantânea (sério, eu nunca vi a Ruiva ficar tão feliz assim em conhecer uma estranha antes). 


Tudo tava uma maravilha, bom, eu estava bem feliz, até chegar na época dos bailes, um dos filhos de um parente meu iria completar 10 anos, e eu fui convidado pra festa, avisei a Dandara, e ela ficou bem feliz em eu sugerir agente ir, ao invez dela, mal ela sabia que eu não tinha problemas com bailes, eu só não ficava até o final, e pra mim aquele era o momento que o baile perdia a graça, mas com uma esposa tão boa quanto a Dandara pra entender que as coisas que eu passo não são birra de criança, eu tinha certeza que não teria problema de eu ir daquela vez.


Então, eu subi no cavalo, e como a ruiva gostava, ela subiu atrás de mim, com o Zorro relinchando, ficando bem animado de ser usado pra algo maneiro depois de tanto tempo.


O coitado estava implorando por alguma ação e eu daria ela pra ele hoje. E enquanto cavalgavamos no meio dos prédios, e em ruas que eram menos povoadas por serem bem mais ruas pra cavalos do que qualquer outra coisa, a Dandara falou.


Dandara: legal, vai ser nosso primeiro baile como um casal, acha que agente vai estar na boca do povo?


Antônio: considerando que agente não é patriarca e nem matriarca, e o quão escondido foi nosso casamento foi, tenho certeza que ninguém sequer vai saber que agente se casou


Dandara: jura? Acha que o fato dagente chegar junto, comigo em cima do seu cavalo não vai dar uma ideia pra eles?


Antônio: talvez, mas vamos tentar não pensar muito nisso, tá bom?


Dandara: tá bom.


Quando chegamos na festa, eu deixei o Zorro com um cuidador dali, e ainda falei.


Antônio: tome cuidado, ele é calminho, mas sabe se defender.


E enquanto nós entramos na festa, pelo visto minha presunção estava errada, eu estava pronto pra ligar meus feitiços de som quando pudesse, mas as fofocas que eu estava olhando eram muito boas. Pelo jeito tinha um fofoqueiro que criou toda uma história de mim e da Dandara.


Pelo jeito, alguém inventou que eu havia matado meu pai com as minhas mãos porque ele tentou matar a Dandara e o trauma que ela passou por aquilo fez ela ir pra casa de reabilitação, e que quando ela saiu, ela quis se casar comigo, mas antes disso, eu havia prometido viajar com ela pelo mundo inteiro com meu cavalo, e apenas depois que nós vimos o mundo inteiro, nós voltamos pra casa e nos casamos em uma igreja fraca e precária, porque agente não queria fazer nada absurdo e barulhento, pra não sermos vistos pela quantidade absurda de pessoas que agente irritou no meio do caminho. E ouvindo aquele tipo de história, eu não conseguia me impedir de rir junto da Dandara, agente achava aquela história tão engraçada que nem pensamos em desfazer o mal entendido.


E enquanto eu comia os doces e me esbanjava com as taças de refrigerantes eu me via na mesa dos meus amigos, porque depois de participar de tantos bailes, eu tinha criado um mapa de quais mesas era mais fácil de ficar. E ironicamente, aquela era a mesma dos meus primos de primeiro grau.


Primo1: os boatos que tão rolando, eles são todos verdade?


Antônio: parcialmente são, mas tá óbvio que alguém começou contando a história perfeita, mas ela foi distorcida no meio do caminho


Primo1: você pode nos contar a história verdadeira então? Estamos bem curiosos pra saber a história da garota que roubou o coração do nosso priminho maluquinho


Dandara: hohohoho, seria melhor dizer que ele deu o coração pra mim, e eu dei o meu pra ele


Antônio: não fala como se eu tivesse entregado fácil, eu fiz questão que você não o deixaria cair no chão se eu o entregasse pra você


Primos: uuuuuuuh.


No fim, agente sequer contou a alguém a verdadeira história, pelo menos dessa vez não, eu fiquei tão ocupado paquerando a Dandara na mesa, e também dançando com ela na pista, e também ficamos ocupados conversando com nossos parentes, apesar de ter ido comigo pra festa, agente acabou ficando mais próximos com grupos diferentes de parentes, mas no fim, agente sempre se encontrava.


Em uma das danças, bem no finalzinho, onde eu joguei a Dandara pra cima, a peguei no ar, e depois a segurei com cuidado máximo, a ponto dele ficar suspensa no ar, com apenas a minha mão na cintura dela a impedindo de cair, agente olhou com uma intensidade que atraiu olhares. 


Muitos apaixonados nos olhavam como se fossemos o casal dos sonhos, enquanto outros apenas roíam as unhas, com pensamentos bem perto da fórmula “por que que meu marido/esposa não é assim?” Me fazendo pensar que, apesar de não termos desfeito alguns boatos, agente pelo menos confirmou que éramos um casal de alguma forma. Eu já tava bem cansado, mas antes de eu falar algo pra Dandara, ela falou.


Dandara: já tá cansado?


Antônio: sim, como você soube?


Dandara: seu relógio.


Eu olhei pro meu relógio, o relógio que ela mesma me deu, e vi que já tinham se passado 3 horas desde que agente entrou ali.


Dandara: 3 horas, é sempre 3 horas em ponto, impressionante


Antônio: eu pensei que depois de tanto tempo, eu já teria melhorado esse meu limite


Dandara: talvez na próxima Melzinho


Antônio: é…porque eu já tô totalmente esgotado de ficar aqui.


Então, depois de falar com cada um dos meus parentes, decidi ir embora, e naquele momento eu agradeci profundamente por ter a Dandara do meu lado.


Antônio: tem dias que penso que não te mereço


Dandara: também tenho dias que penso que não te mereço, mas aí eu penso como isso é uma bobagem, porque eu te mereço, e você me merece 10 vezes mais do que eu te mereço


Antônio: não é meio depreciativo falar assim?


Dandara: ué? É a verdade.


E subindo no Zorro, senti a Dandara me segurando por trás, me sentindo feliz, seguro e mais acolhido do que eu sequer pensei ser possível, tudo com um único aperto.


Antônio: eu te amo


Dandara: eu também.


Então, vaguei até nossa casa, pensando em que tipo de doideira agente poderia se meter amanhã.


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