O show que eu queria levar as garotas era um show fofinho, tranquilinho e simples. Bom, pra começar, o show já iniciou com uma imensa tempestade de raios, com a fadinha voando e sendo jogada por todos os lugares diferentes, ela lutou com tudo que tinha com a tempestade, mas um galho acabou rasgando uma de suas asas, e ela foi jogada com força pra cima, com ferimentos pesados demais pra ela conseguir se regenerar direito, a sorte da fadinha foi que ela foi jogada bem pra cima do mar branco.
Enquanto que, já no mar branco, o gigante gentil andava pela praia como uma forma de se acalmar depois de milhares de coisas que ele fez naquele dia, apenas para encontrar a fadinha jogada no chão e bem fraca.
Quando o gigante tentou a pegar, a fadinha o atacou, por não saber se ele era um inimigo ou não, eles tentaram falar, mas nenhum sabia falar a língua do outro, mas mesmo assim, o gigante conseguiu a confiança da fada, mostrando a ela o que ele queria fazer.
O gigante pegou uma faca e cortou a própria mão, e depois ele usou um feitiço de fios pra costura o ferimento junto de novo, e apesar de ainda estar desconfiada, a fadinha deixou que o gigante chegasse perto dela, e depois de curá-la, a fadinha foi embora, e o gigante nem ligou, ele apenas ficou feliz de ter ajudado a fada, pronto pra possibilidade de nunca mais ver a fada de novo.
Dias se passaram e o gigante apenas continuou a própria vida, e num desses dias, ele decidiu voltar a sua caminhada na praia, aquela era a rotina dele, se ele encontrasse a fadinha de novo ali, seria apenas pura coincidência, e olha só, uma coincidência aconteceu duas vezes, por que a fadinha estava lá, já esperando por ele.
A fadinha se divertiu bastante com o gigante, gostando da companhia dele, e até o convidando pra fazer as coisas malucas no mar branco, algo que ele aceitou, eles brincaram, riram, se divertiram, e a fadinha até fez um colar para o gigante, um colar que o gigante ajudou a ficar grande para caber em seu pescoço. e o mais doido, era que eles conseguiram se divertir e fazer bem um pro outro sem nem entenderem o que o outro dizia.
E então, a maior virada na história aconteceu, depois de conviverem e falarem com o outro por tanto tempo, os dois começaram a entender a língua um do outro, mesmo que nao fossem tão bons ainda, enquanto visitavam as terras um do outro, eles riam e ambicionavam os seus iguais, mostrando um estrangeiro tão bom em falar a língua deles, o que deixou o casal não oficial muito feliz.
A fadinha conseguiu comer bastante, depois lutar bastante, ela fez um monte de coisas muito doidas com o gigante, a cada dia que se passava, a fadinha ficou confortável o bastante pra levar o gigante pra casa dela, e ele ser a alegria e diversão de muitas crianças que adoraram ter algo tão grande pra elas se divertirem também.
E o gigante amou também levar a fadinha pra casa dele, e ela receber muito amor e carinho de todos os gigantes que eram tranquilos como o seu amigo.
E depois de bastante tempo, o Gigante aprendeu a usar a magia de encolhimento e a fadinha aprendeu a magia de aumento, e com uma perfeita sincronia, a fadinha e o gigante aumentaram e diminuíram a ponto deles ficarem do tamanho perfeito para darem um beijo.
Eu tinha certeza que era algo artístico, mas eu amava o quão apaixonado o beijo de criança que os atores faziam demonstrava, por que no fim, era isso que aquele amor era, algo inocente, de criança, sem adultos mal resolvidos ou cheios de ódio atrapalhando o amor deles. O acaso os uniu, mas foi a insistência dos dois e a curiosidade de saber mais sobre seu parceiro que fez aquele amor florescer.
E no fim, a fadinha abriu as asas com uma grande alegria e felicidade, suas asas agora estavam curadas, mas na cena final, mostra os pontos ontem a costura que o gigante fez estavam, em formato de tatuagem, e a única marca o gigante, era um colar que a fadinha fez pra ele, um colar que era muito especial pra tribo dela.
E numa cena final, os dois se abraçaram, planejando ficar o resto da vida deles juntos, e quando as cortinas se fecharam, todo mundo ficou em silêncio por alguns signos, apenas pra compreenderem totalmente o que acabou de acontecer, e começaram a bater palmas, porque, sim, foi um grande show, e eu, junto as garotas, aplaudimos bastante o grande teatro.
Quando nós saímos do teatro, a Aline estava limpando o rosto com um paninho, pra impedir que a maquiagem ela ficasse borrada.
Aline: eles eram pessoas de mundos tão diferentes, e sequer conseguiam se comunicar…e mesmo assim, eles deram uma forma de conseguir ser felizes juntos…conseguir se apaixonar sem nem conseguir entender seu amado fala, algo assim realmente é possível?
Antônio: é sim, você só precisa saber onde procurar
Aline: histórias como essa e como a sua me fazem acreditar que o amor ainda existe
Antonio: jura? nesse caso eu fico feliz em dar essa impressão tão positiva em você.
E com uma risadinha daquelas que acalmam o coração, Aline falou.
Aline: você faz muito mais o que uma simples boa impressão, você, o Davi, o Brutus, o Papai, fico feliz de ter homens assim na minha vida
Antonio: entendo o que quer dizer, não tem um dia que eu passe sem que eu agradeça, de ter a minha mãe, minhas tias, minhas professoras, eu fui abençoado com muitas mulheres boas em minha vida.
