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Curioso Felino 2🌻
🥰😁🥳irmãzinhas🥳😁🥰
1623 palavras • 9116 caracteres • ⏱ 6 min 30 s

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haaaaah, conseguir relaxar assim era algo que eu tava bem feliz de conseguir, por que entrava passeando sozinho com as irmãs do Davi/Brutus, e enquanto eu sorria, eu via que as mocinhas tavam muito alegres com isso.


Aline: nossa, quanto tempo faz desde que agente fez isso?


Antônio: anos garota, anos, então, querem passear por aí ou querem comer logo?


Melissa: ah, não vou andar nesse calor, vem, vamos ir pra um lugar fresquinho


Aline: se você tivesse colocado feitiços de frio na sua roupa, você não faria nesse sufoco


Melida: Ah, vai tomar banho Aline.


A Melida tinha o costume estranho de inventar palavrões quando ela tava irritada, o “vai deitar” era um dos mais famosos dela, ah, como eu senti saudade disso.


Antônio: vocês iriam aceitar, sei lá, dagente participar de um jogo de xadrez?


Aline: por mim tudo bem


Melida: eu também, mas só se você comprar roupas com agente depois


Antônio: ah, meninas


Melina: ah, por favor Antônio.


Eu não entendia por que tinha tanta gente que gostava que eu escolhesse roupas pra elas, sério, o que tinha de tão legal nisso?


Bom, no fim, elas fizeram o que eu pedi, agente foi em um parquinho que tinha brinquedos e tabuleiros que ninguém era doido demais pra roubar, e nos jogamos um pouco. A Medida foi completamente destruída por nós 2, ela não venceu uma única vez de nós.


A Aline tinha uma disputa bem equilibrada comigo, agente tinha estratégias parecidas, tentávamos ler a mente um do outro, mas depois de alguns jogos, eu comecei a perder, e perder, até que ela ficar quase que 30 partidas na minha frente, e depois que eu me acalmei bastante pra entender o que tava acontecendo, e depois de mais um jogo, onde o meu rei estava completamente encurralado, eu falei.


Antônio: tá bom, eu admito, não vou conseguir mais te vencer


Aline: não fique triste Tonynho, afinal, uma líder precisa sempre pensar 10 passos a frente se quiser manter seu pessoal seguro.


A Aline falou aquilo enquanto levava seu bispo até meu rei e o derrubava Eu respirei fundo, sim, eu tava irritado, mas não era um mau perdedor, eu apertei a mão dela, e admite de forma simples como ela estava sim ficando pronta pra ser uma ótima matriarca. Enquanto a Melida parecia bem tranquila no “projetinho” que ela dizia estar fazendo e eu acreditava nela


O sorriso da Aline era pequeno, ela nunca gostou de fazer expressões super detalhadas, na verdade, ela sempre parecia cansada, isso até antes dela entender o que o irmão tava passando, mas eu convivi com a garota o suficiente pra saber que esse sorriso significava uma felicidade extrema, daquela que me fariam brilhar se fosse eu sentindo ela, (literalmente, a minha magia conseguia fazer isso comigo).


Melida: aí, me fala, podemos ir comprar as roupas agora?


Antônio: tá bom, vamos comprar essas roupas idiotas.


Eu falei aquilo, mas eu meio que gostava de comprar roupas com elas, mas eu nunca admitiria isso em voz alta, nunca. Pouco tempo depois, fui levado para o centro dos comerciantes, até irmos para um comércio de roupas e as garotas entrarem na loja, e eu? Eu fiquei na parte de fora, esperando, aquelas lojas sempre estavam lotadas demais para eu ficar lá enquanto as garotas decidiam as roupas, e eu apenas entrei na loja, quase 30 minutos depois, quando elas me chamaram pra eu “analisar” o que elas escolheram, como elas gostavam de dizer.


Eu olhei as roupas um pouco, a maioria vestidos, saias e blusas, e logo eu separei eles em duas pilhas, do “desconfortável” e o “confortável” eu não tinha que vestir as roupas, eu já passei por cada tecido irritante que eu sabia diferenciar quando uma roupa tinha um tecido muito quente, tinha algum detalhe desconfortável, um tecido irritante em si, uma etiqueta invisível que namoraria mesmo depois de corta se era apertada demais nos lugares errados. E depois que eu separei as roupas, as garotas entraram nos provadores, e mostraram as roupas pra mim.


Bom, o que eu poderia dizer? Elas haviam realmente se tornado moças, a essa altura elas deviam ter o quê? 16 anos? Eu nem sabia dizer…não, garotas de 16 não teriam esses corpos, elas deviam ter no mínimo 18. O estranho era que, apesar do quão sugestivas algumas roupas eram, não senti nada, elas podiam virar as garotas mais bonitas na face da terra, mas eu não conseguia sentir nada por elas, não por nojo, nem por meu compromisso com a Dandara mas porque eu amava elas como minhas lindas e fofas irmãzinhas.


