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Curioso Felino 2🌻
🍖 Carnaval da carne🍖
2198 palavras • 12346 caracteres • ⏱ 8 min 48 s

🍖 Carnaval da carne🍖

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As doideiras, estavam apenas começando, porque eu tinha convidado a Saytus, a Dandara e o Brutus, de novo para um grande evento que iria acontecer, lá no reino dos gigantes, eu só fiz questão de convidar o Pedro e a minha mae (dando ênfase em não convidar meu pai). O Brutus chamou as irmãs e os pais, a Dandara chamou os pais e a família, e a Saytus fez questão de chamar os pais e todo o time de basquete que ela tinha de irmãos, 85 no total (com tantos filhos que apenas uma fada pode ter, me impressionava que as fadas não tinham dominado o mundo ainda) e no fim, com a ajuda dos adultos, conseguimos alugar um barco, por que tava claro que agente não ia conseguir chegar lá andando e forma normal.


Pra muita gente naquela viagem, era a primeira vez vendo o imenso mar branco, e já tinha gente tirando foto, tinha gente tocando na água e achando incrível a consistência e que queria levar tudo pra casa, e tinha muita gente que levou as próprias bebidas pra festa (eu insisti que teria bebidas lá, mas eles insistiram).


Aline: e bom que esse evento seja ótimo, eu to sacrificando meu dia de folga pra vir com meu irmão


Antonio: booooooom, alguém aqui é vegano?


Todos: NÃO


António: ótimo, então tá tudo bem.


Depois de falar aquilo, o pessoal já parecia ter uma ideiazinha de onde estávamos indo, e com a ajuda do Pedro, nos tornamos um pouco o motor do barco e conseguimos fazer com que chegássemos no lugar certo em menos de 10 minutos.


E dessa vez, chegamos em uma diferente cidade de gigantes, uma cidade de gigantes bem praiana, com prédios pequenos, bem espaçosos, e que tinha muitas praias, junto com grandes montanhas de pedra que pareciam vir direto do mar branco, apenas para mostrar o quão grandes elas realmente eram.


Como a ilha era feita mais de praias e areia que qualquer coisa, a maioria das casas era de madeira, mas o que chamou a atenção de todos ali, era um cheiro e carne tão gostoso que fez muitos deles começarem a babar literalmente rios, aaaaah, esses efeitos cômicos da magia era algo que eu nunca iria me cansar de vê, nunca nunquinha.


Quando embarcamos na ilha, fomos atingidos por um feitiço de aumento que deixou todos nós na altura dos gigantes ali, eu amei isso. 


Nós tivemos uma noção melhor de tudo, aquele era um evento onde todas as raças, vazios, dragões, anjos, elfos, fadas, os próprios gigantes, trolls, ogros, ciclopes. Cada um deles trazia uma carne diferente de algum reino unico e pedia para um gigante de confiança preparar. 


Como eu não queria ser descortês, pedi pra todo mundo trazer uma comida especial com a família, e eu gostei bastante como iha deixou todo mundo na altura de gigantes assim que embarcamos no lugar, eu adorei isso.


Antonio: booooooom, esse não é o evento mais exclusivo do mundo, e nem pode ser considerado um evento, e muito mais uma tradiçãosinha entre gigantes, mas espero que possam gostar desse eventozinho especial


Aline: você quer que a gente se espalhe? ou tem um cantinho só nosso?


Antonio: epa, ainda bem que vocês me lembraram, vem, vem, vem, vem.


Pouco tempo depois, nós andamos naquele mar de pessoas, e pelo olhar que todos estavam fazendo, muitos ali estavam considerando roubar a carne de outros convidados, algo que eu com certeza não permiti, pelo menos não de forma tão fácil como muitos deles pensavam que seria. 


Gigantes podiam ser as criaturas mais pacíficas do mundo, mas isso apenas enquanto ninguém tocava as carnes deles, por que nesse momento, eles viam máquinas de matar perfeitas,  bem piores que as próprias fadas.


Bom, não precisamos de nenhum tipo de briga, porque pouco tempo depois, nós chegamos no lugar certo, em um canto não muito distante, um gigante simpático, que tinha uma aparência bem familiar pra mim, preparava uma grelha, enquanto o Jay, em seu tamanho normal, estava ansioso em um canto, atenas olhando o próprio espelho portátil.