E ficando quase com os olhos fechados, agente entrou em um estado de calmaria enquanto eu levava elas com calma pra casa.
Melida: AI!
Nao tava impressionado pela Melida ter feito isso, quando eu conversava com a Aline, ela sempre ficava com ciúme
Antonio: sim Melida?
Melida: Toninho, fala a verdade, eu to bonita?
Ela ainda usava o vestido que compramos na loja, era um vestido simples sem mangas, com as costas expostas e que descia até a metade das canelas, sendo dominado por uma cor branca e cheia de flores roxas.
Antonio: voce ta linda
Melida: bom, então você pode deixar agente comprar uma roupa pra você na próxima
Antonio: por que? eu gosto dessa roupa, e ela é nova, comprei ela semana passada
Melida: Toninho, você usa essas mesmas roupas desde que eu te vi pela primeira vez, a mais de 20 anos
Antônio: é tão confortável.
A franqueza com que eu falei aquilo fez a Melida ficar sem reação, e com um rosto que eu não sabia direito o que significava, ela falou.
Melida: tem certeza que vocês não sabiam que você era amaldiçoado naquela época?
Antonio: acho que em algum grau, nós sabíamos que eu tinha alguma coisa, mas não tínhamos um nome certo pra isso, e agora nós temos, então não precisamos mais nos preocupar?
Melida: hummm, isso me faz pensar se eu tenho alguma coisa, sabe, por causa do que o que o meu irmão tem
Antonio: acredite garota, se você ou a sua irmã tivessem alguma coisa, seus pais teriam percebido, eles nao iam deixar o que aconteceu com o Davi acontecer com vocês
Melida: ahan, sei.
O rosto da Melida então ficou triste, pensando provavelmente que não deveria me contar o que ela tava sentindo.
Antonio: olha, você sabe que pode me falar qualquer problema que você esteja passando, sabe disso, ne?
Melida: é, eu sei…não me leve a mal, mas eu sempre vi você como meu irmão.
E como resposta, eu apenas fiz carinho na cabeça dela.
Antonio: e eu vi vocês como minhas irmãzinhas, sou o caçula, mas eu me sinto bem maduro quando to com vocês.
E com um sorriso bem inocente, a Melida me abraçou, e eu só abracei ela de volta, e a Aline, que só tava olhando tudo de longe, me abraçou também, com bastante carinho. E então, eu olhei para frente e vi que nós já tínhamos chegado, nossa, essa foi rápida.
Antônio: até a próxima meninas
Leide e Aline: até a próxima.
E me despedindo ela como se elas fossem minhas próprias irmãs, fiquei ali um pouco, parado, apenas entendendo por completo o que aconteceu, e depois de sentir que já teve o suficiente, eu andei pra casa, me sentindo ótimo depois de ter passado um tempinho com as garotas de novo, já fazia tanto tempo que eu tava com medo delas não me reconhecerem mais.
E enquanto eu andava de forma bem calma pra casa, eu pensei que ja estava chegando a hora de eu fechar o acordo com a Ruiva, e pra isso, eu iria precizar de ajuda, e entao, pegando o meu espelho, eu liguei pra cadaum dos meus amigos, sempre perguntando a mesma coisa pra cada um deles
Antônio: aí, vocês vão estar disponíveis quando depois disso exatamente?
Cada um deu uma resposta bem diferente, e cada uma delas era bem interessante de responder.
Dandara: bom, meu chefe tá no vermelho na paciência, vou ter que ficar quase um mês no trabalho pra ficar boa com ele de novo
Saytus: eu vou ter que ficar na minha casa por um tempo, um mês pra ser exato
Brutus: nesse caso eu vou fazer umas horas extras nesse mês pra ficar livre depois.
E depois de ver como cada um deles ia ficar cheio nesse mês, fiquei aliviado sabendo que o evento que eu queria convidá-los era apenas no mês que vem
Antônio: vocês tão livres no mês que vem?
Todos: sim
Antônio: nesse caso, chamem o máximo de pessoas que conseguirem, vamos precisar do máximo de bocas que conseguirmos
Brutus: como assim?
Antônio: digamos que o próximo lugar que vamos visitar tem haver com comida.
Os meus amigos se entreolharam, trocando os olhares um pro outro, e dando sorrisos cumplicitários enquanto falavam.
Brutus: tá bom, agente aceita.
Eu tentei não falar nada, porque eu sabia que não devia me meter nisso, mas não me aguentei.
Antônio: vocês tão aprontando alguma coisa né?
Brutus: ah não, tava tão óbvio assim?
Antônio: não o suficiente, demorei muito pra perceber que algo estava errado, você, as amigas da Dandara, as suas irmãs…sei que tão planejando algo, mas não se preocupem…não vou me meter.
Eu não sabia o que era mas como eu não tinha nenhuma pista do que eles estavam fazendo, não queria me dar muitas esperanças pensando que era “aquilo” que eles estavam planejando…não, eu não podia ter grandes expectativas, na verdade, eu deveria aproveitar esse mês pra criar meu próprio plano, pois a Ruiva com certeza não vai esperar pra sempre.
E enquanto eu pensava bastante e olhava entre meus amigos, mal sabia eu que a Ruiva já tinha cansado de esperar, mas pra minha sorte, a solução dela não foi me trair.