E como sempre, a Melida ainda provou as roupas que eu rejeitei, e odiando cada uma delas, principalmente depois de eu explicar pra ela cada detalhe do que estava irritando ela na roupa, depois que eu explicava, a Melida não conseguia mais olhar pra roupa do mesmo jeito.


Melida: e mais uma roupa nunca mais poderá tocar meu corpo


Aline: Toninho, conseguiu outra vez


Antônio: acho que sim né.


E depois disso, eu pensei se agente deveria comer alguma coisa ou ir direto para o teatro, mas assim que agente chegou na mercadora, ela falou da forma mais natural do mundo.


Mercadora: nossa, seu irmão tem bom gosto.


Não era incomum pessoas pensarem que eu era irmão das duas, mas considerando como eu agia perto delas, parecia básico que as pessoas pensassem nisso.


Mercadora: ele é solteiro?


Aline: não, ele não é, e a dama dele é muito ciumenta, obrigada.


E de forma mais simples de dar um fora em alguém, a Aline me puxou pra fora da loja, e logo me puxou pra outro lugar, o grande restaurante que eu queria levar elas. 


Um restaurante feito de madeira com um estilo bem mais tradicional, calminho e com o conforto e a fraternidade que um restaurante de estilo família poderia ter. Mas a joia daquele restaurante, era claro, A PIZZA, A pizza do primeiro dono da pizzaria tinha uma receita bem especial que fazia com que a pizza tivesse uma grande fogueira azul acima dela, um que estava longe de ser apenas artístico.


Graças ao meu colar, que agora eu não tinha medo de usar, eu consegui ser atendido bem rápido. E eu não sabia se eu tinha um “rosto de Singular” ou coisa do tipo, mas sempre que eu dizia que era um Singular, todo mundo parecia aceitar sem questionar, hummmm.


Antônio: é fácil de saber que eu tenho uma maldição?


Aline: bom, sim, mesmo apenas olhando pra voce, dá pra entender que você tem alguma coisa só olhando pra você, mas não precisa pensar muito nisso não


Antônio: se você diz.


E então agente esperou nosso prato, e quando a pizza finalmente chegou, o grande fogo azul foi a primeira coisa que nos vimos, mas abaixo do fogo azul era possível ver fatias de pepperoni vermelho tradicional que saltavam no meio do fogo como se ainda estivessem vivos, um queijo tão derretido que ainda parecia saído do forno, e uma crosta que apenas pegando tinha a sensação de um pão recém saído do forno.


Ahhhh, tinha que me segurar, eu nem tinha comido nada ainda, então, sem apagar as chamas, eu dei a primeira mordida na pizza. E com todos os sabores em minha boca, sabores que eu estava acostumado e conhecia muito bem, tive a leve sensação que minha cabeça explodiu, no bom sentido.


Sempre que eu comia essa pizza, eu sentia que eu estava relaxando em uma banheira de queijo, com os pepperonis fazendo massagem em mim e o fogo sendo o grande sol picante que era o motivo de tudo sequer fazer um bom sentido.


Eu pedi uma pizza GG, mas depois de comer um pedaço tão rápido que eu sequer notei quando o comi completamente, pensei que devia pedir outra, mas eu esperei pra falar, vendo como as garotas também estavam aproveitando a pizza.


Antonio: ai, vocês querem pedir mais uma?


Aline: não, guarda um pouco pro teatro


Antônio: é, faz sentido.


Quase esqueci o teatro, mas eu não podia esquecer de novo, eu só precisaria de mais um tempinho pra comer os 3 pedaços da pizza que eram meus, e depois eu apenas relaxei um pouco, me sentindo um rei depois de me fartar com um banquete todo dedicado a mim, tudo enquanto eu sentia um calorzinho em minha boca, até que eu senti alguém tirando uma foto mágica minha. Logo seguido de uma risadinha.


Aline: hihihi, ficou com um bigodinho de fogo comestível


Antônio: sério?


Eu peguei então meu espelho, sem nem liga-lo, apenas pra ver a minha boca coberta de fogo, me fazendo rir que nem um bobão.


Antônio: ah, eu sinto que eu fico 20 anos mais novo sempre que eu tô com você


Aline: e eu sinto que voltou aos  8 anos sempre que eu tô perto de você


Melida: eu fico igualzinha ficando perto de vocês ou não.


Agente riu do comentário da garota, e apesar de eu me orgulhar muito de alegar que eu ouvia minha criança interior bastante, eu tinha que admitir que quando eu tava com as duas, era bem mais que eu estava trocando de lugar com minha criança, enquanto esse meu eu adulto descansava,  mas eu sentia que não precisava pensar nisso agora, e apenas deveria relaxar, e deixar que a minha criança interior fique no comando o máximo que ela conseguir.


E depois de comermos, rimos e contamos piadas por um tempo que, pra mim, parecia quase ilimitado, nós três nos levantamos e fomos para o teatro.


Antonio: vocês vão amar o show


Aline: é um daqueles tipos de histórias todas melosas e com um casal fofinho?


Antônio: é sim


Aline: então sim,a gente vai amar muito a história.


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