Até que o gigante me viu, e se aproximou bem calmo. Então tentei lembrar do sobrenome de Jay pra evitar qualquer mal entendido constrangedor


Antonio: ola senhor Smith, prazer em conhecê-lo


Gigante: ah, por favor, não seja tão sério, senhor smith e o meu pai, me chame de Jon


Antonio: Jay e Jon, sua família tem um problema com a letra J


Jon: e, já me falaram muito isso, então, quem quer fritar primeiro?


Então, depois de uma grande batalha pra ver quem iria fritar o que primeiro, de alguma forma, o pão de alho que a Saytus trouxe ganhou. Eu fiquei indignado com isso, aquilo era um evento de carne e a primeira coisa que agente ia fritar ia ser pão? Chegava a ser vergonhoso, mas no fim, cada um aqui ficou com o seu grupinho.


Os pais fizeram uma matilha só deles, conversando tanto sobre o que tava rolando no reino inteiro, como os negócios de cada família, mesmo com muitos ali estando aposentados graças aos filho incríveis que tinham criado, eles ainda gostam de se gabar do quão bem os filhos herdaram os negócios, apesar deles não serem muito grandes.


 Os meus amigos (Brutus e Jay) interajam com as amigas da Dandara( Leide, e Kali), no começo, parecia que tava tudo normal, eles pareciam estar conversando sobre…sei lá, coisas que eles tinha em comum, mas olhando eles mais, ficou claro que eles estavam planejando alguma coisa…eu não sabia o por que, mas eu tinha certeza que tinha haver comigo, e eu não sabia o porque, aaaaaaaah, eu odiava isso, mas eu não podia pensar nisso agora, eu só tava ali pra curtir uma carninha com as pessoas que eu amo. 


Os dois irmãos, Pedro e João, pareciam ser os cuidadores da creche dos 85 irmãos de Saytus, e o mais estranho era que eles nem pareciam ligar pra isso, era tão natural pra eles cuidarem de crianças, por algum motivo, que fazia sentido de certa forma. Algumas outras gigantes chegaram até a se aproximar deles, gostando muito do quão bem eles interagiam com as crianças, enquanto o Pedro dizia que já tinha dona, o João atirava pra todo lado, deixando a andará bem envergonhada.


Enquanto eu apenas ficava com a Dandara, as irmãs do Brutus e a Nala, a namorada do Brutus, que engraçado, foi apenas agora que eu notei que eu não falava com ela muito, mas ela parecia bem, enquanto que as irmãs pareciam bem interessadas na garota “nova” o que me fez perceber que o Brutus não havia contado as irmãs quem ela era.


Melina: Então, você vai nos apresentar sua amiga?


Antonio: pergunta pro Brutus, ele que sabe melhor.


Não dei muito contesto sobre o que aquela faz significava, mas a Melina e logo em seguida a Aline entenderam bem rapido, e as duas foram até o brutus ter uma “conversinha de irmãos” com ele…


No fim, quando todos os grupinhos foram formados foi apenas muita festa, muita bebedeira, onde eu tive o cuidado máximo pro álcool não acabar parando no meu copo sem querer, (o que, fosse por acidente ou pegadinha, acontecia muitas vezes) e muita carne, foi uma das primeiras vezes que eu agradeci por ter ganhado uma fome tão grande depois de virar um mago.


Porque, não importa o quanto eu comia, aquelas carnes coisas que não apenas a minha galera trouxe, mas todas as raças de todo o mundo trouxeram criava um grande paraíso de grau mundial na minha boca, muitas veze, muitas vezes mesmo, minha língua parecia que iria cair de tão diferente que os gostos eram, a ponto de me fazer sentir uma dor absurda em meu paladar, mas eu aguentei aquilo como um campeão e continuei comendo. 


Quando eu finalmente enchi, vi que todo o evento havia dado uma parada, todo mundo estava quase cheio, e os que não estavam cheios era porque estavam guardando espaço para bebidas.


Eu, por outro lado, ainda ficava calminho, com a minha bebida sem álcool enquanto via todo mundo vomitando quase tudo o que comeu no chão.


Antonio: (estala a língua tres vezes) que desperdício feio


Brutus: nem me fala.


Ele não falou muita coisa além disso, e agente só viu o pessoal vomitando, até ficar ruim demais pra olhar sem dar vontade de vomitar também, então nós nos viramos. E enquanto bebíamos nossa bebida sem álcool, algo parecia ter passado na mente do Brutus, e eu sabia perfeitamente bem o que era.


Brutus: já imaginou o que aconteceria se nós bebêssemos? será que o nosso efeito seria tão diferente assim?


Antônio: dizem que os efeitos são imprevisíveis, mas eu tenho quase certeza que se bebêssemos, agente iria ficar irritado, tão irritado que iriamos ter um grau bem pequeno daquela, “coisa” que aconteceu comigo e com você nos nossos surtos, e se nos tornássemos isso uma rotina, poderíamos acabar até mesmo fazer algo ainda pior que naquela situaçao…


Eu apenas me permiti pensar isso em voz alta, porque por algum motivo que eu desconhecia, eu não gostava de pensar “o que exatamente aconteceria” se eu tomasse álcool, e enquanto falava em voz alta meus próprios pensamentos, eu entendi na hora o porquê.


Antonio: poucos copos de álcool, e uma grande possibilidade de ficarmos num estado pior do que já ficamos, marcamos pessoas que agente ama, e talvez até marcar a nós mesmos de forma incapazes e imaginar…você tá disposto a pagar pra ver?


O Olhar do Brutus quando o vi estava distante, um olhar que dizia que ele pensou em vários futuros, vários onde exatamente isso que eu falei acontecia, spoiler, nenhum deles era bonito.


Brutus: não


Antônio: foi o que eu pensei.


O primeiro dia do evento rolou sem muitos problemas, então, enquanto nós nos preparamos pra mais um dia de comilança e festança, mais uma vez vi o quarteto de amigos entregando algo a Dandara, algo estava vindo, eu podia sentir, mas também não sabia se conseguiria impedir, mas de novo, tentei não pensar nisso, “eu só estou aqui pra comer carne e relaxar, posso deixar todo esse lance de conspiração pra depois” e falando essas mentiras pra mim mesmo, consegui ficar 4 dias naquela festa sem me preocupar com o que meus amigos estavam fazendo, algo que eu me arrependi logo no quinto dia.


No quinto dia, no completo nada, e com o sol batendo em cima dela, a Dandara estava na minha frente, com algo escondido atrás dela…ok, eu tentei manter minha mente calma o máximo que eu pude, mas se isso fosse o que eu tava pensando, nao tinha jeito nenhum de eu ficar calmo, pelo menos não por muito tempo.


Dandara: Antônio


Antonio: o que?


Dandara: você tá pronto, por que eu vou perguntar agora?


Antonio: provavelmente não.


Aquele pode ter sido o momento mais tenso de toda a minha vida, e mesmo já tendo a resposta na ponta da língua, eu estava mais nervoso do que em qualquer batalha que eu já enfrentei, e eu estava adorando isso.


Dandara: Antônio Carvalho, eu te amo, eu te amo mesmo quando você duvidou do nosso amor, eu o amo, mesmo depois de descobrir todas as outras coisas que eu amo do fundo do meu coração, e eu amo pra conseguir entender todas as coisas doidas e estranhas que você faz o tempo todo…(respira fundo) e eu o amo o bastante pra saber que eu estou pronta para passar os restos dos meus dias com você por toda a eternidade, e que nunca existiria na vida alguém como você…


Ela estava mais nervosa do que nunca, enquanto ela se ajoelhou no chão, e me mostrou um anel, era engraçado, porque, eu queria fazer a proposta, mas pela conspiração que teve desde o início do evento, ela tava na minha frente desde o começo.


Dandara: Antonio Carvalho, você quer se casar comigo?


Antonio: (respira fundo) SIM.


Todo mundo em volta, ainda parecia atordoado com o pedido, não teve glamor, não teve violinos tocando, era apenas uma moça expressando seu amor pelo seu amado em um pedido, em meio a maior confusão do mundo, que era dessa forma que podia ser considerada a esta de churrasco dos gigantes, tudo do ponto onde a família do Jay tava, até os outros gigantes, tudo parecia ter parado, enquanto o casal comemorava.


Isso até minha mãe levantar sua lata de cerveja como se fosse uma taça e gritar.


Mãe: UM  BRINDE AOS FUTUROS SENHOR E SENHORA CARVALHO. e a uma filha que eu nunca tive.


A Dandara estava bem feliz por já ter conseguido sem muitos problemas a benção da minha mãe, e quanto ao meu pai, eu não ia me importar de pedir a benção dele, eu apenas gritei de alegria. 


Antonio: EU VOU ME CASAR, EU VOU ME CASAR, EU VOU ME CASAR.


Todo mundo ao nosso redor estava aplaudido de montão, e vendo como os nossos 4 amigos davam sorrisos de cúmplices pra nós, tava na cara que eles conspiraram contra mim, mas aquela altura eu já não ligava pra isso, naquele ponto até a cerimônia, eu era o homem mais feliz de toda a terra.


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